Craniossinostose, uma condição na qual as suturas da cabeça se fundem prematuramente e, subsequentemente, alteram o formato da cabeça, é observada em múltiplas condições, conforme listado abaixo. O nível de envolvimento varia de acordo com a condição e pode variar desde craniossinostose menor de sutura única até craniossinostose maior multissutural.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A duplicação distal 15q é uma doença genética rara caracterizada pela presença de uma cópia extra de material genético na região distal do braço longo do cromossomo 15 (15q). Essa alteração cromossômica pode levar a uma variedade de sinais e sintomas que afetam múltiplos sistemas do corpo. A condição pode ser identificada ainda no período pré-natal (antenatal) ou logo após o nascimento (neonatal).[1][3]
Sinais e sintomas
Os sinais e sintomas da duplicação distal 15q são variados e podem incluir: atresia anal (ausência ou fechamento anormal do ânus), fissuras palpebrais inclinadas para baixo, rigidez articular, aracnodactilia (dedos longos e finos), palato ogival (céu da boca alto e estreito), assimetria facial, cantos da boca voltados para baixo, onfalocele (protrusão de órgãos abdominais pelo umbigo), hipotonia (tônus muscular reduzido), blefarofimose (estreitamento da abertura palpebral), testa inclinada, convulsões, deficiência intelectual, pectus excavatum (tórax escavado), pescoço curto, anormalidades da genitália externa feminina, micrognatia (mandíbula pequena), ptose (queda da pálpebra superior), camptodactilia (dedos permanentemente fletidos), microcefalia (cabeça pequena), filtro longo (espaço aumentado entre nariz e lábio superior), criptorquidia (testículos não descidos), morfologia anormal do sistema cardiovascular, anormalidades da região periauricular (ao redor das orelhas) e retardo do crescimento intrauterino.[1][3]
Causas genéticas
A duplicação distal 15q é causada por uma duplicação de material genético na região distal do braço longo do cromossomo 15. Essa alteração pode ocorrer de forma espontânea (de novo) ou ser herdada de um dos pais portador de uma translocação balanceada. O padrão de herança não está completamente estabelecido para todos os casos. Não há um gene específico identificado como único responsável; a condição é geralmente atribuída ao ganho de função de múltiplos genes na região duplicada.[1][4]
Diagnóstico
O diagnóstico da duplicação distal 15q é realizado por meio de exames genéticos. Os procedimentos disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS) incluem: cariótipo com bandas G, Q ou R; pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH (hibridização in situ por fluorescência); sequenciamento completo do exoma (WES); e dosagem de alfa-fetoproteína (que pode auxiliar na suspeita de certas malformações). O diagnóstico pode ser suspeitado ainda no período pré-natal com base em achados ultrassonográficos, como retardo do crescimento intrauterino ou malformações estruturais.[1][4]
Tratamento e manejo
Não existe um tratamento específico para a duplicação distal 15q. O manejo é multidisciplinar e focado nos sintomas apresentados por cada paciente. Pode incluir cirurgias corretivas para malformações como atresia anal, onfalocele ou cardiopatias; acompanhamento neurológico para convulsões e deficiência intelectual; fisioterapia e terapia ocupacional para rigidez articular e hipotonia; e suporte educacional especializado. O SUS oferece atendimento em reabilitação para doenças raras, que pode ser acessado para coordenar o cuidado multiprofissional.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico da duplicação distal 15q varia amplamente, dependendo da extensão da duplicação, dos órgãos afetados e da gravidade dos sintomas. A deficiência intelectual e as malformações congênitas podem impactar significativamente a qualidade de vida, mas intervenções precoces e suporte multidisciplinar podem melhorar o desenvolvimento e o bem-estar. O acompanhamento regular com uma equipe de saúde especializada é fundamental para monitorar complicações e ajustar o plano de cuidados ao longo da vida.[1][3]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Craniossinostose, uma condição na qual as suturas da cabeça se fundem prematuramente e, subsequentemente, alteram o formato da cabeça, é observada em múltiplas condições, conforme listado abaixo. O nível de envolvimento varia de acordo com a condição e pode variar desde craniossinostose menor de sutura única até craniossinostose maior multissutural.
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Entender a doença
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Visão geral
A duplicação distal 15q é uma doença genética rara caracterizada pela presença de uma cópia extra de material genético na região distal do braço longo do cromossomo 15 (15q). Essa alteração cromossômica pode levar a uma variedade de sinais e sintomas que afetam múltiplos sistemas do corpo. A condição pode ser identificada ainda no período pré-natal (antenatal) ou logo após o nascimento (neonatal).[1][3]
Sinais e sintomas
Os sinais e sintomas da duplicação distal 15q são variados e podem incluir: atresia anal (ausência ou fechamento anormal do ânus), fissuras palpebrais inclinadas para baixo, rigidez articular, aracnodactilia (dedos longos e finos), palato ogival (céu da boca alto e estreito), assimetria facial, cantos da boca voltados para baixo, onfalocele (protrusão de órgãos abdominais pelo umbigo), hipotonia (tônus muscular reduzido), blefarofimose (estreitamento da abertura palpebral), testa inclinada, convulsões, deficiência intelectual, pectus excavatum (tórax escavado), pescoço curto, anormalidades da genitália externa feminina, micrognatia (mandíbula pequena), ptose (queda da pálpebra superior), camptodactilia (dedos permanentemente fletidos), microcefalia (cabeça pequena), filtro longo (espaço aumentado entre nariz e lábio superior), criptorquidia (testículos não descidos), morfologia anormal do sistema cardiovascular, anormalidades da região periauricular (ao redor das orelhas) e retardo do crescimento intrauterino.[1][3]
Causas genéticas
A duplicação distal 15q é causada por uma duplicação de material genético na região distal do braço longo do cromossomo 15. Essa alteração pode ocorrer de forma espontânea (de novo) ou ser herdada de um dos pais portador de uma translocação balanceada. O padrão de herança não está completamente estabelecido para todos os casos. Não há um gene específico identificado como único responsável; a condição é geralmente atribuída ao ganho de função de múltiplos genes na região duplicada.[1][4]
Diagnóstico
O diagnóstico da duplicação distal 15q é realizado por meio de exames genéticos. Os procedimentos disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS) incluem: cariótipo com bandas G, Q ou R; pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH (hibridização in situ por fluorescência); sequenciamento completo do exoma (WES); e dosagem de alfa-fetoproteína (que pode auxiliar na suspeita de certas malformações). O diagnóstico pode ser suspeitado ainda no período pré-natal com base em achados ultrassonográficos, como retardo do crescimento intrauterino ou malformações estruturais.[1][4]
Tratamento e manejo
Não existe um tratamento específico para a duplicação distal 15q. O manejo é multidisciplinar e focado nos sintomas apresentados por cada paciente. Pode incluir cirurgias corretivas para malformações como atresia anal, onfalocele ou cardiopatias; acompanhamento neurológico para convulsões e deficiência intelectual; fisioterapia e terapia ocupacional para rigidez articular e hipotonia; e suporte educacional especializado. O SUS oferece atendimento em reabilitação para doenças raras, que pode ser acessado para coordenar o cuidado multiprofissional.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico da duplicação distal 15q varia amplamente, dependendo da extensão da duplicação, dos órgãos afetados e da gravidade dos sintomas. A deficiência intelectual e as malformações congênitas podem impactar significativamente a qualidade de vida, mas intervenções precoces e suporte multidisciplinar podem melhorar o desenvolvimento e o bem-estar. O acompanhamento regular com uma equipe de saúde especializada é fundamental para monitorar complicações e ajustar o plano de cuidados ao longo da vida.[1][3]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Partes do corpo afetadas
+ 8 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 29 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Linha do tempo da pesquisa
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Nenhum gene associado encontrado
Os dados genéticos desta condição ainda estão sendo catalogados.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Duplicação distal 15q
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Pesquisa ativa
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Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
Publicações mais relevantes
Electro-clinical features in epileptic children with chromosome 15q duplication syndrome.
We aimed to describe epilepsy and EEG patterns related to vigilance states and age, in chromosome15-long-arm-duplication-syndrome (dup15q) children with epilepsy, in both duplication types: interstitial (intdup15) and isodicentric (idic15). Clinical data and 70 EEGs of 12 patients (5 intdup15, 7 idic15), followed from 4.5 m.o to 17y4m (median follow-up 8y3m), were retrospectively reviewed. EEGs were analyzed visually and using power spectrum analysis. Seventy video-EEGs were analyzed (1-16 per patient, median 6), follow-up lasting up to 8y10m (median 4y2m): 25 EEGs in intdup15 (8 m.o to 12y.o, median 4y6m) and 45 EEGs in idic15 (7 m.o to 12 y.o, median 15 m). Epilepsy: 6 West syndrome (WS) (2intdup15, 4idic15); 4 Lennox-Gastaut syndromes (LGS) (1 intdup15, 3 idic15), 2 evolving from WS; focal epilepsy (3 intdup15). In idic15, WS displayed additional myoclonic seizures (3), atypical (4) or no hypsarrhythmia (2) and posterior predominant spike and polyspike bursts (4). Beta-band rapid-rhythms (RR): present in 11 patients, power decreased during non-REM-sleep, localization shifted from diffuse to anterior, peak frequency increased with age. WS with peculiar electro-clinical features and LGS, along with beta-band RR decreasing in non-REM-sleep and shifting from diffuse to anterior localization with age are recognizable features pointing towards dup15q diagnosis in children with autism spectrum disorder and developmental delay. This study describes electroclinical features in both interstitial and isodicentric duplications of chromosome 15q, in epileptic children, including some recent extensions regarding sleep features; and illustrates how the temporo-spatial organization of beta oscillations can be of significant help in directing towards dup15q diagnosis hypothesis.
Detection of mutually exclusive mosaicism in a girl with genotype-phenotype discrepancies.
Discordance between clinical phenotype and genotype has multiple causes, including mosaicism. Phenotypes can be modified due to tissue distribution, or the presence of multiple abnormal cell lines with different genomic contributions. We have studied a 20-month-old female whose main phenotypes were failure to thrive, developmental delay, and patchy skin pigmentation. Initial chromosome and SNP microarray analysis of her blood revealed a non-mosaic ∼24 Mb duplication of 15q25.1q26.3 resulting from the unbalanced translocation of terminal 15q to the short arm of chromosome 15. The most common feature associated with distal trisomy 15q is prenatal and postnatal overgrowth, which was not consistent with this patient's phenotype. The phenotypic discordance, in combination with the patchy skin pigmentation, suggested the presence of mosaicism. Further analysis of skin biopsies from both hyper- and hypopigmented regions confirmed the presence of an additional cell line with the short arm of chromosome X deleted and replaced by the entire long arm of chromosome 15. The Xp deletion, consistent with a variant Turner Syndrome diagnosis, better explained the patient's phenotype. Parental studies revealed that the alterations in both cell lines were de novo and the duplicated distal 15q and the deleted Xp were from different parental origins, suggesting a mitotic event. The possible mechanism for the occurrence of two mutually exclusive structural rearrangements with both involving the long arm of chromosome 15 is discussed.
Publicações recentes
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Electro-clinical features in epileptic children with chromosome 15q duplication syndrome.
Clinical neurophysiology : official journal of the International Federation of Clinical NeurophysiologyDetection of mutually exclusive mosaicism in a girl with genotype-phenotype discrepancies.
American journal of medical genetics. Part AAssociações
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Referências e fontes
Bases de dados externas citadas neste artigo
Publicações científicas
Artigos indexados no PubMed ligados a esta doença no grafo RarasNet — título, periódico e PMID direto da fonte, sem intermediação de IA.
- Electro-clinical features in epileptic children with chromosome 15q duplication syndrome.Clinical neurophysiology : official journal of the International Federation of Clinical Neurophysiology· 2021· PMID 33773177mais citado
- Detection of mutually exclusive mosaicism in a girl with genotype-phenotype discrepancies.
- Prenatal diagnosis of a pure 15q distal trisomy derived from a maternal pericentric inversion: A case report.
Bases de dados e fontes oficiais
Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.
- ORPHA:1707(Orphanet)
- MONDO:0015728(MONDO)
- GARD:18740(GARD (NIH))
- Busca completa no PubMed(PubMed)
- Q5113910(Wikidata)
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
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Duplicação distal 15q
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Indexação biomédica
- fonte: MeSH (NLM)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata