Anomalia congénita / síndrome dismórfica genética rara caracterizada por atraso de desenvolvimento variável e perturbação do desenvolvimento intelectual, aumento do peso ou obesidade, anomalias comportamentais (incluindo hiperatividade, comportamento agressivo, ansiedade, transtorno de humor ou características do espectro do autismo) e dismorfismo facial (ex: fronte alta, sobrancelhas grossas e/ou sinófrias, nariz arrebitado e orelhas volumosas, entre outras). As manifestações adicionais relacionadas incluem hipotonia, anomalias oculares, anomalias dos dedos das mãos e dos pés, hipermobilidade articular ou pigmentação anómala. A imagiologia cerebral pode mostrar anomalias de níveis inespecíficos.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A Síndrome de perturbação comportamental-perturbação do desenvolvimento intelectual-obesidade-dismorfia PHIP-relacionada é uma condição genética rara que afeta múltiplos sistemas do corpo. Está associada a alterações no gene PHIP e tem prevalência estimada em menos de 1 caso por 1.000.000 de pessoas. A herança é autossômica dominante, o que significa que uma cópia alterada do gene já é suficiente para causar a síndrome. Os primeiros sinais podem aparecer ainda antes do nascimento (período antenatal), no período neonatal ou durante a infância.[1][4]
Sinais e sintomas
As pessoas com essa síndrome podem apresentar uma combinação de características físicas, neurológicas e comportamentais. Entre os sinais físicos mais comuns estão: obesidade (aumento do peso corporal), palato ogival (céu da boca em formato de arco), micrognatia (queixo pequeno), olhos profundamente inseridos, narinas antevertidas (nariz com ponta voltada para cima), sinofris (sobrancelhas unidas no meio), ptose (pálpebra caída), epicanto (dobra de pele no canto interno do olho) e sindactilia dos dedos 2-3 do pé (dedos unidos). Também podem ocorrer hipotonia (tônus muscular baixo), distúrbio da marcha, nistagmo (movimentos oculares involuntários), anormalidades da refração (como miopia ou hipermetropia) e refluxo gastroesofágico. No período neonatal, pode haver líquido amniótico manchado por mecônio. Infecções recorrentes do trato respiratório superior e otite média recorrente são frequentes. Nos meninos, pode haver criptorquidia (testículo não descido).[1][4]
Na área comportamental e do desenvolvimento, são comuns: transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH), ansiedade, anormalidade do sono, fadiga e perturbação do desenvolvimento intelectual. Os sintomas geralmente se manifestam na infância e persistem ao longo da vida.[1][4]
Causas genéticas
A síndrome é causada por alterações (variantes patogênicas) no gene PHIP (PH-interacting protein), localizado no cromossomo 6. Esse gene fornece instruções para a produção de uma proteína que interage com outras proteínas envolvidas no crescimento e desenvolvimento celular. A herança é autossômica dominante: basta uma cópia alterada do gene para manifestar a doença. Na maioria dos casos, a alteração ocorre de forma nova (não herdada dos pais), mas pode ser transmitida de um genitor afetado.[1][2][5]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sinais e sintomas e confirmado por testes genéticos. Os exames disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS) incluem: cariótipo com bandas G, Q ou R; pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH; sequenciamento completo do exoma (WES); dosagem de alfa-fetoproteína; e atendimento em reabilitação para doenças raras. Atualmente, há 349 variantes registradas no ClinVar associadas a essa condição, e 6 tipos de testes genéticos disponíveis para diagnóstico.[1][2][5]
Tratamento e manejo
O tratamento é multidisciplinar e focado no manejo dos sintomas. Não há cura específica, mas intervenções podem melhorar a qualidade de vida. O acompanhamento pode incluir: fisioterapia e terapia ocupacional para hipotonia e distúrbios da marcha; suporte educacional e comportamental para TDAH, ansiedade e atraso no desenvolvimento; tratamento de refluxo gastroesofágico e infecções recorrentes; correção cirúrgica de criptorquidia e sindactilia, quando necessário; e acompanhamento oftalmológico para nistagmo e erros de refração. O nível de cobertura pelo SUS é mínimo, sendo essencial o encaminhamento a serviços especializados em doenças raras.[1][2]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico varia conforme a gravidade dos sintomas e o acesso a cuidados multidisciplinares. Com suporte adequado, muitas pessoas conseguem desenvolver habilidades adaptativas e manter uma qualidade de vida satisfatória. A obesidade e as infecções recorrentes requerem monitoramento contínuo. O acompanhamento regular com geneticista, pediatra, neurologista e outros especialistas é recomendado.[1][2]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Anomalia congénita / síndrome dismórfica genética rara caracterizada por atraso de desenvolvimento variável e perturbação do desenvolvimento intelectual, aumento do peso ou obesidade, anomalias comportamentais (incluindo hiperatividade, comportamento agressivo, ansiedade, transtorno de humor ou características do espectro do autismo) e dismorfismo facial (ex: fronte alta, sobrancelhas grossas e/ou sinófrias, nariz arrebitado e orelhas volumosas, entre outras). As manifestações adicionais relacionadas incluem hipotonia, anomalias oculares, anomalias dos dedos das mãos e dos pés, hipermobilidade articular ou pigmentação anómala. A imagiologia cerebral pode mostrar anomalias de níveis inespecíficos.
Escala de raridade
<1/50kMuito rara
1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
1/2k
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Entender a doença
Do básico ao detalhe, leia no seu ritmo
Preparando trilha educativa...
Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Visão geral
A Síndrome de perturbação comportamental-perturbação do desenvolvimento intelectual-obesidade-dismorfia PHIP-relacionada é uma condição genética rara que afeta múltiplos sistemas do corpo. Está associada a alterações no gene PHIP e tem prevalência estimada em menos de 1 caso por 1.000.000 de pessoas. A herança é autossômica dominante, o que significa que uma cópia alterada do gene já é suficiente para causar a síndrome. Os primeiros sinais podem aparecer ainda antes do nascimento (período antenatal), no período neonatal ou durante a infância.[1][4]
Sinais e sintomas
As pessoas com essa síndrome podem apresentar uma combinação de características físicas, neurológicas e comportamentais. Entre os sinais físicos mais comuns estão: obesidade (aumento do peso corporal), palato ogival (céu da boca em formato de arco), micrognatia (queixo pequeno), olhos profundamente inseridos, narinas antevertidas (nariz com ponta voltada para cima), sinofris (sobrancelhas unidas no meio), ptose (pálpebra caída), epicanto (dobra de pele no canto interno do olho) e sindactilia dos dedos 2-3 do pé (dedos unidos). Também podem ocorrer hipotonia (tônus muscular baixo), distúrbio da marcha, nistagmo (movimentos oculares involuntários), anormalidades da refração (como miopia ou hipermetropia) e refluxo gastroesofágico. No período neonatal, pode haver líquido amniótico manchado por mecônio. Infecções recorrentes do trato respiratório superior e otite média recorrente são frequentes. Nos meninos, pode haver criptorquidia (testículo não descido).[1][4]
Na área comportamental e do desenvolvimento, são comuns: transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH), ansiedade, anormalidade do sono, fadiga e perturbação do desenvolvimento intelectual. Os sintomas geralmente se manifestam na infância e persistem ao longo da vida.[1][4]
Causas genéticas
A síndrome é causada por alterações (variantes patogênicas) no gene PHIP (PH-interacting protein), localizado no cromossomo 6. Esse gene fornece instruções para a produção de uma proteína que interage com outras proteínas envolvidas no crescimento e desenvolvimento celular. A herança é autossômica dominante: basta uma cópia alterada do gene para manifestar a doença. Na maioria dos casos, a alteração ocorre de forma nova (não herdada dos pais), mas pode ser transmitida de um genitor afetado.[1][2][5]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sinais e sintomas e confirmado por testes genéticos. Os exames disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS) incluem: cariótipo com bandas G, Q ou R; pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH; sequenciamento completo do exoma (WES); dosagem de alfa-fetoproteína; e atendimento em reabilitação para doenças raras. Atualmente, há 349 variantes registradas no ClinVar associadas a essa condição, e 6 tipos de testes genéticos disponíveis para diagnóstico.[1][2][5]
Tratamento e manejo
O tratamento é multidisciplinar e focado no manejo dos sintomas. Não há cura específica, mas intervenções podem melhorar a qualidade de vida. O acompanhamento pode incluir: fisioterapia e terapia ocupacional para hipotonia e distúrbios da marcha; suporte educacional e comportamental para TDAH, ansiedade e atraso no desenvolvimento; tratamento de refluxo gastroesofágico e infecções recorrentes; correção cirúrgica de criptorquidia e sindactilia, quando necessário; e acompanhamento oftalmológico para nistagmo e erros de refração. O nível de cobertura pelo SUS é mínimo, sendo essencial o encaminhamento a serviços especializados em doenças raras.[1][2]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico varia conforme a gravidade dos sintomas e o acesso a cuidados multidisciplinares. Com suporte adequado, muitas pessoas conseguem desenvolver habilidades adaptativas e manter uma qualidade de vida satisfatória. A obesidade e as infecções recorrentes requerem monitoramento contínuo. O acompanhamento regular com geneticista, pediatra, neurologista e outros especialistas é recomendado.[1][2]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Partes do corpo afetadas
+ 18 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 58 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição. Padrão de herança: Autosomal dominant.
Curadoria gene-doença
fontes oficiaisProbable regulator of the insulin and insulin-like growth factor signaling pathways. Stimulates cell proliferation through regulation of cyclin transcription and has an anti-apoptotic activity through AKT1 phosphorylation and activation. Plays a role in the regulation of cell morphology and cytoskeletal organization
Nucleus
Chung-Jansen syndrome
An autosomal dominant disorder characterized by developmental delay, intellectual disability, autistic features, anxiety, hypotonia, obesity, and dysmorphic features.
