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Craniossinostose unicoronal não-sindrômica
ORPHA:620102CID-10 · Q75.0CID-11 · LB70.00DOENÇA RARA
Face / craniofacialInício neonatal
Sinônimos clínicos: Craniossinostose frontoparietal não-sindromática · Plagiocefalia frontal isolada · Craniossinostose unicoronal isolada · +3

Craniossinostose unicoronal não-sindrômica é o fechamento prematuro de uma única sutura coronal, resultando em assimetria craniofacial e possíveis alterações visuais como estrabismo e ambliopia. Pode estar associada a torcicolo e anormalidades da testa.

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Introdução

O que você precisa saber de cara

Mantido pelo Disease Twin100% com fonte · revisão 04/06/2026
Informacoes curadas por IA — podem conter imprecisoes

Visão geral

A craniossinostose unicoronal não-sindrômica é uma condição rara que afeta o crânio e o rosto. Ela está presente desde o nascimento (neonatal) e ocorre quando uma das suturas coronais do crânio — a linha de crescimento entre os ossos da cabeça — se fecha precocemente. Isso limita o crescimento do crânio na região afetada, levando a uma assimetria craniofacial característica. A condição é chamada de 'não-sindrômica' porque não está associada a síndromes genéticas mais amplas. A prevalência estimada é de 1 a 9 casos por 1.000.000 de pessoas.[1][3]

Sinais e sintomas

Os sinais e sintomas da craniossinostose unicoronal não-sindrômica envolvem principalmente alterações na forma do crânio e da face, além de problemas oculares. As características observadas incluem: assimetria craniofacial, anormalidade da testa (como bossas frontais), morfologia anormal da órbita óssea do crânio, epiblefaro (uma dobra de pele na pálpebra inferior), lagoftalmia (dificuldade em fechar completamente os olhos) e papiledema (inchaço do disco óptico). Na visão, podem ocorrer anisometropia (diferença de grau entre os olhos), astigmatismo, ambliopia (olho preguiçoso), estrabismo (incluindo esotropia e exotropia) e torcicolo (inclinação da cabeça).[1][3]

Causas genéticas

A craniossinostose unicoronal não-sindrômica é uma condição genética, mas na maioria dos casos a causa genética específica não é identificada. Até o momento, nenhum gene específico foi confirmado como causador isolado dessa condição. A herança não está claramente definida, podendo ocorrer de forma esporádica ou, em alguns casos, ser herdada. O diagnóstico genético pode ser investigado por meio de exames como cariótipo, pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH e sequenciamento completo do exoma (WES).[1][4]

Diagnóstico

O diagnóstico da craniossinostose unicoronal não-sindrômica é baseado na avaliação clínica e em exames de imagem que mostram o fechamento precoce da sutura coronal. Exames genéticos podem ser solicitados para descartar síndromes associadas. No Brasil, os procedimentos disponíveis no SUS incluem: cariótipo (bandas G, Q ou R), pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH, sequenciamento completo do exoma (WES), dosagem de alfa-fetoproteína e atendimento em reabilitação para doenças raras. Mais de 330 testes genéticos estão disponíveis para essa condição.[1][4]

Tratamento e manejo

O tratamento da craniossinostose unicoronal não-sindrômica geralmente envolve cirurgia para corrigir a forma do crânio e aliviar a pressão intracraniana, quando necessário. O manejo também inclui acompanhamento oftalmológico para tratar problemas de visão como ambliopia, estrabismo e astigmatismo. A fisioterapia pode ser indicada para o torcicolo. No Brasil, o nível de cobertura pelo SUS é considerado mínimo, e o atendimento em reabilitação para doenças raras está disponível. Não há medicamentos específicos aprovados para o tratamento dessa condição.[1]

Prognóstico e qualidade de vida

Com o tratamento adequado, a maioria das crianças com craniossinostose unicoronal não-sindrômica tem um bom prognóstico. A cirurgia craniana precoce pode melhorar a simetria facial e reduzir o risco de complicações como papiledema. O acompanhamento multidisciplinar — incluindo neurocirurgia, oftalmologia e reabilitação — é importante para monitorar o desenvolvimento e tratar problemas associados. A qualidade de vida pode ser boa, especialmente quando o diagnóstico e o manejo são realizados precocemente.[1][3]

Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.

📋
Informacoes curadas por IA — podem conter imprecisoes

Craniossinostose unicoronal não-sindrômica é o fechamento prematuro de uma única sutura coronal, resultando em assimetria craniofacial e possíveis alterações visuais como estrabismo e ambliopia. Pode estar associada a torcicolo e anormalidades da testa.

Publicações científicas
1 artigos
Último publicado: 2023 Sep 19

Escala de raridade

CLASSIFICAÇÃO ORPHANET · BRASIL 2024
1-9 / 1 000 000
Ultra-rara
<1/50k
Muito rara
1/20k
Rara
1/10k
Pouco freq.
1/5k
Incomum
1/2k
Prevalência
0.1049
Worldwide
Início
Neonatal
🏥
SUS: Cobertura mínimaScore: 15%
CID-10: Q75.0
🇧🇷Dados SUS / DATASUS
PROCEDIMENTOS SIGTAP (5)
0202010503
Cariótipo — bandas G, Q ou Rgenetic_test
0202010600
Pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISHlab_test
0202010694
Sequenciamento completo do exoma (WES)rehabilitation
0202010260
Dosagem de alfa-fetoproteína
0301070040
Atendimento em reabilitação — doenças raras
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Sinais e sintomas

O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece

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Visão geral

A craniossinostose unicoronal não-sindrômica é uma condição rara que afeta o crânio e o rosto. Ela está presente desde o nascimento (neonatal) e ocorre quando uma das suturas coronais do crânio — a linha de crescimento entre os ossos da cabeça — se fecha precocemente. Isso limita o crescimento do crânio na região afetada, levando a uma assimetria craniofacial característica. A condição é chamada de 'não-sindrômica' porque não está associada a síndromes genéticas mais amplas. A prevalência estimada é de 1 a 9 casos por 1.000.000 de pessoas.[1][3]

Sinais e sintomas

Os sinais e sintomas da craniossinostose unicoronal não-sindrômica envolvem principalmente alterações na forma do crânio e da face, além de problemas oculares. As características observadas incluem: assimetria craniofacial, anormalidade da testa (como bossas frontais), morfologia anormal da órbita óssea do crânio, epiblefaro (uma dobra de pele na pálpebra inferior), lagoftalmia (dificuldade em fechar completamente os olhos) e papiledema (inchaço do disco óptico). Na visão, podem ocorrer anisometropia (diferença de grau entre os olhos), astigmatismo, ambliopia (olho preguiçoso), estrabismo (incluindo esotropia e exotropia) e torcicolo (inclinação da cabeça).[1][3]

Causas genéticas

A craniossinostose unicoronal não-sindrômica é uma condição genética, mas na maioria dos casos a causa genética específica não é identificada. Até o momento, nenhum gene específico foi confirmado como causador isolado dessa condição. A herança não está claramente definida, podendo ocorrer de forma esporádica ou, em alguns casos, ser herdada. O diagnóstico genético pode ser investigado por meio de exames como cariótipo, pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH e sequenciamento completo do exoma (WES).[1][4]

Diagnóstico

O diagnóstico da craniossinostose unicoronal não-sindrômica é baseado na avaliação clínica e em exames de imagem que mostram o fechamento precoce da sutura coronal. Exames genéticos podem ser solicitados para descartar síndromes associadas. No Brasil, os procedimentos disponíveis no SUS incluem: cariótipo (bandas G, Q ou R), pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH, sequenciamento completo do exoma (WES), dosagem de alfa-fetoproteína e atendimento em reabilitação para doenças raras. Mais de 330 testes genéticos estão disponíveis para essa condição.[1][4]

Tratamento e manejo

O tratamento da craniossinostose unicoronal não-sindrômica geralmente envolve cirurgia para corrigir a forma do crânio e aliviar a pressão intracraniana, quando necessário. O manejo também inclui acompanhamento oftalmológico para tratar problemas de visão como ambliopia, estrabismo e astigmatismo. A fisioterapia pode ser indicada para o torcicolo. No Brasil, o nível de cobertura pelo SUS é considerado mínimo, e o atendimento em reabilitação para doenças raras está disponível. Não há medicamentos específicos aprovados para o tratamento dessa condição.[1]

Prognóstico e qualidade de vida

Com o tratamento adequado, a maioria das crianças com craniossinostose unicoronal não-sindrômica tem um bom prognóstico. A cirurgia craniana precoce pode melhorar a simetria facial e reduzir o risco de complicações como papiledema. O acompanhamento multidisciplinar — incluindo neurocirurgia, oftalmologia e reabilitação — é importante para monitorar o desenvolvimento e tratar problemas associados. A qualidade de vida pode ser boa, especialmente quando o diagnóstico e o manejo são realizados precocemente.[1][3]

Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.

Partes do corpo afetadas

👁️
Olhos
2 sintomas
🦴
Ossos e articulações
1 sintomas
😀
Face
1 sintomas

+ 10 sintomas em outras categorias

Características mais comuns

55%prev.
Epiblefaro
Frequente (79-30%)
55%prev.
Assimetria craniofacial
Frequente (79-30%)
55%prev.
Ambliopia
Frequente (79-30%)
55%prev.
Torcicolo
Frequente (79-30%)
55%prev.
Estrabismo
Frequente (79-30%)
55%prev.
Anormalidade da testa
Frequente (79-30%)
14sintomas
Frequente (9)
Ocasional (4)
Muito raro (1)

Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 14 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.

EpiblefaroEpiblepharon
Frequente (79-30%)55%
Assimetria craniofacialCraniofacial asymmetry
Frequente (79-30%)55%
AmbliopiaAmblyopia
Frequente (79-30%)55%
TorcicoloTorticollis
Frequente (79-30%)55%
EstrabismoStrabismus
Frequente (79-30%)55%

Linha do tempo da pesquisa

Publicações por ano — veja quando o interesse científico cresceu
Anos de pesquisa3desde 2023
Total histórico1PubMed
Últimos 10 anos1publicações
Pico20231 papers
Linha do tempo
2023Hoje · 2026
Publicações por ano (últimos 10 anos)

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Genética e causas

O que está alterado no DNA e como passa nas famílias

🧬

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Diagnóstico

Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam

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Tratamento e manejo

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Onde tratar no SUS

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🇧🇷 Atendimento SUS — Craniossinostose unicoronal não-sindrômica

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Publicações mais relevantes

Timeline de publicações
1 papers (10 anos)
#1

Torticollis in Non-Syndromic Unicoronal Craniosynostosis Is Predominantly Ocular Related.

Journal of clinical medicine2023 Sep 19

(1) Background: Patients with unicoronal craniosynostosis (UCS) often show torticollis which can result from either an ocular cause or contraction of the sternocleidomastoid muscle. For clinicians, it is crucial to know the prevalence of ocular torticollis (OT) to ensure appropriate referral for treatment. Furthermore, associated ophthalmic features with OT in these patients are scarcely described. The aim of this study was to determine the prevalence of OT in non-syndromic UCS patients and investigate its associated ophthalmic features. (2) Methods: In this descriptive cross-sectional study medical records of non-syndromic UCS patients treated between 1994-2022 in one tertiary care hospital in The Netherlands were retrospectively reviewed. Collected data included: diagnosis and type of torticollis, binocular single vision (BSV), strabismus, ocular motility, alphabetical patterns, refractive error, and amblyopia. Patients were classified as OT, based on their ophthalmic and/or orthoptic diagnosis. Prevalence was determined with the 95% CI using the Clopper-Pearson exact test. Associations between OT and the ophthalmic features were determined using Chi-square or Fishers' exact test and its effect size was calculated using Cramer's V. (3) Results: In total, 146 patients were included, of whom 57 had torticollis. An ocular cause for the torticollis was found in 54 patients. The prevalence of OT was 37% (n = 146; 95% CI [0.292-0.454]). Significant associations were found between OT and strabismus (p < 0.001), ocular motility abnormalities (p < 0.001), alphabetical patterns (p < 0.001), and amblyopia (p = 0.002). BSV (p = 0.277) and refractive error (p = 1.0) were not significantly associated with OT. However, in OT the BSV was relatively poor (42.1%) and more frequently absent (26.3%) compared to the non-torticollis group (7% poor and 16.3% absent). In both groups, excyclotorsion was predominantly present (62.3%). (4) Conclusions: In 95% of cases, torticollis in UCS patients is ocular-related. Overall, one in three patients with UCS have OT. This study emphasizes the importance of a timely referral of all patients with UCS with torticollis to an orthoptist and/or ophthalmologist, specialized in diagnosing and treatment of OT, before considering physiotherapy.

Publicações recentes

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Referências e fontes

Bases de dados externas citadas neste artigo

Publicações científicas

Artigos indexados no PubMed ligados a esta doença no grafo RarasNet — título, periódico e PMID direto da fonte, sem intermediação de IA.

  1. Torticollis in Non-Syndromic Unicoronal Craniosynostosis Is Predominantly Ocular Related.
    Journal of clinical medicine· 2023· PMID 37762999mais citado

Bases de dados e fontes oficiais

Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.

  1. ORPHA:620102(Orphanet)
  2. MONDO:0850073(MONDO)
  3. GARD:22470(GARD (NIH))
  4. Busca completa no PubMed(PubMed)

Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.

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Compêndio · Raras BR

Craniossinostose unicoronal não-sindrômica

ORPHA:620102 · MONDO:0850073
Prevalência
1-9 / 1 000 000
CID-10
Q75.0 · Craniossinostose
CID-11
Início
Neonatal
Prevalência
0.1049 (Worldwide)
MedGen
UMLS
C5680401
EuropePMC
Papers 10a
DiscussaoAtiva

Nenhuma novidade ainda. O agente esta monitorando.

0membros
0novidades

📋 Origem dos dados

Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.

Doença rara (ontologia)
fonte: Orphanet
Identificador unificado
fonte: MONDO