Anemia megaloblástica congênita não relacionada a deficiência de B12/folato, associada a baixa estatura, anisocitose e trombocitopenia. Pode apresentar refluxo gastroesofágico, palidez, nistagmo e alterações neurológicas.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A anemia megaloblástica independente de vitamina B12 e de folato é uma condição genética rara que afeta a produção de células sanguíneas saudáveis. Diferente de outras anemias, ela não melhora com a suplementação de vitamina B12 ou ácido fólico. A doença pode se manifestar com anemia (diminuição dos glóbulos vermelhos), alterações na forma e tamanho das células sanguíneas (anisocitose, poiquilocitose) e redução das plaquetas (trombocitopenia).[1][2]
Sinais e sintomas
Os sinais e sintomas podem variar de pessoa para pessoa. Entre os mais comuns estão: anemia megaloblástica (células sanguíneas grandes e imaturas), palidez, cansaço (letargia), baixa estatura, atraso no desenvolvimento global, convulsões, movimentos oculares involuntários (nistagmo), perda visual, diarreia, refluxo gastroesofágico, aumento do baço (esplenomegalia), alterações na pele e acidente vascular cerebral. Algumas pessoas podem apresentar características faciais como ponte nasal ampla e orelhas com rotação posterior, além de defeitos cardíacos como defeito do septo ventricular e, raramente, situs inversus totalis (órgãos internos em posição espelhada).[1][2]
Causas genéticas
A condição é causada por alterações (mutações) em dois genes principais: SLC19A2 e UMPS. O gene SLC19A2 fornece instruções para produzir uma proteína chamada transportador de tiamina 1, essencial para levar a vitamina B1 (tiamina) para dentro das células. Mutações nesse gene podem levar a uma forma específica chamada anemia megaloblástica responsiva à tiamina. O gene UMPS fornece instruções para a enzima uridina 5'-monofosfato sintase, importante para a produção de componentes do DNA. Mutações nesse gene podem causar uma deficiência da enzima orotidina 5-fosfato descarboxilase, detectada em exames laboratoriais.[1][3]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica, exames de sangue que mostram anemia megaloblástica (com níveis normais de vitamina B12 e folato) e na identificação de alterações genéticas. Testes genéticos estão disponíveis para analisar os genes SLC19A2 e UMPS. Atualmente, existem 336 testes genéticos registrados e 148 variantes descritas no ClinVar, um banco de dados público de variações genéticas. A dosagem da enzima orotidina 5-fosfato descarboxilase pode auxiliar no diagnóstico quando há suspeita de envolvimento do gene UMPS.[1][3]
Tratamento e manejo
O tratamento é individualizado e deve ser acompanhado por uma equipe médica especializada. Para casos relacionados ao gene SLC19A2, a suplementação com tiamina (vitamina B1) pode melhorar a anemia e outros sintomas, mas não é uma cura. Outros medicamentos podem ser usados para controlar sintomas específicos, como corticosteroides (dexametasona, metilprednisolona, prednisona) para inflamação, eltrombopague para aumentar as plaquetas, e azacitidina ou decitabina para alterações no DNA. É importante lembrar que estas são opções de manejo e não substituem a orientação médica. No Brasil, a cobertura pelo SUS é considerada mínima para esta condição.[1]
Tratamentos citados na literatura
A literatura científica (fonte: PubTator3) menciona associações entre esta doença e diversos fármacos, mas estas não constituem recomendações de tratamento. São apenas correlações observadas em publicações científicas: azacitidina, cianocobalamina, decitabina, dexametasona, acetato de dexametasona, eltrombopague, metilprednisolona, aceponato de metilprednisolona, succinato sódico de metilprednisolona, prednisona, pirofosfato de tiamina, ácido fólico e vitamina B12. O número de publicações para cada substância não está disponível nesta base de dados.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico varia conforme a gravidade dos sintomas e a resposta ao tratamento. O acompanhamento regular com hematologistas, geneticistas e outros especialistas é fundamental para monitorar complicações como anemia, trombocitopenia, problemas neurológicos e cardíacos. O suporte multidisciplinar pode melhorar a qualidade de vida, mas não há dados específicos sobre a expectativa de vida para esta condição.[1][2]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
A **anemia megaloblástica independente de vitamina B12 e de folato** é um grupo raro de anemias genéticas em que o corpo produz glóbulos vermelhos aumentados, mesmo havendo níveis adequados dessas duas vitaminas. Ela pode ser provocada por alterações em genes como o **SLC19A2** ou o **UMPS**, que interferem no aproveitamento celular de substâncias vitais. A família geralmente nota sinais como palidez, atraso no desenvolvimento, letargia ou problemas visuais e cardíacos. Esta doença não consta na lista oficial de PCDTs de doenças raras do Ministério da Saúde, de modo que não há um protocolo governamental único de dispensação no SUS. O cuidado médico deve ser realizado e adaptado por especialistas da rede pública conforme os sintomas específicos de cada pessoa.
Anemia megaloblástica congênita não relacionada a deficiência de B12/folato, associada a baixa estatura, anisocitose e trombocitopenia. Pode apresentar refluxo gastroesofágico, palidez, nistagmo e alterações neurológicas.
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Entender a doença
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Partes do corpo afetadas
+ 18 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 58 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
2 genes identificados com associação a esta condição.
Thiamine-responsive megaloblastic anemia syndrome
An autosomal recessive disease characterized by megaloblastic anemia, diabetes mellitus, and sensorineural deafness. Onset is typically between infancy and adolescence, but all of the cardinal findings are often not present initially. The anemia, and sometimes the diabetes, improves with high doses of thiamine. Other more variable features include optic atrophy, congenital heart defects, short stature, and stroke.
Orotic aciduria 1
A disorder of pyrimidine metabolism resulting in megaloblastic anemia and orotic acid crystalluria that is frequently associated with some degree of physical and intellectual disability. A minority of cases have additional features, particularly congenital malformations and immune deficiencies.
Medicamentos aprovados (FDA)
3 medicamentos encontrados nos registros da FDA americana.
Variantes genéticas (ClinVar)
148 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
2 vias biológicas associadas aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Anemia megaloblástica independente de vitamina B12 e de folato
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Pesquisa ativa
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Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
Associações
Organizações que acompanham esta doença — pra ter apoio e orientação
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Doença com base genética
Um médico geneticista pode ajudar no diagnóstico de Anemia megaloblástica independente de vitamina B12 e de folato e no aconselhamento genético da família.
Doenças relacionadas
Doenças com sintomas parecidos — ajudam quem ainda está buscando diagnóstico
Perguntas frequentes
O que as famílias mais perguntam sobre esta doença — cada resposta com a fonte de onde saiu
Ela está associada a mutações genéticas em genes como **SLC19A2** e **UMPS**. Essas alterações comprometem o transporte celular da tiamina ou a síntese de nucleotídeos pela enzima uridina 5'-monofosfato sintase.
Referências
Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete
4 fontes citadas no texto · 4 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Citar este verbete
Raras. (2026). Anemia megaloblástica independente de vitamina B12 e de folato. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/anemia-megaloblastica-independente-de-vitamina-b12-e-de-folato
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Anemia megaloblástica independente de vitamina B12 e de folato
📋 Origem dos dados
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- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata
- Medicamentos aprovados FDA
- fonte: FDA OpenFDA
- Reposicionamento
- fonte: Drug Repurposing Hub