Variantes genéticas (ClinVar)
349 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Classificação de variantes (ClinVar)
Distribuição de 179 variantes classificadas pelo ClinVar.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Síndrome de perturbação comportamental-perturbação do desenvolvimento intelectual-obesidade-dismorfia PHIP-relacionada
Centros de Referência SUS
13 centros habilitados pelo SUS para Síndrome de perturbação comportamental-perturbação do desenvolvimento intelectual-obesidade-dismorfia PHIP-relacionada
Centros para Síndrome de perturbação comportamental-perturbação do desenvolvimento intelectual-obesidade-dismorfia PHIP-relacionada
Detalhes dos centros
Hospital Infantil Albert Sabin
R. Tertuliano Sales, 544 - Vila União, Fortaleza - CE, 60410-794 · CNES 2407876
Serviço de Referência
Hospital de Apoio de Brasília (HAB)
AENW 3 Lote A Setor Noroeste - Plano Piloto, Brasília - DF, 70684-831 · CNES 0010456
Serviço de Referência
Hospital Estadual Infantil e Maternidade Alzir Bernardino Alves (HIABA)
Av. Min. Salgado Filho, 918 - Soteco, Vila Velha - ES, 29106-010 · CNES 6631207
Serviço de Referência
Hospital das Clínicas da UFMG
Av. Prof. Alfredo Balena, 110 - Santa Efigênia, Belo Horizonte - MG, 30130-100 · CNES 2280167
Serviço de Referência
Hospital Universitário João de Barros Barreto
R. dos Mundurucus, 4487 - Guamá, Belém - PA, 66073-000 · CNES 2337878
Serviço de Referência
Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (IMIP)
R. dos Coelhos, 300 - Boa Vista, Recife - PE, 50070-902 · CNES 0000647
Serviço de Referência
Hospital Pequeno Príncipe
R. Des. Motta, 1070 - Água Verde, Curitiba - PR, 80250-060 · CNES 3143805
Serviço de Referência
Hospital de Clínicas da UFPR
R. Gen. Carneiro, 181 - Alto da Glória, Curitiba - PR, 80060-900 · CNES 2364980
Serviço de Referência
Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz)
Av. Rui Barbosa, 716 - Flamengo, Rio de Janeiro - RJ, 22250-020 · CNES 2269988
Serviço de Referência
Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA)
Rua Ramiro Barcelos, 2350 Bloco A - Av. Protásio Alves, 211 - Bloco B e C - Santa Cecília, Porto Alegre - RS, 90035-903 · CNES 2237601
Serviço de Referência
Hospital das Clínicas da FMUSP
R. Dr. Ovídio Pires de Campos, 225 - Cerqueira César, São Paulo - SP, 05403-010 · CNES 2077485
Serviço de Referência
Hospital de Clínicas da UNICAMP
R. Vital Brasil, 251 - Cidade Universitária, Campinas - SP, 13083-888 · CNES 2748223
Serviço de Referência
Hospital de Clínicas de Ribeirão Preto (HCRP-USP)
R. Ten. Catão Roxo, 3900 - Vila Monte Alegre, Ribeirão Preto - SP, 14015-010 · CNES 2082187
Serviço de Referência
Dados de DATASUS/CNES, SBGM, ABNeuro e Ministério da Saúde. Sempre confirme a disponibilidade diretamente com o estabelecimento.
Pesquisa ativa
Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes
Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
Associações
Organizações que acompanham esta doença — pra ter apoio e orientação
Ainda não temos associações cadastradas para Síndrome de perturbação comportamental-perturbação do desenvolvimento intelectual-obesidade-dismorfia PHIP-relacionada.
É de uma associação que acompanha esta doença? Fale com a gente →
Comunidades
Grupos ativos de quem convive com esta doença aqui no Raras
Ainda não existe comunidade no Raras para Síndrome de perturbação comportamental-perturbação do desenvolvimento intelectual-obesidade-dismorfia PHIP-relacionada
Pacientes, familiares e cuidadores se organizam em comunidades pra compartilhar experiências, fazer perguntas e se apoiar. Você pode ser o primeiro.
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Fazer loginDoenças relacionadas
Doenças com sintomas parecidos — ajudam quem ainda está buscando diagnóstico
Referências e fontes
Bases de dados externas citadas neste artigo
Bases de dados e fontes oficiais
Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.
- ORPHA:589905(Orphanet)
- OMIM OMIM:617991(OMIM)
- MONDO:0035133(MONDO)
- GARD:22367(GARD (NIH))
- Variantes catalogadas(ClinVar)
- Q117472178(Wikidata)
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Conteúdo mantido por Agente Raras · Médicos e pesquisadores podem colaborar
Síndrome de perturbação comportamental-perturbação do desenvolvimento intelectual-obesidade-dismorfia PHIP-relacionada
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Genética mendeliana
- fonte: OMIM
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata
- Reposicionamento
- fonte: Drug Repurposing Hub