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Hiperinsulinismo autossômico recessivo por deficiência de Kir6
ORPHA:79644CID-10 · E16.1DOENÇA RARA
neuroInício neonatalHerança AR

Doença rara autossômica recessiva causada por mutações no gene KCNJ11, levando à deficiência da subunidade Kir6.2 dos canais de potássio sensíveis ao ATP nas células beta pancreáticas. Manifesta-se como hipoglicemia hiperinsulinêmica recorrente, dificuldades alimentares, cetonúria e, em casos graves, atraso do neurodesenvolvimento e convulsões.

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Introdução

O que você precisa saber de cara

Mantido pelo Disease Twin100% com fonte · revisão 16/06/2026
Informacoes curadas por IA — podem conter imprecisoes

Visão geral

O hiperinsulinismo autossômico recessivo por deficiência de Kir6 é uma doença rara que se manifesta já no período neonatal, caracterizada por episódios repetidos de hipoglicemia (níveis baixos de glicose no sangue) causados por produção excessiva de insulina pelo pâncreas. A condição é herdada de forma autossômica recessiva, ou seja, é necessário que ambos os pais sejam portadores de uma cópia alterada do gene associado para que a criança desenvolva a doença. A prevalência exata ainda é desconhecida.[1][3]

Sinais e sintomas

Os principais sinais e sintomas decorrem da hipoglicemia hiperinsulinêmica e incluem: hipoglicemia neonatal e recorrente, dificuldades alimentares, convulsões, apneia, hipotonia (tônus muscular baixo) e atraso do neurodesenvolvimento. Exames laboratoriais podem mostrar cetonúria (presença de corpos cetônicos na urina), níveis diminuídos de ácidos graxos livres circulantes, aumento do peptídeo C, concentração elevada de hormônio do crescimento e cortisol circulantes. Bebês afetados frequentemente nascem grandes para a idade gestacional. No pâncreas, podem ser observadas hiperplasia difusa ou focal das ilhotas pancreáticas e, em alguns casos, múltiplos adenomas de células beta. A deficiência intelectual e anormalidades do sistema nervoso também podem ocorrer.[1][3]

Causas genéticas

A doença é causada por alterações (mutações) no gene KCNJ11, que fornece instruções para a produção da proteína Kir6.2, um componente do canal de potássio sensível ao ATP nas células beta do pâncreas. Esse canal regula a liberação de insulina. Mutações que reduzem ou eliminam a função da proteína levam à secreção inadequada de insulina, mesmo quando a glicose está baixa, resultando em hipoglicemia. A herança é autossômica recessiva, portanto ambos os pais precisam ser portadores de uma mutação para que o filho seja afetado.[1][4]

Diagnóstico

O diagnóstico é suspeitado clinicamente diante de hipoglicemia neonatal com evidência de hiperinsulinismo (aumento do peptídeo C, baixos ácidos graxos livres, resposta anormal ao teste de estimulação com glucagon). A confirmação é feita por teste genético que identifique mutações bialélicas no gene KCNJ11. Atualmente, há 336 testes genéticos disponíveis e 182 variantes patogênicas registradas no ClinVar para esse gene. O código CID-10 associado é E16.1 e o identificador MONDO é MONDO:0019334.[1][4]

Tratamento e manejo

O manejo é focado em prevenir e tratar a hipoglicemia para evitar danos neurológicos. As estratégias incluem alimentação frequente, uso de medicamentos que reduzem a secreção de insulina (como diazóxido) e, em casos refratários, intervenções cirúrgicas como pancreatectomia parcial. O tratamento deve ser individualizado e acompanhado por uma equipe multidisciplinar. Não há cobertura específica pelo SUS para esta condição.[1]

Prognóstico e qualidade de vida

O prognóstico depende do controle precoce e efetivo da hipoglicemia. Se não tratada adequadamente, a hipoglicemia recorrente pode levar a atraso do neurodesenvolvimento, deficiência intelectual e anormalidades do sistema nervoso. Com diagnóstico precoce e manejo adequado, muitas crianças podem ter um desenvolvimento neurológico próximo do normal, embora algumas possam apresentar sequelas permanentes.[1][3]

Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.

📋
Informacoes curadas por IA — podem conter imprecisoes

Doença rara autossômica recessiva causada por mutações no gene KCNJ11, levando à deficiência da subunidade Kir6.2 dos canais de potássio sensíveis ao ATP nas células beta pancreáticas. Manifesta-se como hipoglicemia hiperinsulinêmica recorrente, dificuldades alimentares, cetonúria e, em casos graves, atraso do neurodesenvolvimento e convulsões.

Escala de raridade

CLASSIFICAÇÃO ORPHANET · BRASIL 2024
Unknown
Ultra-rara
<1/50k
Muito rara
1/20k
Rara
1/10k
Pouco freq.
1/5k
Incomum
1/2k
Prevalência
0.0
Europe
Início
Neonatal
🏥
SUS: Sem cobertura SUSScore: 0%
CID-10: E16.1
Você se identifica com essa condição?
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Entender a doença

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Sinais e sintomas

O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece

Mantido pelo Disease Twin100% com fonte · revisão 16/06/2026
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Visão geral

O hiperinsulinismo autossômico recessivo por deficiência de Kir6 é uma doença rara que se manifesta já no período neonatal, caracterizada por episódios repetidos de hipoglicemia (níveis baixos de glicose no sangue) causados por produção excessiva de insulina pelo pâncreas. A condição é herdada de forma autossômica recessiva, ou seja, é necessário que ambos os pais sejam portadores de uma cópia alterada do gene associado para que a criança desenvolva a doença. A prevalência exata ainda é desconhecida.[1][3]

Sinais e sintomas

Os principais sinais e sintomas decorrem da hipoglicemia hiperinsulinêmica e incluem: hipoglicemia neonatal e recorrente, dificuldades alimentares, convulsões, apneia, hipotonia (tônus muscular baixo) e atraso do neurodesenvolvimento. Exames laboratoriais podem mostrar cetonúria (presença de corpos cetônicos na urina), níveis diminuídos de ácidos graxos livres circulantes, aumento do peptídeo C, concentração elevada de hormônio do crescimento e cortisol circulantes. Bebês afetados frequentemente nascem grandes para a idade gestacional. No pâncreas, podem ser observadas hiperplasia difusa ou focal das ilhotas pancreáticas e, em alguns casos, múltiplos adenomas de células beta. A deficiência intelectual e anormalidades do sistema nervoso também podem ocorrer.[1][3]

Causas genéticas

A doença é causada por alterações (mutações) no gene KCNJ11, que fornece instruções para a produção da proteína Kir6.2, um componente do canal de potássio sensível ao ATP nas células beta do pâncreas. Esse canal regula a liberação de insulina. Mutações que reduzem ou eliminam a função da proteína levam à secreção inadequada de insulina, mesmo quando a glicose está baixa, resultando em hipoglicemia. A herança é autossômica recessiva, portanto ambos os pais precisam ser portadores de uma mutação para que o filho seja afetado.[1][4]

Diagnóstico

O diagnóstico é suspeitado clinicamente diante de hipoglicemia neonatal com evidência de hiperinsulinismo (aumento do peptídeo C, baixos ácidos graxos livres, resposta anormal ao teste de estimulação com glucagon). A confirmação é feita por teste genético que identifique mutações bialélicas no gene KCNJ11. Atualmente, há 336 testes genéticos disponíveis e 182 variantes patogênicas registradas no ClinVar para esse gene. O código CID-10 associado é E16.1 e o identificador MONDO é MONDO:0019334.[1][4]

Tratamento e manejo

O manejo é focado em prevenir e tratar a hipoglicemia para evitar danos neurológicos. As estratégias incluem alimentação frequente, uso de medicamentos que reduzem a secreção de insulina (como diazóxido) e, em casos refratários, intervenções cirúrgicas como pancreatectomia parcial. O tratamento deve ser individualizado e acompanhado por uma equipe multidisciplinar. Não há cobertura específica pelo SUS para esta condição.[1]

Prognóstico e qualidade de vida

O prognóstico depende do controle precoce e efetivo da hipoglicemia. Se não tratada adequadamente, a hipoglicemia recorrente pode levar a atraso do neurodesenvolvimento, deficiência intelectual e anormalidades do sistema nervoso. Com diagnóstico precoce e manejo adequado, muitas crianças podem ter um desenvolvimento neurológico próximo do normal, embora algumas possam apresentar sequelas permanentes.[1][3]

Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.

Partes do corpo afetadas

📏
Crescimento
5 sintomas
🧠
Neurológico
3 sintomas
🫃
Digestivo
3 sintomas
🫁
Pulmão
1 sintomas

+ 8 sintomas em outras categorias

Características mais comuns

100%prev.
Hipoglicemia hiperinsulinêmica
90%prev.
Hipoglicemia recorrente
Muito frequente (99-80%)
90%prev.
Aumento do nível de peptídeo C
Muito frequente (99-80%)
90%prev.
Anormalidade do sistema nervoso
Muito frequente (99-80%)
90%prev.
Resposta anormal ao teste de estimulação com glucagon
Muito frequente (99-80%)
55%prev.
Nível diminuído de ácidos graxos livres circulantes
Frequente (79-30%)
20sintomas
Muito frequente (5)
Frequente (5)
Ocasional (9)
Muito raro (1)

Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 20 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.

Hipoglicemia hiperinsulinêmicaHyperinsulinemic hypoglycemia
Muito frequente100%
Hipoglicemia recorrenteRecurrent hypoglycemia
Muito frequente (99-80%)90%
Aumento do nível de peptídeo CIncreased C-peptide level
Muito frequente (99-80%)90%
Anormalidade do sistema nervosoAbnormality of the nervous system
Muito frequente (99-80%)90%
Resposta anormal ao teste de estimulação com glucagonAbnormal response to glucagon stimulation test
Muito frequente (99-80%)90%

Linha do tempo

Do mais antigo ao mais recente

📄
2006
Primeira publicacao cientifica
Molecular mechanisms of neonatal hyperinsulinism.
Ver fonte →

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Genética e causas

O que está alterado no DNA e como passa nas famílias

Genes associados

1 gene identificado com associação a esta condição. Padrão de herança: Autosomal recessive.

KCNJ11ATP-sensitive inward rectifier potassium channel 11Disease-causing germline mutation(s) inTolerante
FUNÇÃO

Inward rectifier potassium channel that forms the pore of ATP-sensitive potassium channels (KATP), regulating potassium permeability as a function of cytoplasmic ATP and ADP concentrations in many different cells (PubMed:29286281, PubMed:34815345). Inward rectifier potassium channels are characterized by a greater tendency to allow potassium to flow into the cell rather than out of it. Their voltage dependence is regulated by the concentration of extracellular potassium; as external potassium is

LOCALIZAÇÃO

Membrane

VIAS BIOLÓGICAS (6)
Ion homeostasisABC-family proteins mediated transportDefective ABCC9 causes CMD10, ATFB12 and Cantu syndromeDefective ABCC8 can cause hypo- and hyper-glycemiasRegulation of insulin secretion
MECANISMO DE DOENÇA

Hyperinsulinemic hypoglycemia, familial, 2

A form of hyperinsulinemic hypoglycemia, a clinically and genetically heterogeneous disorder characterized by inappropriate insulin secretion from the pancreatic beta-cells in the presence of low blood glucose levels. HHF2 is a common cause of persistent hypoglycemia in infancy. Unless early and aggressive intervention is undertaken, brain damage from recurrent episodes of hypoglycemia may occur. HHF2 inheritance can be autosomal dominant or autosomal recessive.

