As acidemias metilmalônicas, também chamadas de acidúrias metilmalônicas, são um grupo de distúrbios metabólicos hereditários que impedem o corpo de decompor adequadamente proteínas e gorduras. Isso leva ao acúmulo de um nível tóxico de ácido metilmalônico nos líquidos e tecidos corporais. Devido à perturbação do metabolismo dos aminoácidos de cadeia ramificada (BCAA), elas estão entre as acidemias orgânicas clássicas.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A Perturbação do desenvolvimento por deficiência de metilmalonato semialdeído desidrogenase é uma doença genética rara que afeta o metabolismo. A condição é tão rara que sua prevalência é estimada em menos de 1 caso a cada 1.000.000 de pessoas. Os primeiros sinais geralmente aparecem ainda na infância ou no período neonatal (primeiros dias de vida).[1][4]
Sinais e sintomas
As manifestações da doença são variadas e podem incluir atraso global do desenvolvimento, microcefalia (cabeça menor que o esperado), dificuldades alimentares, distonia (contrações musculares involuntárias), acidose metabólica e acidemia metilmalônica (acúmulo de ácido metilmalônico no sangue). No exame de imagem do cérebro, podem ser observados mielinização atrasada do sistema nervoso central, hipoplasia do corpo caloso, dilatação dos ventrículos laterais e heterotopia periventricular. Algumas crianças podem apresentar catarata, alterações na retina (pigmentação mosqueada do epitélio pigmentar da retina) e características faciais como testa alta, bossas frontais, ponte nasal deprimida, filtro longo, fissuras palpebrais inclinadas para baixo e palato ogival. Também pode haver hálux largo (dedão do pé largo). Os exames laboratoriais frequentemente mostram níveis elevados de lactato no sangue e aumento de vários ácidos orgânicos na urina, como ácido 3-aminoisobutírico, ácido 3-hidroxibutírico e ácido 3-hidroxiisobutírico.[1][4]
Causas genéticas
A doença é causada por mutações no gene ALDH6A1, que fornece instruções para a produção da enzima metilmalonato semialdeído desidrogenase (também conhecida como metilmalonato-semialdeído/malonato-semialdeído desidrogenase [acilante], mitocondrial). Essa enzima participa do metabolismo de alguns aminoácidos e da beta-oxidação de ácidos graxos. A herança é autossômica recessiva, o que significa que a pessoa precisa herdar uma cópia do gene alterado de cada um dos pais para desenvolver a condição.[1][2][5]
Diagnóstico
O diagnóstico é suspeitado com base nos sintomas clínicos e nos achados laboratoriais, como acidose metabólica, elevação de lactato e aumento de ácidos orgânicos na urina (acidúria metilmalônica). A confirmação pode ser feita por meio de testes genéticos, como o sequenciamento completo do exoma (WES), que identifica mutações no gene ALDH6A1. A atividade reduzida da enzima metilmalonato semialdeído desidrogenase pode ser medida em fibroblastos cultivados (células da pele). O teste do pezinho (triagem neonatal) pode detectar alguns erros inatos do metabolismo, mas não é específico para esta doença. Atualmente, há 25 variantes do gene ALDH6A1 registradas no ClinVar (banco de dados de variantes genéticas) e 7 tipos de testes genéticos disponíveis.[1][2][5]
Tratamento e manejo
Não há cura para a doença, e o tratamento é focado no manejo dos sintomas e no suporte metabólico. A abordagem pode incluir fórmulas metabólicas especiais para erros inatos do metabolismo (como as usadas na fenilcetonúria), além de atendimento em reabilitação para doenças raras. O acompanhamento com uma equipe multidisciplinar (geneticista, neurologista, nutricionista, fisioterapeuta) é essencial. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece cobertura mínima para esta condição, incluindo procedimentos como dosagem de aminoácidos, dosagem de ácidos orgânicos na urina, teste de triagem para erros inatos do metabolismo, sequenciamento completo do exoma, teste do pezinho e atendimento em reabilitação.[1][2]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico varia de acordo com a gravidade dos sintomas e a precocidade do diagnóstico e do manejo. O atraso global do desenvolvimento e as alterações neurológicas podem impactar significativamente a qualidade de vida, exigindo suporte contínuo. O acompanhamento regular com especialistas e o acesso a terapias de reabilitação são fundamentais para maximizar o potencial de desenvolvimento e bem-estar da pessoa afetada.[1][4]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
As acidemias metilmalônicas, também chamadas de acidúrias metilmalônicas, são um grupo de distúrbios metabólicos hereditários que impedem o corpo de decompor adequadamente proteínas e gorduras. Isso leva ao acúmulo de um nível tóxico de ácido metilmalônico nos líquidos e tecidos corporais. Devido à perturbação do metabolismo dos aminoácidos de cadeia ramificada (BCAA), elas estão entre as acidemias orgânicas clássicas.
Escala de raridade
<1/50kMuito rara
1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
1/2k
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Entender a doença
Do básico ao detalhe, leia no seu ritmo
Preparando trilha educativa...
Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Visão geral
A Perturbação do desenvolvimento por deficiência de metilmalonato semialdeído desidrogenase é uma doença genética rara que afeta o metabolismo. A condição é tão rara que sua prevalência é estimada em menos de 1 caso a cada 1.000.000 de pessoas. Os primeiros sinais geralmente aparecem ainda na infância ou no período neonatal (primeiros dias de vida).[1][4]
Sinais e sintomas
As manifestações da doença são variadas e podem incluir atraso global do desenvolvimento, microcefalia (cabeça menor que o esperado), dificuldades alimentares, distonia (contrações musculares involuntárias), acidose metabólica e acidemia metilmalônica (acúmulo de ácido metilmalônico no sangue). No exame de imagem do cérebro, podem ser observados mielinização atrasada do sistema nervoso central, hipoplasia do corpo caloso, dilatação dos ventrículos laterais e heterotopia periventricular. Algumas crianças podem apresentar catarata, alterações na retina (pigmentação mosqueada do epitélio pigmentar da retina) e características faciais como testa alta, bossas frontais, ponte nasal deprimida, filtro longo, fissuras palpebrais inclinadas para baixo e palato ogival. Também pode haver hálux largo (dedão do pé largo). Os exames laboratoriais frequentemente mostram níveis elevados de lactato no sangue e aumento de vários ácidos orgânicos na urina, como ácido 3-aminoisobutírico, ácido 3-hidroxibutírico e ácido 3-hidroxiisobutírico.[1][4]
Causas genéticas
A doença é causada por mutações no gene ALDH6A1, que fornece instruções para a produção da enzima metilmalonato semialdeído desidrogenase (também conhecida como metilmalonato-semialdeído/malonato-semialdeído desidrogenase [acilante], mitocondrial). Essa enzima participa do metabolismo de alguns aminoácidos e da beta-oxidação de ácidos graxos. A herança é autossômica recessiva, o que significa que a pessoa precisa herdar uma cópia do gene alterado de cada um dos pais para desenvolver a condição.[1][2][5]
Diagnóstico
O diagnóstico é suspeitado com base nos sintomas clínicos e nos achados laboratoriais, como acidose metabólica, elevação de lactato e aumento de ácidos orgânicos na urina (acidúria metilmalônica). A confirmação pode ser feita por meio de testes genéticos, como o sequenciamento completo do exoma (WES), que identifica mutações no gene ALDH6A1. A atividade reduzida da enzima metilmalonato semialdeído desidrogenase pode ser medida em fibroblastos cultivados (células da pele). O teste do pezinho (triagem neonatal) pode detectar alguns erros inatos do metabolismo, mas não é específico para esta doença. Atualmente, há 25 variantes do gene ALDH6A1 registradas no ClinVar (banco de dados de variantes genéticas) e 7 tipos de testes genéticos disponíveis.[1][2][5]
Tratamento e manejo
Não há cura para a doença, e o tratamento é focado no manejo dos sintomas e no suporte metabólico. A abordagem pode incluir fórmulas metabólicas especiais para erros inatos do metabolismo (como as usadas na fenilcetonúria), além de atendimento em reabilitação para doenças raras. O acompanhamento com uma equipe multidisciplinar (geneticista, neurologista, nutricionista, fisioterapeuta) é essencial. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece cobertura mínima para esta condição, incluindo procedimentos como dosagem de aminoácidos, dosagem de ácidos orgânicos na urina, teste de triagem para erros inatos do metabolismo, sequenciamento completo do exoma, teste do pezinho e atendimento em reabilitação.[1][2]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico varia de acordo com a gravidade dos sintomas e a precocidade do diagnóstico e do manejo. O atraso global do desenvolvimento e as alterações neurológicas podem impactar significativamente a qualidade de vida, exigindo suporte contínuo. O acompanhamento regular com especialistas e o acesso a terapias de reabilitação são fundamentais para maximizar o potencial de desenvolvimento e bem-estar da pessoa afetada.[1][4]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Partes do corpo afetadas
+ 17 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 40 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Linha do tempo da pesquisa
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição. Padrão de herança: Autosomal recessive.
Curadoria gene-doença
fontes oficiaisMalonate and methylmalonate semialdehyde dehydrogenase involved in the catabolism of valine, thymine, and compounds catabolized by way of beta-alanine, including uracil and cytidine
Mitochondrion
Methylmalonate semialdehyde dehydrogenase deficiency
A metabolic disorder characterized by elevated beta-alanine, 3-hydroxypropionic acid, and both isomers of 3-amino and 3-hydroxyisobutyric acids in urine organic acids.
Variantes genéticas (ClinVar)
25 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
1 via biológica associada aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Perturbação do desenvolvimento por deficiência de metilmalonato semialdeído desidrogenase
Centros de Referência SUS
13 centros habilitados pelo SUS para Perturbação do desenvolvimento por deficiência de metilmalonato semialdeído desidrogenase
Centros para Perturbação do desenvolvimento por deficiência de metilmalonato semialdeído desidrogenase
Detalhes dos centros
Hospital Infantil Albert Sabin
R. Tertuliano Sales, 544 - Vila União, Fortaleza - CE, 60410-794 · CNES 2407876
Serviço de Referência
Hospital de Apoio de Brasília (HAB)
AENW 3 Lote A Setor Noroeste - Plano Piloto, Brasília - DF, 70684-831 · CNES 0010456
Serviço de Referência
Hospital Estadual Infantil e Maternidade Alzir Bernardino Alves (HIABA)
Av. Min. Salgado Filho, 918 - Soteco, Vila Velha - ES, 29106-010 · CNES 6631207
Serviço de Referência
Hospital das Clínicas da UFMG
Av. Prof. Alfredo Balena, 110 - Santa Efigênia, Belo Horizonte - MG, 30130-100 · CNES 2280167
Serviço de Referência
Hospital Universitário João de Barros Barreto
R. dos Mundurucus, 4487 - Guamá, Belém - PA, 66073-000 · CNES 2337878
Serviço de Referência
Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (IMIP)
R. dos Coelhos, 300 - Boa Vista, Recife - PE, 50070-902 · CNES 0000647
Serviço de Referência
Hospital Pequeno Príncipe
R. Des. Motta, 1070 - Água Verde, Curitiba - PR, 80250-060 · CNES 3143805
Serviço de Referência
Hospital de Clínicas da UFPR
R. Gen. Carneiro, 181 - Alto da Glória, Curitiba - PR, 80060-900 · CNES 2364980
Serviço de Referência
Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz)
Av. Rui Barbosa, 716 - Flamengo, Rio de Janeiro - RJ, 22250-020 · CNES 2269988
Serviço de Referência
Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA)
Rua Ramiro Barcelos, 2350 Bloco A - Av. Protásio Alves, 211 - Bloco B e C - Santa Cecília, Porto Alegre - RS, 90035-903 · CNES 2237601
Serviço de Referência
Hospital das Clínicas da FMUSP
R. Dr. Ovídio Pires de Campos, 225 - Cerqueira César, São Paulo - SP, 05403-010 · CNES 2077485
Serviço de Referência
Hospital de Clínicas da UNICAMP
R. Vital Brasil, 251 - Cidade Universitária, Campinas - SP, 13083-888 · CNES 2748223
Serviço de Referência
Hospital de Clínicas de Ribeirão Preto (HCRP-USP)
R. Ten. Catão Roxo, 3900 - Vila Monte Alegre, Ribeirão Preto - SP, 14015-010 · CNES 2082187
Serviço de Referência
Dados de DATASUS/CNES, SBGM, ABNeuro e Ministério da Saúde. Sempre confirme a disponibilidade diretamente com o estabelecimento.
Pesquisa ativa
Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes
Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
Publicações mais relevantes
Publicações recentes
Screening of Inherited Metabolic Disorders in Infants with Infantile Spasms.
Mutations in ALDH6A1 encoding methylmalonate semialdehyde dehydrogenase are associated with dysmyelination and transient methylmalonic aciduria.
3-Hydroxyisobutyrate aciduria and mutations in the ALDH6A1 gene coding for methylmalonate semialdehyde dehydrogenase.
Methylmalonic semialdehyde dehydrogenase deficiency: psychomotor delay and methylmalonic aciduria without metabolic decompensation.
Associações
Organizações que acompanham esta doença — pra ter apoio e orientação
Ainda não temos associações cadastradas para Perturbação do desenvolvimento por deficiência de metilmalonato semialdeído desidrogenase.
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Comunidades
Grupos ativos de quem convive com esta doença aqui no Raras
Ainda não existe comunidade no Raras para Perturbação do desenvolvimento por deficiência de metilmalonato semialdeído desidrogenase
Pacientes, familiares e cuidadores se organizam em comunidades pra compartilhar experiências, fazer perguntas e se apoiar. Você pode ser o primeiro.
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Referências e fontes
Bases de dados externas citadas neste artigo
Publicações científicas
Artigos indexados no PubMed ligados a esta doença no grafo RarasNet — título, periódico e PMID direto da fonte, sem intermediação de IA.
- Screening of Inherited Metabolic Disorders in Infants with Infantile Spasms.
- Mutations in ALDH6A1 encoding methylmalonate semialdehyde dehydrogenase are associated with dysmyelination and transient methylmalonic aciduria.
- 3-Hydroxyisobutyrate aciduria and mutations in the ALDH6A1 gene coding for methylmalonate semialdehyde dehydrogenase.
- Methylmalonic semialdehyde dehydrogenase deficiency: psychomotor delay and methylmalonic aciduria without metabolic decompensation.
Bases de dados e fontes oficiais
Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.
- ORPHA:289307(Orphanet)
- OMIM OMIM:614105(OMIM)
- MONDO:0013579(MONDO)
- GARD:17322(GARD (NIH))
- Variantes catalogadas(ClinVar)
- Busca completa no PubMed(PubMed)
- Q55784184(Wikidata)
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
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Perturbação do desenvolvimento por deficiência de metilmalonato semialdeído desidrogenase
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Genética mendeliana
- fonte: OMIM
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Indexação biomédica
- fonte: MeSH (NLM)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata