Síndrome rara de herança autossômica recessiva com início na infância, caracterizada por neuropatia axonal sensitivo-motora, atrofia óptica e neurodegeneração. Apresenta-se com déficit motor, fala ausente, pubarca prematura e achados eletrofisiológicos e de imagem sugestivos.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A síndrome neurodegenerativa de neuropatia axonal sensitiva e motora-atrofia óptica com início na infância é uma doença genética rara que afeta o sistema nervoso. Ela se caracteriza por uma combinação de problemas nos nervos periféricos (neuropatia) e degeneração do nervo óptico (atrofia óptica), levando a dificuldades de movimento, sensibilidade e visão. Os primeiros sinais aparecem ainda na primeira infância.[1][3]
A prevalência estimada é de menos de 1 caso a cada 1.000.000 de pessoas, o que a classifica como uma condição muito rara.[1]
Sinais e sintomas
Os sintomas são variados e afetam múltiplos sistemas do corpo. Entre os mais comuns estão: atraso global do desenvolvimento (muitas vezes grave), dificuldades para andar ou incapacidade de andar, fala ausente, hipotonia (moleza) na infância, irritabilidade, distonia (movimentos involuntários e posturas anormais), discinesia (movimentos involuntários), crises epilépticas (crise tônico-clônica bilateral) e anormalidades no eletroencefalograma (EEG).[1][3]
Na parte neurológica periférica, ocorre neuropatia axonal sensitiva e motora, com diminuição da velocidade de condução nervosa e amplitude anormal do potencial de ação periférico. Isso leva a atrofia dos músculos esqueléticos, contratura das articulações dos pés e paralisia do olhar supranuclear horizontal (dificuldade para mover os olhos para os lados).[1][3]
Na visão, há atrofia óptica e glaucoma. Outros sinais incluem refluxo gastroesofágico, dificuldades alimentares na infância (podendo necessitar de gastrostomia), pubarca prematura (desenvolvimento precoce de pelos pubianos), criptorquidia (testículos não descidos) e atrofia cerebral observada em exames de imagem.[1][3]
Causas genéticas
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sintomas característicos, como a combinação de neuropatia axonal, atrofia óptica e atraso do desenvolvimento. Exames complementares como eletroneuromiografia (para avaliar a condução nervosa), exames de imagem do cérebro (que podem mostrar atrofia cerebral) e eletroencefalograma (EEG) ajudam na confirmação.[1][3]
O teste genético recomendado é o sequenciamento completo do exoma (WES), que pode identificar variantes genéticas associadas à condição. No Brasil, este procedimento está disponível no SUS com cobertura mínima. Atualmente, não há variantes patogênicas registradas no ClinVar para esta síndrome.[1][4]
Tratamento e manejo
Não existe cura específica para esta síndrome. O tratamento é multidisciplinar e focado no alívio dos sintomas e na melhora da qualidade de vida. Pode incluir: fisioterapia e reabilitação para manter a mobilidade e prevenir contraturas; terapia ocupacional e fonoaudiologia para auxiliar na alimentação e comunicação; acompanhamento oftalmológico para glaucoma e atrofia óptica; e suporte nutricional (como gastrostomia) quando necessário.[1]
O manejo das crises epilépticas, da distonia e do refluxo gastroesofágico deve ser feito por médico especialista. O atendimento em reabilitação para doenças raras está disponível no SUS.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico é reservado devido à gravidade dos sintomas neurológicos e ao início precoce. A maioria das crianças apresenta atraso global grave do desenvolvimento, incapacidade de andar e fala ausente. O acompanhamento médico regular e o suporte multidisciplinar são essenciais para maximizar a qualidade de vida e o conforto do paciente e da família.[1][3]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Síndrome rara de herança autossômica recessiva com início na infância, caracterizada por neuropatia axonal sensitivo-motora, atrofia óptica e neurodegeneração. Apresenta-se com déficit motor, fala ausente, pubarca prematura e achados eletrofisiológicos e de imagem sugestivos.
Escala de raridade
<1/50kMuito rara
1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
1/2k
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Entender a doença
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Visão geral
A síndrome neurodegenerativa de neuropatia axonal sensitiva e motora-atrofia óptica com início na infância é uma doença genética rara que afeta o sistema nervoso. Ela se caracteriza por uma combinação de problemas nos nervos periféricos (neuropatia) e degeneração do nervo óptico (atrofia óptica), levando a dificuldades de movimento, sensibilidade e visão. Os primeiros sinais aparecem ainda na primeira infância.[1][3]
A prevalência estimada é de menos de 1 caso a cada 1.000.000 de pessoas, o que a classifica como uma condição muito rara.[1]
Sinais e sintomas
Os sintomas são variados e afetam múltiplos sistemas do corpo. Entre os mais comuns estão: atraso global do desenvolvimento (muitas vezes grave), dificuldades para andar ou incapacidade de andar, fala ausente, hipotonia (moleza) na infância, irritabilidade, distonia (movimentos involuntários e posturas anormais), discinesia (movimentos involuntários), crises epilépticas (crise tônico-clônica bilateral) e anormalidades no eletroencefalograma (EEG).[1][3]
Na parte neurológica periférica, ocorre neuropatia axonal sensitiva e motora, com diminuição da velocidade de condução nervosa e amplitude anormal do potencial de ação periférico. Isso leva a atrofia dos músculos esqueléticos, contratura das articulações dos pés e paralisia do olhar supranuclear horizontal (dificuldade para mover os olhos para os lados).[1][3]
Na visão, há atrofia óptica e glaucoma. Outros sinais incluem refluxo gastroesofágico, dificuldades alimentares na infância (podendo necessitar de gastrostomia), pubarca prematura (desenvolvimento precoce de pelos pubianos), criptorquidia (testículos não descidos) e atrofia cerebral observada em exames de imagem.[1][3]
Causas genéticas
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sintomas característicos, como a combinação de neuropatia axonal, atrofia óptica e atraso do desenvolvimento. Exames complementares como eletroneuromiografia (para avaliar a condução nervosa), exames de imagem do cérebro (que podem mostrar atrofia cerebral) e eletroencefalograma (EEG) ajudam na confirmação.[1][3]
O teste genético recomendado é o sequenciamento completo do exoma (WES), que pode identificar variantes genéticas associadas à condição. No Brasil, este procedimento está disponível no SUS com cobertura mínima. Atualmente, não há variantes patogênicas registradas no ClinVar para esta síndrome.[1][4]
Tratamento e manejo
Não existe cura específica para esta síndrome. O tratamento é multidisciplinar e focado no alívio dos sintomas e na melhora da qualidade de vida. Pode incluir: fisioterapia e reabilitação para manter a mobilidade e prevenir contraturas; terapia ocupacional e fonoaudiologia para auxiliar na alimentação e comunicação; acompanhamento oftalmológico para glaucoma e atrofia óptica; e suporte nutricional (como gastrostomia) quando necessário.[1]
O manejo das crises epilépticas, da distonia e do refluxo gastroesofágico deve ser feito por médico especialista. O atendimento em reabilitação para doenças raras está disponível no SUS.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico é reservado devido à gravidade dos sintomas neurológicos e ao início precoce. A maioria das crianças apresenta atraso global grave do desenvolvimento, incapacidade de andar e fala ausente. O acompanhamento médico regular e o suporte multidisciplinar são essenciais para maximizar a qualidade de vida e o conforto do paciente e da família.[1][3]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Partes do corpo afetadas
+ 11 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 27 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Linha do tempo
Do mais antigo ao mais recente
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Nenhum gene associado encontrado
Os dados genéticos desta condição ainda estão sendo catalogados.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Síndrome neurodegenerativo de neuropatia axonal sensitiva e motora-atrofia óptica com início na infância
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Doenças com sintomas parecidos — ajudam quem ainda está buscando diagnóstico
Referências e fontes
Bases de dados externas citadas neste artigo
Bases de dados e fontes oficiais
Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.
- ORPHA:457205(Orphanet)
- MONDO:0018705(MONDO)
- GARD:21904(GARD (NIH))
- Q55346060(Wikidata)
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
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Síndrome neurodegenerativo de neuropatia axonal sensitiva e motora-atrofia óptica com início na infância
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata