Doença autossômica recessiva rara caracterizada por displasia esquelética letal, macrocefalia, mesomelia, encurtamento de metacarpos e falanges, opacificação corneana e talipes equinovarus bilateral.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A Hiperostose cortical displásica, tipo Al-Gazali é uma doença genética rara que afeta o desenvolvimento dos ossos e de outras partes do corpo. Ela é caracterizada por uma combinação de alterações esqueléticas, como ossificação anormal dos ossos da pelve e atraso na ossificação da coluna vertebral, além de problemas de crescimento que começam antes do nascimento. A condição recebe esse nome em homenagem ao médico que a descreveu pela primeira vez.[1][2]
Sinais e sintomas
Os sinais e sintomas da Hiperostose cortical displásica, tipo Al-Gazali podem ser percebidos já durante a gestação (como excesso de líquido amniótico — polidrâmnio — e inchaço generalizado do feto — hidropsia fetal) e ao nascimento. As principais características incluem: macrocefalia relativa (cabeça grande em relação ao corpo), retardo do crescimento intrauterino, hipertricose (excesso de pelos), pele espessada, orelhas com formato diferente, ponte nasal deprimida, hipertelorismo (olhos mais afastados), retrusão médio-facial (parte média do rosto “para trás”), pescoço curto e alterações nos membros, como braquidactilia (dedos curtos), mãos e pés pequenos, primeiro metacarpo curto, dedos dos pés curtos, pé torto equinovaro (pé virado para dentro e para baixo) e hipoplasia da fíbula (osso da perna subdesenvolvido). Também podem ocorrer platispondilia (vértebras achatadas), ossos wormianos (ossos extras no crânio) e estenose pulmonar (estreitamento da válvula do coração que leva sangue aos pulmões).[1][2]
Causas genéticas
A Hiperostose cortical displásica, tipo Al-Gazali é uma condição genética, mas até o momento o gene específico responsável não foi identificado. A doença é herdada de forma autossômica recessiva, o que significa que a pessoa afetada recebe uma cópia alterada do gene de cada um dos pais, que geralmente são saudáveis (portadores). O padrão de herança e a descrição inicial da doença foram estabelecidos com base em estudos de famílias afetadas.[1][3][4]
Diagnóstico
O diagnóstico da Hiperostose cortical displásica, tipo Al-Gazali é baseado na avaliação clínica dos sinais e sintomas característicos, especialmente as alterações esqueléticas e os achados pré-natais (polidrâmnio, hidropsia fetal). Exames de imagem, como radiografias, podem mostrar ossificação anormal dos ossos pélvicos, platispondilia e outros achados ósseos. O teste genético pode ser útil para confirmar o diagnóstico, embora o gene causador ainda não seja conhecido; por isso, o diagnóstico é essencialmente clínico. A condição é listada no OMIM (OMIM:601356) e no MONDO (MONDO:0011051).[1][3][4]
Tratamento e manejo
Não existe cura para a Hiperostose cortical displásica, tipo Al-Gazali. O tratamento é de suporte e visa aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida. Pode incluir acompanhamento com ortopedista para correção de deformidades ósseas (como o pé torto equinovaro), fisioterapia, e avaliação cardiológica para monitorar a estenose pulmonar. O suporte multidisciplinar é importante, envolvendo pediatra, geneticista, ortopedista, cardiologista e outros especialistas conforme necessário. No Brasil, a doença não possui cobertura específica pelo SUS (Sem cobertura SUS).[1][3]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico da Hiperostose cortical displásica, tipo Al-Gazali varia de acordo com a gravidade dos sintomas, especialmente os problemas cardíacos (estenose pulmonar) e respiratórios. O acompanhamento médico regular e o tratamento de suporte podem ajudar a melhorar a qualidade de vida e o desenvolvimento da criança. Como se trata de uma doença muito rara, informações sobre a expectativa de vida são limitadas.[1][2]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
A hiperostose cortical displásica, tipo Al-Gazali, é uma alteração congênita e rara que afeta a formação e o crescimento dos ossos durante a gestação. Ela se manifesta por alterações esqueléticas acentuadas, mãos e pés curtos, além de possíveis problemas nos pulmões e no coração. Não existe um tratamento curativo ou medicamento direcionado aprovado para a condição, de modo que o cuidado foca no suporte aos sintomas. A afecção não conta com um protocolo clínico (PCDT) próprio no Ministério da Saúde, sendo a assistência fornecida pela rede de suporte hospitalar do SUS.
Doença autossômica recessiva rara caracterizada por displasia esquelética letal, macrocefalia, mesomelia, encurtamento de metacarpos e falanges, opacificação corneana e talipes equinovarus bilateral.
Encontrou um erro ou informação desatualizada? Sugira uma correção →
Entender a doença
Do básico ao detalhe, leia no seu ritmo
Preparando trilha educativa...
Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Partes do corpo afetadas
+ 15 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 41 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Linha do tempo da pesquisa
Encontrou um erro ou informação desatualizada? Sugira uma correção →
Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Nenhum gene associado encontrado
Os dados genéticos desta condição ainda estão sendo catalogados.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Hiperostose cortical displásica, tipo Al-Gazali
Selecione um estado ou use sua localização para ver resultados.
Dados de DATASUS/CNES, SBGM, ABNeuro e Ministério da Saúde. Sempre confirme a disponibilidade diretamente com o estabelecimento.
Pesquisa ativa
Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes
Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
Publicações mais relevantes
Publicações recentes
Al-Gazali Skeletal Dysplasia Constitutes the Lethal End of ADAMTSL2-Related Disorders.
Dysplastic cortical hyperostosis (Kozlowski-Tsuruta syndrome): report of a second case.
Dysplastic cortical hyperostosis: a new form of lethal neonatal dwarfism.
Associações
Organizações que acompanham esta doença — pra ter apoio e orientação
Ainda não temos associações cadastradas para Hiperostose cortical displásica, tipo Al-Gazali.
É de uma associação que acompanha esta doença? Fale com a gente →
Doenças relacionadas
Doenças com sintomas parecidos — ajudam quem ainda está buscando diagnóstico
Perguntas frequentes
O que as famílias mais perguntam sobre esta doença — cada resposta com a fonte de onde saiu
Estudos científicos associam a condição ao extremo letal de alterações no gene ADAMTSL2. Os detalhes sobre a herança genética exata ainda não constam formalizados nos catálogos mundiais.
Referências
Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete
5 fontes citadas no texto · 3 publicações do grafo RarasNet (PubMed) · 3 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Citar este verbete
Raras. (2026). Hiperostose cortical displásica, tipo Al-Gazali. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/hiperostose-cortical-displasica-tipo-al-gazali
Formato APA. Conteúdo sob CC BY 4.0 — reuso livre com atribuição.
Conteúdo mantido por Agente Raras · Médicos e pesquisadores podem colaborar
Hiperostose cortical displásica, tipo Al-Gazali
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Genética mendeliana
- fonte: OMIM
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Indexação biomédica
- fonte: MeSH (NLM)