Heterocromia é uma variação na coloração usada mais frequentemente para descrever diferenças de cor na íris, mas também pode ser aplicada à variação de cor do cabelo ou da pele. A heterocromia é determinada pela produção, distribuição e concentração de melanina. Pode ser herdada ou causada por mosaicismo genético, quimerismo, doença ou lesão. Ocorre em seres humanos e em certas raças de animais domesticados.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A Síndrome de distrofia retiniana progressiva familiar-coloboma da íris-catarata congênita é uma doença genética rara que afeta principalmente os olhos. Ela se caracteriza por uma combinação de alterações oculares que estão presentes desde o nascimento ou que aparecem na infância. A condição é herdada de forma autossômica dominante, o que significa que uma cópia alterada do gene responsável já é suficiente para causar a doença. A prevalência estimada é de menos de 1 caso a cada 1.000.000 de pessoas.[1][2]
Sinais e sintomas
Os principais sinais e sintomas incluem: coloboma da íris (uma falha na formação da íris, que pode dar à pupila uma aparência de “buraco de fechadura”), sinequias posteriores da câmara anterior (aderências entre a íris e o cristalino), catarata do desenvolvimento (opacificação do cristalino que surge durante a infância), acuidade visual reduzida (visão embaçada ou diminuída) e atrofia retiniana (degeneração progressiva da retina, a camada sensível à luz no fundo do olho). Esses achados podem variar em gravidade entre os indivíduos afetados.[1][2]
Causas genéticas
A síndrome é causada por alterações (mutações) no gene MIR204. Esse gene produz um microRNA que regula a expressão de outros genes importantes para o desenvolvimento e a manutenção da retina e de outras estruturas oculares. A herança é autossômica dominante, ou seja, se um dos pais for portador da mutação, cada filho tem 50% de chance de herdar a condição.[1][3][4]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica oftalmológica detalhada, que identifica os sinais característicos (coloboma da íris, catarata congênita, atrofia retiniana). Exames complementares incluem exames de imagem da retina e testes de função visual. A confirmação genética pode ser feita por sequenciamento completo do exoma (WES), pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH ou cariótipo com bandas G, Q ou R. Também pode ser solicitada a dosagem de alfa-fetoproteína para exclusão de outros diagnósticos. Atualmente, há 41 variantes reportadas no ClinVar associadas a essa condição.[1][3][4]
Tratamento e manejo
Não há cura para a síndrome, e o tratamento é focado no manejo dos sintomas e na reabilitação visual. A catarata pode ser tratada cirurgicamente (facoemulsificação com implante de lente intraocular), quando indicada. A acuidade visual reduzida e a atrofia retiniana podem exigir acompanhamento com oftalmologista especializado, uso de óculos ou lentes de contato, e recursos de baixa visão. O atendimento em reabilitação para doenças raras está disponível no SUS. O aconselhamento genético é recomendado para as famílias afetadas.[1][3]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico visual varia conforme a gravidade da atrofia retiniana e a presença de catarata. Com intervenções adequadas (cirurgia de catarata, reabilitação visual), muitas pessoas conseguem manter alguma função visual útil. No entanto, a distrofia retiniana é progressiva, podendo levar à perda significativa da visão ao longo do tempo. O suporte multidisciplinar (oftalmologia, genética, reabilitação) é importante para otimizar a qualidade de vida.[1][2]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
A síndrome de distrofia retiniana progressiva familiar-coloboma da íris-catarata congênita é uma doença genética ocular muito rara que se manifesta desde a infância. Ela provoca alterações visíveis nos olhos, como uma fenda na íris (coloboma), opacidade na lente ocular (catarata) e um desgaste lento da retina que reduz a visão. A doença é causada por alterações no gene MIR204 e possui herança autossômica dominante, podendo ser transmitida entre gerações da mesma família. Atualmente, a condição não consta na lista oficial de PCDT de doenças raras do Ministério da Saúde e não existem medicamentos específicos dispensados pelo SUS.
Heterocromia é uma variação na coloração usada mais frequentemente para descrever diferenças de cor na íris, mas também pode ser aplicada à variação de cor do cabelo ou da pele. A heterocromia é determinada pela produção, distribuição e concentração de melanina. Pode ser herdada ou causada por mosaicismo genético, quimerismo, doença ou lesão. Ocorre em seres humanos e em certas raças de animais domesticados.
Escala de raridade
<1/50kMuito rara
1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
1/2k
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Entender a doença
Do básico ao detalhe, leia no seu ritmo
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Partes do corpo afetadas
+ 2 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 6 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Linha do tempo da pesquisa
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição. Padrão de herança: Autosomal dominant.
Curadoria gene-doença
fontes oficiaisVariantes genéticas (ClinVar)
41 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Classificação de variantes (ClinVar)
Distribuição de 1 variantes classificadas pelo ClinVar.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Síndrome de distrofia retiniana progressiva familiar-coloboma da íris-catarata congênita
Centros de Referência SUS
24 centros habilitados pelo SUS para Síndrome de distrofia retiniana progressiva familiar-coloboma da íris-catarata congênita
Centros para Síndrome de distrofia retiniana progressiva familiar-coloboma da íris-catarata congênita
Detalhes dos centros
Hospital Universitário Prof. Edgard Santos (HUPES)
R. Dr. Augusto Viana, s/n - Canela, Salvador - BA, 40110-060 · CNES 0003808
Serviço de Referência
Hospital Infantil Albert Sabin
R. Tertuliano Sales, 544 - Vila União, Fortaleza - CE, 60410-794 · CNES 2407876
Serviço de Referência
Hospital de Apoio de Brasília (HAB)
AENW 3 Lote A Setor Noroeste - Plano Piloto, Brasília - DF, 70684-831 · CNES 0010456
Serviço de Referência
Hospital Estadual Infantil e Maternidade Alzir Bernardino Alves (HIABA)
Av. Min. Salgado Filho, 918 - Soteco, Vila Velha - ES, 29106-010 · CNES 6631207
Serviço de Referência
Hospital das Clínicas da UFG
Rua 235 QD. 68 Lote Área, Nº 285, s/nº - Setor Leste Universitário, Goiânia - GO, 74605-050 · CNES 2338424
Serviço de Referência
Hospital Universitário da UFJF
R. Catulo Breviglieri, Bairro - s/n - Santa Catarina, Juiz de Fora - MG, 36036-110 · CNES 2297442
Atenção Especializada
Hospital das Clínicas da UFMG
Av. Prof. Alfredo Balena, 110 - Santa Efigênia, Belo Horizonte - MG, 30130-100 · CNES 2280167
Serviço de Referência
Hospital Universitário Julio Müller (HUJM)
R. Luis Philippe Pereira Leite, s/n - Alvorada, Cuiabá - MT, 78048-902 · CNES 2726092
Atenção Especializada
Hospital Universitário João de Barros Barreto
R. dos Mundurucus, 4487 - Guamá, Belém - PA, 66073-000 · CNES 2337878
Serviço de Referência
Hospital Universitário Lauro Wanderley (HULW)
R. Tabeliao Estanislau Eloy, 585 - Castelo Branco, João Pessoa - PB, 58050-585 · CNES 0002470
Atenção Especializada
Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (IMIP)
R. dos Coelhos, 300 - Boa Vista, Recife - PE, 50070-902 · CNES 0000647
Serviço de Referência
Hospital Pequeno Príncipe
R. Des. Motta, 1070 - Água Verde, Curitiba - PR, 80250-060 · CNES 3143805
Serviço de Referência
Hospital Universitário Regional de Maringá (HUM)
Av. Mandacaru, 1590 - Parque das Laranjeiras, Maringá - PR, 87083-240 · CNES 2216108
Atenção Especializada
Hospital de Clínicas da UFPR
R. Gen. Carneiro, 181 - Alto da Glória, Curitiba - PR, 80060-900 · CNES 2364980
Serviço de Referência
Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE-UERJ)
Blvd. 28 de Setembro, 77 - Vila Isabel, Rio de Janeiro - RJ, 20551-030 · CNES 2280221
Serviço de Referência
Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz)
Av. Rui Barbosa, 716 - Flamengo, Rio de Janeiro - RJ, 22250-020 · CNES 2269988
Serviço de Referência
Hospital São Lucas da PUCRS
Av. Ipiranga, 6690 - Jardim Botânico, Porto Alegre - RS, 90610-000 · CNES 2232928
Serviço de Referência
Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA)
Rua Ramiro Barcelos, 2350 Bloco A - Av. Protásio Alves, 211 - Bloco B e C - Santa Cecília, Porto Alegre - RS, 90035-903 · CNES 2237601
Serviço de Referência
Hospital Universitário da UFSC (HU-UFSC)
R. Profa. Maria Flora Pausewang - Trindade, Florianópolis - SC, 88036-800 · CNES 2560356
Serviço de Referência
Hospital das Clínicas da FMUSP
R. Dr. Ovídio Pires de Campos, 225 - Cerqueira César, São Paulo - SP, 05403-010 · CNES 2077485
Serviço de Referência
Hospital de Base de São José do Rio Preto
Av. Brg. Faria Lima, 5544 - Vila Sao Jose, São José do Rio Preto - SP, 15090-000 · CNES 2079798
Atenção Especializada
Hospital de Clínicas da UNICAMP
R. Vital Brasil, 251 - Cidade Universitária, Campinas - SP, 13083-888 · CNES 2748223
Serviço de Referência
Hospital de Clínicas de Ribeirão Preto (HCRP-USP)
R. Ten. Catão Roxo, 3900 - Vila Monte Alegre, Ribeirão Preto - SP, 14015-010 · CNES 2082187
Serviço de Referência
UNIFESP / Hospital São Paulo
R. Napoleão de Barros, 715 - Vila Clementino, São Paulo - SP, 04024-002 · CNES 2688689
Serviço de Referência
Dados de DATASUS/CNES, SBGM, ABNeuro e Ministério da Saúde. Sempre confirme a disponibilidade diretamente com o estabelecimento.
Pesquisa ativa
Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes
Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
Publicações mais relevantes
Publicações recentes
Mast cell mediators in hereditary angioedema.
Prenatal Molecular Diagnosis of COL2A1-Associated Stickler Syndrome: Genotype-Phenotype Correlation in a Resource-Limited Healthcare Setting.
Platelet gene signatures detecting pulmonary artery stenosis in patients with pulmonary hypertension.
The global impact of imiglucerase therapy in children with Gaucher disease types 1 and 3: a real-world analysis from the International Collaborative Gaucher Group Gaucher Registry.
Monogenic lupus with SLC7A7 mutations: a retrospective study from a Chinese center.
Associações
Organizações que acompanham esta doença — pra ter apoio e orientação
Ainda não temos associações cadastradas para Síndrome de distrofia retiniana progressiva familiar-coloboma da íris-catarata congênita.
É de uma associação que acompanha esta doença? Fale com a gente →
Doença com base genética
Um médico geneticista pode ajudar no diagnóstico de Síndrome de distrofia retiniana progressiva familiar-coloboma da íris-catarata congênita e no aconselhamento genético da família.
Doenças relacionadas
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Perguntas frequentes
O que as famílias mais perguntam sobre esta doença — cada resposta com a fonte de onde saiu
A condição é causada por mutações genéticas no gene MIR204. Ela segue um padrão de herança autossômica dominante, podendo passar de pais afetados para os filhos.
Referências
Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete
5 fontes citadas no texto · 5 publicações do grafo RarasNet (PubMed) · 5 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Citar este verbete
Raras. (2026). Síndrome de distrofia retiniana progressiva familiar-coloboma da íris-catarata congênita. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/sindrome-de-distrofia-retiniana-progressiva-familiar-coloboma-da-iris-catarata-congenita
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Síndrome de distrofia retiniana progressiva familiar-coloboma da íris-catarata congênita
📋 Origem dos dados
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- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Genética mendeliana
- fonte: OMIM
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata