Imunodeficiência comum variável ligada ao X causada por deficiência de SH3KBP1. Caracteriza-se por infecções recorrentes, baixa contagem de células B e plasmócitos, e defeitos na sinalização de células B.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A deficiência de SH3KBP1 é uma condição genética rara que causa um quadro semelhante à imunodeficiência comum variável (CVID). Isso significa que o sistema imunológico não funciona adequadamente, deixando o corpo mais vulnerável a infecções, especialmente as respiratórias e de ouvido. A doença é ligada ao cromossomo X, ou seja, afeta principalmente meninos e homens, embora mulheres possam ser portadoras.[1][2]
Sinais e sintomas
Os principais sinais e sintomas observados em pessoas com essa condição incluem: infecções respiratórias recorrentes (como sinusite e otite média), infecções bacterianas frequentes, níveis baixos de anticorpos do tipo IgG2, IgG4 e IgM no sangue, obesidade e transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH).[1][4]
Causas genéticas
A doença é causada por alterações (mutações) no gene SH3KBP1, que fornece instruções para produzir uma proteína importante para o funcionamento das células de defesa do organismo. Esse gene está localizado no cromossomo X, por isso a herança é ligada ao X. A condição é conhecida como 'fenótipo de imunodeficiência comum variável por deficiência de SH3KBP1'.[1][2][5]
Diagnóstico
O diagnóstico é feito por meio de testes genéticos que identificam mutações no gene SH3KBP1. Atualmente, existem 4 tipos de testes genéticos disponíveis para essa condição, e mais de 180 variantes diferentes já foram registradas no banco de dados ClinVar. O diagnóstico também se baseia na avaliação dos níveis de anticorpos no sangue e no histórico de infecções recorrentes.[1][2][5]
Tratamento e manejo
O tratamento é focado no controle das infecções e na reposição de anticorpos (imunoglobulina) para fortalecer o sistema imunológico. Não há medicamentos específicos aprovados exclusivamente para essa condição. O acompanhamento deve ser feito por um médico imunologista ou geneticista. No Brasil, essa doença não possui cobertura específica pelo Sistema Único de Saúde (SUS).[1][2]
Prognóstico e qualidade de vida
Com o diagnóstico precoce e o manejo adequado das infecções, muitas pessoas conseguem ter uma qualidade de vida razoável. No entanto, a condição é crônica e requer acompanhamento médico contínuo. O prognóstico varia de acordo com a gravidade das infecções e a resposta ao tratamento de suporte.[1][2]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Imunodeficiência comum variável ligada ao X causada por deficiência de SH3KBP1. Caracteriza-se por infecções recorrentes, baixa contagem de células B e plasmócitos, e defeitos na sinalização de células B.
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Entender a doença
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Visão geral
A deficiência de SH3KBP1 é uma condição genética rara que causa um quadro semelhante à imunodeficiência comum variável (CVID). Isso significa que o sistema imunológico não funciona adequadamente, deixando o corpo mais vulnerável a infecções, especialmente as respiratórias e de ouvido. A doença é ligada ao cromossomo X, ou seja, afeta principalmente meninos e homens, embora mulheres possam ser portadoras.[1][2]
Sinais e sintomas
Os principais sinais e sintomas observados em pessoas com essa condição incluem: infecções respiratórias recorrentes (como sinusite e otite média), infecções bacterianas frequentes, níveis baixos de anticorpos do tipo IgG2, IgG4 e IgM no sangue, obesidade e transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH).[1][4]
Causas genéticas
A doença é causada por alterações (mutações) no gene SH3KBP1, que fornece instruções para produzir uma proteína importante para o funcionamento das células de defesa do organismo. Esse gene está localizado no cromossomo X, por isso a herança é ligada ao X. A condição é conhecida como 'fenótipo de imunodeficiência comum variável por deficiência de SH3KBP1'.[1][2][5]
Diagnóstico
O diagnóstico é feito por meio de testes genéticos que identificam mutações no gene SH3KBP1. Atualmente, existem 4 tipos de testes genéticos disponíveis para essa condição, e mais de 180 variantes diferentes já foram registradas no banco de dados ClinVar. O diagnóstico também se baseia na avaliação dos níveis de anticorpos no sangue e no histórico de infecções recorrentes.[1][2][5]
Tratamento e manejo
O tratamento é focado no controle das infecções e na reposição de anticorpos (imunoglobulina) para fortalecer o sistema imunológico. Não há medicamentos específicos aprovados exclusivamente para essa condição. O acompanhamento deve ser feito por um médico imunologista ou geneticista. No Brasil, essa doença não possui cobertura específica pelo Sistema Único de Saúde (SUS).[1][2]
Prognóstico e qualidade de vida
Com o diagnóstico precoce e o manejo adequado das infecções, muitas pessoas conseguem ter uma qualidade de vida razoável. No entanto, a condição é crônica e requer acompanhamento médico contínuo. O prognóstico varia de acordo com a gravidade das infecções e a resposta ao tratamento de suporte.[1][2]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Partes do corpo afetadas
+ 6 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 9 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Linha do tempo da pesquisa
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição.
Adapter protein involved in regulating diverse signal transduction pathways. Involved in the regulation of endocytosis and lysosomal degradation of ligand-induced receptor tyrosine kinases, including EGFR and MET/hepatocyte growth factor receptor, through an association with CBL and endophilins. The association with CBL, and thus the receptor internalization, may be inhibited by an interaction with PDCD6IP and/or SPRY2. Involved in regulation of ligand-dependent endocytosis of the IgE receptor.
CytoplasmCytoplasm, cytoskeletonCytoplasmic vesicle membraneSynapse, synaptosomeCell junction, focal adhesion
Immunodeficiency 61
An X-linked recessive primary immunologic disorder characterized by recurrent infections due to impaired antibody production. Affected individuals have normal numbers of circulating B and T cells, but B cells have an intrinsic defect in antibody production. Disease severity is variable and onset is in early childhood.
Variantes genéticas (ClinVar)
182 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
8 vias biológicas associadas aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Common variable immunodeficiency phenotype due to SH3KBP1 deficiency
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Dados de DATASUS/CNES, SBGM, ABNeuro e Ministério da Saúde. Sempre confirme a disponibilidade diretamente com o estabelecimento.
Pesquisa ativa
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Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
Publicações mais relevantes
Publicações recentes
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Prenatal Molecular Diagnosis of COL2A1-Associated Stickler Syndrome: Genotype-Phenotype Correlation in a Resource-Limited Healthcare Setting.
Platelet gene signatures detecting pulmonary artery stenosis in patients with pulmonary hypertension.
The global impact of imiglucerase therapy in children with Gaucher disease types 1 and 3: a real-world analysis from the International Collaborative Gaucher Group Gaucher Registry.
Monogenic lupus with SLC7A7 mutations: a retrospective study from a Chinese center.
Associações
Organizações que acompanham esta doença — pra ter apoio e orientação
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Referências e fontes
Bases de dados externas citadas neste artigo
Publicações científicas
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Bases de dados e fontes oficiais
Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.
- ORPHA:696945(Orphanet)
- MONDO:0010296(MONDO)
- GARD:10007(GARD (NIH))
- Variantes catalogadas(ClinVar)
- Busca completa no PubMed(PubMed)
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
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Common variable immunodeficiency phenotype due to SH3KBP1 deficiency
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Genética mendeliana
- fonte: OMIM
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Indexação biomédica
- fonte: MeSH (NLM)