CAD-CDG é uma doença rara autossômica recessiva com início na infância, caracterizada por atraso e regressão do desenvolvimento motor, hipotonia e encefalopatia epiléptica, frequentemente com estado de mal epiléptico. Anisopoiquilocitose e acantocitose são achados hematológicos associados.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A CAD-CDG é uma doença genética rara, com prevalência estimada em menos de 1 caso a cada 1.000.000 de pessoas. Ela faz parte do grupo das doenças congênitas da glicosilação (CDG), que afetam a forma como o corpo produz e liga açúcares às proteínas, um processo essencial para o funcionamento de vários órgãos. A condição geralmente se manifesta ainda na infância.[1][2]
Sinais e sintomas
Os sintomas da CAD-CDG são variados e podem afetar múltiplos sistemas do corpo. Entre os sinais mais frequentes estão: atraso global do desenvolvimento (incluindo atraso motor e fala pobre), convulsões (incluindo estado de mal epiléptico e encefalopatia epiléptica), hipotonia (tônus muscular baixo), déficit de crescimento, diarreia, disfagia (dificuldade para engolir) e anemia. Alterações laboratoriais comuns incluem acidose tubular renal, hiperamonemia (excesso de amônia no sangue) e acidúria orótica. No sangue, podem ser observadas alterações nas hemácias, como acantocitose, esquistocitose e anisopoiquilocitose. Exames de imagem podem mostrar atrofia cerebral global. A marcha pode ser de base alargada e pode ocorrer regressão do desenvolvimento.[1][2]
Causas genéticas
A CAD-CDG é causada por mutações no gene CAD. Este gene fornece instruções para a produção de uma enzima que participa da primeira etapa da síntese de pirimidinas, moléculas essenciais para o DNA, RNA e para o processo de glicosilação. A herança é autossômica recessiva, o que significa que a pessoa precisa herdar uma cópia do gene alterado de cada um dos pais para desenvolver a doença.[1][3][4]
Diagnóstico
O diagnóstico da CAD-CDG é baseado na suspeita clínica, especialmente em crianças com os sintomas descritos, e é confirmado por testes genéticos. O sequenciamento completo do exoma (WES) é um dos métodos utilizados para identificar mutações no gene CAD. Existem atualmente 186 variantes do gene CAD registradas no ClinVar, um banco de dados público de variantes genéticas. Exames laboratoriais que auxiliam na investigação incluem a dosagem de aminoácidos, a dosagem de ácidos orgânicos na urina e o teste de triagem para erros inatos do metabolismo. O teste do pezinho (triagem neonatal) pode fazer parte do processo de investigação inicial.[1][3][4]
Tratamento e manejo
O manejo da CAD-CDG é multidisciplinar e focado no controle dos sintomas e na melhora da qualidade de vida. Não há um tratamento curativo específico descrito nos dados disponíveis. O acompanhamento pode incluir atendimento em reabilitação para doenças raras, suporte nutricional para o déficit de crescimento e disfagia, e tratamento medicamentoso para controle das convulsões e outras complicações. A cobertura pelo SUS para esta condição é considerada mínima, e os procedimentos disponíveis incluem os exames diagnósticos e o atendimento em reabilitação.[1][3]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico da CAD-CDG é variável e depende da gravidade dos sintomas e da resposta ao tratamento de suporte. O início na infância e a presença de encefalopatia epiléptica e atrofia cerebral podem indicar um curso mais grave. O acompanhamento regular com uma equipe médica especializada é fundamental para monitorar as complicações e oferecer o melhor suporte possível para a criança e sua família.[1][2]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
A CAD-CDG é uma doença genética muito rara, que se inicia na infância e afeta a forma como o organismo produz proteínas essenciais. Ela costuma se manifestar por meio de atraso no desenvolvimento, crises convulsivas de difícil controle, anemia e dificuldades na alimentação decorrentes de disfagia. A condição é causada por alterações no gene CAD e é transmitida de forma autossômica recessiva pelos pais. Atualmente, a patologia não consta na lista oficial de PCDT de doenças raras do Ministério da Saúde e não possui remédios específicos dispensados pelo SUS. O cuidado dos pacientes envolve o acompanhamento médico multidisciplinar focado no alívio e controle de cada um dos sintomas.
CAD-CDG é uma doença rara autossômica recessiva com início na infância, caracterizada por atraso e regressão do desenvolvimento motor, hipotonia e encefalopatia epiléptica, frequentemente com estado de mal epiléptico. Anisopoiquilocitose e acantocitose são achados hematológicos associados.
Escala de raridade
<1/50kMuito rara
1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
1/2k
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Entender a doença
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Sinais e sintomas
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Partes do corpo afetadas
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Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 25 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição. Padrão de herança: Autosomal recessive.
Curadoria gene-doença
fontes oficiaisVariantes genéticas (ClinVar)
186 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
1 via biológica associada aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
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Doença com base genética
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O que as famílias mais perguntam sobre esta doença — cada resposta com a fonte de onde saiu
A condição é causada por mutações genéticas no gene CAD, responsável pela síntese da proteína multifuncional CAD. Essas alterações comprometem a via de glicosilação celular e acarretam danos metabólicos e neurológicos.
Referências
Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete
5 fontes citadas no texto · 4 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Citar este verbete
Raras. (2026). CAD-CDG. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/cad-cdg
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CAD-CDG
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Genética mendeliana
- fonte: OMIM
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata