Pular para o conteúdo
Síndrome de sindactilia-camptodactilia e clinodactilia do quinto dedo-dedos dos pés bífidos
ORPHA:357332CID-10 · Q87.2OMIM 615170DOENÇA RARA
Esta doença tem causa genética. Recomendamos procurar um médico geneticista para diagnóstico, exames genéticos e aconselhamento familiar.
Início neonatalHerança AR

Síndrome rara com herança autossômica recessiva, caracterizada por sindactilia, camptodactilia e clinodactilia do quinto dedo, além de dedos dos pés bífidos. Apresenta polegares curtos e aduzidos, metacarpos e palmas curtas, e anquilose.

Mantido por Agente Raras·Colaborar como especialista →

Introdução

O que você precisa saber de cara

Mantido pelo Disease Twin100% com fonte · atualizado 11/06/2026Revisão médica pendente
Informacoes curadas por IA — podem conter imprecisoes

Visão geral

A Síndrome de sindactilia-camptodactilia e clinodactilia do quinto dedo-dedos dos pés bífidos é uma condição genética rara que afeta o desenvolvimento dos dedos das mãos e dos pés. Sua prevalência é estimada em menos de 1 caso por 1.000.000 de pessoas. A doença geralmente se manifesta no período neonatal ou na primeira infância.[1][2]

Sinais e sintomas

Os principais sinais e sintomas envolvem alterações nas mãos e nos pés. Nas mãos, podem ocorrer: dedos unidos (sindactilia), curvatura anormal dos dedos (clinodactilia), contratura em flexão dos dedos (camptodactilia), polegar curto, polegar aduzido (voltado para a palma), rigidez articular (anquilose), ossos do metacarpo encurtados e palma da mão curta. Nos pés, é comum o encurtamento e a presença de dedos bífidos (fendidos).[1][2]

Causas genéticas

A síndrome é herdada de forma autossômica recessiva, o que significa que é necessário herdar uma cópia do gene alterado de cada um dos pais para manifestar a doença. Embora o gene específico responsável ainda não tenha sido identificado, a condição está registrada no banco de dados OMIM (código 615170) e no MONDO (código 0014069).[1][3][4]

Diagnóstico

O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sinais e sintomas característicos. Exames genéticos podem auxiliar na confirmação, incluindo: cariótipo com bandeamento G, Q ou R; pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH; e sequenciamento completo do exoma (WES). A dosagem de alfa-fetoproteína também pode ser solicitada como parte da investigação.[1][3][4]

Tratamento e manejo

O manejo da síndrome é multidisciplinar e focado nos sintomas apresentados. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece cobertura mínima para o atendimento, incluindo procedimentos como cariótipo, pesquisa de microdeleções/microduplicações, sequenciamento completo do exoma, dosagem de alfa-fetoproteína e atendimento em reabilitação para doenças raras. Não há medicamentos específicos aprovados para o tratamento da condição.[1][3]

Prognóstico e qualidade de vida

O prognóstico depende da gravidade das alterações nas mãos e nos pés e da presença de outras condições associadas. O acompanhamento com equipe multidisciplinar, incluindo ortopedia, fisioterapia e terapia ocupacional, pode ajudar a melhorar a função e a qualidade de vida. Não há dados específicos sobre a expectativa de vida para esta síndrome.[1][2]

Fontes numeradas em Referências.

Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.

💬
EM LINGUAGEM SIMPLES

A Síndrome de sindactilia-camptodactilia e clinodactilia do quinto dedo-dedos dos pés bífidos é uma condição congênita extremamente rara que afeta a formação das mãos e dos pés. Ao nascer, a família costuma observar alterações anatômicas visíveis, como dedos unidos, dedos curvados ou dobrados e encurtamento nas extremidades. Não há remédios específicos ou protocolo clínico exclusivo publicado pelo Ministério da Saúde para o tratamento da síndrome. O acompanhamento pelo SUS envolve o acesso a exames diagnósticos e a procedimentos de reabilitação física voltados para apoiar a mobilidade e o desenvolvimento da criança.

📋
Informacoes curadas por IA — podem conter imprecisoes

Síndrome rara com herança autossômica recessiva, caracterizada por sindactilia, camptodactilia e clinodactilia do quinto dedo, além de dedos dos pés bífidos. Apresenta polegares curtos e aduzidos, metacarpos e palmas curtas, e anquilose.

Escala de raridade

CLASSIFICAÇÃO ORPHANET · BRASIL 2024
<1 / 1 000 000
Ultra-rara
<1/50k
Muito rara
1/20k
Rara
1/10k
Pouco freq.
1/5k
Incomum
1/2k
Prevalência
0.0
Worldwide
Casos conhecidos
26
pacientes catalogados
Início
Infancy
+ neonatal
🏥
SUS: Cobertura mínimaScore: 15%
5 procedimentos SIGTAPCID-10: Q87.2
🇧🇷Dados SUS / DATASUS
EXAMES E PROCEDIMENTOS RELACIONADOS (5)
•
Cariótipo — bandas G, Q ou R
•
Pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH
•
Sequenciamento completo do exoma (WES)
•
Dosagem de alfa-fetoproteína
•
Atendimento em reabilitação — doenças raras
Você se identifica com essa condição?
O Raras está aqui pra te apoiar — com ou sem diagnóstico

Encontrou um erro ou informação desatualizada? Sugira uma correção →

Entender a doença

Do básico ao detalhe, leia no seu ritmo

Preparando trilha educativa...

Sinais e sintomas

O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece

Características mais comuns

—
Herança autossômica dominante
—
Polegar curto
—
Sindactilia
—
Clinodactilia
—
Polegar aduzido
—
Anquilose
10sintomas
Sem dados (10)

Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 10 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.

Herança autossômica dominanteAutosomal dominant inheritance
Polegar curtoShort thumb
SindactiliaSyndactyly
ClinodactiliaClinodactyly
Polegar aduzidoAdducted thumb

Linha do tempo da pesquisa

Publicações por ano — veja quando o interesse científico cresceu
Anos de pesquisa5desde 2021
Últimos 10 anos4publicações
Pico20171 papers
Linha do tempo
2021Hoje · 2026
Publicações por ano (últimos 10 anos)

Encontrou um erro ou informação desatualizada? Sugira uma correção →

Genética e causas

O que está alterado no DNA e como passa nas famílias

🧬

Nenhum gene associado encontrado

Os dados genéticos desta condição ainda estão sendo catalogados.

Diagnóstico

Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam

Carregando...

Tratamento e manejo

Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar

Carregando informações de tratamento...

Onde tratar no SUS

Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)

🇧🇷 Atendimento SUS — Síndrome de sindactilia-camptodactilia e clinodactilia do quinto dedo-dedos dos pés bífidos

🗺️

Selecione um estado ou use sua localização para ver resultados.

Dados de DATASUS/CNES, SBGM, ABNeuro e Ministério da Saúde. Sempre confirme a disponibilidade diretamente com o estabelecimento.

Pesquisa ativa

Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes

Pesquisa e ensaios clínicos

Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.

🧪 Está conduzindo uma pesquisa?
Divulgue para pacientes e familiares que acompanham esta doença.
Divulgar pesquisa →

Publicações mais relevantes

Timeline de publicações
0 papers (10 anos)
#1

Tricorhinophalangeal Syndrome type 1: a novel variant and Perthes-like hip changes as first manifestation.

Acta reumatologica portuguesa2021

We report a case of Trichorhinophalangeal syndrome type I (TRPS1) in a 16-year-old boy who was referred due to painless finger deformities over the last year. Legg-Calvé-Perthes disease (LGP) had been diagnosed at age 7 and required surgical treatment at age 12. Parents were healthy and non consanguineous; there was family history of pectus carinatum of maternal lineage. On examination the patient presented a bulbous nose, thin and sparse scalp hair; pectus carinatum; clinodactyly of the first and fifth fingers and hard painless swelling of all of the proximal interphalangeal joints; brachydactyly of the toes. Laboratory tests were unremarkable and radiographic studies revealed distinctive abnormalities of the hands (e.g., epiphyseal coning). This diagnosis was confirmed by gene sequencing, which identified in heterozygosity a pathogenic variant c.124G>T (p.Glu42Ter) in the exon 3 of the TRPS1 gene. The diagnosis of TRPS1 may be suspected upon identification of characteristic physical features, a compatible clinical history and imaging findings.

#2

Report of trisomy 2q34-qter and monosomy 4q35.2-qter in a child with mild dysmorphic syndrome and karyotype 46,XY,der(4)t(2;4)(q34;q35.2)pat.

Molecular cytogenetics2020

Concomitant trisomy 2q3 and monosomy 4q3 have been rarely reported. Pure trisomy 2q3 has been associated with microcephaly, hypertelorism, low-set ears, micrognathia, visceral abnormalities, and growth retardation. Monosomy 4q3 includes a wide variety of dysmorphic features such an abnormal skull shape, hypertelorism, Pierre Robin sequence, short nose with abnormal bridge, fifth finger clinodactyly, congenital heart, and genitourinary defects, in addition to intellectual disability, developmental delay, and hypotonia, but more distal deletions involving 4q34-qter may result in milder phenotypes. Here, we present a child with a mild dysmorphic syndrome, resulted of a duplication 2q34-qter and a deletion 4q35.2-qter inherited of his father. We report a child, who at birth presented hypotonia, dysmorphism, and bilateral cryptorchidism. At 2 years and 9 month of age he showed brachycephaly, narrow forehead, bilateral frontoparietal hypertrichosis, down slanting palpebral fissures, sparse eyebrows, sparse short eyelashes, hypertelorism, depressed nasal root, broad nasal bridge, bulbous nasal tip, prominent colummela, broad nasal ala, smooth filtrum, high arched palate, thin upper lips, and ears rotated backwards. He also showed telethelia, hypertrichosis from dorsal to the sacral region, hands with clinodactyly and hypoplasia of the terminal phalanx of the fifth finger, and broad thumbs, broad first toes, and right cryptorchidism. A chromosomal study revealed a karyotype 46,XY,der(4)t(2;4)(q34;q35.2), while an array comparative genomic hybridization showed a 31.12 Mb duplication of the chromosome 2q34-q37.3 and a 1.49 Mb deletion in the chromosome 4q35.2. To our knowledge, only four families with translocation t(2;4) have been reported, two of them involving t(2q;4q), but the breakpoints involved in our patient have not been previously observed. The genomic imbalance in this patient was a duplication of 318 genes of the region 2q34-q37.3 and a deletion of 7 genes of 4q35.2. We discuss difficulty to assign specific congenital abnormalities to these duplicated/deleted regions and include some cases with terminal deletions of 4q with normal or just mildly detectable phenotypic effects.

#3

A Nonsense Mutation in HOXD13 Gene from A Chinese Family with Non-Syndromic Synpolydactyly.

The Tohoku journal of experimental medicine2019 Oct

Synpolydactyly is a congenital limb malformation characterized by incomplete separation and duplication in fingers and/or toes, which is mainly caused by mutations in the homeobox D13 (HOXD13) gene. Here, a four-generation family with variant phenotypes of synpolydactyly was analyzed, in which the proband had bilateral preaxial synpolydactyly in toes with normal fingers, the father had clinodactyly in the fifth fingers, while the mother and grandma was normal. Trio whole-exome sequencing (trio-WES) is a high throughput sequencing targeting whole genome for detecting exonic variants from the proband and the parents in a family. Through trio-WES followed by Sanger sequencing and enzyme digestion, a heterozygous nonsense mutation (c.859 C>T/p.Gln287Ter) was newly identified in the homeodomain of the HOXD13 gene from the proband and the affected father, but not from the unaffected mother, the unaffected grandma, or the normal control. Mutation Taster, Human Splicing Finder and EX-SKIP predicted that the heterozygous mutation (c.859 C>T) would result in haploinsufficiency of HOXD13 protein through nonsense-mediated mRNA decay (NMD) and splicing abnormality, which might disrupt the integrity and reduce the expression level of the HOXD13 protein (loss-of-function). In short, a heterozygous nonsense mutation in the HOXD13 gene was newly identified in two patients with mild phenotypes of synpolydactyly, which extends the mutation spectrum in HOXD13 gene. Moreover, the findings we presented here deepen our understanding of the clinical consequences of non-syndromic synpolydactyly and may provide a new clue for further studies of the pathogenic mechanism of the mutation that causes aberrant splicing of HOXD13 gene.

#4

A novel mutation in SMOC1 and variable phenotypic expression in two patients with Waardenburg anophthalmia syndrome.

European journal of medical genetics2017 Nov

Waardenburg anophthalmia syndrome (WAS) is a rare disorder that mostly affects the eyes and distal limbs. In the current study we reported two Iranian patients with WAS. The first case was a 26-year-old girl with unilateral anophthalmia, bilateral camptodactyly and clinodactyly in her hands, oligodactly in her left foot and syndactyly of the second to fifth toes in her right foot. She also had severe hearing loss in both ears. The second case was a 12-year-old boy with bilateral anophthalmia, camptodactyly in his right hand, oligodactyly in his foot, clubfoot, and cryptorchidism. Both patients were mentally normal. To detect the causative mutation all exons and exon-intron boundaries of SMOC1 gene were sequenced in patients and other normal family members. We found a homozygous missense mutation (NM_001034852.2(SMOC1):c.367T > C) in exon 3 of SMOC1 gene in both patients. As the mutation segregated with the disease in the family, it should be the causative mutation. Our study extended the mutation spectrum of SMOC1 gene related to WAS.

Publicações recentes

Ver todas no PubMed

Associações

Organizações que acompanham esta doença — pra ter apoio e orientação

Ainda não temos associações cadastradas para Síndrome de sindactilia-camptodactilia e clinodactilia do quinto dedo-dedos dos pés bífidos.

É de uma associação que acompanha esta doença? Fale com a gente →

Doença com base genética

Um médico geneticista pode ajudar no diagnóstico de Síndrome de sindactilia-camptodactilia e clinodactilia do quinto dedo-dedos dos pés bífidos e no aconselhamento genético da família.

Vai consultar um especialista? Confirme o registro dele no conselho.
Conselhos e sociedades

Doenças relacionadas

Doenças com sintomas parecidos — ajudam quem ainda está buscando diagnóstico

Perguntas frequentes

O que as famílias mais perguntam sobre esta doença — cada resposta com a fonte de onde saiu

Respostas geradas por IA a partir das fontes citadas

A literatura médica associa o quadro a padrões de herança autossômica recessiva e dominante. No entanto, os genes causais específicos responsáveis pela síndrome ainda não se encontram catalogados.

Referências

Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete

5 fontes citadas no texto · 5 publicações do grafo RarasNet (PubMed) · 4 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.

  1. MONDO
    purl.obolibrary.org
  2. GARD:17551
    GARD (NIH)
  3. Q55784553
    Wikidata

Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.

Citar este verbete

Raras. (2026). Síndrome de sindactilia-camptodactilia e clinodactilia do quinto dedo-dedos dos pés bífidos. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/sindrome-de-sindactilia-camptodactilia-e-clinodactilia-do-quinto-dedo-dedos-dos-pes-bifidos

Formato APA. Conteúdo sob CC BY 4.0 — reuso livre com atribuição.

Conteúdo mantido por Agente Raras · Médicos e pesquisadores podem colaborar

Compêndio · Raras BR

Síndrome de sindactilia-camptodactilia e clinodactilia do quinto dedo-dedos dos pés bífidos

ORPHA:357332 · MONDO:0014069
🇧🇷 Brasil SUS
SIGTAP
5 procedimentos
Geral
Prevalência
<1 / 1 000 000
Casos
26 casos conhecidos
Herança
Autosomal recessive
CID-10
Q87.2 · Síndromes com malformações congênitas afetando predominantemente os membros
Início
Infancy, Neonatal
Prevalência
0.0 (Worldwide)
MedGen
UMLS
C3554611
Wikidata

📋 Origem dos dados

Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.

Doença rara (ontologia)
fonte: Orphanet
Identificador unificado
fonte: MONDO
Genética mendeliana
fonte: OMIM
Dado público estruturado
fonte: Wikidata
Rara