Anemia megaloblástica grave de início juvenil, autossômica recessiva, associada a atraso na mielinização, microcefalia, atrofia cerebral e mioclonia palpebral. Caracteriza-se por aumento do VCM e LDH, com deficiência de 5-MTHF no LCR.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A anemia constitucional megaloblástica com doença neurológica grave é uma condição genética extremamente rara, com prevalência estimada em menos de 1 caso por milhão de pessoas. Ela se manifesta ainda na infância ou na primeira infância, afetando tanto a produção de células sanguíneas quanto o sistema nervoso. A doença é herdada de forma autossômica recessiva, o que significa que ambos os pais precisam ser portadores de uma cópia do gene alterado para que a criança desenvolva a condição.[1][4]
Sinais e sintomas
Os sinais e sintomas da doença são variados e afetam múltiplos sistemas do corpo. No sangue, é comum observar anemia megaloblástica (com glóbulos vermelhos maiores que o normal), pancitopenia (redução de todos os tipos de células sanguíneas), trombocitopenia (baixa contagem de plaquetas) e aumento do volume corpuscular médio. Isso pode causar palidez, icterícia (coloração amarelada da pele) e cansaço.[1][4]
No sistema nervoso, a doença pode causar ataxia (falta de coordenação motora), hipotonia (tônus muscular reduzido), atraso global do desenvolvimento, controle cefálico pobre, crises epilépticas (incluindo crises de ausência generalizada e mioclonia palpebral), além de alterações estruturais como hipoplasia cerebelar (cerebelo menor que o normal), atrofia cerebral e mielinização atrasada. Outros achados incluem microcefalia secundária (cabeça menor que o esperado para a idade), hepatomegalia (aumento do fígado) e dificuldades alimentares.[1][4]
Exames laboratoriais podem mostrar concentração anormal de folato no sangue, níveis diminuídos de 5-metiltetraidrofolato no líquido cefalorraquidiano (LCR) e aumento da concentração circulante de lactato desidrogenase.[1][4]
Causas genéticas
A doença é causada por alterações (mutações) no gene DHFR, que fornece instruções para a produção da enzima diidrofolato redutase. Essa enzima é essencial para o metabolismo do folato, uma vitamina do complexo B necessária para a produção de DNA e para o funcionamento adequado das células, especialmente as da medula óssea e do sistema nervoso. A herança é autossômica recessiva, ou seja, a criança precisa herdar uma cópia do gene alterado de cada um dos pais para desenvolver a doença.[1][2][5]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na combinação dos achados clínicos (anemia megaloblástica, sintomas neurológicos) e em exames laboratoriais que mostram alterações no metabolismo do folato. O diagnóstico genético é confirmado por meio de testes que identificam mutações no gene DHFR. Atualmente, existem 21 testes genéticos disponíveis para essa condição, e 99 variantes patogênicas estão catalogadas no banco de dados ClinVar.[1][2][5]
Tratamento e manejo
O manejo da doença é multidisciplinar e deve ser coordenado por uma equipe médica especializada. O tratamento visa controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida. Alguns medicamentos que podem ser considerados no manejo incluem suplementos como ácido fólico, vitamina B12 (cianocobalamina) e tiamina pirofosfato, além de corticosteroides (como prednisona, dexametasona e metilprednisolona) e agentes que estimulam a produção de células sanguíneas (como eltrombopag). É importante ressaltar que estas são opções que podem ser avaliadas pelo médico, e não uma recomendação de tratamento específica. A cobertura pelo SUS é considerada mínima para esta condição.[1][2]
Tratamentos citados na literatura
A literatura científica, por meio de mineração de dados (PubTator3), menciona associações entre esta doença e diversos fármacos. É importante destacar que estas são correlações encontradas em publicações científicas e não representam recomendações de tratamento. As substâncias citadas incluem: azacitidina, cianocobalamina, decitabina, dexametasona, acetato de dexametasona, eltrombopague, metilprednisolona, aceponato de metilprednisolona, succinato sódico de metilprednisolona, prednisona, tiamina pirofosfato, ácido fólico e vitamina B12. O número de publicações para cada substância não foi especificado na base de dados consultada.[1][2]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico varia de acordo com a gravidade dos sintomas neurológicos e a resposta ao tratamento. O acompanhamento regular com neurologista, hematologista e geneticista é fundamental para monitorar a evolução da doença e ajustar as intervenções. O suporte multidisciplinar, incluindo fisioterapia, terapia ocupacional e suporte nutricional, pode ajudar a melhorar a qualidade de vida e o desenvolvimento da criança.[1][4]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Anemia megaloblástica grave de início juvenil, autossômica recessiva, associada a atraso na mielinização, microcefalia, atrofia cerebral e mioclonia palpebral. Caracteriza-se por aumento do VCM e LDH, com deficiência de 5-MTHF no LCR.
Escala de raridade
<1/50kMuito rara
1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
1/2k
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Entender a doença
Do básico ao detalhe, leia no seu ritmo
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Visão geral
A anemia constitucional megaloblástica com doença neurológica grave é uma condição genética extremamente rara, com prevalência estimada em menos de 1 caso por milhão de pessoas. Ela se manifesta ainda na infância ou na primeira infância, afetando tanto a produção de células sanguíneas quanto o sistema nervoso. A doença é herdada de forma autossômica recessiva, o que significa que ambos os pais precisam ser portadores de uma cópia do gene alterado para que a criança desenvolva a condição.[1][4]
Sinais e sintomas
Os sinais e sintomas da doença são variados e afetam múltiplos sistemas do corpo. No sangue, é comum observar anemia megaloblástica (com glóbulos vermelhos maiores que o normal), pancitopenia (redução de todos os tipos de células sanguíneas), trombocitopenia (baixa contagem de plaquetas) e aumento do volume corpuscular médio. Isso pode causar palidez, icterícia (coloração amarelada da pele) e cansaço.[1][4]
No sistema nervoso, a doença pode causar ataxia (falta de coordenação motora), hipotonia (tônus muscular reduzido), atraso global do desenvolvimento, controle cefálico pobre, crises epilépticas (incluindo crises de ausência generalizada e mioclonia palpebral), além de alterações estruturais como hipoplasia cerebelar (cerebelo menor que o normal), atrofia cerebral e mielinização atrasada. Outros achados incluem microcefalia secundária (cabeça menor que o esperado para a idade), hepatomegalia (aumento do fígado) e dificuldades alimentares.[1][4]
Exames laboratoriais podem mostrar concentração anormal de folato no sangue, níveis diminuídos de 5-metiltetraidrofolato no líquido cefalorraquidiano (LCR) e aumento da concentração circulante de lactato desidrogenase.[1][4]
Causas genéticas
A doença é causada por alterações (mutações) no gene DHFR, que fornece instruções para a produção da enzima diidrofolato redutase. Essa enzima é essencial para o metabolismo do folato, uma vitamina do complexo B necessária para a produção de DNA e para o funcionamento adequado das células, especialmente as da medula óssea e do sistema nervoso. A herança é autossômica recessiva, ou seja, a criança precisa herdar uma cópia do gene alterado de cada um dos pais para desenvolver a doença.[1][2][5]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na combinação dos achados clínicos (anemia megaloblástica, sintomas neurológicos) e em exames laboratoriais que mostram alterações no metabolismo do folato. O diagnóstico genético é confirmado por meio de testes que identificam mutações no gene DHFR. Atualmente, existem 21 testes genéticos disponíveis para essa condição, e 99 variantes patogênicas estão catalogadas no banco de dados ClinVar.[1][2][5]
Tratamento e manejo
O manejo da doença é multidisciplinar e deve ser coordenado por uma equipe médica especializada. O tratamento visa controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida. Alguns medicamentos que podem ser considerados no manejo incluem suplementos como ácido fólico, vitamina B12 (cianocobalamina) e tiamina pirofosfato, além de corticosteroides (como prednisona, dexametasona e metilprednisolona) e agentes que estimulam a produção de células sanguíneas (como eltrombopag). É importante ressaltar que estas são opções que podem ser avaliadas pelo médico, e não uma recomendação de tratamento específica. A cobertura pelo SUS é considerada mínima para esta condição.[1][2]
Tratamentos citados na literatura
A literatura científica, por meio de mineração de dados (PubTator3), menciona associações entre esta doença e diversos fármacos. É importante destacar que estas são correlações encontradas em publicações científicas e não representam recomendações de tratamento. As substâncias citadas incluem: azacitidina, cianocobalamina, decitabina, dexametasona, acetato de dexametasona, eltrombopague, metilprednisolona, aceponato de metilprednisolona, succinato sódico de metilprednisolona, prednisona, tiamina pirofosfato, ácido fólico e vitamina B12. O número de publicações para cada substância não foi especificado na base de dados consultada.[1][2]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico varia de acordo com a gravidade dos sintomas neurológicos e a resposta ao tratamento. O acompanhamento regular com neurologista, hematologista e geneticista é fundamental para monitorar a evolução da doença e ajustar as intervenções. O suporte multidisciplinar, incluindo fisioterapia, terapia ocupacional e suporte nutricional, pode ajudar a melhorar a qualidade de vida e o desenvolvimento da criança.[1][4]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Partes do corpo afetadas
+ 9 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 25 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição. Padrão de herança: Autosomal recessive.
Curadoria gene-doença
fontes oficiaisCatalyzes the reduction of 7,8-dihydrofolate (DHF) to 5,6,7,8-tetrahydrofolate in a NADPH-dependent manner (PubMed:12096917, PubMed:15039552, PubMed:17569517, PubMed:19196009, PubMed:19478082, PubMed:21876184, PubMed:9719595). Key enzyme in folate metabolism. Contributes to the nuclear and mitochondrial de novo thymidylate biosynthesis pathway (PubMed:21876188, PubMed:22235121). Catalyzes an essential reaction for de novo glycine and purine synthesis, and for DNA precursor synthesis. Binds its o
MitochondrionCytoplasmNucleus
Megaloblastic anemia due to dihydrofolate reductase deficiency
An inborn error of metabolism, characterized by megaloblastic anemia and/or pancytopenia, severe cerebral folate deficiency, and cerebral tetrahydrobiopterin deficiency. Clinical features include variable neurologic symptoms, ranging from severe developmental delay and generalized seizures in infancy, to childhood absence epilepsy with learning difficulties, to lack of symptoms.
Variantes genéticas (ClinVar)
99 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Classificação de variantes (ClinVar)
Distribuição de 8 variantes classificadas pelo ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
3 vias biológicas associadas aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Anemia constitucional megaloblástica com doença neurológica grave
Selecione um estado ou use sua localização para ver resultados.
Dados de DATASUS/CNES, SBGM, ABNeuro e Ministério da Saúde. Sempre confirme a disponibilidade diretamente com o estabelecimento.
Pesquisa ativa
Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes
Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
Associações
Organizações que acompanham esta doença — pra ter apoio e orientação
Ainda não temos associações cadastradas para Anemia constitucional megaloblástica com doença neurológica grave.
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Comunidades
Grupos ativos de quem convive com esta doença aqui no Raras
Ainda não existe comunidade no Raras para Anemia constitucional megaloblástica com doença neurológica grave
Pacientes, familiares e cuidadores se organizam em comunidades pra compartilhar experiências, fazer perguntas e se apoiar. Você pode ser o primeiro.
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Fazer loginDoenças relacionadas
Doenças com sintomas parecidos — ajudam quem ainda está buscando diagnóstico
Referências e fontes
Bases de dados externas citadas neste artigo
Bases de dados e fontes oficiais
Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.
- ORPHA:319651(Orphanet)
- OMIM OMIM:613839(OMIM)
- MONDO:0013456(MONDO)
- GARD:11000(GARD (NIH))
- Variantes catalogadas(ClinVar)
- Q56002711(Wikidata)
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Conteúdo mantido por Agente Raras · Médicos e pesquisadores podem colaborar

Anemia constitucional megaloblástica com doença neurológica grave
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Genética mendeliana
- fonte: OMIM
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Indexação biomédica
- fonte: MeSH (NLM)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata
- Reposicionamento
- fonte: Drug Repurposing Hub