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Encefalopatia associada a hipermetioninemia por deficiência da adenosina quinase
ORPHA:289290CID-10 · E72.1CID-11 · 5C50.BOMIM 611094DOENÇA RARA
Esta doença tem causa genética. Recomendamos procurar um médico geneticista para diagnóstico, exames genéticos e aconselhamento familiar.
MuscularInício infantilHerança AR
Também conhecida comoADK
Sinônimos clínicos: Encefalopatia associada a hipermetioninemia por deficiência de ADK · Hipermetioninemia ADK

Erro congênito raro do metabolismo caracterizado por hipermetioninemia persistente com níveis aumentados de S-adenosilmetionina e S-adenosil-homocisteína que se manifesta com encefalopatia, atraso global grave no desenvolvimento, disfunção hepática leve a grave, hipotonia e dismorfismo facial (o mais significativo é protuberância frontal, macrocefalia, hipertelorismo e ponte nasal deprimida). Podem estar associadas crises epilépticas, hipoglicemia e/ou defeitos cardíacos (estenose pulmonar, comunicação interatrial e/ou ventricular, coarctação da aorta). O quadro clínico pode variar desde sintomas neurológicos apenas até envolvimento de múltiplos órgãos.

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Introdução

O que você precisa saber de cara

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EM LINGUAGEM SIMPLES

A encefalopatia associada a hipermetioninemia por deficiência da adenosina quinase é uma doença genética rara que altera o processamento do aminoácido metionina no corpo. As famílias geralmente notam atraso importante no desenvolvimento da criança, fraqueza no tônus muscular, convulsões e alterações no funcionamento do fígado. A condição é causada por alterações no gene ADK e transmitida de forma autossômica recessiva pelos pais. A doença não possui protocolo PCDT específico no SUS, mas a rede pública prevê suporte de reabilitação e exames para erros inatos do metabolismo.

📋
Informacoes curadas por IA — podem conter imprecisoes

Erro congênito raro do metabolismo caracterizado por hipermetioninemia persistente com níveis aumentados de S-adenosilmetionina e S-adenosil-homocisteína que se manifesta com encefalopatia, atraso global grave no desenvolvimento, disfunção hepática leve a grave, hipotonia e dismorfismo facial (o mais significativo é protuberância frontal, macrocefalia, hipertelorismo e ponte nasal deprimida). Podem estar associadas crises epilépticas, hipoglicemia e/ou defeitos cardíacos (estenose pulmonar, comunicação interatrial e/ou ventricular, coarctação da aorta). O quadro clínico pode variar desde sintomas neurológicos apenas até envolvimento de múltiplos órgãos.

Escala de raridade

CLASSIFICAÇÃO ORPHANET · BRASIL 2024
Unknown
Ultra-rara
<1/50k
Muito rara
1/20k
Rara
1/10k
Pouco freq.
1/5k
Incomum
1/2k
Prevalência
0.0
Worldwide
Início
Childhood
🏥
SUS: Cobertura mínimaScore: 15%
7 procedimentos SIGTAPCID-10: E72.1
🇧🇷Dados SUS / DATASUS
EXAMES E PROCEDIMENTOS RELACIONADOS (7)
•
Dosagem de aminoácidos (erros inatos)
•
Dosagem de ácidos orgânicos na urina
•
Teste de triagem para erros inatos do metabolismo
•
Sequenciamento completo do exoma (WES)
•
Teste do pezinho (triagem neonatal)
•
Atendimento em reabilitação — doenças raras
+1 outros
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Entender a doença

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Sinais e sintomas

O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece

Partes do corpo afetadas

🧠
Neurológico
7 sintomas
🫃
Digestivo
2 sintomas
❤️
Coração
2 sintomas
💪
Músculos
2 sintomas
👂
Ouvidos
1 sintomas
🩸
Sangue
1 sintomas

+ 13 sintomas em outras categorias

Características mais comuns

—
Esteatose hepática
—
Hipotonia
—
Descargas epileptiformes multifocais
—
Concentração elevada de S-adenosil-L-metionina circulante
—
Atraso no desenvolvimento da fala e da linguagem
—
Coartação da aorta
30sintomas
Sem dados (30)

Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 30 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.

Esteatose hepáticaHepatic steatosis
HipotoniaHypotonia
Descargas epileptiformes multifocaisMultifocal epileptiform discharges
Concentração elevada de S-adenosil-L-metionina circulanteElevated circulating S-adenosyl-L-methionine concentration
Atraso no desenvolvimento da fala e da linguagemDelayed speech and language development

Linha do tempo da pesquisa

Publicações por ano — veja quando o interesse científico cresceu
Anos de pesquisa5desde 2021
Últimos 10 anos3publicações
Pico20162 papers
Linha do tempo
2021Hoje · 2026
Publicações por ano (últimos 10 anos)

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Genética e causas

O que está alterado no DNA e como passa nas famílias

Genes associados

1 gene identificado com associação a esta condição. Padrão de herança: Autosomal recessive.

Curadoria gene-doença

fontes oficiais
ADK
ADK
ADKAdenosine kinaseDisease-causing germline mutation(s) (loss of function) inTolerante
VIAS BIOLÓGICAS (2)
Purine salvageRibavirin ADME
MECANISMO DE DOENÇA

Hypermethioninemia due to adenosine kinase deficiency

A metabolic disorder characterized by global developmental delay, early-onset seizures, mild dysmorphic features, and characteristic biochemical anomalies, including persistent hypermethioninemia with increased levels of S-adenosylmethionine and S-adenosylhomocysteine. Homocysteine levels are typically normal.

OUTRAS DOENÇAS (1)
adenosine kinase deficiency
HGNC:257UniProt:P55263

Variantes genéticas (ClinVar)

34 variantes patogênicas registradas no ClinVar.

🧬 ADK: NM_006721.4(ADK):c.877G>C (p.Glu293Gln) ()
🧬 ADK: NM_006721.4(ADK):c.762+5G>C ()
🧬 ADK: NM_006721.4(ADK):c.647_651del (p.Ala216fs) ()
🧬 ADK: NM_006721.4(ADK):c.569_570del (p.Thr190fs) ()
🧬 ADK: NM_006721.4(ADK):c.2T>C (p.Met1Thr) ()
Ver todas no ClinVar

Vias biológicas (Reactome)

2 vias biológicas associadas aos genes desta condição.

Diagnóstico

Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam

Carregando...

Tratamento e manejo

Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar

Carregando informações de tratamento...

Onde tratar no SUS

Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)

🇧🇷 Atendimento SUS — Encefalopatia associada a hipermetioninemia por deficiência da adenosina quinase

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Pesquisa ativa

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Pesquisa e ensaios clínicos

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Publicações mais relevantes

Timeline de publicações
0 papers (10 anos)
#1

Adenosine kinase deficiency: Three new cases and diagnostic value of hypermethioninemia.

Molecular genetics and metabolism2021 Jan

Adenosine kinase (ADK) deficiency is characterized by liver disease, dysmorphic features, epilepsy and developmental delay. This defect disrupts the adenosine/AMP futile cycle and interferes with the upstream methionine cycle. We report the clinical, histological and biochemical courses of three ADK children carrying two new mutations and presenting with neonatal cholestasis and neurological disorders. One of them died of liver failure whereas the other two recovered from their liver damage. As the phenotype was consistent with a mitochondrial disorder, we studied liver mitochondrial respiratory chain activities in two patients and revealed a combined defect of several complexes. In addition, we retrospectively analyzed methionine plasma concentration, a hallmark of ADK deficiency, in a cohort of children and showed that methionine level in patients with ADK deficiency was strongly increased compared with patients with other liver diseases. ADK deficiency is a cause of neonatal or early infantile liver disease that may mimic primary mitochondrial disorders. In this context, an elevation of methionine plasma levels over twice the upper limit should not be considered as a nonspecific finding. ADK deficiency induced-liver dysfunction is most often transient, but could be life-threatening.

#2

Adenosine Kinase Deficiency in the Brain Results in Maladaptive Synaptic Plasticity.

The Journal of neuroscience : the official journal of the Society for Neuroscience2016 Nov 30

Adenosine kinase (ADK) deficiency in human patients (OMIM:614300) disrupts the methionine cycle and triggers hypermethioninemia, hepatic encephalopathy, cognitive impairment, and seizures. To identify whether this neurological phenotype is intrinsically based on ADK deficiency in the brain or if it is secondary to liver dysfunction, we generated a mouse model with a brain-wide deletion of ADK by introducing a Nestin-Cre transgene into a line of conditional ADK deficient Adkfl/fl mice. These AdkΔbrain mice developed a progressive stress-induced seizure phenotype associated with spontaneous convulsive seizures and profound deficits in hippocampus-dependent learning and memory. Pharmacological, biochemical, and electrophysiological studies suggest enhanced adenosine levels around synapses resulting in an enhanced adenosine A1 receptor (A1R)-dependent protective tone despite lower expression levels of the receptor. Theta-burst-induced LTP was enhanced in the mutants and this was dependent on adenosine A2A receptor (A2AR) and tropomyosin-related kinase B signaling, suggesting increased activation of these receptors in synaptic plasticity phenomena. Accordingly, reducing adenosine A2A receptor activity in AdkΔbrain mice restored normal associative learning and contextual memory and attenuated seizure risk. We conclude that ADK deficiency in the brain triggers neuronal adaptation processes that lead to dysregulated synaptic plasticity, cognitive deficits, and increased seizure risk. Therefore, ADK mutations have an intrinsic effect on brain physiology and may present a genetic risk factor for the development of seizures and learning impairments. Furthermore, our data show that blocking A2AR activity therapeutically can attenuate neurological symptoms in ADK deficiency. A novel human genetic condition (OMIM #614300) that is based on mutations in the adenosine kinase (Adk) gene has been discovered recently. Affected patients develop hepatic encephalopathy, seizures, and severe cognitive impairment. To model and understand the neurological phenotype of the human mutation, we generated a new conditional knock-out mouse with a brain-specific deletion of Adk (AdkΔbrain). Similar to ADK-deficient patients, AdkΔbrain mice develop seizures and cognitive deficits. We identified increased basal synaptic transmission and enhanced adenosine A2A receptor (A2AR)-dependent synaptic plasticity as the underlying mechanisms that govern these phenotypes. Our data show that neurological phenotypes in ADK-deficient patients are intrinsic to ADK deficiency in the brain and that blocking A2AR activity therapeutically can attenuate neurological symptoms in ADK deficiency.

#3

Adenosine kinase deficiency: expanding the clinical spectrum and evaluating therapeutic options.

Journal of inherited metabolic disease2016 Mar

Adenosine kinase deficiency is a recently described defect affecting methionine metabolism with a severe clinical phenotype comprising mainly neurological and hepatic impairment and dysmorphism. Clinical data of 11 additional patients from eight families with adenosine kinase deficiency were gathered through a retrospective questionnaire. Two liver biopsies of one patient were systematically evaluated. The main clinical symptoms are mild to severe liver dysfunction with neonatal onset, muscular hypotonia, global developmental retardation and dysmorphism (especially frontal bossing). Hepatic involvement is not a constant finding. Most patients have epilepsy and recurrent hypoglycemia due to hyperinsulinism. Major biochemical findings are intermittent hypermethioninemia, increased S-adenosylmethionine and S-adenosylhomocysteine in plasma and increased adenosine in urine. S-adenosylmethionine and S-adenosylhomocysteine are the most reliable biochemical markers. The major histological finding was pronounced microvesicular hepatic steatosis. Therapeutic trials with a methionine restricted diet indicate a potential beneficial effect on biochemical and clinical parameters in four patients and hyperinsulinism was responsive to diazoxide in two patients. Adenosine kinase deficiency is a severe inborn error at the cross-road of methionine and adenosine metabolism that mainly causes dysmorphism, brain and liver symptoms, but also recurrent hypoglycemia. The clinical phenotype varies from an exclusively neurological to a multi-organ manifestation. Methionine-restricted diet should be considered as a therapeutic option.

Publicações recentes

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Ordenadas pelo número de sintomas em comum.

Perguntas frequentes

O que as famílias mais perguntam sobre esta doença — cada resposta com a fonte de onde saiu

Respostas geradas por IA a partir das fontes citadas

A condição é causada por mutações genéticas no gene ADK, responsável pela produção da enzima adenosina quinase. Ela é herdada de forma autossômica recessiva, quando a criança recebe cópias alteradas do gene de ambos os pais.

Referências

Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete

4 publicações do grafo RarasNet (PubMed) · 7 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.

  1. Adenosine Kinase Deficiency in the Brain Results in Maladaptive Synaptic Plasticity.
    The Journal of neuroscience : the official journal of the Society for Neuroscience2016PMID 27903722
  2. ORPHA:289290
    Orphanet
  3. GARD:17321
    GARD (NIH)
  4. Q42863587
    Wikidata

Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.

Citar este verbete

Raras. (s.d.). Encefalopatia associada a hipermetioninemia por deficiência da adenosina quinase. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/encefalopatia-associada-a-hipermetioninemia-por-deficiencia-da-adenosina-quinase

Formato APA. Conteúdo sob CC BY 4.0 — reuso livre com atribuição.

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Compêndio · Raras BR

Encefalopatia associada a hipermetioninemia por deficiência da adenosina quinase

ORPHA:289290 · MONDO:0100255
🇧🇷 Brasil SUS
SIGTAP
7 procedimentos
Geral
Prevalência
Unknown
Herança
Autosomal recessive
CID-10
E72.1 · Distúrbios do metabolismo dos aminoácidos que contêm enxofre
CID-11
Início
Childhood
Prevalência
0.0 (Worldwide)
MedGen
UMLS
C3280381
Wikidata

📋 Origem dos dados

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Doença rara (ontologia)
fonte: Orphanet
Identificador unificado
fonte: MONDO
Genética mendeliana
fonte: OMIM
Indexação biomédica
fonte: MeSH (NLM)
Dado público estruturado
fonte: Wikidata
Rara