Síndrome rara caracterizada por deleção parcial do braço longo do cromossomo 3, manifestando-se com ponte nasal ampla, persistência do canal arterial, fala hipernasal, assimetria facial e hipermobilidade articular. Pode apresentar seis vértebras lombares e transtornos de humor como depressão e bipolaridade.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A monossomia parcial do braço longo do cromossomo 3 é uma condição genética rara caracterizada pela perda de uma parte do braço longo (braço q) de um dos cromossomos 3. Essa alteração pode levar a uma variedade de manifestações clínicas que afetam múltiplos sistemas do corpo. A condição é conhecida internacionalmente como "Partial deletion of the long arm of chromosome 3 syndrome" e está registrada na ontologia de doenças raras (MONDO:0016902).[1][2]
Sinais e sintomas
Os sinais e sintomas associados a essa condição são variados e podem incluir alterações craniofaciais, como ponte nasal ampla, assimetria facial, nariz curto, microftalmia (olho pequeno), catarata, fenda orofacial, anormalidades dentárias (apinhamento dentário) e vermelhão do lábio inferior evertido. Também podem ocorrer alterações cardíacas, como persistência do canal arterial, estenose aórtica subvalvar e hipertensão arterial pulmonar. Outros achados incluem hipermobilidade articular, seis vértebras lombares, rim em ferradura, hipospadia, hipoplasia do pênis, anormalidades da mão, anormalidades das fontanelas ou suturas cranianas, refluxo gastroesofágico, distúrbio da marcha, depressão e transtorno afetivo bipolar. A fala pode ser hipernasal e pode haver anormalidades na pigmentação da pele.[1][3]
Causas genéticas
A monossomia parcial do braço longo do cromossomo 3 é causada por uma deleção (perda de material genético) em uma região do braço longo do cromossomo 3. Na maioria dos casos, a deleção ocorre de forma esporádica, sem histórico familiar da condição. Até o momento, não há um gene específico identificado como responsável isoladamente pelos sintomas; a condição é considerada uma síndrome de deleção cromossômica.[1][4]
Diagnóstico
O diagnóstico é realizado por meio de exames genéticos que identificam a deleção no braço longo do cromossomo 3. Testes como a hibridização genômica comparativa por microarray (aCGH) ou o cariótipo de alta resolução podem detectar a alteração. No Brasil, há pelo menos 336 testes genéticos disponíveis para essa condição. O diagnóstico é confirmado quando a deleção parcial é identificada em um dos cromossomos 3.[1][4]
Tratamento e manejo
Não existe um tratamento específico para a monossomia parcial do braço longo do cromossomo 3. O manejo é multidisciplinar e focado nos sintomas apresentados por cada pessoa. Por exemplo, problemas cardíacos como persistência do canal arterial ou estenose aórtica subvalvar podem necessitar de acompanhamento com cardiologista e, em alguns casos, cirurgia. Alterações renais, como rim em ferradura, requerem avaliação nefrológica. A fenda orofacial e outras anomalias craniofaciais podem ser tratadas com cirurgia reparadora. O refluxo gastroesofágico, a hipermobilidade articular e os transtornos psiquiátricos (depressão, transtorno afetivo bipolar) devem ser manejados por especialistas apropriados. A cobertura pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é considerada mínima para essa condição.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico varia amplamente dependendo da extensão da deleção cromossômica e da gravidade dos sintomas. Com acompanhamento médico adequado e intervenções precoces para as manifestações clínicas, muitas pessoas podem ter uma qualidade de vida satisfatória. No entanto, complicações cardíacas, renais ou neurológicas podem impactar a expectativa de vida. O suporte de uma equipe multidisciplinar é fundamental para o manejo integral.[1]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Síndrome rara caracterizada por deleção parcial do braço longo do cromossomo 3, manifestando-se com ponte nasal ampla, persistência do canal arterial, fala hipernasal, assimetria facial e hipermobilidade articular. Pode apresentar seis vértebras lombares e transtornos de humor como depressão e bipolaridade.
Encontrou um erro ou informação desatualizada? Sugira uma correção →
Entender a doença
Do básico ao detalhe, leia no seu ritmo
Preparando trilha educativa...
Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Visão geral
A monossomia parcial do braço longo do cromossomo 3 é uma condição genética rara caracterizada pela perda de uma parte do braço longo (braço q) de um dos cromossomos 3. Essa alteração pode levar a uma variedade de manifestações clínicas que afetam múltiplos sistemas do corpo. A condição é conhecida internacionalmente como "Partial deletion of the long arm of chromosome 3 syndrome" e está registrada na ontologia de doenças raras (MONDO:0016902).[1][2]
Sinais e sintomas
Os sinais e sintomas associados a essa condição são variados e podem incluir alterações craniofaciais, como ponte nasal ampla, assimetria facial, nariz curto, microftalmia (olho pequeno), catarata, fenda orofacial, anormalidades dentárias (apinhamento dentário) e vermelhão do lábio inferior evertido. Também podem ocorrer alterações cardíacas, como persistência do canal arterial, estenose aórtica subvalvar e hipertensão arterial pulmonar. Outros achados incluem hipermobilidade articular, seis vértebras lombares, rim em ferradura, hipospadia, hipoplasia do pênis, anormalidades da mão, anormalidades das fontanelas ou suturas cranianas, refluxo gastroesofágico, distúrbio da marcha, depressão e transtorno afetivo bipolar. A fala pode ser hipernasal e pode haver anormalidades na pigmentação da pele.[1][3]
Causas genéticas
A monossomia parcial do braço longo do cromossomo 3 é causada por uma deleção (perda de material genético) em uma região do braço longo do cromossomo 3. Na maioria dos casos, a deleção ocorre de forma esporádica, sem histórico familiar da condição. Até o momento, não há um gene específico identificado como responsável isoladamente pelos sintomas; a condição é considerada uma síndrome de deleção cromossômica.[1][4]
Diagnóstico
O diagnóstico é realizado por meio de exames genéticos que identificam a deleção no braço longo do cromossomo 3. Testes como a hibridização genômica comparativa por microarray (aCGH) ou o cariótipo de alta resolução podem detectar a alteração. No Brasil, há pelo menos 336 testes genéticos disponíveis para essa condição. O diagnóstico é confirmado quando a deleção parcial é identificada em um dos cromossomos 3.[1][4]
Tratamento e manejo
Não existe um tratamento específico para a monossomia parcial do braço longo do cromossomo 3. O manejo é multidisciplinar e focado nos sintomas apresentados por cada pessoa. Por exemplo, problemas cardíacos como persistência do canal arterial ou estenose aórtica subvalvar podem necessitar de acompanhamento com cardiologista e, em alguns casos, cirurgia. Alterações renais, como rim em ferradura, requerem avaliação nefrológica. A fenda orofacial e outras anomalias craniofaciais podem ser tratadas com cirurgia reparadora. O refluxo gastroesofágico, a hipermobilidade articular e os transtornos psiquiátricos (depressão, transtorno afetivo bipolar) devem ser manejados por especialistas apropriados. A cobertura pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é considerada mínima para essa condição.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico varia amplamente dependendo da extensão da deleção cromossômica e da gravidade dos sintomas. Com acompanhamento médico adequado e intervenções precoces para as manifestações clínicas, muitas pessoas podem ter uma qualidade de vida satisfatória. No entanto, complicações cardíacas, renais ou neurológicas podem impactar a expectativa de vida. O suporte de uma equipe multidisciplinar é fundamental para o manejo integral.[1]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Partes do corpo afetadas
+ 28 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 82 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Encontrou um erro ou informação desatualizada? Sugira uma correção →
Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Condição cromossômica — cromossomo 3
Causada pela perda de material do cromossomo 3. O fenótipo resulta da alteração na dose de múltiplos genes simultaneamente — não há gene causal único. Diagnóstico por cariótipo, CMA ou FISH.
Genes haploinsuficientes (sensíveis à perda de dose)
Genes do cromossomo 3 com evidência de sensibilidade à dose segundo ClinGen Dosage Map . São fortes candidatos a explicar parte do fenótipo (25 ao todo).
Fontes: ClinGen Dosage Sensitivity Map · GENCODE v44 (GRCh38)
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Monossomia parcial do braço longo do cromossomo 3
Centros de Referência SUS
24 centros habilitados pelo SUS para Monossomia parcial do braço longo do cromossomo 3
Centros para Monossomia parcial do braço longo do cromossomo 3
Detalhes dos centros
Hospital Universitário Prof. Edgard Santos (HUPES)
R. Dr. Augusto Viana, s/n - Canela, Salvador - BA, 40110-060 · CNES 0003808
Serviço de Referência
Hospital Infantil Albert Sabin
R. Tertuliano Sales, 544 - Vila União, Fortaleza - CE, 60410-794 · CNES 2407876
Serviço de Referência
Hospital de Apoio de Brasília (HAB)
AENW 3 Lote A Setor Noroeste - Plano Piloto, Brasília - DF, 70684-831 · CNES 0010456
Serviço de Referência
Hospital Estadual Infantil e Maternidade Alzir Bernardino Alves (HIABA)
Av. Min. Salgado Filho, 918 - Soteco, Vila Velha - ES, 29106-010 · CNES 6631207
Serviço de Referência
Hospital das Clínicas da UFG
Rua 235 QD. 68 Lote Área, Nº 285, s/nº - Setor Leste Universitário, Goiânia - GO, 74605-050 · CNES 2338424
Serviço de Referência
Hospital Universitário da UFJF
R. Catulo Breviglieri, Bairro - s/n - Santa Catarina, Juiz de Fora - MG, 36036-110 · CNES 2297442
Atenção Especializada
Hospital das Clínicas da UFMG
Av. Prof. Alfredo Balena, 110 - Santa Efigênia, Belo Horizonte - MG, 30130-100 · CNES 2280167
Serviço de Referência
Hospital Universitário Julio Müller (HUJM)
R. Luis Philippe Pereira Leite, s/n - Alvorada, Cuiabá - MT, 78048-902 · CNES 2726092
Atenção Especializada
Hospital Universitário João de Barros Barreto
R. dos Mundurucus, 4487 - Guamá, Belém - PA, 66073-000 · CNES 2337878
Serviço de Referência
Hospital Universitário Lauro Wanderley (HULW)
R. Tabeliao Estanislau Eloy, 585 - Castelo Branco, João Pessoa - PB, 58050-585 · CNES 0002470
Atenção Especializada
Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (IMIP)
R. dos Coelhos, 300 - Boa Vista, Recife - PE, 50070-902 · CNES 0000647
Serviço de Referência
Hospital Pequeno Príncipe
R. Des. Motta, 1070 - Água Verde, Curitiba - PR, 80250-060 · CNES 3143805
Serviço de Referência
Hospital Universitário Regional de Maringá (HUM)
Av. Mandacaru, 1590 - Parque das Laranjeiras, Maringá - PR, 87083-240 · CNES 2216108
Atenção Especializada
Hospital de Clínicas da UFPR
R. Gen. Carneiro, 181 - Alto da Glória, Curitiba - PR, 80060-900 · CNES 2364980
Serviço de Referência
Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE-UERJ)
Blvd. 28 de Setembro, 77 - Vila Isabel, Rio de Janeiro - RJ, 20551-030 · CNES 2280221
Serviço de Referência
Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz)
Av. Rui Barbosa, 716 - Flamengo, Rio de Janeiro - RJ, 22250-020 · CNES 2269988
Serviço de Referência
Hospital São Lucas da PUCRS
Av. Ipiranga, 6690 - Jardim Botânico, Porto Alegre - RS, 90610-000 · CNES 2232928
Serviço de Referência
Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA)
Rua Ramiro Barcelos, 2350 Bloco A - Av. Protásio Alves, 211 - Bloco B e C - Santa Cecília, Porto Alegre - RS, 90035-903 · CNES 2237601
Serviço de Referência
Hospital Universitário da UFSC (HU-UFSC)
R. Profa. Maria Flora Pausewang - Trindade, Florianópolis - SC, 88036-800 · CNES 2560356
Serviço de Referência
Hospital das Clínicas da FMUSP
R. Dr. Ovídio Pires de Campos, 225 - Cerqueira César, São Paulo - SP, 05403-010 · CNES 2077485
Serviço de Referência
Hospital de Base de São José do Rio Preto
Av. Brg. Faria Lima, 5544 - Vila Sao Jose, São José do Rio Preto - SP, 15090-000 · CNES 2079798
Atenção Especializada
Hospital de Clínicas da UNICAMP
R. Vital Brasil, 251 - Cidade Universitária, Campinas - SP, 13083-888 · CNES 2748223
Serviço de Referência
Hospital de Clínicas de Ribeirão Preto (HCRP-USP)
R. Ten. Catão Roxo, 3900 - Vila Monte Alegre, Ribeirão Preto - SP, 14015-010 · CNES 2082187
Serviço de Referência
UNIFESP / Hospital São Paulo
R. Napoleão de Barros, 715 - Vila Clementino, São Paulo - SP, 04024-002 · CNES 2688689
Serviço de Referência
Dados de DATASUS/CNES, SBGM, ABNeuro e Ministério da Saúde. Sempre confirme a disponibilidade diretamente com o estabelecimento.
Pesquisa ativa
Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes
Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
Associações
Organizações que acompanham esta doença — pra ter apoio e orientação
Ainda não temos associações cadastradas para Monossomia parcial do braço longo do cromossomo 3.
É de uma associação que acompanha esta doença? Fale com a gente →
Comunidades
Grupos ativos de quem convive com esta doença aqui no Raras
Ainda não existe comunidade no Raras para Monossomia parcial do braço longo do cromossomo 3
Pacientes, familiares e cuidadores se organizam em comunidades pra compartilhar experiências, fazer perguntas e se apoiar. Você pode ser o primeiro.
Tire suas dúvidas
Perguntas, dicas e experiências compartilhadas aqui na página
Participe da discussão
Faça login para postar dúvidas, compartilhar experiências e interagir com especialistas.
Fazer loginDoenças relacionadas
Doenças com sintomas parecidos — ajudam quem ainda está buscando diagnóstico
Referências e fontes
Bases de dados externas citadas neste artigo
Bases de dados e fontes oficiais
Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.
- ORPHA:262019(Orphanet)
- MONDO:0016902(MONDO)
- GARD:20823(GARD (NIH))
- Q55786605(Wikidata)
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Conteúdo mantido por Agente Raras · Médicos e pesquisadores podem colaborar

Monossomia parcial do braço longo do cromossomo 3
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata