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Criohidrocitose hereditária com estomatina reduzida
ORPHA:168577CID-10 · D58.8CID-11 · 3A10.YOMIM 608885DOENÇA RARA
CrescimentoInício neonatalHerança AD
Também conhecida comoCHC

Doença autossômica dominante rara, caracterizada por estomatocitose, crises hemolíticas neonatais e hipoglicorraquia. Manifesta-se com paraplegia espástica, ataxia e anormalidades do movimento.

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Introdução

O que você precisa saber de cara

Mantido pelo Disease Twin100% com fonte · revisão 04/06/2026
Informacoes curadas por IA — podem conter imprecisoes

Visão geral

A Criohidrocitose hereditária com estomatina reduzida é uma doença genética rara que afeta os glóbulos vermelhos e o sistema nervoso. Estima-se que sua prevalência seja inferior a 1 caso por 1.000.000 de pessoas. A condição geralmente se manifesta no período neonatal ou na primeira infância e é transmitida de forma autossômica dominante, ou seja, basta uma cópia alterada do gene responsável para que a doença se expresse.[1][4]

Sinais e sintomas

Os sinais e sintomas da Criohidrocitose hereditária com estomatina reduzida são variados e podem incluir: estomatocitose (presença de glóbulos vermelhos com formato anormal), crises hemolíticas espontâneas (destruição súbita das hemácias), aumento do sódio intracelular, hepatoesplenomegalia (aumento do fígado e baço), infecções recorrentes, baixa estatura, retardo do crescimento pós-natal, atraso global do desenvolvimento, macrocefalia (cabeça grande), pescoço curto e largo, tórax curto, macrotia (orelhas grandes), catarata, nistagmo (movimentos oculares involuntários), ataxia (falta de coordenação motora), paraplegia espástica (rigidez e fraqueza nas pernas), anormalidade do movimento, hipoglicorraquia (baixo nível de glicose no líquido cefalorraquidiano), hidrocefalia comunicante, volume talâmico diminuído, mielinização atrasada, hipoplasia da substância branca cerebral e alterações na fala.[1][4]

Causas genéticas

A doença é causada por alterações (variantes patogênicas) no gene SLC2A1, que fornece instruções para a produção da proteína transportadora de glicose GLUT1. Esse gene está localizado no cromossomo 1. A herança é autossômica dominante, o que significa que uma pessoa afetada tem 50% de chance de transmitir a condição a cada filho.[1][2][5]

Diagnóstico

O diagnóstico é baseado na avaliação clínica, na história familiar e em exames laboratoriais. A eletroforese de hemoglobinas pode ser utilizada para auxiliar na investigação. Testes genéticos moleculares para o gene SLC2A1 confirmam o diagnóstico. Atualmente, existem 27 testes genéticos disponíveis e 515 variantes registradas no ClinVar para essa condição.[1][2][5]

Tratamento e manejo

Não há cura específica para a Criohidrocitose hereditária com estomatina reduzida. O manejo é multidisciplinar e visa controlar os sintomas e prevenir complicações. O acompanhamento com hematologista, neurologista e geneticista é fundamental. Medidas de suporte podem incluir transfusões de sangue em crises hemolíticas graves, tratamento de infecções recorrentes e fisioterapia para problemas motores. Não há medicamentos específicos aprovados para a doença. No Brasil, a cobertura pelo SUS é considerada mínima, e o procedimento disponível é a eletroforese de hemoglobinas.[1][2]

Prognóstico e qualidade de vida

O prognóstico varia de acordo com a gravidade dos sintomas e a precocidade do acompanhamento. O atraso global do desenvolvimento, a paraplegia espástica e as infecções recorrentes podem impactar significativamente a qualidade de vida. O suporte multidisciplinar e o tratamento sintomático podem melhorar o bem-estar e a funcionalidade dos pacientes.[1][4]

Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.

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Doença autossômica dominante rara, caracterizada por estomatocitose, crises hemolíticas neonatais e hipoglicorraquia. Manifesta-se com paraplegia espástica, ataxia e anormalidades do movimento.

Escala de raridade

CLASSIFICAÇÃO ORPHANET · BRASIL 2024
<1 / 1 000 000
Ultra-rara
<1/50k
Muito rara
1/20k
Rara
1/10k
Pouco freq.
1/5k
Incomum
1/2k
Prevalência
0.0
Worldwide
Casos conhecidos
3
pacientes catalogados
Início
Infancy
+ neonatal
🏥
SUS: Cobertura mínimaScore: 15%
CID-10: D58.8
🇧🇷Dados SUS / DATASUS
PROCEDIMENTOS SIGTAP (1)
0202010317
Eletroforese de hemoglobinaslab_test
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Entender a doença

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Sinais e sintomas

O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece

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Visão geral

A Criohidrocitose hereditária com estomatina reduzida é uma doença genética rara que afeta os glóbulos vermelhos e o sistema nervoso. Estima-se que sua prevalência seja inferior a 1 caso por 1.000.000 de pessoas. A condição geralmente se manifesta no período neonatal ou na primeira infância e é transmitida de forma autossômica dominante, ou seja, basta uma cópia alterada do gene responsável para que a doença se expresse.[1][4]

Sinais e sintomas

Os sinais e sintomas da Criohidrocitose hereditária com estomatina reduzida são variados e podem incluir: estomatocitose (presença de glóbulos vermelhos com formato anormal), crises hemolíticas espontâneas (destruição súbita das hemácias), aumento do sódio intracelular, hepatoesplenomegalia (aumento do fígado e baço), infecções recorrentes, baixa estatura, retardo do crescimento pós-natal, atraso global do desenvolvimento, macrocefalia (cabeça grande), pescoço curto e largo, tórax curto, macrotia (orelhas grandes), catarata, nistagmo (movimentos oculares involuntários), ataxia (falta de coordenação motora), paraplegia espástica (rigidez e fraqueza nas pernas), anormalidade do movimento, hipoglicorraquia (baixo nível de glicose no líquido cefalorraquidiano), hidrocefalia comunicante, volume talâmico diminuído, mielinização atrasada, hipoplasia da substância branca cerebral e alterações na fala.[1][4]

Causas genéticas

A doença é causada por alterações (variantes patogênicas) no gene SLC2A1, que fornece instruções para a produção da proteína transportadora de glicose GLUT1. Esse gene está localizado no cromossomo 1. A herança é autossômica dominante, o que significa que uma pessoa afetada tem 50% de chance de transmitir a condição a cada filho.[1][2][5]

Diagnóstico

O diagnóstico é baseado na avaliação clínica, na história familiar e em exames laboratoriais. A eletroforese de hemoglobinas pode ser utilizada para auxiliar na investigação. Testes genéticos moleculares para o gene SLC2A1 confirmam o diagnóstico. Atualmente, existem 27 testes genéticos disponíveis e 515 variantes registradas no ClinVar para essa condição.[1][2][5]

Tratamento e manejo

Não há cura específica para a Criohidrocitose hereditária com estomatina reduzida. O manejo é multidisciplinar e visa controlar os sintomas e prevenir complicações. O acompanhamento com hematologista, neurologista e geneticista é fundamental. Medidas de suporte podem incluir transfusões de sangue em crises hemolíticas graves, tratamento de infecções recorrentes e fisioterapia para problemas motores. Não há medicamentos específicos aprovados para a doença. No Brasil, a cobertura pelo SUS é considerada mínima, e o procedimento disponível é a eletroforese de hemoglobinas.[1][2]

Prognóstico e qualidade de vida

O prognóstico varia de acordo com a gravidade dos sintomas e a precocidade do acompanhamento. O atraso global do desenvolvimento, a paraplegia espástica e as infecções recorrentes podem impactar significativamente a qualidade de vida. O suporte multidisciplinar e o tratamento sintomático podem melhorar o bem-estar e a funcionalidade dos pacientes.[1][4]

Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.

Partes do corpo afetadas

🧠
Neurológico
12 sintomas
👁️
Olhos
4 sintomas
📏
Crescimento
3 sintomas
🦴
Ossos e articulações
3 sintomas
🫃
Digestivo
3 sintomas
🩸
Sangue
2 sintomas

+ 21 sintomas em outras categorias

Características mais comuns

100%prev.
Início neonatal
Obrigatório (100%)
100%prev.
Estomatocitose
Obrigatório (100%)
100%prev.
Nistagmo
Obrigatório (100%)
100%prev.
Convulsão
Obrigatório (100%)
100%prev.
Hiperbilirrubinemia conjugada
Obrigatório (100%)
100%prev.
Hipertonia
Obrigatório (100%)
50sintomas
Muito frequente (17)
Frequente (8)
Ocasional (17)
Sem dados (8)

Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 50 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.

Início neonatalNeonatal onset
Obrigatório (100%)100%
EstomatocitoseStomatocytosis
Obrigatório (100%)100%
NistagmoNystagmus
Obrigatório (100%)100%
ConvulsãoSeizure
Obrigatório (100%)100%
Hiperbilirrubinemia conjugadaConjugated hyperbilirubinemia
Obrigatório (100%)100%

Linha do tempo da pesquisa

Publicações por ano — veja quando o interesse científico cresceu
Anos de pesquisa4
Últimos 10 anos1publicações
Pico20221 papers
Linha do tempo
2022Hoje · 2026
Publicações por ano (últimos 10 anos)

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Genética e causas

O que está alterado no DNA e como passa nas famílias

Genes associados

1 gene identificado com associação a esta condição. Padrão de herança: Autosomal dominant.

SLC2A1Solute carrier family 2, facilitated glucose transporter member 1Disease-causing germline mutation(s) inAltamente restrito
FUNÇÃO

Facilitative glucose transporter, which is responsible for constitutive or basal glucose uptake (PubMed:10227690, PubMed:10954735, PubMed:18245775, PubMed:19449892, PubMed:25982116, PubMed:27078104, PubMed:32860739). Has a very broad substrate specificity; can transport a wide range of aldoses including both pentoses and hexoses (PubMed:18245775, PubMed:19449892). Most important energy carrier of the brain: present at the blood-brain barrier and assures the energy-independent, facilitative trans

LOCALIZAÇÃO

Cell membraneMelanosomePhotoreceptor inner segment

VIAS BIOLÓGICAS (3)
Vitamin C (ascorbate) metabolismCellular hexose transportRegulation of insulin secretion
MECANISMO DE DOENÇA

GLUT1 deficiency syndrome 1

A neurologic disorder showing wide phenotypic variability. The most severe 'classic' phenotype comprises infantile-onset epileptic encephalopathy associated with delayed development, acquired microcephaly, motor incoordination, and spasticity. Onset of seizures, usually characterized by apneic episodes, staring spells, and episodic eye movements, occurs within the first 4 months of life. Other paroxysmal findings include intermittent ataxia, confusion, lethargy, sleep disturbance, and headache. Varying degrees of cognitive impairment can occur, ranging from learning disabilities to severe intellectual disability.

EXPRESSÃO TECIDUAL(Ubíquo)
Nervo tibial
703.8 TPM
Skin Not Sun Exposed Suprapubic
272.6 TPM
Skin Sun Exposed Lower leg
265.8 TPM
Vagina
176.1 TPM
Esôfago - Mucosa
154.8 TPM
OUTRAS DOENÇAS (8)
childhood onset GLUT1 deficiency syndrome 2hereditary cryohydrocytosis with reduced stomatindystonia 9encephalopathy due to GLUT1 deficiency
HGNC:11005UniProt:P11166

Variantes genéticas (ClinVar)

515 variantes patogênicas registradas no ClinVar.

🧬 SLC2A1: NM_006516.4(SLC2A1):c.634C>G (p.Arg212Gly) ()
🧬 SLC2A1: NM_006516.4(SLC2A1):c.683T>A (p.Leu228Gln) ()
🧬 SLC2A1: NM_006516.4(SLC2A1):c.73C>T (p.Gln25Ter) ()
🧬 SLC2A1: NM_006516.4(SLC2A1):c.727G>A (p.Glu243Lys) ()
🧬 SLC2A1: NM_006516.4(SLC2A1):c.437_438del (p.Glu146fs) ()
Ver todas no ClinVar

Classificação de variantes (ClinVar)

Distribuição de 171 variantes classificadas pelo ClinVar.

43
119
9
Patogênica (25.1%)
VUS (69.6%)
Benigna (5.3%)
VARIANTES MAIS SIGNIFICATIVAS
SLC2A1: NM_006516.4(SLC2A1):c.680-12C>A [Likely pathogenic]
SLC2A1: NM_006516.4(SLC2A1):c.275G>A (p.Arg92Gln) [Conflicting classifications of pathogenicity]
SLC2A1: NM_006516.4(SLC2A1):c.1130C>A (p.Ala377Asp) [Conflicting classifications of pathogenicity]
SLC2A1: NM_006516.4(SLC2A1):c.1260G>A (p.Met420Ile) [Conflicting classifications of pathogenicity]
SLC2A1: NM_006516.4(SLC2A1):c.523G>A (p.Gly175Ser) [Conflicting classifications of pathogenicity]

Diagnóstico

Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam

Carregando...

Tratamento e manejo

Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar

Carregando informações de tratamento...

Onde tratar no SUS

Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)

🇧🇷 Atendimento SUS — Criohidrocitose hereditária com estomatina reduzida

🗺️

Selecione um estado ou use sua localização para ver resultados.

Dados de DATASUS/CNES, SBGM, ABNeuro e Ministério da Saúde. Sempre confirme a disponibilidade diretamente com o estabelecimento.

Pesquisa ativa

Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes

Pesquisa e ensaios clínicos

Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.

🧪 Está conduzindo uma pesquisa?
Divulgue para pacientes e familiares que acompanham esta doença.
Divulgar pesquisa →

Associações

Organizações que acompanham esta doença — pra ter apoio e orientação

Ainda não temos associações cadastradas para Criohidrocitose hereditária com estomatina reduzida.

É de uma associação que acompanha esta doença? Fale com a gente →

Comunidades

Grupos ativos de quem convive com esta doença aqui no Raras

Ainda não existe comunidade no Raras para Criohidrocitose hereditária com estomatina reduzida

Pacientes, familiares e cuidadores se organizam em comunidades pra compartilhar experiências, fazer perguntas e se apoiar. Você pode ser o primeiro.

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Ordenadas pelo número de sintomas em comum.

Referências e fontes

Bases de dados externas citadas neste artigo

Publicações científicas

Artigos indexados no PubMed ligados a esta doença no grafo RarasNet — título, periódico e PMID direto da fonte, sem intermediação de IA.

  1. Reticulocyte Maturation and Variant Red Blood Cells.
    Frontiers in physiology· 2022· PMID 35356079mais citado

Bases de dados e fontes oficiais

Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.

  1. ORPHA:168577(Orphanet)
  2. OMIM OMIM:608885(OMIM)
  3. MONDO:0012143(MONDO)
  4. GARD:17036(GARD (NIH))
  5. Variantes catalogadas(ClinVar)
  6. Q55783613(Wikidata)

Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.

Conteúdo mantido por Agente Raras · Médicos e pesquisadores podem colaborar

Compêndio · Raras BR

Criohidrocitose hereditária com estomatina reduzida

ORPHA:168577 · MONDO:0012143
Prevalência
<1 / 1 000 000
Casos
3 casos conhecidos
Herança
Autosomal dominant
CID-10
D58.8 · Outras anemias hemolíticas hereditárias especificadas
CID-11
Início
Infancy, Neonatal
Prevalência
0.0 (Worldwide)
MedGen
UMLS
C1837206
Wikidata
DiscussaoAtiva

Nenhuma novidade ainda. O agente esta monitorando.

0membros
0novidades

📋 Origem dos dados

Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.

Doença rara (ontologia)
fonte: Orphanet
Identificador unificado
fonte: MONDO
Genética mendeliana
fonte: OMIM
Indexação biomédica
fonte: MeSH (NLM)
Dado público estruturado
fonte: Wikidata