EDEM3-CDG é um distúrbio raro do glicosilação com manifestações neurológicas e de desenvolvimento, incluindo atraso global, hipotonia e convulsões. A gravidade varia, mas pode afetar múltiplos sistemas orgânicos.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A EDEM3-CDG é uma doença genética rara que afeta a glicosilação de proteínas, um processo essencial para o funcionamento adequado das células. Ela faz parte do grupo das doenças congênitas da glicosilação (CDG) e é causada por alterações no gene EDEM3. A condição pode se manifestar com uma combinação de características físicas, neurológicas e de desenvolvimento, que variam de pessoa para pessoa.[1][2]
Sinais e sintomas
Os sinais e sintomas da EDEM3-CDG podem incluir alterações faciais características, como epicanto (dobra de pele no canto interno do olho), hélices espessadas (orelhas grossas), borda do vermelhão espessa (lábios grossos), filtro curto (espaço curto entre o nariz e o lábio superior), palato ogival (céu da boca alto e estreito), linha de implantação posterior do cabelo baixa, orelhas de implantação baixa, olho profundamente inserido, asas nasais subdesenvolvidas, fissuras palpebrais inclinadas para baixo, ptose (pálpebra caída), plenitude periorbital (inchaço ao redor dos olhos), retrognatia (queixo recuado), orelha proeminente, vermelhão do lábio superior fino e columela pendente (parte do nariz pendente). Problemas oculares como astigmatismo e estrabismo também podem ocorrer. No sistema neurológico, pode haver deficiência intelectual, leucomalácia periventricular (lesão na substância branca do cérebro) e cisterna magna aumentada (alargamento de uma estrutura do cérebro). Outros achados incluem pé torto equinovaro (pé torto congênito), hidrocele testicular (acúmulo de líquido nos testículos) e, na infância, necessidade de alimentação por sonda nasogástrica. A glicosilação N-ligada de proteína é anormal, o que é um marcador laboratorial da doença.[1][4]
Causas genéticas
A EDEM3-CDG é causada por alterações (mutações) no gene EDEM3, que fornece instruções para a produção da proteína ER degradation-enhancing alpha-mannosidase-like protein 3. Essa proteína está envolvida no processo de glicosilação, que é a adição de açúcares às proteínas. Mutações nesse gene levam a um defeito nesse processo, resultando nos sinais e sintomas da doença.[1][2][5]
Diagnóstico
O diagnóstico da EDEM3-CDG é baseado na avaliação clínica dos sinais e sintomas e confirmado por testes genéticos que identificam mutações no gene EDEM3. Existem 43 variantes reportadas no ClinVar para esse gene, e o teste genético está disponível (1 teste genético listado). A análise laboratorial também pode mostrar glicosilação N-ligada de proteína anormal.[1][2][5]
Tratamento e manejo
Atualmente, não há um tratamento específico ou medicamento aprovado para a EDEM3-CDG. O manejo é baseado no suporte dos sintomas e pode incluir acompanhamento com equipe multidisciplinar (neurologista, geneticista, oftalmologista, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, entre outros). Intervenções como cirurgia para pé torto equinovaro, correção de ptose ou estrabismo, e suporte nutricional (como sonda nasogástrica na infância) podem ser necessárias. O aconselhamento genético é recomendado para as famílias.[1][2]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico da EDEM3-CDG varia de acordo com a gravidade dos sintomas, especialmente o grau de deficiência intelectual e as complicações neurológicas. O acompanhamento médico regular e o suporte multidisciplinar podem ajudar a melhorar a qualidade de vida e o desenvolvimento da pessoa afetada.[1][2]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
EDEM3-CDG é um distúrbio raro do glicosilação com manifestações neurológicas e de desenvolvimento, incluindo atraso global, hipotonia e convulsões. A gravidade varia, mas pode afetar múltiplos sistemas orgânicos.
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Entender a doença
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Visão geral
A EDEM3-CDG é uma doença genética rara que afeta a glicosilação de proteínas, um processo essencial para o funcionamento adequado das células. Ela faz parte do grupo das doenças congênitas da glicosilação (CDG) e é causada por alterações no gene EDEM3. A condição pode se manifestar com uma combinação de características físicas, neurológicas e de desenvolvimento, que variam de pessoa para pessoa.[1][2]
Sinais e sintomas
Os sinais e sintomas da EDEM3-CDG podem incluir alterações faciais características, como epicanto (dobra de pele no canto interno do olho), hélices espessadas (orelhas grossas), borda do vermelhão espessa (lábios grossos), filtro curto (espaço curto entre o nariz e o lábio superior), palato ogival (céu da boca alto e estreito), linha de implantação posterior do cabelo baixa, orelhas de implantação baixa, olho profundamente inserido, asas nasais subdesenvolvidas, fissuras palpebrais inclinadas para baixo, ptose (pálpebra caída), plenitude periorbital (inchaço ao redor dos olhos), retrognatia (queixo recuado), orelha proeminente, vermelhão do lábio superior fino e columela pendente (parte do nariz pendente). Problemas oculares como astigmatismo e estrabismo também podem ocorrer. No sistema neurológico, pode haver deficiência intelectual, leucomalácia periventricular (lesão na substância branca do cérebro) e cisterna magna aumentada (alargamento de uma estrutura do cérebro). Outros achados incluem pé torto equinovaro (pé torto congênito), hidrocele testicular (acúmulo de líquido nos testículos) e, na infância, necessidade de alimentação por sonda nasogástrica. A glicosilação N-ligada de proteína é anormal, o que é um marcador laboratorial da doença.[1][4]
Causas genéticas
A EDEM3-CDG é causada por alterações (mutações) no gene EDEM3, que fornece instruções para a produção da proteína ER degradation-enhancing alpha-mannosidase-like protein 3. Essa proteína está envolvida no processo de glicosilação, que é a adição de açúcares às proteínas. Mutações nesse gene levam a um defeito nesse processo, resultando nos sinais e sintomas da doença.[1][2][5]
Diagnóstico
O diagnóstico da EDEM3-CDG é baseado na avaliação clínica dos sinais e sintomas e confirmado por testes genéticos que identificam mutações no gene EDEM3. Existem 43 variantes reportadas no ClinVar para esse gene, e o teste genético está disponível (1 teste genético listado). A análise laboratorial também pode mostrar glicosilação N-ligada de proteína anormal.[1][2][5]
Tratamento e manejo
Atualmente, não há um tratamento específico ou medicamento aprovado para a EDEM3-CDG. O manejo é baseado no suporte dos sintomas e pode incluir acompanhamento com equipe multidisciplinar (neurologista, geneticista, oftalmologista, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, entre outros). Intervenções como cirurgia para pé torto equinovaro, correção de ptose ou estrabismo, e suporte nutricional (como sonda nasogástrica na infância) podem ser necessárias. O aconselhamento genético é recomendado para as famílias.[1][2]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico da EDEM3-CDG varia de acordo com a gravidade dos sintomas, especialmente o grau de deficiência intelectual e as complicações neurológicas. O acompanhamento médico regular e o suporte multidisciplinar podem ajudar a melhorar a qualidade de vida e o desenvolvimento da pessoa afetada.[1][2]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Partes do corpo afetadas
+ 10 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 34 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Linha do tempo da pesquisa
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição.
Curadoria gene-doença
fontes oficiaisInvolved in endoplasmic reticulum-associated degradation (ERAD). Accelerates the glycoprotein ERAD by proteasomes, by catalyzing mannose trimming from Man8GlcNAc2 to Man7GlcNAc2 in the N-glycans (PubMed:25092655). May also participate in mannose trimming from all glycoproteins and not just misfolded ones targeted to ERAD (PubMed:34143952). May have alpha 1,2-mannosidase activity (By similarity)
Endoplasmic reticulum lumen
Congenital disorder of glycosylation 2V
A form of congenital disorder of glycosylation, a genetically heterogeneous group of multisystem disorders caused by a defect in glycoprotein biosynthesis and characterized by under-glycosylated serum glycoproteins. Congenital disorders of glycosylation result in a wide variety of clinical features, such as defects in the nervous system development, psychomotor retardation, dysmorphic features, hypotonia, coagulation disorders, and immunodeficiency. The broad spectrum of features reflects the critical role of N-glycoproteins during embryonic development, differentiation, and maintenance of cell functions. CDG2V is an autosomal recessive form characterized by neurodevelopmental delay and variable facial dysmorphic features.
Variantes genéticas (ClinVar)
43 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
1 via biológica associada aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
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Referências e fontes
Bases de dados externas citadas neste artigo
Publicações científicas
Artigos indexados no PubMed ligados a esta doença no grafo RarasNet — título, periódico e PMID direto da fonte, sem intermediação de IA.
Bases de dados e fontes oficiais
Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.
- ORPHA:695783(Orphanet)
- MONDO:0030423(MONDO)
- Variantes catalogadas(ClinVar)
- Busca completa no PubMed(PubMed)
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
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EDEM3-CDG
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Genética mendeliana
- fonte: OMIM