Polimicrogiria (PMG) é uma condição que afeta o desenvolvimento do cérebro humano por meio de múltiplos giros pequenos (microgiros), criando uma dobra excessiva do cérebro que leva a um córtex anormalmente espesso. Essa anormalidade pode afetar uma única região do cérebro ou múltiplas regiões.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A Polimicrogiria parieto-occipital parassagital bilateral é uma condição neurológica rara caracterizada por uma malformação do desenvolvimento cortical, na qual o cérebro apresenta dobras (giros) excessivamente pequenas e numerosas, localizadas de forma simétrica nas regiões parietal e occipital, ao longo da linha média (parassagital). Essa alteração ocorre ainda durante a gestação (período antenatal) e pode se manifestar desde o nascimento ou nos primeiros anos de vida. A condição está associada a variantes patogênicas no gene FIG4, que codifica uma enzima envolvida no metabolismo de fosfoinositídeos, essenciais para a sinalização celular e o desenvolvimento neuronal.[1][2][4]
Sinais e sintomas
Os sintomas da Polimicrogiria parieto-occipital parassagital bilateral são variáveis e podem incluir: atraso global do desenvolvimento (motor grosso e fino, fala e linguagem), deficiência intelectual de grau variável, convulsões (incluindo crises focais com alteração da consciência e crises tônico-clônicas bilaterais), espasticidade, paralisia pseudobulbar, estrabismo, deficiência visual, macrocefalia ou microcefalia, anormalidades do palato e da pele, além de alterações comportamentais como agressividade, medo/ansiedade, comportamento atípico, alucinações auditivas e visuais, ideação suicida e mentação psicótica.[1][4]
Causas genéticas
A condição é causada por variantes patogênicas no gene FIG4 (símbolo: FIG4; função: polifosfoinositídeo fosfatase). Esse gene fornece instruções para a produção de uma enzima que regula a sinalização celular através do metabolismo de fosfoinositídeos. Mutações nesse gene podem levar à formação anormal do córtex cerebral durante o desenvolvimento fetal. O padrão de herança ainda não foi completamente estabelecido (não há dados de herança disponíveis nas fontes oficiais).[1][2][5]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado em exames de neuroimagem (como ressonância magnética) que evidenciam a polimicrogiria nas regiões parieto-occipitais bilaterais, associados à avaliação clínica dos sintomas. A confirmação genética pode ser obtida por sequenciamento completo do exoma (WES), pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH ou cariótipo com bandas G, Q ou R. Atualmente, há 225 variantes reportadas no ClinVar e 15 testes genéticos disponíveis para essa condição. Exames complementares como dosagem de alfa-fetoproteína e atendimento em reabilitação para doenças raras também podem fazer parte do processo diagnóstico e de acompanhamento no SUS.[1][2][5]
Tratamento e manejo
Não há cura específica para a Polimicrogiria parieto-occipital parassagital bilateral. O manejo é multidisciplinar e sintomático, visando controlar as convulsões (com medicamentos antiepilépticos, conforme avaliação médica individualizada), tratar a espasticidade, oferecer suporte para deficiência intelectual e atrasos do desenvolvimento (fonoaudiologia, fisioterapia, terapia ocupacional), e acompanhar as alterações comportamentais e psiquiátricas com psicoterapia e, se necessário, medicação sob supervisão especializada. No Brasil, o SUS oferece cobertura mínima para procedimentos como cariótipo, FISH, WES, dosagem de alfa-fetoproteína e atendimento em reabilitação para doenças raras.[1][2]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico é variável e depende da gravidade dos sintomas neurológicos, do controle das crises epilépticas e da presença de comorbidades. Muitas pessoas com essa condição necessitam de suporte ao longo da vida para atividades diárias, aprendizado e integração social. O acompanhamento regular com neurologista, geneticista e equipe multiprofissional é fundamental para otimizar a qualidade de vida e o desenvolvimento.[1][4]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Polimicrogiria (PMG) é uma condição que afeta o desenvolvimento do cérebro humano por meio de múltiplos giros pequenos (microgiros), criando uma dobra excessiva do cérebro que leva a um córtex anormalmente espesso. Essa anormalidade pode afetar uma única região do cérebro ou múltiplas regiões.
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Entender a doença
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Visão geral
A Polimicrogiria parieto-occipital parassagital bilateral é uma condição neurológica rara caracterizada por uma malformação do desenvolvimento cortical, na qual o cérebro apresenta dobras (giros) excessivamente pequenas e numerosas, localizadas de forma simétrica nas regiões parietal e occipital, ao longo da linha média (parassagital). Essa alteração ocorre ainda durante a gestação (período antenatal) e pode se manifestar desde o nascimento ou nos primeiros anos de vida. A condição está associada a variantes patogênicas no gene FIG4, que codifica uma enzima envolvida no metabolismo de fosfoinositídeos, essenciais para a sinalização celular e o desenvolvimento neuronal.[1][2][4]
Sinais e sintomas
Os sintomas da Polimicrogiria parieto-occipital parassagital bilateral são variáveis e podem incluir: atraso global do desenvolvimento (motor grosso e fino, fala e linguagem), deficiência intelectual de grau variável, convulsões (incluindo crises focais com alteração da consciência e crises tônico-clônicas bilaterais), espasticidade, paralisia pseudobulbar, estrabismo, deficiência visual, macrocefalia ou microcefalia, anormalidades do palato e da pele, além de alterações comportamentais como agressividade, medo/ansiedade, comportamento atípico, alucinações auditivas e visuais, ideação suicida e mentação psicótica.[1][4]
Causas genéticas
A condição é causada por variantes patogênicas no gene FIG4 (símbolo: FIG4; função: polifosfoinositídeo fosfatase). Esse gene fornece instruções para a produção de uma enzima que regula a sinalização celular através do metabolismo de fosfoinositídeos. Mutações nesse gene podem levar à formação anormal do córtex cerebral durante o desenvolvimento fetal. O padrão de herança ainda não foi completamente estabelecido (não há dados de herança disponíveis nas fontes oficiais).[1][2][5]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado em exames de neuroimagem (como ressonância magnética) que evidenciam a polimicrogiria nas regiões parieto-occipitais bilaterais, associados à avaliação clínica dos sintomas. A confirmação genética pode ser obtida por sequenciamento completo do exoma (WES), pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH ou cariótipo com bandas G, Q ou R. Atualmente, há 225 variantes reportadas no ClinVar e 15 testes genéticos disponíveis para essa condição. Exames complementares como dosagem de alfa-fetoproteína e atendimento em reabilitação para doenças raras também podem fazer parte do processo diagnóstico e de acompanhamento no SUS.[1][2][5]
Tratamento e manejo
Não há cura específica para a Polimicrogiria parieto-occipital parassagital bilateral. O manejo é multidisciplinar e sintomático, visando controlar as convulsões (com medicamentos antiepilépticos, conforme avaliação médica individualizada), tratar a espasticidade, oferecer suporte para deficiência intelectual e atrasos do desenvolvimento (fonoaudiologia, fisioterapia, terapia ocupacional), e acompanhar as alterações comportamentais e psiquiátricas com psicoterapia e, se necessário, medicação sob supervisão especializada. No Brasil, o SUS oferece cobertura mínima para procedimentos como cariótipo, FISH, WES, dosagem de alfa-fetoproteína e atendimento em reabilitação para doenças raras.[1][2]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico é variável e depende da gravidade dos sintomas neurológicos, do controle das crises epilépticas e da presença de comorbidades. Muitas pessoas com essa condição necessitam de suporte ao longo da vida para atividades diárias, aprendizado e integração social. O acompanhamento regular com neurologista, geneticista e equipe multiprofissional é fundamental para otimizar a qualidade de vida e o desenvolvimento.[1][4]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Partes do corpo afetadas
+ 11 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 39 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Linha do tempo da pesquisa
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição.
Dual specificity phosphatase component of the PI(3,5)P2 regulatory complex which regulates both the synthesis and turnover of phosphatidylinositol 3,5-bisphosphate (PtdIns(3,5)P2) (PubMed:17556371, PubMed:33098764). Catalyzes the dephosphorylation of phosphatidylinositol 3,5-bisphosphate (PtdIns(3,5)P2) to form phosphatidylinositol 3-phosphate (PubMed:33098764). Has serine-protein phosphatase activity acting on PIKfyve to stimulate its lipid kinase activity, its catalytically activity being requ
Endosome membrane
Charcot-Marie-Tooth disease, demyelinating, type 4J
A recessive demyelinating form of Charcot-Marie-Tooth disease, a disorder of the peripheral nervous system, characterized by progressive weakness and atrophy, initially of the peroneal muscles and later of the distal muscles of the arms. Charcot-Marie-Tooth disease is classified in two main groups on the basis of electrophysiologic properties and histopathology: primary peripheral demyelinating neuropathies (designated CMT1 when they are dominantly inherited) and primary peripheral axonal neuropathies (CMT2). Demyelinating neuropathies are characterized by severely reduced nerve conduction velocities (less than 38 m/sec), segmental demyelination and remyelination with onion bulb formations on nerve biopsy, slowly progressive distal muscle atrophy and weakness, absent deep tendon reflexes, and hollow feet. By convention autosomal recessive forms of demyelinating Charcot-Marie-Tooth disease are designated CMT4.
Variantes genéticas (ClinVar)
225 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Classificação de variantes (ClinVar)
Distribuição de 31 variantes classificadas pelo ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
3 vias biológicas associadas aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Polimicrogiria parieto-occipital parassagital bilateral
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Dados de DATASUS/CNES, SBGM, ABNeuro e Ministério da Saúde. Sempre confirme a disponibilidade diretamente com o estabelecimento.
Pesquisa ativa
Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes
Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
Publicações mais relevantes
Publicações recentes
Bilateral symmetrical frontoparietal polymicrogyria.
Functional activation of microgyric visual cortex in a human.
Bilateral frontal polymicrogyria: a newly recognized brain malformation syndrome.
Syndromes of bilateral symmetrical polymicrogyria.
Associações
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Fazer loginDoenças relacionadas
Doenças com sintomas parecidos — ajudam quem ainda está buscando diagnóstico
Referências e fontes
Bases de dados externas citadas neste artigo
Publicações científicas
Artigos indexados no PubMed ligados a esta doença no grafo RarasNet — título, periódico e PMID direto da fonte, sem intermediação de IA.
Bases de dados e fontes oficiais
Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.
- ORPHA:208441(Orphanet)
- OMIM OMIM:612691(OMIM)
- MONDO:0012986(MONDO)
- GARD:10785(GARD (NIH))
- Variantes catalogadas(ClinVar)
- Busca completa no PubMed(PubMed)
- Q55999951(Wikidata)
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Conteúdo mantido por Agente Raras · Médicos e pesquisadores podem colaborar

Polimicrogiria parieto-occipital parassagital bilateral
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Genética mendeliana
- fonte: OMIM
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Indexação biomédica
- fonte: MeSH (NLM)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata