Displasia óssea primária rara caracterizada por múltiplas luxações articulares, em particular nas ancas e joelhos presentes ao nascimento, mas os cotovelos, pulsos, tornozelos e patelas também podem ser afetados; hipermobilidade grave articular, escoliose, dedos finos com afilamento distal e deficiência de crescimento se desenvolvem no período pós-natal resultando em baixa estatura. Metacarpos e metatarsos grácil, idade óssea tardia com ossos do carpo e tarso mal ossificados, displasia metafisária e epifisária, costelas finas e displasia espondilar são sinais radiográficos. A inteligência geralmente é normal.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A displasia espondiloepimetafisária com hipermobilidade articular EXOC6B-relacionada é uma doença genética rara que afeta o desenvolvimento dos ossos e das articulações. Ela faz parte de um grupo de condições chamadas displasias esqueléticas, que alteram a forma e o crescimento dos ossos. A condição é tão rara que sua prevalência é estimada em menos de 1 caso a cada 1.000.000 de pessoas. Os primeiros sinais podem aparecer ainda no período neonatal (logo após o nascimento) ou durante a infância.[1][4]
Sinais e sintomas
Os principais sinais e sintomas envolvem alterações ósseas e articulares. As pessoas com essa condição podem apresentar displasia espondiloepimetafisária (alterações nas vértebras, nas epífises e nas metáfises dos ossos longos), hipermobilidade articular (articulações muito flexíveis) e múltiplas luxações articulares, incluindo luxação do quadril, do joelho e da patela. Outros achados frequentes incluem baixa estatura, escoliose (curvatura anormal da coluna), platispondilia (vértebras achatadas), pescoço curto, dolicocefalia (crânio alongado), pé plano, dedos afilados, obesidade e atraso na habilidade de andar. Exames de imagem podem mostrar ossificação atrasada dos ossos do carpo (punho), placas terminais vertebrais irregulares, colo femoral curto, hipoplasia da ulna (osso do antebraço subdesenvolvido), irregularidade metafisária, costelas finas, distância interpedicular vertebral estreita, cabeça do rádio deslocada e hipoplasia do osso carpal.[1][4]
Causas genéticas
A doença é causada por alterações (variantes patogênicas) no gene EXOC6B, que fornece instruções para a produção de uma proteína chamada Exocyst complex component 6B. Esse gene faz parte de um complexo proteico importante para o transporte de moléculas dentro das células, especialmente durante o desenvolvimento ósseo. A herança é autossômica recessiva, o que significa que a pessoa precisa herdar uma cópia do gene alterado de cada um dos pais para desenvolver a condição.[1][2][5]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sinais e sintomas característicos, nos achados de exames de imagem (como radiografias que mostram as alterações ósseas típicas) e na confirmação por meio de testes genéticos. Os exames genéticos disponíveis incluem o sequenciamento completo do exoma (WES), que analisa todos os genes codificadores de proteínas, e a pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH. O cariótipo com bandas G, Q ou R também pode ser solicitado. Atualmente, há 43 variantes patogênicas descritas no ClinVar para o gene EXOC6B. A dosagem de alfa-fetoproteína pode ser utilizada como parte da investigação inicial.[1][2][5]
Tratamento e manejo
Não existe cura para a displasia espondiloepimetafisária com hipermobilidade articular EXOC6B-relacionada. O tratamento é multidisciplinar e focado no manejo dos sintomas e na melhora da qualidade de vida. Pode incluir fisioterapia e reabilitação para fortalecimento muscular e melhora da mobilidade, acompanhamento ortopédico para correção de luxações e escoliose (com uso de órteses ou cirurgias, quando necessário), e suporte nutricional para controle da obesidade. O atendimento em reabilitação para doenças raras está disponível no SUS. O acompanhamento regular com uma equipe médica especializada (geneticista, ortopedista, fisiatra, nutricionista) é essencial.[1][2]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico varia de acordo com a gravidade das manifestações ósseas e articulares. Com um manejo adequado, muitas pessoas conseguem ter uma vida ativa, embora possam enfrentar limitações físicas relacionadas à baixa estatura, às luxações articulares e à escoliose. O acompanhamento precoce e contínuo é importante para prevenir complicações e melhorar a funcionalidade e a qualidade de vida.[1][4]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Displasia óssea primária rara caracterizada por múltiplas luxações articulares, em particular nas ancas e joelhos presentes ao nascimento, mas os cotovelos, pulsos, tornozelos e patelas também podem ser afetados; hipermobilidade grave articular, escoliose, dedos finos com afilamento distal e deficiência de crescimento se desenvolvem no período pós-natal resultando em baixa estatura. Metacarpos e metatarsos grácil, idade óssea tardia com ossos do carpo e tarso mal ossificados, displasia metafisária e epifisária, costelas finas e displasia espondilar são sinais radiográficos. A inteligência geralmente é normal.
Escala de raridade
<1/50kMuito rara
1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
1/2k
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Entender a doença
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Visão geral
A displasia espondiloepimetafisária com hipermobilidade articular EXOC6B-relacionada é uma doença genética rara que afeta o desenvolvimento dos ossos e das articulações. Ela faz parte de um grupo de condições chamadas displasias esqueléticas, que alteram a forma e o crescimento dos ossos. A condição é tão rara que sua prevalência é estimada em menos de 1 caso a cada 1.000.000 de pessoas. Os primeiros sinais podem aparecer ainda no período neonatal (logo após o nascimento) ou durante a infância.[1][4]
Sinais e sintomas
Os principais sinais e sintomas envolvem alterações ósseas e articulares. As pessoas com essa condição podem apresentar displasia espondiloepimetafisária (alterações nas vértebras, nas epífises e nas metáfises dos ossos longos), hipermobilidade articular (articulações muito flexíveis) e múltiplas luxações articulares, incluindo luxação do quadril, do joelho e da patela. Outros achados frequentes incluem baixa estatura, escoliose (curvatura anormal da coluna), platispondilia (vértebras achatadas), pescoço curto, dolicocefalia (crânio alongado), pé plano, dedos afilados, obesidade e atraso na habilidade de andar. Exames de imagem podem mostrar ossificação atrasada dos ossos do carpo (punho), placas terminais vertebrais irregulares, colo femoral curto, hipoplasia da ulna (osso do antebraço subdesenvolvido), irregularidade metafisária, costelas finas, distância interpedicular vertebral estreita, cabeça do rádio deslocada e hipoplasia do osso carpal.[1][4]
Causas genéticas
A doença é causada por alterações (variantes patogênicas) no gene EXOC6B, que fornece instruções para a produção de uma proteína chamada Exocyst complex component 6B. Esse gene faz parte de um complexo proteico importante para o transporte de moléculas dentro das células, especialmente durante o desenvolvimento ósseo. A herança é autossômica recessiva, o que significa que a pessoa precisa herdar uma cópia do gene alterado de cada um dos pais para desenvolver a condição.[1][2][5]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sinais e sintomas característicos, nos achados de exames de imagem (como radiografias que mostram as alterações ósseas típicas) e na confirmação por meio de testes genéticos. Os exames genéticos disponíveis incluem o sequenciamento completo do exoma (WES), que analisa todos os genes codificadores de proteínas, e a pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH. O cariótipo com bandas G, Q ou R também pode ser solicitado. Atualmente, há 43 variantes patogênicas descritas no ClinVar para o gene EXOC6B. A dosagem de alfa-fetoproteína pode ser utilizada como parte da investigação inicial.[1][2][5]
Tratamento e manejo
Não existe cura para a displasia espondiloepimetafisária com hipermobilidade articular EXOC6B-relacionada. O tratamento é multidisciplinar e focado no manejo dos sintomas e na melhora da qualidade de vida. Pode incluir fisioterapia e reabilitação para fortalecimento muscular e melhora da mobilidade, acompanhamento ortopédico para correção de luxações e escoliose (com uso de órteses ou cirurgias, quando necessário), e suporte nutricional para controle da obesidade. O atendimento em reabilitação para doenças raras está disponível no SUS. O acompanhamento regular com uma equipe médica especializada (geneticista, ortopedista, fisiatra, nutricionista) é essencial.[1][2]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico varia de acordo com a gravidade das manifestações ósseas e articulares. Com um manejo adequado, muitas pessoas conseguem ter uma vida ativa, embora possam enfrentar limitações físicas relacionadas à baixa estatura, às luxações articulares e à escoliose. O acompanhamento precoce e contínuo é importante para prevenir complicações e melhorar a funcionalidade e a qualidade de vida.[1][4]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Partes do corpo afetadas
+ 10 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 26 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Linha do tempo da pesquisa
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição.
Curadoria gene-doença
fontes oficiaisComponent of the exocyst complex involved in the docking of exocytic vesicles with fusion sites on the plasma membrane
Spondyloepimetaphyseal dysplasia with joint laxity, 3
An autosomal recessive bone disease characterized by multiple joint dislocations at birth, severe joint laxity, scoliosis, gracile metacarpals and metatarsals, delayed bone age and poorly ossified carpal and tarsal bones.
Variantes genéticas (ClinVar)
43 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Displasia espondiloepimetafisária com hipermobilidade articular EXOC6B-relacionada
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Pesquisa e ensaios clínicos
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Referências e fontes
Bases de dados externas citadas neste artigo
Publicações científicas
Artigos indexados no PubMed ligados a esta doença no grafo RarasNet — título, periódico e PMID direto da fonte, sem intermediação de IA.
Bases de dados e fontes oficiais
Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.
- ORPHA:642085(Orphanet)
- OMIM OMIM:618395(OMIM)
- MONDO:0032724(MONDO)
- GARD:16348(GARD (NIH))
- Variantes catalogadas(ClinVar)
- Busca completa no PubMed(PubMed)
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Conteúdo mantido por Agente Raras · Médicos e pesquisadores podem colaborar
Displasia espondiloepimetafisária com hipermobilidade articular EXOC6B-relacionada
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Genética mendeliana
- fonte: OMIM
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)