Síndrome rara de herança autossômica recessiva com início na infância, caracterizada por neuropatia axonal sensitivo-motora, atrofia óptica e neurodegeneração. Apresenta-se com déficit motor, fala ausente, pubarca prematura e achados eletrofisiológicos e de imagem sugestivos.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A síndrome neurodegenerativa de neuropatia axonal sensitiva e motora-atrofia óptica com início na infância é uma doença genética rara que afeta o sistema nervoso. Ela se caracteriza por uma combinação de problemas nos nervos periféricos (neuropatia) e degeneração do nervo óptico (atrofia óptica), levando a dificuldades de movimento, sensibilidade e visão. Os primeiros sinais aparecem ainda na primeira infância.[1][2]
A prevalência estimada é de menos de 1 caso a cada 1.000.000 de pessoas, o que a classifica como uma condição muito rara.[1]
Sinais e sintomas
Os sintomas são variados e afetam múltiplos sistemas do corpo. Entre os mais comuns estão: atraso global do desenvolvimento (muitas vezes grave), dificuldades para andar ou incapacidade de andar, fala ausente, hipotonia (moleza) na infância, irritabilidade, distonia (movimentos involuntários e posturas anormais), discinesia (movimentos involuntários), crises epilépticas (crise tônico-clônica bilateral) e anormalidades no eletroencefalograma (EEG).[1][2]
Na parte neurológica periférica, ocorre neuropatia axonal sensitiva e motora, com diminuição da velocidade de condução nervosa e amplitude anormal do potencial de ação periférico. Isso leva a atrofia dos músculos esqueléticos, contratura das articulações dos pés e paralisia do olhar supranuclear horizontal (dificuldade para mover os olhos para os lados).[1][2]
Na visão, há atrofia óptica e glaucoma. Outros sinais incluem refluxo gastroesofágico, dificuldades alimentares na infância (podendo necessitar de gastrostomia), pubarca prematura (desenvolvimento precoce de pelos pubianos), criptorquidia (testículos não descidos) e atrofia cerebral observada em exames de imagem.[1][2]
Causas genéticas
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sintomas característicos, como a combinação de neuropatia axonal, atrofia óptica e atraso do desenvolvimento. Exames complementares como eletroneuromiografia (para avaliar a condução nervosa), exames de imagem do cérebro (que podem mostrar atrofia cerebral) e eletroencefalograma (EEG) ajudam na confirmação.[1][2]
O teste genético recomendado é o sequenciamento completo do exoma (WES), que pode identificar variantes genéticas associadas à condição. No Brasil, este procedimento está disponível no SUS com cobertura mínima. Atualmente, não há variantes patogênicas registradas no ClinVar para esta síndrome.[1][3]
Tratamento e manejo
Não existe cura específica para esta síndrome. O tratamento é multidisciplinar e focado no alívio dos sintomas e na melhora da qualidade de vida. Pode incluir: fisioterapia e reabilitação para manter a mobilidade e prevenir contraturas; terapia ocupacional e fonoaudiologia para auxiliar na alimentação e comunicação; acompanhamento oftalmológico para glaucoma e atrofia óptica; e suporte nutricional (como gastrostomia) quando necessário.[1]
O manejo das crises epilépticas, da distonia e do refluxo gastroesofágico deve ser feito por médico especialista. O atendimento em reabilitação para doenças raras está disponível no SUS.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico é reservado devido à gravidade dos sintomas neurológicos e ao início precoce. A maioria das crianças apresenta atraso global grave do desenvolvimento, incapacidade de andar e fala ausente. O acompanhamento médico regular e o suporte multidisciplinar são essenciais para maximizar a qualidade de vida e o conforto do paciente e da família.[1][2]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
A síndrome neurodegenerativo de neuropatia axonal sensitiva e motora-atrofia óptica com início na infância é uma condição genética rara que se manifesta nos primeiros anos de vida. Ela afeta progressivamente os nervos dos braços e pernas, levando à fraqueza muscular, perda de reflexos e incapacidade de caminhar, além de provocar redução da visão pela perda de fibras ópticas. A criança também pode enfrentar atraso grave no aprendizado, convulsões, crises de refluxo e dificuldades para engolir os alimentos. Apesar de não haver cura ou medicamento com dispensação específica por PCDT no SUS, a rede pública oferece procedimentos de suporte e reabilitação para auxiliar no cuidado diário.
Síndrome rara de herança autossômica recessiva com início na infância, caracterizada por neuropatia axonal sensitivo-motora, atrofia óptica e neurodegeneração. Apresenta-se com déficit motor, fala ausente, pubarca prematura e achados eletrofisiológicos e de imagem sugestivos.
Escala de raridade
<1/50kMuito rara
1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
1/2k
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Entender a doença
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
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Nenhum gene associado encontrado
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Diagnóstico
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Perguntas frequentes
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Não há cura conhecida nem tratamento medicamentoso específico registrado na Anvisa, FDA ou EMA. As medidas existentes são voltadas ao controle dos sintomas clínicos e ao suporte do desenvolvimento da criança.
Referências
Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete
4 fontes citadas no texto · 3 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Citar este verbete
Raras. (2026). Síndrome neurodegenerativo de neuropatia axonal sensitiva e motora-atrofia óptica com início na infância. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/sindrome-neurodegenerativo-de-neuropatia-axonal-sensitiva-e-motora-atrofia-optica-com-inicio-na-infancia
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Síndrome neurodegenerativo de neuropatia axonal sensitiva e motora-atrofia óptica com início na infância
📋 Origem dos dados
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- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata