Síndrome rara autossômica recessiva associada ao gene LARS2, caracterizada por hidropsia fetal, acidose láctica, anemia sideroblástica, retardo de crescimento, hematúria e falência multissistêmica. Apresenta também bloqueio atrioventricular, ascite, aumento do VCM e hematopoiese extramedular.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A Síndrome de hidropsia-acidose láctica-anemia sideroblástica-falência multissistêmica é uma doença genética rara, com prevalência estimada em menos de 1 caso por 1.000.000 de pessoas. Ela se manifesta já no período neonatal, afetando múltiplos sistemas do corpo e podendo levar a complicações graves desde o nascimento.[1][2]
Sinais e sintomas
Os sinais e sintomas da síndrome são variados e podem incluir: hidropsia fetal não imune (acúmulo anormal de líquido no feto), acidose láctica e acidose metabólica, anemia e anemia sideroblástica (um tipo de anemia em que há acúmulo de ferro nas células precursoras dos glóbulos vermelhos), trombocitopenia (baixa contagem de plaquetas), hipoalbuminemia (baixos níveis de albumina no sangue), aumento do volume corpuscular médio (macrocitose), hiperplasia eritroide (aumento da produção de glóbulos vermelhos na medula óssea) e hematopoiese extramedular (formação de células sanguíneas fora da medula óssea).[1][2]
Podem ocorrer também problemas cardíacos, como defeito do septo ventricular, persistência do canal arterial, aorta cavalgante, hipertensão arterial pulmonar, hipertensão sistêmica, derrame pericárdico fetal e bloqueio atrioventricular de segundo grau. Outros achados incluem oligodramnia (quantidade reduzida de líquido amniótico), ascite (acúmulo de líquido no abdômen), função hepática diminuída, insuficiência respiratória, convulsões, anormalidades no eletroencefalograma (EEG) e o bebê ser pequeno para a idade gestacional.[1][2]
Causas genéticas
A síndrome é causada por alterações (mutações) no gene LARS2. Este gene fornece instruções para a produção de uma enzima chamada leucil-tRNA sintetase mitocondrial, essencial para a produção de proteínas dentro das mitocôndrias, as organelas responsáveis pela produção de energia nas células. Mutações no LARS2 comprometem essa função, levando aos sintomas observados.[1][3][4]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sinais e sintomas, especialmente no período neonatal, e pode ser confirmado por meio de testes genéticos. Atualmente, existem 16 testes genéticos disponíveis para a síndrome, e 153 variantes do gene LARS2 estão registradas no ClinVar, um banco de dados público de variações genéticas e sua relação com doenças.[1][3][4]
Tratamento e manejo
O manejo da síndrome é multidisciplinar e visa tratar as complicações que surgem em cada paciente. Não há um tratamento específico que reverta a condição genética. As abordagens podem incluir suporte para insuficiência respiratória, controle da acidose, tratamento da anemia e das alterações cardíacas, além de cuidados intensivos neonatais. É fundamental que o acompanhamento seja feito por uma equipe médica especializada.[1][3]
Tratamentos citados na literatura
A literatura científica, por meio de mineração de dados (PubTator3), menciona associações com os seguintes fármacos, sem que isso constitua uma recomendação de tratamento: azacitidina, cianocobalamina, decitabina, dexametasona, acetato de dexametasona, eltrombopague, metilprednisolona, aceponato de metilprednisolona, succinato sódico de metilprednisolona, prednisona e tiamina pirofosfato. O número de publicações que associam cada fármaco à síndrome não foi especificado nas fontes disponíveis.[1][3]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico para a Síndrome de hidropsia-acidose láctica-anemia sideroblástica-falência multissistêmica é geralmente reservado, devido à gravidade e à multiplicidade dos sintomas que se manifestam já no período neonatal. A qualidade de vida depende da intensidade do acometimento de cada órgão e da resposta às intervenções de suporte. O acompanhamento médico contínuo é essencial para o manejo das complicações.[1][2]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
A síndrome de hidropsia-acidose láctica-anemia sideroblástica-falência multissistêmica é uma doença genética muito rara com manifestações graves no início da vida. Ela é causada por alterações no gene LARS2 e provoca acúmulo de líquido corporal (hidropsia), anemia grave e aumento excessivo de ácido láctico no sangue. O quadro pode afetar seriamente o coração, o fígado e a respiração, exigindo cuidados médicos em ambiente de suporte intensivo. A condição não conta com medicamento curativo específico e não possui Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) oficial no SUS, sendo o tratamento focado no manejo dos sintomas.
Síndrome rara autossômica recessiva associada ao gene LARS2, caracterizada por hidropsia fetal, acidose láctica, anemia sideroblástica, retardo de crescimento, hematúria e falência multissistêmica. Apresenta também bloqueio atrioventricular, ascite, aumento do VCM e hematopoiese extramedular.
Tem tratamento?
Escala de raridade
<1/50kMuito rara
1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
1/2k
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Entender a doença
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Partes do corpo afetadas
+ 16 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 30 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Linha do tempo da pesquisa
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição.
Curadoria gene-doença
fontes oficiaisPerrault syndrome 4
An autosomal recessive, sex-influenced disorder characterized by sensorineural deafness in both males and females, and ovarian dysgenesis in females. Affected females have primary amenorrhea, streak gonads, and infertility, whereas affected males show normal pubertal development and are fertile.
Variantes genéticas (ClinVar)
153 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Classificação de variantes (ClinVar)
Distribuição de 25 variantes classificadas pelo ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
1 via biológica associada aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
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Pesquisa ativa
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Pesquisa e ensaios clínicos
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Doença com base genética
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Perguntas frequentes
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A condição é causada por variantes genéticas patogênicas no gene LARS2, que codifica uma enzima mitocondrial. Ela é transmitida aos descendentes por meio de um padrão de herança autossômica recessiva.
Referências
Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete
5 fontes citadas no texto · 5 publicações do grafo RarasNet (PubMed) · 4 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Citar este verbete
Raras. (2026). Síndrome de hidropsia-acidose láctica-anemia sideroblástica-falência multissistêmica. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/sindrome-de-hidropsia-acidose-lactica-anemia-sideroblastica-falencia-multissistemica
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Síndrome de hidropsia-acidose láctica-anemia sideroblástica-falência multissistêmica
📋 Origem dos dados
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- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Genética mendeliana
- fonte: OMIM
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Reposicionamento
- fonte: Drug Repurposing Hub