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Displasia espondiloepimetafisária com hipermobilidade articular EXOC6B-relacionada
ORPHA:642085CID-10 · Q77.7CID-11 · LD24.3OMIM 618395DOENÇA RARA
Sistema ósseoInício neonatal
Também conhecida comoSEMDJLSEMDJL3JL3
Sinônimos clínicos: EXOC6B-SEMD-JL · SEMDJL3 · SEMD-JL3 · +1

Displasia óssea primária rara caracterizada por múltiplas luxações articulares, em particular nas ancas e joelhos presentes ao nascimento, mas os cotovelos, pulsos, tornozelos e patelas também podem ser afetados; hipermobilidade grave articular, escoliose, dedos finos com afilamento distal e deficiência de crescimento se desenvolvem no período pós-natal resultando em baixa estatura. Metacarpos e metatarsos grácil, idade óssea tardia com ossos do carpo e tarso mal ossificados, displasia metafisária e epifisária, costelas finas e displasia espondilar são sinais radiográficos. A inteligência geralmente é normal.

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Introdução

O que você precisa saber de cara

Mantido pelo Disease Twin100% com fonte · revisão 04/06/2026
Informacoes curadas por IA — podem conter imprecisoes

Visão geral

A displasia espondiloepimetafisária com hipermobilidade articular EXOC6B-relacionada é uma doença genética rara que afeta o desenvolvimento dos ossos e das articulações. Ela faz parte de um grupo de condições chamadas displasias esqueléticas, que alteram a forma e o crescimento dos ossos. A condição é tão rara que sua prevalência é estimada em menos de 1 caso a cada 1.000.000 de pessoas. Os primeiros sinais podem aparecer ainda no período neonatal (logo após o nascimento) ou durante a infância.[1][4]

Sinais e sintomas

Os principais sinais e sintomas envolvem alterações ósseas e articulares. As pessoas com essa condição podem apresentar displasia espondiloepimetafisária (alterações nas vértebras, nas epífises e nas metáfises dos ossos longos), hipermobilidade articular (articulações muito flexíveis) e múltiplas luxações articulares, incluindo luxação do quadril, do joelho e da patela. Outros achados frequentes incluem baixa estatura, escoliose (curvatura anormal da coluna), platispondilia (vértebras achatadas), pescoço curto, dolicocefalia (crânio alongado), pé plano, dedos afilados, obesidade e atraso na habilidade de andar. Exames de imagem podem mostrar ossificação atrasada dos ossos do carpo (punho), placas terminais vertebrais irregulares, colo femoral curto, hipoplasia da ulna (osso do antebraço subdesenvolvido), irregularidade metafisária, costelas finas, distância interpedicular vertebral estreita, cabeça do rádio deslocada e hipoplasia do osso carpal.[1][4]

Causas genéticas

A doença é causada por alterações (variantes patogênicas) no gene EXOC6B, que fornece instruções para a produção de uma proteína chamada Exocyst complex component 6B. Esse gene faz parte de um complexo proteico importante para o transporte de moléculas dentro das células, especialmente durante o desenvolvimento ósseo. A herança é autossômica recessiva, o que significa que a pessoa precisa herdar uma cópia do gene alterado de cada um dos pais para desenvolver a condição.[1][2][5]

Diagnóstico

O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sinais e sintomas característicos, nos achados de exames de imagem (como radiografias que mostram as alterações ósseas típicas) e na confirmação por meio de testes genéticos. Os exames genéticos disponíveis incluem o sequenciamento completo do exoma (WES), que analisa todos os genes codificadores de proteínas, e a pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH. O cariótipo com bandas G, Q ou R também pode ser solicitado. Atualmente, há 43 variantes patogênicas descritas no ClinVar para o gene EXOC6B. A dosagem de alfa-fetoproteína pode ser utilizada como parte da investigação inicial.[1][2][5]

Tratamento e manejo

Não existe cura para a displasia espondiloepimetafisária com hipermobilidade articular EXOC6B-relacionada. O tratamento é multidisciplinar e focado no manejo dos sintomas e na melhora da qualidade de vida. Pode incluir fisioterapia e reabilitação para fortalecimento muscular e melhora da mobilidade, acompanhamento ortopédico para correção de luxações e escoliose (com uso de órteses ou cirurgias, quando necessário), e suporte nutricional para controle da obesidade. O atendimento em reabilitação para doenças raras está disponível no SUS. O acompanhamento regular com uma equipe médica especializada (geneticista, ortopedista, fisiatra, nutricionista) é essencial.[1][2]

Prognóstico e qualidade de vida

O prognóstico varia de acordo com a gravidade das manifestações ósseas e articulares. Com um manejo adequado, muitas pessoas conseguem ter uma vida ativa, embora possam enfrentar limitações físicas relacionadas à baixa estatura, às luxações articulares e à escoliose. O acompanhamento precoce e contínuo é importante para prevenir complicações e melhorar a funcionalidade e a qualidade de vida.[1][4]

Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.

📋
Informacoes curadas por IA — podem conter imprecisoes

Displasia óssea primária rara caracterizada por múltiplas luxações articulares, em particular nas ancas e joelhos presentes ao nascimento, mas os cotovelos, pulsos, tornozelos e patelas também podem ser afetados; hipermobilidade grave articular, escoliose, dedos finos com afilamento distal e deficiência de crescimento se desenvolvem no período pós-natal resultando em baixa estatura. Metacarpos e metatarsos grácil, idade óssea tardia com ossos do carpo e tarso mal ossificados, displasia metafisária e epifisária, costelas finas e displasia espondilar são sinais radiográficos. A inteligência geralmente é normal.

Publicações científicas
1 artigos
Último publicado: 1993

Escala de raridade

CLASSIFICAÇÃO ORPHANET · BRASIL 2024
<1 / 1 000 000
Ultra-rara
<1/50k
Muito rara
1/20k
Rara
1/10k
Pouco freq.
1/5k
Incomum
1/2k
Prevalência
0.0
Worldwide
Casos conhecidos
6
pacientes catalogados
Início
Infancy
+ neonatal
🏥
SUS: Cobertura mínimaScore: 15%
CID-10: Q77.7
🇧🇷Dados SUS / DATASUS
PROCEDIMENTOS SIGTAP (5)
0202010503
Cariótipo — bandas G, Q ou Rgenetic_test
0202010600
Pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISHlab_test
0202010694
Sequenciamento completo do exoma (WES)rehabilitation
0202010260
Dosagem de alfa-fetoproteína
0301070040
Atendimento em reabilitação — doenças raras
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Sinais e sintomas

O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece

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Visão geral

A displasia espondiloepimetafisária com hipermobilidade articular EXOC6B-relacionada é uma doença genética rara que afeta o desenvolvimento dos ossos e das articulações. Ela faz parte de um grupo de condições chamadas displasias esqueléticas, que alteram a forma e o crescimento dos ossos. A condição é tão rara que sua prevalência é estimada em menos de 1 caso a cada 1.000.000 de pessoas. Os primeiros sinais podem aparecer ainda no período neonatal (logo após o nascimento) ou durante a infância.[1][4]

Sinais e sintomas

Os principais sinais e sintomas envolvem alterações ósseas e articulares. As pessoas com essa condição podem apresentar displasia espondiloepimetafisária (alterações nas vértebras, nas epífises e nas metáfises dos ossos longos), hipermobilidade articular (articulações muito flexíveis) e múltiplas luxações articulares, incluindo luxação do quadril, do joelho e da patela. Outros achados frequentes incluem baixa estatura, escoliose (curvatura anormal da coluna), platispondilia (vértebras achatadas), pescoço curto, dolicocefalia (crânio alongado), pé plano, dedos afilados, obesidade e atraso na habilidade de andar. Exames de imagem podem mostrar ossificação atrasada dos ossos do carpo (punho), placas terminais vertebrais irregulares, colo femoral curto, hipoplasia da ulna (osso do antebraço subdesenvolvido), irregularidade metafisária, costelas finas, distância interpedicular vertebral estreita, cabeça do rádio deslocada e hipoplasia do osso carpal.[1][4]

Causas genéticas

A doença é causada por alterações (variantes patogênicas) no gene EXOC6B, que fornece instruções para a produção de uma proteína chamada Exocyst complex component 6B. Esse gene faz parte de um complexo proteico importante para o transporte de moléculas dentro das células, especialmente durante o desenvolvimento ósseo. A herança é autossômica recessiva, o que significa que a pessoa precisa herdar uma cópia do gene alterado de cada um dos pais para desenvolver a condição.[1][2][5]

Diagnóstico

O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sinais e sintomas característicos, nos achados de exames de imagem (como radiografias que mostram as alterações ósseas típicas) e na confirmação por meio de testes genéticos. Os exames genéticos disponíveis incluem o sequenciamento completo do exoma (WES), que analisa todos os genes codificadores de proteínas, e a pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH. O cariótipo com bandas G, Q ou R também pode ser solicitado. Atualmente, há 43 variantes patogênicas descritas no ClinVar para o gene EXOC6B. A dosagem de alfa-fetoproteína pode ser utilizada como parte da investigação inicial.[1][2][5]

Tratamento e manejo

Não existe cura para a displasia espondiloepimetafisária com hipermobilidade articular EXOC6B-relacionada. O tratamento é multidisciplinar e focado no manejo dos sintomas e na melhora da qualidade de vida. Pode incluir fisioterapia e reabilitação para fortalecimento muscular e melhora da mobilidade, acompanhamento ortopédico para correção de luxações e escoliose (com uso de órteses ou cirurgias, quando necessário), e suporte nutricional para controle da obesidade. O atendimento em reabilitação para doenças raras está disponível no SUS. O acompanhamento regular com uma equipe médica especializada (geneticista, ortopedista, fisiatra, nutricionista) é essencial.[1][2]

Prognóstico e qualidade de vida

O prognóstico varia de acordo com a gravidade das manifestações ósseas e articulares. Com um manejo adequado, muitas pessoas conseguem ter uma vida ativa, embora possam enfrentar limitações físicas relacionadas à baixa estatura, às luxações articulares e à escoliose. O acompanhamento precoce e contínuo é importante para prevenir complicações e melhorar a funcionalidade e a qualidade de vida.[1][4]

Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.

Partes do corpo afetadas

🦴
Ossos e articulações
14 sintomas
📏
Crescimento
1 sintomas
🫃
Digestivo
1 sintomas

+ 10 sintomas em outras categorias

Características mais comuns

100%prev.
Luxação do quadril
Frequência: 2/2
100%prev.
Luxação patelar
Frequência: 2/2
100%prev.
Ossificação atrasada dos ossos do carpo
Frequência: 2/2
100%prev.
Placas terminais vertebrais irregulares
Frequência: 2/2
100%prev.
Habilidade atrasada de andar
Frequência: 2/2
100%prev.
Distância interpedicular vertebral estreita
Frequência: 2/2
26sintomas
Muito frequente (12)
Muito raro (1)
Sem dados (13)

Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 26 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.

Luxação do quadrilHip dislocation
Frequência: 2/2100%
Luxação patelarPatellar dislocation
Frequência: 2/2100%
Ossificação atrasada dos ossos do carpoDelayed ossification of carpal bones
Frequência: 2/2100%
Placas terminais vertebrais irregularesIrregular vertebral endplates
Frequência: 2/2100%
Habilidade atrasada de andarDelayed ability to walk
Frequência: 2/2100%

Linha do tempo da pesquisa

Publicações por ano — veja quando o interesse científico cresceu
Anos de pesquisa1desde 2025
Total histórico1PubMed
Últimos 10 anos1publicações
Pico19931 papers
Linha do tempo
2025Hoje · 2026
Publicações por ano (últimos 10 anos)

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Genética e causas

O que está alterado no DNA e como passa nas famílias

Genes associados

1 gene identificado com associação a esta condição.

Curadoria gene-doença

fontes oficiais
EXOC6B
EXOC6B
EXOC6BExocyst complex component 6BDisease-causing germline mutation(s) inRestrito
FUNÇÃO

Component of the exocyst complex involved in the docking of exocytic vesicles with fusion sites on the plasma membrane

LOCALIZAÇÃO

MECANISMO DE DOENÇA

Spondyloepimetaphyseal dysplasia with joint laxity, 3

An autosomal recessive bone disease characterized by multiple joint dislocations at birth, severe joint laxity, scoliosis, gracile metacarpals and metatarsals, delayed bone age and poorly ossified carpal and tarsal bones.

EXPRESSÃO TECIDUAL(Ubíquo)
Skin Not Sun Exposed Suprapubic
27.2 TPM
Skin Sun Exposed Lower leg
26.0 TPM
Cervix Ectocervix
16.8 TPM
Cérebro - Hemisfério cerebelar
16.1 TPM
Vagina
16.0 TPM
OUTRAS DOENÇAS (1)
spondyloepimetaphyseal dysplasia with joint laxity, type 3
HGNC:17085UniProt:Q9Y2D4

Variantes genéticas (ClinVar)

43 variantes patogênicas registradas no ClinVar.

🧬 EXOC6B: NM_015189.3(EXOC6B):c.915+2T>G ()
🧬 EXOC6B: NM_015189.3(EXOC6B):c.1358A>G (p.Asn453Ser) ()
🧬 EXOC6B: NM_015189.3(EXOC6B):c.2123-80G>T ()
🧬 EXOC6B: GRCh37/hg19 2p13.2(chr2:72679204-72789317)x1 ()
🧬 EXOC6B: NM_015189.3(EXOC6B):c.2127del (p.Phe709fs) ()
Ver todas no ClinVar

Diagnóstico

Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam

Carregando...

Tratamento e manejo

Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar

Carregando informações de tratamento...

Onde tratar no SUS

Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)

🇧🇷 Atendimento SUS — Displasia espondiloepimetafisária com hipermobilidade articular EXOC6B-relacionada

🗺️

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Dados de DATASUS/CNES, SBGM, ABNeuro e Ministério da Saúde. Sempre confirme a disponibilidade diretamente com o estabelecimento.

Pesquisa ativa

Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes

Pesquisa e ensaios clínicos

Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.

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Publicações mais relevantes

Timeline de publicações
1 papers (10 anos)

Publicações recentes

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Associações

Organizações que acompanham esta doença — pra ter apoio e orientação

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Comunidades

Grupos ativos de quem convive com esta doença aqui no Raras

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Referências e fontes

Bases de dados externas citadas neste artigo

Publicações científicas

Artigos indexados no PubMed ligados a esta doença no grafo RarasNet — título, periódico e PMID direto da fonte, sem intermediação de IA.

  1. EXOC6B-Related Spondyloepimetaphyseal Dysplasia with Joint Laxity.
    · 1993· PMID 37229238recente

Bases de dados e fontes oficiais

Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.

  1. ORPHA:642085(Orphanet)
  2. OMIM OMIM:618395(OMIM)
  3. MONDO:0032724(MONDO)
  4. GARD:16348(GARD (NIH))
  5. Variantes catalogadas(ClinVar)
  6. Busca completa no PubMed(PubMed)

Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.

Conteúdo mantido por Agente Raras · Médicos e pesquisadores podem colaborar

Compêndio · Raras BR

Displasia espondiloepimetafisária com hipermobilidade articular EXOC6B-relacionada

ORPHA:642085 · MONDO:0032724
Prevalência
<1 / 1 000 000
Casos
6 casos conhecidos
CID-10
Q77.7 · Displasia espondiloepifisária
CID-11
Início
Infancy, Neonatal
Prevalência
0.0 (Worldwide)
MedGen
UMLS
C5193073
Papers 10a
DiscussaoAtiva

Nenhuma novidade ainda. O agente esta monitorando.

0membros
0novidades

📋 Origem dos dados

Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.

Doença rara (ontologia)
fonte: Orphanet
Identificador unificado
fonte: MONDO
Genética mendeliana
fonte: OMIM