Distúrbio raro de fosforilação oxidativa mitocondrial caracterizado por um espectro de três fenótipos clínicos principais, que engloba um fenótipo neonatal grave com acidose láctica fatal precoce, um curso da doença mais prolongado com atraso no desenvolvimento de início precoce, fraqueza motora, sinais extrapiramidais e com ou sem epilepsia, e um fenótipo com desenvolvimento inicial normal e sintomas semelhantes aos de Parkinson com início aproximadamente aos doze meses de idade. Sinais e sintomas adicionais, relatados de forma variável, incluem cardiomiopatia, anomalias ópticas, hepatoesplenomegalia e achados anômalos na ressonância magnética cerebral, entre outros. As deficiências de enzimas de fosforilação oxidativa mitocondrial são inconsistentes.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
O Defeito combinado da fosforilação oxidativa WARS2-relacionado é uma doença genética rara que afeta a produção de energia nas células. A condição é causada por alterações (mutações) no gene WARS2, que fornece instruções para a produção de uma enzima mitocondrial essencial para a síntese de proteínas. A prevalência estimada é de menos de 1 caso por 1.000.000 de pessoas, sendo considerada uma doença ultrarrara. Os primeiros sinais geralmente aparecem no período neonatal ou durante a infância.[1][4]
Sinais e sintomas
Os sintomas são variados e podem incluir: atraso no desenvolvimento, dificuldades alimentares, fraqueza muscular (atrofia do músculo esquelético), aumento do tônus muscular (hipertonia), movimentos involuntários (distonia), falta de coordenação (ataxia) e alterações na marcha. Problemas neurológicos como atrofia cerebral difusa, ventriculomegalia (aumento dos ventrículos cerebrais), hipoplasia do vermis cerebelar e atraso na mielinização do sistema nervoso central também podem ocorrer. Alterações oculares incluem estrabismo, exotropia (desvio do olho para fora) e atrofia óptica. Algumas pessoas apresentam características faciais como hipertelorismo (olhos mais afastados), ponte nasal ampla e filtro longo (espaço entre o nariz e o lábio superior). Podem ocorrer crises de birra graves, deficiência intelectual profunda, hipoglicemia (baixa de açúcar no sangue) e acidose láctica (acúmulo de ácido lático).[1][4]
Causas genéticas
A doença é causada por mutações no gene WARS2 (Tryptophan--tRNA ligase, mitochondrial). Este gene fornece instruções para a produção de uma enzima chamada triptofano-tRNA ligase mitocondrial, que é fundamental para a síntese de proteínas dentro das mitocôndrias, as estruturas celulares responsáveis pela produção de energia. O padrão de herança é autossômico recessivo, o que significa que a pessoa precisa herdar uma cópia do gene alterado de cada um dos pais para desenvolver a doença.[1][2][5]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sintomas e confirmado por testes genéticos. Existem 11 testes genéticos disponíveis para identificar mutações no gene WARS2. O banco de dados ClinVar já registrou 47 variantes (alterações) diferentes associadas a esta condição. O código CID-10 para a doença é E88.8 (Outros transtornos especificados do metabolismo).[1][2][5]
Tratamento e manejo
Atualmente, não há cura para o Defeito combinado da fosforilação oxidativa WARS2-relacionado. O tratamento é de suporte e visa aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida. Pode incluir acompanhamento com neurologista, fisioterapia para a hipertonia e atrofia muscular, terapia ocupacional e fonoaudiologia para dificuldades alimentares e disartria. O manejo da hipoglicemia e da acidose láctica deve ser feito por uma equipe médica especializada. Não há medicamentos específicos aprovados para a doença. No Brasil, a condição não possui cobertura pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para procedimentos específicos.[1][2]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico varia de acordo com a gravidade dos sintomas e a idade de início. Por ser uma doença ultrarrara e com manifestações neurológicas graves, como deficiência intelectual profunda e atrofia cerebral, o impacto na qualidade de vida pode ser significativo. O acompanhamento multidisciplinar é essencial para oferecer suporte ao paciente e à família.[1][4]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Distúrbio raro de fosforilação oxidativa mitocondrial caracterizado por um espectro de três fenótipos clínicos principais, que engloba um fenótipo neonatal grave com acidose láctica fatal precoce, um curso da doença mais prolongado com atraso no desenvolvimento de início precoce, fraqueza motora, sinais extrapiramidais e com ou sem epilepsia, e um fenótipo com desenvolvimento inicial normal e sintomas semelhantes aos de Parkinson com início aproximadamente aos doze meses de idade. Sinais e sintomas adicionais, relatados de forma variável, incluem cardiomiopatia, anomalias ópticas, hepatoesplenomegalia e achados anômalos na ressonância magnética cerebral, entre outros. As deficiências de enzimas de fosforilação oxidativa mitocondrial são inconsistentes.
Escala de raridade
<1/50kMuito rara
1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
1/2k
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Entender a doença
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Visão geral
O Defeito combinado da fosforilação oxidativa WARS2-relacionado é uma doença genética rara que afeta a produção de energia nas células. A condição é causada por alterações (mutações) no gene WARS2, que fornece instruções para a produção de uma enzima mitocondrial essencial para a síntese de proteínas. A prevalência estimada é de menos de 1 caso por 1.000.000 de pessoas, sendo considerada uma doença ultrarrara. Os primeiros sinais geralmente aparecem no período neonatal ou durante a infância.[1][4]
Sinais e sintomas
Os sintomas são variados e podem incluir: atraso no desenvolvimento, dificuldades alimentares, fraqueza muscular (atrofia do músculo esquelético), aumento do tônus muscular (hipertonia), movimentos involuntários (distonia), falta de coordenação (ataxia) e alterações na marcha. Problemas neurológicos como atrofia cerebral difusa, ventriculomegalia (aumento dos ventrículos cerebrais), hipoplasia do vermis cerebelar e atraso na mielinização do sistema nervoso central também podem ocorrer. Alterações oculares incluem estrabismo, exotropia (desvio do olho para fora) e atrofia óptica. Algumas pessoas apresentam características faciais como hipertelorismo (olhos mais afastados), ponte nasal ampla e filtro longo (espaço entre o nariz e o lábio superior). Podem ocorrer crises de birra graves, deficiência intelectual profunda, hipoglicemia (baixa de açúcar no sangue) e acidose láctica (acúmulo de ácido lático).[1][4]
Causas genéticas
A doença é causada por mutações no gene WARS2 (Tryptophan--tRNA ligase, mitochondrial). Este gene fornece instruções para a produção de uma enzima chamada triptofano-tRNA ligase mitocondrial, que é fundamental para a síntese de proteínas dentro das mitocôndrias, as estruturas celulares responsáveis pela produção de energia. O padrão de herança é autossômico recessivo, o que significa que a pessoa precisa herdar uma cópia do gene alterado de cada um dos pais para desenvolver a doença.[1][2][5]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sintomas e confirmado por testes genéticos. Existem 11 testes genéticos disponíveis para identificar mutações no gene WARS2. O banco de dados ClinVar já registrou 47 variantes (alterações) diferentes associadas a esta condição. O código CID-10 para a doença é E88.8 (Outros transtornos especificados do metabolismo).[1][2][5]
Tratamento e manejo
Atualmente, não há cura para o Defeito combinado da fosforilação oxidativa WARS2-relacionado. O tratamento é de suporte e visa aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida. Pode incluir acompanhamento com neurologista, fisioterapia para a hipertonia e atrofia muscular, terapia ocupacional e fonoaudiologia para dificuldades alimentares e disartria. O manejo da hipoglicemia e da acidose láctica deve ser feito por uma equipe médica especializada. Não há medicamentos específicos aprovados para a doença. No Brasil, a condição não possui cobertura pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para procedimentos específicos.[1][2]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico varia de acordo com a gravidade dos sintomas e a idade de início. Por ser uma doença ultrarrara e com manifestações neurológicas graves, como deficiência intelectual profunda e atrofia cerebral, o impacto na qualidade de vida pode ser significativo. O acompanhamento multidisciplinar é essencial para oferecer suporte ao paciente e à família.[1][4]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Partes do corpo afetadas
+ 24 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 71 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição. Padrão de herança: Autosomal recessive.
Curadoria gene-doença
fontes oficiaisCatalyzes the attachment of tryptophan to tRNA(Trp) in a two-step reaction: tryptophan is first activated by ATP to form Trp-AMP and then transferred to the acceptor end of tRNA(Trp)
Mitochondrion matrixMitochondrion
Neurodevelopmental disorder, mitochondrial, with abnormal movements and lactic acidosis, with or without seizures
An autosomal recessive, mitochondrial disorder with a broad phenotypic spectrum ranging from severe neonatal lactic acidosis, encephalomyopathy and early death to an attenuated course with milder manifestations. Clinical features include delayed psychomotor development, intellectual disability, hypotonia, dystonia, ataxia, and spasticity. Severe combined respiratory chain deficiency may be found in severely affected individuals.
Variantes genéticas (ClinVar)
47 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
1 via biológica associada aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Defeito combinado da fosforilação oxidativa WARS2-relacionado
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Dados de DATASUS/CNES, SBGM, ABNeuro e Ministério da Saúde. Sempre confirme a disponibilidade diretamente com o estabelecimento.
Pesquisa ativa
Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes
Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
Associações
Organizações que acompanham esta doença — pra ter apoio e orientação
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Comunidades
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Pacientes, familiares e cuidadores se organizam em comunidades pra compartilhar experiências, fazer perguntas e se apoiar. Você pode ser o primeiro.
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Fazer loginDoenças relacionadas
Doenças com sintomas parecidos — ajudam quem ainda está buscando diagnóstico
Referências e fontes
Bases de dados externas citadas neste artigo
Bases de dados e fontes oficiais
Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.
- ORPHA:572798(Orphanet)
- OMIM OMIM:617710(OMIM)
- MONDO:0060578(MONDO)
- GARD:18012(GARD (NIH))
- Variantes catalogadas(ClinVar)
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Conteúdo mantido por Agente Raras · Médicos e pesquisadores podem colaborar
Defeito combinado da fosforilação oxidativa WARS2-relacionado
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Genética mendeliana
- fonte: OMIM
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)