Síndrome rara associada à duplicação/triplicação parcial do cromossomo 9, manifestando-se com cardiopatias (pericardite, forame oval patente, coartação da aorta, dextrocardia), problemas musculoesqueléticos (mão pequena, miosite, artrite), neurológicos (convulsões, dificuldades de aprendizagem) e renais (displasia renal).
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A duplicação/triplicação parcial do cromossomo 9 é uma condição genética rara caracterizada pela presença de uma cópia extra (duplicação) ou duas cópias extras (triplicação) de um segmento do cromossomo 9. Essa alteração cromossômica pode levar a uma ampla variedade de sinais e sintomas, que variam muito de pessoa para pessoa. A condição é conhecida internacionalmente como 'Partial duplication/triplication of chromosome 9 syndrome'.[1][3]
Sinais e sintomas
Os sinais e sintomas associados a essa condição são diversos e podem afetar múltiplos sistemas do corpo. Entre as manifestações mais frequentemente descritas estão alterações cardíacas, como pericardite (inflamação do revestimento do coração), forame oval patente (uma abertura entre as câmaras superiores do coração), coarctação justa-ductal da aorta (estreitamento da aorta) e dextrocardia (coração posicionado do lado direito do tórax). Problemas renais, como displasia renal e múltiplos cistos renais, também podem ocorrer.[1][3]
Outros achados comuns incluem alterações neurológicas e comportamentais, como convulsões, lissencefalia (superfície cerebral anormalmente lisa), hiperatividade, comportamento autista e dificuldade específica de aprendizagem. Anormalidades craniofaciais, como micrognatia (mandíbula pequena), dorso nasal convexo (nariz com ponte proeminente) e anormalidades do lóbulo da orelha, são frequentes. Também podem ser observadas alterações musculoesqueléticas, como mãos e dedos dos pés pequenos, hérnia umbilical, e problemas dentários, como amelogênese imperfeita (esmalte dentário defeituoso).[1][3]
Outros sintomas relatados incluem miosite (inflamação muscular), artrite, atresia biliar (obstrução dos ductos biliares), icterícia (coloração amarelada da pele e olhos), exotropia (desvio do olho para fora) e micropênis. É importante notar que nem todas as pessoas com a condição apresentarão todos esses sintomas, e a gravidade pode variar amplamente.[1][3]
Causas genéticas
A duplicação/triplicação parcial do cromossomo 9 é causada por uma alteração estrutural no cromossomo 9, onde um segmento específico desse cromossomo está presente em uma cópia extra (duplicação) ou em duas cópias extras (triplicação). Essa alteração pode ocorrer de forma espontânea (de novo) ou ser herdada de um dos pais que seja portador de uma reorganização cromossômica equilibrada. A condição é classificada no MONDO (Ontologia de Doenças) sob o código MONDO:0016930.[1][2][4]
Diagnóstico
O diagnóstico da duplicação/triplicação parcial do cromossomo 9 é realizado por meio de testes genéticos que analisam o cariótipo ou, mais frequentemente, por técnicas de microarray cromossômico (CMA) ou sequenciamento de nova geração (NGS), que podem identificar com precisão a extensão e a localização da duplicação ou triplicação. No Brasil, existem pelo menos 336 testes genéticos disponíveis para essa condição, de acordo com dados do GenCC. O diagnóstico é confirmado quando a alteração cromossômica é identificada em uma amostra de sangue ou outro tecido.[1][4]
Tratamento e manejo
Não existe um tratamento específico para a duplicação/triplicação parcial do cromossomo 9, pois o manejo é focado nos sintomas apresentados por cada pessoa. O acompanhamento deve ser multidisciplinar, envolvendo pediatra, geneticista, cardiologista, nefrologista, neurologista, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional e outros especialistas conforme a necessidade. Intervenções precoces, como fisioterapia, terapia da fala e suporte educacional, podem ajudar a maximizar o desenvolvimento e a qualidade de vida.[1]
No Sistema Único de Saúde (SUS), a cobertura para essa condição é classificada como 'Cobertura mínima', o que significa que os procedimentos essenciais para diagnóstico e manejo dos sintomas devem ser garantidos, mas podem haver variações regionais na disponibilidade de serviços especializados.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico para pessoas com duplicação/triplicação parcial do cromossomo 9 é variável e depende da extensão da alteração cromossômica, da presença e gravidade dos sintomas associados, e da qualidade do acompanhamento médico e terapêutico. Muitas pessoas podem levar uma vida com boa qualidade, especialmente com intervenções precoces e suporte multidisciplinar. No entanto, complicações graves, como cardiopatias congênitas ou insuficiência renal, podem impactar significativamente a saúde e a longevidade.[1][3]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Síndrome rara associada à duplicação/triplicação parcial do cromossomo 9, manifestando-se com cardiopatias (pericardite, forame oval patente, coartação da aorta, dextrocardia), problemas musculoesqueléticos (mão pequena, miosite, artrite), neurológicos (convulsões, dificuldades de aprendizagem) e renais (displasia renal).
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Entender a doença
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Visão geral
A duplicação/triplicação parcial do cromossomo 9 é uma condição genética rara caracterizada pela presença de uma cópia extra (duplicação) ou duas cópias extras (triplicação) de um segmento do cromossomo 9. Essa alteração cromossômica pode levar a uma ampla variedade de sinais e sintomas, que variam muito de pessoa para pessoa. A condição é conhecida internacionalmente como 'Partial duplication/triplication of chromosome 9 syndrome'.[1][3]
Sinais e sintomas
Os sinais e sintomas associados a essa condição são diversos e podem afetar múltiplos sistemas do corpo. Entre as manifestações mais frequentemente descritas estão alterações cardíacas, como pericardite (inflamação do revestimento do coração), forame oval patente (uma abertura entre as câmaras superiores do coração), coarctação justa-ductal da aorta (estreitamento da aorta) e dextrocardia (coração posicionado do lado direito do tórax). Problemas renais, como displasia renal e múltiplos cistos renais, também podem ocorrer.[1][3]
Outros achados comuns incluem alterações neurológicas e comportamentais, como convulsões, lissencefalia (superfície cerebral anormalmente lisa), hiperatividade, comportamento autista e dificuldade específica de aprendizagem. Anormalidades craniofaciais, como micrognatia (mandíbula pequena), dorso nasal convexo (nariz com ponte proeminente) e anormalidades do lóbulo da orelha, são frequentes. Também podem ser observadas alterações musculoesqueléticas, como mãos e dedos dos pés pequenos, hérnia umbilical, e problemas dentários, como amelogênese imperfeita (esmalte dentário defeituoso).[1][3]
Outros sintomas relatados incluem miosite (inflamação muscular), artrite, atresia biliar (obstrução dos ductos biliares), icterícia (coloração amarelada da pele e olhos), exotropia (desvio do olho para fora) e micropênis. É importante notar que nem todas as pessoas com a condição apresentarão todos esses sintomas, e a gravidade pode variar amplamente.[1][3]
Causas genéticas
A duplicação/triplicação parcial do cromossomo 9 é causada por uma alteração estrutural no cromossomo 9, onde um segmento específico desse cromossomo está presente em uma cópia extra (duplicação) ou em duas cópias extras (triplicação). Essa alteração pode ocorrer de forma espontânea (de novo) ou ser herdada de um dos pais que seja portador de uma reorganização cromossômica equilibrada. A condição é classificada no MONDO (Ontologia de Doenças) sob o código MONDO:0016930.[1][2][4]
Diagnóstico
O diagnóstico da duplicação/triplicação parcial do cromossomo 9 é realizado por meio de testes genéticos que analisam o cariótipo ou, mais frequentemente, por técnicas de microarray cromossômico (CMA) ou sequenciamento de nova geração (NGS), que podem identificar com precisão a extensão e a localização da duplicação ou triplicação. No Brasil, existem pelo menos 336 testes genéticos disponíveis para essa condição, de acordo com dados do GenCC. O diagnóstico é confirmado quando a alteração cromossômica é identificada em uma amostra de sangue ou outro tecido.[1][4]
Tratamento e manejo
Não existe um tratamento específico para a duplicação/triplicação parcial do cromossomo 9, pois o manejo é focado nos sintomas apresentados por cada pessoa. O acompanhamento deve ser multidisciplinar, envolvendo pediatra, geneticista, cardiologista, nefrologista, neurologista, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional e outros especialistas conforme a necessidade. Intervenções precoces, como fisioterapia, terapia da fala e suporte educacional, podem ajudar a maximizar o desenvolvimento e a qualidade de vida.[1]
No Sistema Único de Saúde (SUS), a cobertura para essa condição é classificada como 'Cobertura mínima', o que significa que os procedimentos essenciais para diagnóstico e manejo dos sintomas devem ser garantidos, mas podem haver variações regionais na disponibilidade de serviços especializados.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico para pessoas com duplicação/triplicação parcial do cromossomo 9 é variável e depende da extensão da alteração cromossômica, da presença e gravidade dos sintomas associados, e da qualidade do acompanhamento médico e terapêutico. Muitas pessoas podem levar uma vida com boa qualidade, especialmente com intervenções precoces e suporte multidisciplinar. No entanto, complicações graves, como cardiopatias congênitas ou insuficiência renal, podem impactar significativamente a saúde e a longevidade.[1][3]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Partes do corpo afetadas
+ 31 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 99 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Nenhum gene associado encontrado
Os dados genéticos desta condição ainda estão sendo catalogados.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Duplicação/triplicação parcial do cromossomo 9
Centros de Referência SUS
24 centros habilitados pelo SUS para Duplicação/triplicação parcial do cromossomo 9
Centros para Duplicação/triplicação parcial do cromossomo 9
Detalhes dos centros
Hospital Universitário Prof. Edgard Santos (HUPES)
R. Dr. Augusto Viana, s/n - Canela, Salvador - BA, 40110-060 · CNES 0003808
Serviço de Referência
Hospital Infantil Albert Sabin
R. Tertuliano Sales, 544 - Vila União, Fortaleza - CE, 60410-794 · CNES 2407876
Serviço de Referência
Hospital de Apoio de Brasília (HAB)
AENW 3 Lote A Setor Noroeste - Plano Piloto, Brasília - DF, 70684-831 · CNES 0010456
Serviço de Referência
Hospital Estadual Infantil e Maternidade Alzir Bernardino Alves (HIABA)
Av. Min. Salgado Filho, 918 - Soteco, Vila Velha - ES, 29106-010 · CNES 6631207
Serviço de Referência
Hospital das Clínicas da UFG
Rua 235 QD. 68 Lote Área, Nº 285, s/nº - Setor Leste Universitário, Goiânia - GO, 74605-050 · CNES 2338424
Serviço de Referência
Hospital Universitário da UFJF
R. Catulo Breviglieri, Bairro - s/n - Santa Catarina, Juiz de Fora - MG, 36036-110 · CNES 2297442
Atenção Especializada
Hospital das Clínicas da UFMG
Av. Prof. Alfredo Balena, 110 - Santa Efigênia, Belo Horizonte - MG, 30130-100 · CNES 2280167
Serviço de Referência
Hospital Universitário Julio Müller (HUJM)
R. Luis Philippe Pereira Leite, s/n - Alvorada, Cuiabá - MT, 78048-902 · CNES 2726092
Atenção Especializada
Hospital Universitário João de Barros Barreto
R. dos Mundurucus, 4487 - Guamá, Belém - PA, 66073-000 · CNES 2337878
Serviço de Referência
Hospital Universitário Lauro Wanderley (HULW)
R. Tabeliao Estanislau Eloy, 585 - Castelo Branco, João Pessoa - PB, 58050-585 · CNES 0002470
Atenção Especializada
Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (IMIP)
R. dos Coelhos, 300 - Boa Vista, Recife - PE, 50070-902 · CNES 0000647
Serviço de Referência
Hospital Pequeno Príncipe
R. Des. Motta, 1070 - Água Verde, Curitiba - PR, 80250-060 · CNES 3143805
Serviço de Referência
Hospital Universitário Regional de Maringá (HUM)
Av. Mandacaru, 1590 - Parque das Laranjeiras, Maringá - PR, 87083-240 · CNES 2216108
Atenção Especializada
Hospital de Clínicas da UFPR
R. Gen. Carneiro, 181 - Alto da Glória, Curitiba - PR, 80060-900 · CNES 2364980
Serviço de Referência
Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE-UERJ)
Blvd. 28 de Setembro, 77 - Vila Isabel, Rio de Janeiro - RJ, 20551-030 · CNES 2280221
Serviço de Referência
Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz)
Av. Rui Barbosa, 716 - Flamengo, Rio de Janeiro - RJ, 22250-020 · CNES 2269988
Serviço de Referência
Hospital São Lucas da PUCRS
Av. Ipiranga, 6690 - Jardim Botânico, Porto Alegre - RS, 90610-000 · CNES 2232928
Serviço de Referência
Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA)
Rua Ramiro Barcelos, 2350 Bloco A - Av. Protásio Alves, 211 - Bloco B e C - Santa Cecília, Porto Alegre - RS, 90035-903 · CNES 2237601
Serviço de Referência
Hospital Universitário da UFSC (HU-UFSC)
R. Profa. Maria Flora Pausewang - Trindade, Florianópolis - SC, 88036-800 · CNES 2560356
Serviço de Referência
Hospital das Clínicas da FMUSP
R. Dr. Ovídio Pires de Campos, 225 - Cerqueira César, São Paulo - SP, 05403-010 · CNES 2077485
Serviço de Referência
Hospital de Base de São José do Rio Preto
Av. Brg. Faria Lima, 5544 - Vila Sao Jose, São José do Rio Preto - SP, 15090-000 · CNES 2079798
Atenção Especializada
Hospital de Clínicas da UNICAMP
R. Vital Brasil, 251 - Cidade Universitária, Campinas - SP, 13083-888 · CNES 2748223
Serviço de Referência
Hospital de Clínicas de Ribeirão Preto (HCRP-USP)
R. Ten. Catão Roxo, 3900 - Vila Monte Alegre, Ribeirão Preto - SP, 14015-010 · CNES 2082187
Serviço de Referência
UNIFESP / Hospital São Paulo
R. Napoleão de Barros, 715 - Vila Clementino, São Paulo - SP, 04024-002 · CNES 2688689
Serviço de Referência
Dados de DATASUS/CNES, SBGM, ABNeuro e Ministério da Saúde. Sempre confirme a disponibilidade diretamente com o estabelecimento.
Pesquisa ativa
Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes
Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
Associações
Organizações que acompanham esta doença — pra ter apoio e orientação
Ainda não temos associações cadastradas para Duplicação/triplicação parcial do cromossomo 9.
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Comunidades
Grupos ativos de quem convive com esta doença aqui no Raras
Ainda não existe comunidade no Raras para Duplicação/triplicação parcial do cromossomo 9
Pacientes, familiares e cuidadores se organizam em comunidades pra compartilhar experiências, fazer perguntas e se apoiar. Você pode ser o primeiro.
Tire suas dúvidas
Perguntas, dicas e experiências compartilhadas aqui na página
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Fazer loginDoenças relacionadas
Doenças com sintomas parecidos — ajudam quem ainda está buscando diagnóstico
Referências e fontes
Bases de dados externas citadas neste artigo
Bases de dados e fontes oficiais
Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.
- ORPHA:262643(Orphanet)
- MONDO:0016930(MONDO)
- GARD:20850(GARD (NIH))
- Q55786639(Wikidata)
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Conteúdo mantido por Agente Raras · Médicos e pesquisadores podem colaborar

Duplicação/triplicação parcial do cromossomo 9
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata