Síndrome rara autossômica recessiva associada ao gene THOC6, caracterizada por atraso no desenvolvimento, microcefalia e dismorfia facial. Manifesta-se com micrognatia, miopia, deficiência auditiva e anomalias geniturinárias como hipospadia e agenesia renal unilateral.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A Síndrome de perturbação do desenvolvimento-microcefalia-dismorfia facial THOC6-relacionada é uma doença genética rara, caracterizada por atraso global do desenvolvimento, microcefalia (cabeça menor que o esperado) e características faciais distintas. A condição é herdada de forma autossômica recessiva, ou seja, é necessário que ambos os pais sejam portadores de uma cópia alterada do gene THOC6 para que a criança manifeste a síndrome. A prevalência estimada é de menos de 1 caso por 1.000.000 de pessoas, e os primeiros sinais geralmente aparecem ainda no período neonatal ou na primeira infância.[1][4]
Sinais e sintomas
Os principais sinais e sintomas incluem atraso global do desenvolvimento (dificuldades em atingir marcos motores, de linguagem e cognitivos), microcefalia, e um conjunto de características faciais que podem incluir testa larga e alta, nariz longo, queixo pontudo, retrognatia (mandíbula recuada) e micrognatia (mandíbula pequena), além de lábio superior com vermelhão espesso. Outros achados frequentes são miopia (dificuldade para enxergar de longe), deficiência auditiva, anormalidades da dentição, e alterações cardíacas como defeito do septo ventricular muscular e defeito do septo atrial. Podem ocorrer também anomalias do sistema geniturinário, como hipospadia (abertura da uretra na face inferior do pênis) e agenesia renal unilateral (ausência de um dos rins). Em alguns casos, há ventriculomegalia (aumento dos ventrículos cerebrais) e morfologia anormal do cérebro. Nas mulheres, pode haver insuficiência ovariana prematura. Alterações nos pés, como dedo do pé sobreposto, também foram descritas.[1][4]
Causas genéticas
A síndrome é causada por alterações (mutações) no gene THOC6, que fornece instruções para a produção de uma subunidade do complexo THO, envolvido no processamento e transporte de RNA. A herança é autossômica recessiva: para desenvolver a doença, a pessoa precisa herdar duas cópias alteradas do gene THOC6, uma de cada genitor. Os pais, que geralmente têm apenas uma cópia alterada, são chamados de portadores e não apresentam sintomas da síndrome.[1][2][5]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sinais e sintomas característicos e confirmado por testes genéticos. Os exames disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS) incluem: cariótipo com bandas G, Q ou R; pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH; sequenciamento completo do exoma (WES); e dosagem de alfa-fetoproteína. O sequenciamento do gene THOC6, seja por painel genético ou por sequenciamento do exoma, é o método padrão para confirmar o diagnóstico. Atualmente, há 68 variantes patogênicas descritas no ClinVar para esse gene. O acompanhamento inclui também atendimento em reabilitação para doenças raras.[1][2][5]
Tratamento e manejo
Não existe cura para a síndrome, e o tratamento é multidisciplinar, focado no manejo dos sintomas e na melhora da qualidade de vida. O acompanhamento deve incluir avaliações regulares com neurologista, geneticista, oftalmologista, otorrinolaringologista, cardiologista e nefrologista, conforme a necessidade. Intervenções precoces com fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia e suporte educacional são fundamentais para estimular o desenvolvimento. O SUS oferece cobertura mínima para procedimentos como cariótipo, pesquisa de microdeleções, sequenciamento do exoma e atendimento em reabilitação para doenças raras. Não há medicamentos específicos aprovados para a síndrome.[1][2]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico varia de acordo com a gravidade dos sintomas e a presença de anomalias associadas, especialmente cardíacas e renais. O atraso global do desenvolvimento é uma característica central, e a maioria das pessoas afetadas necessita de suporte ao longo da vida. Com acompanhamento médico adequado e intervenções precoces, é possível melhorar a qualidade de vida e o desenvolvimento das habilidades funcionais. O aconselhamento genético é recomendado para as famílias.[1][4]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Síndrome rara autossômica recessiva associada ao gene THOC6, caracterizada por atraso no desenvolvimento, microcefalia e dismorfia facial. Manifesta-se com micrognatia, miopia, deficiência auditiva e anomalias geniturinárias como hipospadia e agenesia renal unilateral.
