Doença rara autossômica recessiva causada por mutações no gene KCNJ11, levando à deficiência da subunidade Kir6.2 dos canais de potássio sensíveis ao ATP nas células beta pancreáticas. Manifesta-se como hipoglicemia hiperinsulinêmica recorrente, dificuldades alimentares, cetonúria e, em casos graves, atraso do neurodesenvolvimento e convulsões.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
O hiperinsulinismo autossômico recessivo por deficiência de Kir6 é uma doença rara que se manifesta já no período neonatal, caracterizada por episódios repetidos de hipoglicemia (níveis baixos de glicose no sangue) causados por produção excessiva de insulina pelo pâncreas. A condição é herdada de forma autossômica recessiva, ou seja, é necessário que ambos os pais sejam portadores de uma cópia alterada do gene associado para que a criança desenvolva a doença. A prevalência exata ainda é desconhecida.[1][3]
Sinais e sintomas
Os principais sinais e sintomas decorrem da hipoglicemia hiperinsulinêmica e incluem: hipoglicemia neonatal e recorrente, dificuldades alimentares, convulsões, apneia, hipotonia (tônus muscular baixo) e atraso do neurodesenvolvimento. Exames laboratoriais podem mostrar cetonúria (presença de corpos cetônicos na urina), níveis diminuídos de ácidos graxos livres circulantes, aumento do peptídeo C, concentração elevada de hormônio do crescimento e cortisol circulantes. Bebês afetados frequentemente nascem grandes para a idade gestacional. No pâncreas, podem ser observadas hiperplasia difusa ou focal das ilhotas pancreáticas e, em alguns casos, múltiplos adenomas de células beta. A deficiência intelectual e anormalidades do sistema nervoso também podem ocorrer.[1][3]
Causas genéticas
A doença é causada por alterações (mutações) no gene KCNJ11, que fornece instruções para a produção da proteína Kir6.2, um componente do canal de potássio sensível ao ATP nas células beta do pâncreas. Esse canal regula a liberação de insulina. Mutações que reduzem ou eliminam a função da proteína levam à secreção inadequada de insulina, mesmo quando a glicose está baixa, resultando em hipoglicemia. A herança é autossômica recessiva, portanto ambos os pais precisam ser portadores de uma mutação para que o filho seja afetado.[1][4]
Diagnóstico
O diagnóstico é suspeitado clinicamente diante de hipoglicemia neonatal com evidência de hiperinsulinismo (aumento do peptídeo C, baixos ácidos graxos livres, resposta anormal ao teste de estimulação com glucagon). A confirmação é feita por teste genético que identifique mutações bialélicas no gene KCNJ11. Atualmente, há 336 testes genéticos disponíveis e 182 variantes patogênicas registradas no ClinVar para esse gene. O código CID-10 associado é E16.1 e o identificador MONDO é MONDO:0019334.[1][4]
Tratamento e manejo
O manejo é focado em prevenir e tratar a hipoglicemia para evitar danos neurológicos. As estratégias incluem alimentação frequente, uso de medicamentos que reduzem a secreção de insulina (como diazóxido) e, em casos refratários, intervenções cirúrgicas como pancreatectomia parcial. O tratamento deve ser individualizado e acompanhado por uma equipe multidisciplinar. Não há cobertura específica pelo SUS para esta condição.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico depende do controle precoce e efetivo da hipoglicemia. Se não tratada adequadamente, a hipoglicemia recorrente pode levar a atraso do neurodesenvolvimento, deficiência intelectual e anormalidades do sistema nervoso. Com diagnóstico precoce e manejo adequado, muitas crianças podem ter um desenvolvimento neurológico próximo do normal, embora algumas possam apresentar sequelas permanentes.[1][3]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Doença rara autossômica recessiva causada por mutações no gene KCNJ11, levando à deficiência da subunidade Kir6.2 dos canais de potássio sensíveis ao ATP nas células beta pancreáticas. Manifesta-se como hipoglicemia hiperinsulinêmica recorrente, dificuldades alimentares, cetonúria e, em casos graves, atraso do neurodesenvolvimento e convulsões.
Escala de raridade
<1/50kMuito rara
1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
1/2k
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Entender a doença
Do básico ao detalhe, leia no seu ritmo
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Visão geral
O hiperinsulinismo autossômico recessivo por deficiência de Kir6 é uma doença rara que se manifesta já no período neonatal, caracterizada por episódios repetidos de hipoglicemia (níveis baixos de glicose no sangue) causados por produção excessiva de insulina pelo pâncreas. A condição é herdada de forma autossômica recessiva, ou seja, é necessário que ambos os pais sejam portadores de uma cópia alterada do gene associado para que a criança desenvolva a doença. A prevalência exata ainda é desconhecida.[1][3]
Sinais e sintomas
Os principais sinais e sintomas decorrem da hipoglicemia hiperinsulinêmica e incluem: hipoglicemia neonatal e recorrente, dificuldades alimentares, convulsões, apneia, hipotonia (tônus muscular baixo) e atraso do neurodesenvolvimento. Exames laboratoriais podem mostrar cetonúria (presença de corpos cetônicos na urina), níveis diminuídos de ácidos graxos livres circulantes, aumento do peptídeo C, concentração elevada de hormônio do crescimento e cortisol circulantes. Bebês afetados frequentemente nascem grandes para a idade gestacional. No pâncreas, podem ser observadas hiperplasia difusa ou focal das ilhotas pancreáticas e, em alguns casos, múltiplos adenomas de células beta. A deficiência intelectual e anormalidades do sistema nervoso também podem ocorrer.[1][3]
Causas genéticas
A doença é causada por alterações (mutações) no gene KCNJ11, que fornece instruções para a produção da proteína Kir6.2, um componente do canal de potássio sensível ao ATP nas células beta do pâncreas. Esse canal regula a liberação de insulina. Mutações que reduzem ou eliminam a função da proteína levam à secreção inadequada de insulina, mesmo quando a glicose está baixa, resultando em hipoglicemia. A herança é autossômica recessiva, portanto ambos os pais precisam ser portadores de uma mutação para que o filho seja afetado.[1][4]
Diagnóstico
O diagnóstico é suspeitado clinicamente diante de hipoglicemia neonatal com evidência de hiperinsulinismo (aumento do peptídeo C, baixos ácidos graxos livres, resposta anormal ao teste de estimulação com glucagon). A confirmação é feita por teste genético que identifique mutações bialélicas no gene KCNJ11. Atualmente, há 336 testes genéticos disponíveis e 182 variantes patogênicas registradas no ClinVar para esse gene. O código CID-10 associado é E16.1 e o identificador MONDO é MONDO:0019334.[1][4]
Tratamento e manejo
O manejo é focado em prevenir e tratar a hipoglicemia para evitar danos neurológicos. As estratégias incluem alimentação frequente, uso de medicamentos que reduzem a secreção de insulina (como diazóxido) e, em casos refratários, intervenções cirúrgicas como pancreatectomia parcial. O tratamento deve ser individualizado e acompanhado por uma equipe multidisciplinar. Não há cobertura específica pelo SUS para esta condição.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico depende do controle precoce e efetivo da hipoglicemia. Se não tratada adequadamente, a hipoglicemia recorrente pode levar a atraso do neurodesenvolvimento, deficiência intelectual e anormalidades do sistema nervoso. Com diagnóstico precoce e manejo adequado, muitas crianças podem ter um desenvolvimento neurológico próximo do normal, embora algumas possam apresentar sequelas permanentes.[1][3]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Partes do corpo afetadas
+ 8 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 20 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Linha do tempo
Do mais antigo ao mais recente
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição. Padrão de herança: Autosomal recessive.
Inward rectifier potassium channel that forms the pore of ATP-sensitive potassium channels (KATP), regulating potassium permeability as a function of cytoplasmic ATP and ADP concentrations in many different cells (PubMed:29286281, PubMed:34815345). Inward rectifier potassium channels are characterized by a greater tendency to allow potassium to flow into the cell rather than out of it. Their voltage dependence is regulated by the concentration of extracellular potassium; as external potassium is
Membrane
Hyperinsulinemic hypoglycemia, familial, 2
A form of hyperinsulinemic hypoglycemia, a clinically and genetically heterogeneous disorder characterized by inappropriate insulin secretion from the pancreatic beta-cells in the presence of low blood glucose levels. HHF2 is a common cause of persistent hypoglycemia in infancy. Unless early and aggressive intervention is undertaken, brain damage from recurrent episodes of hypoglycemia may occur. HHF2 inheritance can be autosomal dominant or autosomal recessive.
Medicamentos aprovados (FDA)
1 medicamento encontrado nos registros da FDA americana.
Variantes genéticas (ClinVar)
182 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
6 vias biológicas associadas aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Hiperinsulinismo autossômico recessivo por deficiência de Kir6
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Dados de DATASUS/CNES, SBGM, ABNeuro e Ministério da Saúde. Sempre confirme a disponibilidade diretamente com o estabelecimento.
Pesquisa ativa
Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes
Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
Associações
Organizações que acompanham esta doença — pra ter apoio e orientação
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Comunidades
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Ainda não existe comunidade no Raras para Hiperinsulinismo autossômico recessivo por deficiência de Kir6
Pacientes, familiares e cuidadores se organizam em comunidades pra compartilhar experiências, fazer perguntas e se apoiar. Você pode ser o primeiro.
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Fazer loginDoenças relacionadas
Doenças com sintomas parecidos — ajudam quem ainda está buscando diagnóstico
Referências e fontes
Bases de dados externas citadas neste artigo
Bases de dados e fontes oficiais
Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.
- ORPHA:79644(Orphanet)
- MONDO:0019334(MONDO)
- GARD:16727(GARD (NIH))
- Variantes catalogadas(ClinVar)
- Q56014286(Wikidata)
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Conteúdo mantido por Agente Raras · Médicos e pesquisadores podem colaborar
Hiperinsulinismo autossômico recessivo por deficiência de Kir6
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata
- Medicamentos aprovados FDA
- fonte: FDA OpenFDA