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Síndrome de hidropsia-acidose láctica-anemia sideroblástica-falência multissistêmica
ORPHA:528091CID-10 · E88.8OMIM 617021DOENÇA RARA
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heartInício neonatal

Síndrome rara autossômica recessiva associada ao gene LARS2, caracterizada por hidropsia fetal, acidose láctica, anemia sideroblástica, retardo de crescimento, hematúria e falência multissistêmica. Apresenta também bloqueio atrioventricular, ascite, aumento do VCM e hematopoiese extramedular.

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Introdução

O que você precisa saber de cara

Mantido pelo Disease Twin100% com fonte · atualizado 16/06/2026Revisão médica pendente
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Visão geral

A Síndrome de hidropsia-acidose láctica-anemia sideroblástica-falência multissistêmica é uma doença genética rara, com prevalência estimada em menos de 1 caso por 1.000.000 de pessoas. Ela se manifesta já no período neonatal, afetando múltiplos sistemas do corpo e podendo levar a complicações graves desde o nascimento.[1][2]

Sinais e sintomas

Os sinais e sintomas da síndrome são variados e podem incluir: hidropsia fetal não imune (acúmulo anormal de líquido no feto), acidose láctica e acidose metabólica, anemia e anemia sideroblástica (um tipo de anemia em que há acúmulo de ferro nas células precursoras dos glóbulos vermelhos), trombocitopenia (baixa contagem de plaquetas), hipoalbuminemia (baixos níveis de albumina no sangue), aumento do volume corpuscular médio (macrocitose), hiperplasia eritroide (aumento da produção de glóbulos vermelhos na medula óssea) e hematopoiese extramedular (formação de células sanguíneas fora da medula óssea).[1][2]

Podem ocorrer também problemas cardíacos, como defeito do septo ventricular, persistência do canal arterial, aorta cavalgante, hipertensão arterial pulmonar, hipertensão sistêmica, derrame pericárdico fetal e bloqueio atrioventricular de segundo grau. Outros achados incluem oligodramnia (quantidade reduzida de líquido amniótico), ascite (acúmulo de líquido no abdômen), função hepática diminuída, insuficiência respiratória, convulsões, anormalidades no eletroencefalograma (EEG) e o bebê ser pequeno para a idade gestacional.[1][2]

Causas genéticas

A síndrome é causada por alterações (mutações) no gene LARS2. Este gene fornece instruções para a produção de uma enzima chamada leucil-tRNA sintetase mitocondrial, essencial para a produção de proteínas dentro das mitocôndrias, as organelas responsáveis pela produção de energia nas células. Mutações no LARS2 comprometem essa função, levando aos sintomas observados.[1][3][4]

Diagnóstico

O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sinais e sintomas, especialmente no período neonatal, e pode ser confirmado por meio de testes genéticos. Atualmente, existem 16 testes genéticos disponíveis para a síndrome, e 153 variantes do gene LARS2 estão registradas no ClinVar, um banco de dados público de variações genéticas e sua relação com doenças.[1][3][4]

Tratamento e manejo

O manejo da síndrome é multidisciplinar e visa tratar as complicações que surgem em cada paciente. Não há um tratamento específico que reverta a condição genética. As abordagens podem incluir suporte para insuficiência respiratória, controle da acidose, tratamento da anemia e das alterações cardíacas, além de cuidados intensivos neonatais. É fundamental que o acompanhamento seja feito por uma equipe médica especializada.[1][3]

Tratamentos citados na literatura

A literatura científica, por meio de mineração de dados (PubTator3), menciona associações com os seguintes fármacos, sem que isso constitua uma recomendação de tratamento: azacitidina, cianocobalamina, decitabina, dexametasona, acetato de dexametasona, eltrombopague, metilprednisolona, aceponato de metilprednisolona, succinato sódico de metilprednisolona, prednisona e tiamina pirofosfato. O número de publicações que associam cada fármaco à síndrome não foi especificado nas fontes disponíveis.[1][3]

Prognóstico e qualidade de vida

O prognóstico para a Síndrome de hidropsia-acidose láctica-anemia sideroblástica-falência multissistêmica é geralmente reservado, devido à gravidade e à multiplicidade dos sintomas que se manifestam já no período neonatal. A qualidade de vida depende da intensidade do acometimento de cada órgão e da resposta às intervenções de suporte. O acompanhamento médico contínuo é essencial para o manejo das complicações.[1][2]

Fontes numeradas em Referências.

Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.

💬
EM LINGUAGEM SIMPLES

A síndrome de hidropsia-acidose láctica-anemia sideroblástica-falência multissistêmica é uma doença genética muito rara com manifestações graves no início da vida. Ela é causada por alterações no gene LARS2 e provoca acúmulo de líquido corporal (hidropsia), anemia grave e aumento excessivo de ácido láctico no sangue. O quadro pode afetar seriamente o coração, o fígado e a respiração, exigindo cuidados médicos em ambiente de suporte intensivo. A condição não conta com medicamento curativo específico e não possui Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) oficial no SUS, sendo o tratamento focado no manejo dos sintomas.

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Síndrome rara autossômica recessiva associada ao gene LARS2, caracterizada por hidropsia fetal, acidose láctica, anemia sideroblástica, retardo de crescimento, hematúria e falência multissistêmica. Apresenta também bloqueio atrioventricular, ascite, aumento do VCM e hematopoiese extramedular.

Medicamentos
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AZACITIDINA, XPREZA, AZLA

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Escala de raridade

CLASSIFICAÇÃO ORPHANET · BRASIL 2024
<1 / 1 000 000
Ultra-rara
<1/50k
Muito rara
1/20k
Rara
1/10k
Pouco freq.
1/5k
Incomum
1/2k
Prevalência
0.0
Worldwide
Casos conhecidos
1
pacientes catalogados
Início
Neonatal
🏥
SUS: Cobertura mínimaScore: 0%
CID-10: E88.8
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Entender a doença

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Sinais e sintomas

O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece

Partes do corpo afetadas

❤️
Coração
4 sintomas
🩸
Sangue
3 sintomas
🫁
Pulmão
2 sintomas
🧠
Neurológico
1 sintomas
🫃
Digestivo
1 sintomas
🛡️
Imunológico
1 sintomas

+ 16 sintomas em outras categorias

Características mais comuns

100%prev.
Hipoalbuminemia
Obrigatório (100%)
100%prev.
Defeito do septo ventricular
Obrigatório (100%)
100%prev.
Persistência do canal arterial
Obrigatório (100%)
100%prev.
Acidose láctica
Obrigatório (100%)
100%prev.
Oligodramnia
Obrigatório (100%)
100%prev.
Derrame pericárdico fetal
Obrigatório (100%)
30sintomas
Muito frequente (23)
Sem dados (7)

Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 30 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.

HipoalbuminemiaHypoalbuminemia
Obrigatório (100%)100%
Defeito do septo ventricularVentricular septal defect
Obrigatório (100%)100%
Persistência do canal arterialPatent ductus arteriosus
Obrigatório (100%)100%
Acidose lácticaLactic acidosis
Obrigatório (100%)100%
OligodramniaOligohydramnios
Obrigatório (100%)100%

Linha do tempo da pesquisa

Publicações por ano — veja quando o interesse científico cresceu
Anos de pesquisa1desde 2026
Últimos 10 anos5publicações
Pico20265 papers
Linha do tempo
2026Hoje · 2026
Publicações por ano (últimos 10 anos)

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Genética e causas

O que está alterado no DNA e como passa nas famílias

Genes associados

1 gene identificado com associação a esta condição.

Curadoria gene-doença

fontes oficiais
LARS2
LARS2Leucine--tRNA ligase, mitochondrialCandidate gene tested inTolerante
VIAS BIOLÓGICAS (1)
Mitochondrial tRNA aminoacylation
MECANISMO DE DOENÇA

Perrault syndrome 4

An autosomal recessive, sex-influenced disorder characterized by sensorineural deafness in both males and females, and ovarian dysgenesis in females. Affected females have primary amenorrhea, streak gonads, and infertility, whereas affected males show normal pubertal development and are fertile.

EXPRESSÃO TECIDUAL(Ubíquo)
Linfócitos
22.1 TPM
Fibroblastos
20.3 TPM
Córtex cerebral
13.1 TPM
Brain Frontal Cortex BA9
13.1 TPM
Brain Nucleus accumbens basal ganglia
12.9 TPM
OUTRAS DOENÇAS (4)
Perrault syndrome 4hydrops-lactic acidosis-sideroblastic anemia-multisystemic failure syndromePerrault syndrome 2Perrault syndrome 1
HGNC:17095UniProt:Q15031

Variantes genéticas (ClinVar)

153 variantes patogênicas registradas no ClinVar.

🧬 LARS2: NM_015340.4(LARS2):c.2098A>G (p.Thr700Ala) ()
🧬 LARS2: NM_015340.4(LARS2):c.455+1G>C ()
🧬 LARS2: NM_015340.4(LARS2):c.2293-2A>G ()
🧬 LARS2: NM_015340.4(LARS2):c.1778_1784del (p.Leu593fs) ()
🧬 LARS2: NM_015340.4(LARS2):c.1123+1G>A ()
Ver todas no ClinVar

Classificação de variantes (ClinVar)

Distribuição de 25 variantes classificadas pelo ClinVar.

16
5
4
Patogênica (64.0%)
VUS (20.0%)
Benigna (16.0%)
VARIANTES MAIS SIGNIFICATIVAS
LARS2: NM_015340.4(LARS2):c.620G>A (p.Trp207Ter) [Likely pathogenic]
LARS2: NM_015340.4(LARS2):c.2134C>T (p.Pro712Ser) [Likely pathogenic]
LARS2: NM_015340.4(LARS2):c.944C>T (p.Ser315Leu) [Conflicting classifications of pathogenicity]
LARS2: NM_015340.4(LARS2):c.1237G>A (p.Glu413Lys) [Conflicting classifications of pathogenicity]
LARS2: NM_015340.4(LARS2):c.1607C>T (p.Pro536Leu) [Likely pathogenic]

Vias biológicas (Reactome)

1 via biológica associada aos genes desta condição.

Diagnóstico

Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam

Carregando...

Tratamento e manejo

Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar

Carregando informações de tratamento...

Onde tratar no SUS

Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)

🇧🇷 Atendimento SUS — Síndrome de hidropsia-acidose láctica-anemia sideroblástica-falência multissistêmica

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Pesquisa e ensaios clínicos

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Ordenadas pelo número de sintomas em comum.

Perguntas frequentes

O que as famílias mais perguntam sobre esta doença — cada resposta com a fonte de onde saiu

Respostas geradas por IA a partir das fontes citadas

A condição é causada por variantes genéticas patogênicas no gene LARS2, que codifica uma enzima mitocondrial. Ela é transmitida aos descendentes por meio de um padrão de herança autossômica recessiva.

Referências

Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete

5 fontes citadas no texto · 5 publicações do grafo RarasNet (PubMed) · 4 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.

  1. MONDO
    purl.obolibrary.org
  2. GARD:17966
    GARD (NIH)

Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.

Citar este verbete

Raras. (2026). Síndrome de hidropsia-acidose láctica-anemia sideroblástica-falência multissistêmica. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/sindrome-de-hidropsia-acidose-lactica-anemia-sideroblastica-falencia-multissistemica

Formato APA. Conteúdo sob CC BY 4.0 — reuso livre com atribuição.

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Compêndio · Raras BR

Síndrome de hidropsia-acidose láctica-anemia sideroblástica-falência multissistêmica

ORPHA:528091 · MONDO:0014869
Prevalência
<1 / 1 000 000
Casos
1 casos conhecidos
CID-10
E88.8 · Outros distúrbios especificados do metabolismo
Início
Neonatal
Prevalência
0.0 (Worldwide)
MedGen
UMLS
C4310761
Repurposing
11 candidatos
azacitidine — DNA methyltransferase inhibitor
cyanocobalamin — methylmalonyl CoA mutase stimulant|vitamin B
decitabine — glucocorticoid receptor agonist
+8 outros
Evidência
🥉 Relato de caso

📋 Origem dos dados

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Doença rara (ontologia)
fonte: Orphanet
Identificador unificado
fonte: MONDO
Genética mendeliana
fonte: OMIM
Rara