Escala de raridade
<1/50kMuito rara
1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
1/2k
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Entender a doença
Do básico ao detalhe, leia no seu ritmo
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Visão geral
A Síndrome de perturbação do desenvolvimento-microcefalia-dismorfia facial THOC6-relacionada é uma doença genética rara, caracterizada por atraso global do desenvolvimento, microcefalia (cabeça menor que o esperado) e características faciais distintas. A condição é herdada de forma autossômica recessiva, ou seja, é necessário que ambos os pais sejam portadores de uma cópia alterada do gene THOC6 para que a criança manifeste a síndrome. A prevalência estimada é de menos de 1 caso por 1.000.000 de pessoas, e os primeiros sinais geralmente aparecem ainda no período neonatal ou na primeira infância.[1][4]
Sinais e sintomas
Os principais sinais e sintomas incluem atraso global do desenvolvimento (dificuldades em atingir marcos motores, de linguagem e cognitivos), microcefalia, e um conjunto de características faciais que podem incluir testa larga e alta, nariz longo, queixo pontudo, retrognatia (mandíbula recuada) e micrognatia (mandíbula pequena), além de lábio superior com vermelhão espesso. Outros achados frequentes são miopia (dificuldade para enxergar de longe), deficiência auditiva, anormalidades da dentição, e alterações cardíacas como defeito do septo ventricular muscular e defeito do septo atrial. Podem ocorrer também anomalias do sistema geniturinário, como hipospadia (abertura da uretra na face inferior do pênis) e agenesia renal unilateral (ausência de um dos rins). Em alguns casos, há ventriculomegalia (aumento dos ventrículos cerebrais) e morfologia anormal do cérebro. Nas mulheres, pode haver insuficiência ovariana prematura. Alterações nos pés, como dedo do pé sobreposto, também foram descritas.[1][4]
Causas genéticas
A síndrome é causada por alterações (mutações) no gene THOC6, que fornece instruções para a produção de uma subunidade do complexo THO, envolvido no processamento e transporte de RNA. A herança é autossômica recessiva: para desenvolver a doença, a pessoa precisa herdar duas cópias alteradas do gene THOC6, uma de cada genitor. Os pais, que geralmente têm apenas uma cópia alterada, são chamados de portadores e não apresentam sintomas da síndrome.[1][2][5]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sinais e sintomas característicos e confirmado por testes genéticos. Os exames disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS) incluem: cariótipo com bandas G, Q ou R; pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH; sequenciamento completo do exoma (WES); e dosagem de alfa-fetoproteína. O sequenciamento do gene THOC6, seja por painel genético ou por sequenciamento do exoma, é o método padrão para confirmar o diagnóstico. Atualmente, há 68 variantes patogênicas descritas no ClinVar para esse gene. O acompanhamento inclui também atendimento em reabilitação para doenças raras.[1][2][5]
Tratamento e manejo
Não existe cura para a síndrome, e o tratamento é multidisciplinar, focado no manejo dos sintomas e na melhora da qualidade de vida. O acompanhamento deve incluir avaliações regulares com neurologista, geneticista, oftalmologista, otorrinolaringologista, cardiologista e nefrologista, conforme a necessidade. Intervenções precoces com fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia e suporte educacional são fundamentais para estimular o desenvolvimento. O SUS oferece cobertura mínima para procedimentos como cariótipo, pesquisa de microdeleções, sequenciamento do exoma e atendimento em reabilitação para doenças raras. Não há medicamentos específicos aprovados para a síndrome.[1][2]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico varia de acordo com a gravidade dos sintomas e a presença de anomalias associadas, especialmente cardíacas e renais. O atraso global do desenvolvimento é uma característica central, e a maioria das pessoas afetadas necessita de suporte ao longo da vida. Com acompanhamento médico adequado e intervenções precoces, é possível melhorar a qualidade de vida e o desenvolvimento das habilidades funcionais. O aconselhamento genético é recomendado para as famílias.[1][4]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Partes do corpo afetadas
+ 16 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 54 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Linha do tempo da pesquisa
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição. Padrão de herança: Autosomal recessive.
Curadoria gene-doença
fontes oficiaisComponent of the THO subcomplex of the TREX complex which is thought to couple mRNA transcription, processing and nuclear export, and which specifically associates with spliced mRNA and not with unspliced pre-mRNA (PubMed:15833825, PubMed:15998806, PubMed:17190602). Plays a key structural role in the oligomerization of the THO-DDX39B complex (PubMed:33191911). TREX is recruited to spliced mRNAs by a transcription-independent mechanism, binds to mRNA upstream of the exon-junction complex (EJC) an
NucleusNucleus speckle
Beaulieu-Boycott-Innes syndrome
An autosomal recessive neurodevelopmental disorder characterized by delayed development, moderate intellectual disability, and dysmorphic facial features. Other developmental anomalies, such as cardiac and renal defects, may also occur.
Variantes genéticas (ClinVar)
68 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Classificação de variantes (ClinVar)
Distribuição de 36 variantes classificadas pelo ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
3 vias biológicas associadas aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Síndrome de perturbação do desenvolvimento-microcefalia-dismorfia facial THOC6-relacionada
Centros de Referência SUS
13 centros habilitados pelo SUS para Síndrome de perturbação do desenvolvimento-microcefalia-dismorfia facial THOC6-relacionada
Centros para Síndrome de perturbação do desenvolvimento-microcefalia-dismorfia facial THOC6-relacionada
Detalhes dos centros
Hospital Infantil Albert Sabin
R. Tertuliano Sales, 544 - Vila União, Fortaleza - CE, 60410-794 · CNES 2407876
Serviço de Referência
Hospital de Apoio de Brasília (HAB)
AENW 3 Lote A Setor Noroeste - Plano Piloto, Brasília - DF, 70684-831 · CNES 0010456
Serviço de Referência
Hospital Estadual Infantil e Maternidade Alzir Bernardino Alves (HIABA)
Av. Min. Salgado Filho, 918 - Soteco, Vila Velha - ES, 29106-010 · CNES 6631207
Serviço de Referência
Hospital das Clínicas da UFMG
Av. Prof. Alfredo Balena, 110 - Santa Efigênia, Belo Horizonte - MG, 30130-100 · CNES 2280167
Serviço de Referência
Hospital Universitário João de Barros Barreto
R. dos Mundurucus, 4487 - Guamá, Belém - PA, 66073-000 · CNES 2337878
Serviço de Referência
Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (IMIP)
R. dos Coelhos, 300 - Boa Vista, Recife - PE, 50070-902 · CNES 0000647
Serviço de Referência
Hospital Pequeno Príncipe
R. Des. Motta, 1070 - Água Verde, Curitiba - PR, 80250-060 · CNES 3143805
Serviço de Referência
Hospital de Clínicas da UFPR
R. Gen. Carneiro, 181 - Alto da Glória, Curitiba - PR, 80060-900 · CNES 2364980
Serviço de Referência
Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz)
Av. Rui Barbosa, 716 - Flamengo, Rio de Janeiro - RJ, 22250-020 · CNES 2269988
Serviço de Referência
Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA)
Rua Ramiro Barcelos, 2350 Bloco A - Av. Protásio Alves, 211 - Bloco B e C - Santa Cecília, Porto Alegre - RS, 90035-903 · CNES 2237601
Serviço de Referência
Hospital das Clínicas da FMUSP
R. Dr. Ovídio Pires de Campos, 225 - Cerqueira César, São Paulo - SP, 05403-010 · CNES 2077485
Serviço de Referência
Hospital de Clínicas da UNICAMP
R. Vital Brasil, 251 - Cidade Universitária, Campinas - SP, 13083-888 · CNES 2748223
Serviço de Referência
Hospital de Clínicas de Ribeirão Preto (HCRP-USP)
R. Ten. Catão Roxo, 3900 - Vila Monte Alegre, Ribeirão Preto - SP, 14015-010 · CNES 2082187
Serviço de Referência
Dados de DATASUS/CNES, SBGM, ABNeuro e Ministério da Saúde. Sempre confirme a disponibilidade diretamente com o estabelecimento.
Pesquisa ativa
Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes
Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
Publicações mais relevantes
Publicações recentes
Bi-allelic variants in FSD1L cause a neurodevelopmental disorder overlapping with L1 syndrome.
A rare variant of USP9X associated with female-restricted X-linked syndromic intellectual disability.
Novel variant causing OTUD6B-related syndrome with ocular dysplasia and hypothyroidism: the first Chinese case.
Whole-genome sequencing reveals individual and cohort level insights into chromosome 9p syndromes.
Pathologies of the cervical spine in skeletal syndromes and dysplasias.
Associações
Organizações que acompanham esta doença — pra ter apoio e orientação
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Comunidades
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Referências e fontes
Bases de dados externas citadas neste artigo
Publicações científicas
Artigos indexados no PubMed ligados a esta doença no grafo RarasNet — título, periódico e PMID direto da fonte, sem intermediação de IA.
- Bi-allelic variants in FSD1L cause a neurodevelopmental disorder overlapping with L1 syndrome.
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Bases de dados e fontes oficiais
Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.
- ORPHA:363444(Orphanet)
- OMIM OMIM:613680(OMIM)
- MONDO:0013362(MONDO)
- GARD:17558(GARD (NIH))
- Variantes catalogadas(ClinVar)
- Busca completa no PubMed(PubMed)
- Q55784028(Wikidata)
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Conteúdo mantido por Agente Raras · Médicos e pesquisadores podem colaborar
Síndrome de perturbação do desenvolvimento-microcefalia-dismorfia facial THOC6-relacionada
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Genética mendeliana
- fonte: OMIM
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata