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Albinismo oculocutâneo tipo 1A
ORPHA:79431CID-10 · E70.3CID-11 · EC23.20OMIM 203100DOENÇA RARA
Esta doença tem causa genética. Recomendamos procurar um médico geneticista para diagnóstico, exames genéticos e aconselhamento familiar.
Visão / ocularInício neonatalHerança AR
Também conhecida comoAOCOCA1A
Sinônimos clínicos: OCA1A · Albinismo oculocutâneo tirosinase-negativo

O albinismo oculocutâneo tipo 1A (OCA1A) é a forma mais grave de albinismo, pois não há produção de melanina. Ele é caracterizado por cabelos e pele brancos, íris azuis totalmente translúcidas, nistagmo (movimentos involuntários dos olhos) e um desvio no caminho dos nervos ópticos.

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Introdução

O que você precisa saber de cara

💬
EM LINGUAGEM SIMPLES

O albinismo oculocutâneo tipo 1A é uma condição genética rara na qual o organismo não consegue fabricar melanina. Desde o nascimento, a pessoa apresenta pele e cabelos totalmente brancos, além de alterações visuais marcantes como sensibilidade à luz e nistagmo (movimentos rápidos e involuntários dos olhos). A condição não tem cura nem conta com remédios específicos dispensados na farmácia do SUS, não constando em um PCDT oficial de doenças raras. O acompanhamento envolve o cuidado contínuo da visão, serviços de reabilitação pelo SUS e atenção rigorosa com a proteção da pele contra o sol e tumores cutâneos.

📋
Informacoes curadas por IA — podem conter imprecisoes

O albinismo oculocutâneo tipo 1A (OCA1A) é a forma mais grave de albinismo, pois não há produção de melanina. Ele é caracterizado por cabelos e pele brancos, íris azuis totalmente translúcidas, nistagmo (movimentos involuntários dos olhos) e um desvio no caminho dos nervos ópticos.

Publicações científicas
11 artigos
Último publicado: 2026 Jan 28

Escala de raridade

CLASSIFICAÇÃO ORPHANET · BRASIL 2024
1-9 / 100 000
Ultra-rara
<1/50k
Muito rara
1/20k
Rara
1/10k
Pouco freq.
1/5k
Incomum
1/2k
Prevalência
1.3
Worldwide
Início
Infancy
+ neonatal
🏥
SUS: Cobertura mínimaScore: 15%
6 procedimentos SIGTAPCID-10: E70.3
🇧🇷Dados SUS / DATASUS
EXAMES E PROCEDIMENTOS RELACIONADOS (6)
•
Dosagem de aminoácidos (erros inatos)
•
Dosagem de ácidos orgânicos na urina
•
Teste de triagem para erros inatos do metabolismo
•
Sequenciamento completo do exoma (WES)
•
Teste do pezinho (triagem neonatal)
•
Atendimento em reabilitação — doenças raras
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Entender a doença

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Sinais e sintomas

O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece

Partes do corpo afetadas

👁️
Olhos
10 sintomas
🧬
Pele e cabelo
9 sintomas

+ 12 sintomas em outras categorias

Características mais comuns

90%prev.
Albinismo
Muito frequente (99-80%)
90%prev.
Hipopigmentação da pele
Muito frequente (99-80%)
90%prev.
Hipopigmentação do cabelo
Muito frequente (99-80%)
90%prev.
Hipoplasia da fóvea
Muito frequente (99-80%)
90%prev.
Albinismo ocular
Muito frequente (99-80%)
90%prev.
Fotofobia
Muito frequente (99-80%)
31sintomas
Muito frequente (8)
Frequente (4)
Ocasional (4)
Sem dados (15)

Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 31 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.

AlbinismoAlbinism
Muito frequente (99-80%)90%
Hipopigmentação da peleHypopigmentation of the skin
Muito frequente (99-80%)90%
Hipopigmentação do cabeloHypopigmentation of hair
Muito frequente (99-80%)90%
Hipoplasia da fóveaHypoplasia of the fovea
Muito frequente (99-80%)90%
Albinismo ocularOcular albinism
Muito frequente (99-80%)90%

Linha do tempo da pesquisa

Publicações por ano — veja quando o interesse científico cresceu
Anos de pesquisa1desde 2026
Total histórico11PubMed
Últimos 10 anos6publicações
Pico20192 papers
Linha do tempo
2026Hoje · 2026
Publicações por ano (últimos 10 anos)

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Genética e causas

O que está alterado no DNA e como passa nas famílias

Genes associados

1 gene identificado com associação a esta condição. Padrão de herança: Autosomal recessive.

Curadoria gene-doença

fontes oficiais
TYR
TYRTyrosinaseDisease-causing germline mutation(s) (loss of function) inTolerante
VIAS BIOLÓGICAS (2)
Melanin biosynthesisRegulation of MITF-M-dependent genes involved in pigmentation
MECANISMO DE DOENÇA

Albinism, oculocutaneous, 1A

An autosomal recessive disorder in which the biosynthesis of melanin pigment is absent in skin, hair, and eyes. It is characterized by complete lack of tyrosinase activity due to production of an inactive enzyme. Patients present with a life-long absence of melanin pigment after birth, and manifest increased sensitivity to ultraviolet radiation with predisposition to skin cancer. Visual anomalies include decreased acuity, nystagmus, strabismus and photophobia.

EXPRESSÃO TECIDUAL(Tecido-específico)
Skin Sun Exposed Lower leg
7.7 TPM
Skin Not Sun Exposed Suprapubic
6.6 TPM
Aorta
0.1 TPM
Testículo
0.1 TPM
Glândula salivar
0.1 TPM
OUTRAS DOENÇAS (5)
oculocutaneous albinism type 1Boculocutaneous albinism type 1Aminimal pigment oculocutaneous albinism type 1Waardenburg syndrome type 2
HGNC:12442UniProt:P14679

Variantes genéticas (ClinVar)

408 variantes patogênicas registradas no ClinVar.

🧬 TYR: NM_000372.5(TYR):c.158G>A (p.Gly53Asp) ()
🧬 TYR: NM_000372.5(TYR):c.308G>C (p.Cys103Ser) ()
🧬 TYR: NM_000372.5(TYR):c.411C>A (p.Tyr137Ter) ()
🧬 TYR: NM_000372.5(TYR):c.1147G>C (p.Asp383His) ()
🧬 TYR: NM_000372.5(TYR):c.866G>C (p.Cys289Ser) ()
Ver todas no ClinVar

Classificação de variantes (ClinVar)

Distribuição de 221 variantes classificadas pelo ClinVar.

177
44
Patogênica (80.1%)
VUS (19.9%)
VARIANTES MAIS SIGNIFICATIVAS
TYR: NM_000372.5(TYR):c.605A>T (p.His202Leu) [Likely pathogenic]
TYR: NM_000372.5(TYR):c.605A>C (p.His202Pro) [Likely pathogenic]
TYR: NM_000372.5(TYR):c.520G>T (p.Asp174Tyr) [Likely pathogenic]
TYR: NM_000372.5(TYR):c.373G>T (p.Asp125Tyr) [Likely pathogenic]
TYR: NM_000372.5(TYR):c.302G>A (p.Gly101Glu) [Likely pathogenic]

Vias biológicas (Reactome)

2 vias biológicas associadas aos genes desta condição.

Diagnóstico

Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam

Carregando...

Tratamento e manejo

Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar

Carregando informações de tratamento...

Onde tratar no SUS

Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)

🇧🇷 Atendimento SUS — Albinismo oculocutâneo tipo 1A

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Pesquisa ativa

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Pesquisa e ensaios clínicos

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Publicações mais relevantes

Timeline de publicações
6 papers (10 anos)
#1

Aggressive Amelanotic Melanoma in a Patient with Oculocutaneous Albinism Type 1A: A Case with Limited Response to Targeted and Immunotherapy.

Clinical and experimental dermatology2026 Jan 28
#2

TYROSINASE-Deficient Human Retinal Pigment Epithelium Exhibits Melanosome Maturation Defects.

Investigative ophthalmology &amp; visual science2025 Oct 01

Oculocutaneous albinism type 1A (OCA1A) is a rare recessive genetic condition caused by mutations in TYROSINASE (TYR) that results in pigmentation defects of the skin, hair and eyes. This study was performed to understand melanosome biogenesis and maturation defects in an OCA1A in vitro model using retinal pigment epithelium (RPE) derived from TYR knockout human induced pluripotent stem cells (iPSC). CRISPR-Cas9 was used to knockout the TYR gene in iPSC to generate an isogenic pair. A developmentally guided protocol was used to differentiate the isogenic iPSC pair towards RPE monolayer tissue. Monolayer organization, melanosome formation and maturation were studied using electron microscopy. Loss of TYR protein was studied using Western blot and immuno-fluorescence staining. RPE cellular morphology and junction integrity was studied using immunofluorescence staining and transepithelial resistance measurements. An isogenic pair comprising of untargeted control and TYR knockout iPSC were successfully differentiated towards RPE monolayer tissue with polygonal cell morphology. TYR knockout RPE exhibited significantly reduced TYR protein, increased presence of immature pre-melanosomes and a complete lack of mature melanosomes. We observed abnormal junctional localization of β-catenin staining pattern, as has been reported previously for albino mouse RPE- and OCA1A patient-derived RPE. Differentiation of TYR-deficient iPSC toward RPE displayed pigmentation defects and absence of mature melanosomes, whereas melanosome biogenesis was not affected, because pre-melanosomes were still observed. These observations were also similar to what was observed in OCA1A patient-derived RPE monolayer tissue, independently confirming the validity of these previous findings.

#3

Genetic Diagnosis of Oculocutaneous Albinism Type 1A: A Novel TYR Variant.

Clinical case reports2025 Sep

Oculocutaneous albinism type IA (OCA1A) is a rare autosomal recessive disorder caused by variants in the TYR gene, resulting in complete loss of tyrosinase activity and absence of melanin production. In this study, we report a novel missense variant, TYR (NM_000372.5):c.143A>C (p.Gln48Pro), found within exon 1 and mapped to chr11: g.89178096A>C (GRCh38/hg38). This variant was identified through exome sequencing in a 4-year-old Iranian girl from a consanguineous family presenting with features of OCA1A. This discovery expands the mutational spectrum of OCA1 and underscores the importance of genetic screening in diagnosing rare inherited disorders. Future studies involving functional assays are necessary to elucidate the molecular mechanisms of this variant and its potential impact on melanogenesis.

#4

Does Early Glasses Wear Improve Visual Outcome in OCA1A?

Journal of binocular vision and ocular motility2021

Purpose: Oculocutaneous albinism type 1A (OCA1A), with lifelong absent melanin in skin, hair, and eyes, is the most severe type of albinism with greatest ametropia and poorest vision. We evaluated the relationship between age when spectacles were begun and visual outcome, in addition to status of refraction, in OCA1A. Methods: After IRB approval, a retrospective review of 70 consecutive charts of patients with OCA1A identified 24 fitting inclusion criterion of BCVA recorded at age 10-12 years. Exclusion criteria were those with other vision-threatening diagnoses and patients seen for a single visit. We recorded sex, age at beginning glasses, and refraction and BCVA at age 10-12 and most recent visit. Data were arbitrarily grouped by those initiating glasses at ≤ age 12 months and > age 12 months. Results: Regression analysis showed a larger degree of astigmatism was weakly associated with worse vision at age 10-12 years. A weakly positive relationship was found between poorer BCVA at last visit and older age at which glasses were initiated. All receiving glasses by age 1 and only half receiving glasses when older had improved visual acuity from age 10-12 years to last follow up. Conclusion: Additional study of a larger sample of this rare disorder is needed to determine if early glasses wear improves later BCVA.

#5

Modeling human point mutation diseases in Xenopus tropicalis with a modified CRISPR/Cas9 system.

FASEB journal : official publication of the Federation of American Societies for Experimental Biology2019 Jun

Precise single-base editing in Xenopus tropicalis would greatly expand the utility of this true diploid frog for modeling human genetic diseases caused by point mutations. Here, we report the efficient conversion of C-to-T or G-to-A in X. tropicalis using the rat apolipoprotein B mRNA editing enzyme catalytic subunit 1-XTEN-clustered regularly interspaced short palindromic repeat-associated protein 9 (Cas9) nickase-uracil DNA glycosylase inhibitor-nuclear localization sequence base editor [base editor 3 (BE3)]. Coinjection of guide RNA and the Cas9 mutant complex mRNA into 1-cell stage X. tropicalis embryos caused precise C-to-T or G-to-A substitution in 14 out of 19 tested sites with efficiencies of 5-75%, which allowed for easy establishment of stable lines. Targeting the conserved T-box 5 R237 and Tyr C28 residues in X. tropicalis with the BE3 system mimicked human Holt-Oram syndrome and oculocutaneous albinism type 1A, respectively. Our data indicate that BE3 is an easy and efficient tool for precise base editing in X. tropicalis.-Shi, Z., Xin, H., Tian, D., Lian, J., Wang, J., Liu, G., Ran, R., Shi, S., Zhang, Z., Shi, Y., Deng, Y., Hou, C., Chen, Y. Modeling human point mutation diseases in Xenopus tropicalis with a modified CRISPR/Cas9 system.

Publicações recentes

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Perguntas frequentes

O que as famílias mais perguntam sobre esta doença — cada resposta com a fonte de onde saiu

Respostas geradas por IA a partir das fontes citadas

Não existe cura para o albinismo oculocutâneo tipo 1A nem medicamentos específicos aprovados para reverter a produção de melanina. As abordagens existentes concentram-se no acompanhamento da visão e na prevenção contínua de lesões cutâneas.

Referências

Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete

5 publicações do grafo RarasNet (PubMed) · 7 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.

  1. Does Early Glasses Wear Improve Visual Outcome in OCA1A?
    Journal of binocular vision and ocular motility2021PMID 33470906
  2. Modeling human point mutation diseases in Xenopus tropicalis with a modified CRISPR/Cas9 system.
    FASEB journal : official publication of the Federation of American Societies for Experimental Biology2019PMID 30844313
  3. ORPHA:79431
    Orphanet
  4. GARD:16721
    GARD (NIH)
  5. Q50349668
    Wikidata

Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.

Citar este verbete

Raras. (s.d.). Albinismo oculocutâneo tipo 1A. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/albinismo-oculocutaneo-tipo-1a

Formato APA. Conteúdo sob CC BY 4.0 — reuso livre com atribuição.

Conteúdo mantido por Agente Raras · Médicos e pesquisadores podem colaborar

Compêndio · Raras BR

Albinismo oculocutâneo tipo 1A

ORPHA:79431 · MONDO:0008745
🇧🇷 Brasil SUS
SIGTAP
6 procedimentos
Geral
Prevalência
1-9 / 100 000
Herança
Autosomal recessive
CID-10
E70.3 · Albinismo
CID-11
Início
Infancy, Neonatal
Prevalência
1.3 (Worldwide)
MedGen
UMLS
C4551504
EuropePMC
Wikidata
Papers 10a

📋 Origem dos dados

Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.

Doença rara (ontologia)
fonte: Orphanet
Identificador unificado
fonte: MONDO
Genética mendeliana
fonte: OMIM
Dado público estruturado
fonte: Wikidata
Rara