EXPRESSÃO TECIDUAL(Ubíquo)
Músculo esquelético
87.1 TPM
Cerebelo
37.4 TPM
Cérebro - Hemisfério cerebelar
36.8 TPM
Córtex cerebral
14.0 TPM
Brain Frontal Cortex BA9
13.9 TPM
OUTRAS DOENÇAS (12)
maturity-onset diabetes of the young type 13diabetes mellitus, permanent neonatal 2hyperinsulinemic hypoglycemia, familial, 2diabetes mellitus, transient neonatal, 3
HGNC:6257UniProt:Q14654

Medicamentos aprovados (FDA)

1 medicamento encontrado nos registros da FDA americana.

💊 Penicillamine (PENICILLAMINE)
Ver no DailyMed/FDA

Variantes genéticas (ClinVar)

182 variantes patogênicas registradas no ClinVar.

🧬 KCNJ11: NM_000525.4(KCNJ11):c.1000G>C (p.Gly334Arg) ()
🧬 KCNJ11: NM_000525.4(KCNJ11):c.621G>C (p.Lys207Asn) ()
🧬 KCNJ11: NM_000525.4(KCNJ11):c.998T>C (p.Phe333Ser) ()
🧬 KCNJ11: NM_000525.4(KCNJ11):c.1000G>A (p.Gly334Ser) ()
🧬 KCNJ11: NM_000525.4(KCNJ11):c.622A>C (p.Ser208Arg) ()
Ver todas no ClinVar

Diagnóstico

Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam

Carregando...

Tratamento e manejo

Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar

Carregando informações de tratamento...

Onde tratar no SUS

Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)

🇧🇷 Atendimento SUS — Hiperinsulinismo autossômico recessivo por deficiência de Kir6

🗺️

Selecione um estado ou use sua localização para ver resultados.

Dados de DATASUS/CNES, SBGM, ABNeuro e Ministério da Saúde. Sempre confirme a disponibilidade diretamente com o estabelecimento.

Pesquisa ativa

Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes

Pesquisa e ensaios clínicos

Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.

🧪 Está conduzindo uma pesquisa?
Divulgue para pacientes e familiares que acompanham esta doença.
Divulgar pesquisa →

Associações

Organizações que acompanham esta doença — pra ter apoio e orientação

Ainda não temos associações cadastradas para Hiperinsulinismo autossômico recessivo por deficiência de Kir6.

É de uma associação que acompanha esta doença? Fale com a gente →

Comunidades

Grupos ativos de quem convive com esta doença aqui no Raras

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Pacientes, familiares e cuidadores se organizam em comunidades pra compartilhar experiências, fazer perguntas e se apoiar. Você pode ser o primeiro.

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Referências e fontes

Bases de dados externas citadas neste artigo

Bases de dados e fontes oficiais

Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.

  1. ORPHA:79644(Orphanet)
  2. MONDO:0019334(MONDO)
  3. GARD:16727(GARD (NIH))
  4. Variantes catalogadas(ClinVar)
  5. Q56014286(Wikidata)

Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.

Conteúdo mantido por Agente Raras · Médicos e pesquisadores podem colaborar

Compêndio · Raras BR

Hiperinsulinismo autossômico recessivo por deficiência de Kir6

ORPHA:79644 · MONDO:0019334
Prevalência
Unknown
Herança
Autosomal recessive
CID-10
E16.1 · Outra hipoglicemia
Início
Neonatal
Prevalência
0.0 (Europe)
MedGen
UMLS
C5191078
Wikidata
DiscussaoAtiva

Nenhuma novidade ainda. O agente esta monitorando.

0membros
0novidades

📋 Origem dos dados

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Doença rara (ontologia)
fonte: Orphanet
Identificador unificado
fonte: MONDO
Dado público estruturado
fonte: Wikidata
Medicamentos aprovados FDA
fonte: FDA OpenFDA