Pular para o conteúdo
Polimicrogiria parieto-occipital parassagital bilateral
ORPHA:208441CID-10 · Q04.3CID-11 · LA05.50OMIM 612691DOENÇA RARA
Esta doença tem causa genética. Recomendamos procurar um médico geneticista para diagnóstico, exames genéticos e aconselhamento familiar.
neuroInício neonatalHerança AR

Polimicrogiria (PMG) é uma condição que afeta o desenvolvimento do cérebro humano por meio de múltiplos giros pequenos (microgiros), criando uma dobra excessiva do cérebro que leva a um córtex anormalmente espesso. Essa anormalidade pode afetar uma única região do cérebro ou múltiplas regiões.

Mantido por Agente Raras·Colaborar como especialista →

Introdução

O que você precisa saber de cara

Mantido pelo Disease Twin100% com fonte · atualizado 02/06/2026Revisão médica pendente
Informacoes curadas por IA — podem conter imprecisoes

Visão geral

A Polimicrogiria parieto-occipital parassagital bilateral é uma condição neurológica rara caracterizada por uma malformação do desenvolvimento cortical, na qual o cérebro apresenta dobras (giros) excessivamente pequenas e numerosas, localizadas de forma simétrica nas regiões parietal e occipital, ao longo da linha média (parassagital). Essa alteração ocorre ainda durante a gestação (período antenatal) e pode se manifestar desde o nascimento ou nos primeiros anos de vida. A condição está associada a variantes patogênicas no gene FIG4, que codifica uma enzima envolvida no metabolismo de fosfoinositídeos, essenciais para a sinalização celular e o desenvolvimento neuronal.[1][2][3]

Sinais e sintomas

Os sintomas da Polimicrogiria parieto-occipital parassagital bilateral são variáveis e podem incluir: atraso global do desenvolvimento (motor grosso e fino, fala e linguagem), deficiência intelectual de grau variável, convulsões (incluindo crises focais com alteração da consciência e crises tônico-clônicas bilaterais), espasticidade, paralisia pseudobulbar, estrabismo, deficiência visual, macrocefalia ou microcefalia, anormalidades do palato e da pele, além de alterações comportamentais como agressividade, medo/ansiedade, comportamento atípico, alucinações auditivas e visuais, ideação suicida e mentação psicótica.[1][3]

Causas genéticas

A condição é causada por variantes patogênicas no gene FIG4 (símbolo: FIG4; função: polifosfoinositídeo fosfatase). Esse gene fornece instruções para a produção de uma enzima que regula a sinalização celular através do metabolismo de fosfoinositídeos. Mutações nesse gene podem levar à formação anormal do córtex cerebral durante o desenvolvimento fetal. O padrão de herança ainda não foi completamente estabelecido (não há dados de herança disponíveis nas fontes oficiais).[1][2][4]

Diagnóstico

O diagnóstico é baseado em exames de neuroimagem (como ressonância magnética) que evidenciam a polimicrogiria nas regiões parieto-occipitais bilaterais, associados à avaliação clínica dos sintomas. A confirmação genética pode ser obtida por sequenciamento completo do exoma (WES), pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH ou cariótipo com bandas G, Q ou R. Atualmente, há 225 variantes reportadas no ClinVar e 15 testes genéticos disponíveis para essa condição. Exames complementares como dosagem de alfa-fetoproteína e atendimento em reabilitação para doenças raras também podem fazer parte do processo diagnóstico e de acompanhamento no SUS.[1][2][4]

Tratamento e manejo

Não há cura específica para a Polimicrogiria parieto-occipital parassagital bilateral. O manejo é multidisciplinar e sintomático, visando controlar as convulsões (com medicamentos antiepilépticos, conforme avaliação médica individualizada), tratar a espasticidade, oferecer suporte para deficiência intelectual e atrasos do desenvolvimento (fonoaudiologia, fisioterapia, terapia ocupacional), e acompanhar as alterações comportamentais e psiquiátricas com psicoterapia e, se necessário, medicação sob supervisão especializada. No Brasil, o SUS oferece cobertura mínima para procedimentos como cariótipo, FISH, WES, dosagem de alfa-fetoproteína e atendimento em reabilitação para doenças raras.[1][2]

Prognóstico e qualidade de vida

O prognóstico é variável e depende da gravidade dos sintomas neurológicos, do controle das crises epilépticas e da presença de comorbidades. Muitas pessoas com essa condição necessitam de suporte ao longo da vida para atividades diárias, aprendizado e integração social. O acompanhamento regular com neurologista, geneticista e equipe multiprofissional é fundamental para otimizar a qualidade de vida e o desenvolvimento.[1][3]

Fontes numeradas em Referências.

Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.

💬
EM LINGUAGEM SIMPLES

A polimicrogiria parieto-occipital parassagital bilateral é uma condição rara que atinge o desenvolvimento estrutural do cérebro, com início que pode ocorrer antes do nascimento ou nos primeiros anos de vida. As famílias costumam notar manifestações neurológicas importantes, como convulsões frequentes, além de atraso global no desenvolvimento e na fala. Alterações sensoriais como alucinações visuais e dificuldades visuais também são descritas como características marcantes. Não existem medicamentos curativos específicos, e a enfermidade não consta na lista oficial de PCDTs de doenças raras do Ministério da Saúde. O suporte no SUS baseia-se na reabilitação e no manejo individualizado dos sintomas que acometem cada paciente.

📋
Informacoes curadas por IA — podem conter imprecisoes

Polimicrogiria (PMG) é uma condição que afeta o desenvolvimento do cérebro humano por meio de múltiplos giros pequenos (microgiros), criando uma dobra excessiva do cérebro que leva a um córtex anormalmente espesso. Essa anormalidade pode afetar uma única região do cérebro ou múltiplas regiões.

Publicações científicas
4 artigos
Último publicado: 2002
🏥
SUS: Cobertura mínimaScore: 15%
5 procedimentos SIGTAPCID-10: Q04.3
🇧🇷Dados SUS / DATASUS
EXAMES E PROCEDIMENTOS RELACIONADOS (5)
•
Cariótipo — bandas G, Q ou R
•
Pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH
•
Sequenciamento completo do exoma (WES)
•
Dosagem de alfa-fetoproteína
•
Atendimento em reabilitação — doenças raras
Você se identifica com essa condição?
O Raras está aqui pra te apoiar — com ou sem diagnóstico

Encontrou um erro ou informação desatualizada? Sugira uma correção →

Entender a doença

Do básico ao detalhe, leia no seu ritmo

Preparando trilha educativa...

Sinais e sintomas

O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece

Partes do corpo afetadas

🧠
Neurológico
16 sintomas
👁️
Olhos
3 sintomas
🦴
Ossos e articulações
3 sintomas
😀
Face
2 sintomas
👂
Ouvidos
2 sintomas
🧬
Pele e cabelo
1 sintomas

+ 11 sintomas em outras categorias

Características mais comuns

100%prev.
Crise focal com alteração da consciência
Ocasional (29-5%)
100%prev.
Alucinações visuais
Ocasional (29-5%)
100%prev.
Ventriculomegalia
Frequência: 3/3
100%prev.
Crise tônico-clônica bilateral com início focal
Frequência: 6/6
100%prev.
Polimicrogiria
Frequência: 3/3
90%prev.
Atraso no desenvolvimento da fala e da linguagem
Muito frequente (99-80%)
39sintomas
Muito frequente (9)
Frequente (11)
Ocasional (18)
Sem dados (1)

Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 39 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.

Crise focal com alteração da consciênciaFocal impaired awareness seizure
Ocasional (29-5%)100%
Alucinações visuaisVisual hallucinations
Ocasional (29-5%)100%
VentriculomegaliaVentriculomegaly
Frequência: 3/3100%
Crise tônico-clônica bilateral com início focalBilateral tonic-clonic seizure with focal onset
Frequência: 6/6100%
PolimicrogiriaPolymicrogyria
Frequência: 3/3100%

Linha do tempo da pesquisa

Publicações por ano — veja quando o interesse científico cresceu
Anos de pesquisa24desde 2002
Total histórico4PubMed
Últimos 10 anos4publicações
Pico19991 papers
Linha do tempo
201020202002Hoje · 2026
Publicações por ano (últimos 10 anos)

Encontrou um erro ou informação desatualizada? Sugira uma correção →

Genética e causas

O que está alterado no DNA e como passa nas famílias

Genes associados

1 gene identificado com associação a esta condição.

Autosomal recessive
FIG4Polyphosphoinositide phosphataseDisease-causing germline mutation(s) (loss of function) inTolerante
VIAS BIOLÓGICAS (1)
Synthesis of PIPs at the Golgi membrane
MECANISMO DE DOENÇA

Charcot-Marie-Tooth disease, demyelinating, type 4J

A recessive demyelinating form of Charcot-Marie-Tooth disease, a disorder of the peripheral nervous system, characterized by progressive weakness and atrophy, initially of the peroneal muscles and later of the distal muscles of the arms. Charcot-Marie-Tooth disease is classified in two main groups on the basis of electrophysiologic properties and histopathology: primary peripheral demyelinating neuropathies (designated CMT1 when they are dominantly inherited) and primary peripheral axonal neuropathies (CMT2). Demyelinating neuropathies are characterized by severely reduced nerve conduction velocities (less than 38 m/sec), segmental demyelination and remyelination with onion bulb formations on nerve biopsy, slowly progressive distal muscle atrophy and weakness, absent deep tendon reflexes, and hollow feet. By convention autosomal recessive forms of demyelinating Charcot-Marie-Tooth disease are designated CMT4.

EXPRESSÃO TECIDUAL(Ubíquo)
Artéria tibial
25.0 TPM
Brain Frontal Cortex BA9
22.9 TPM
Aorta
22.2 TPM
Baço
20.8 TPM
Pituitária
20.7 TPM
OUTRAS DOENÇAS (5)
amyotrophic lateral sclerosis type 11Charcot-Marie-Tooth disease type 4Jbilateral parasagittal parieto-occipital polymicrogyriaYunis-Varon syndrome
HGNC:16873UniProt:Q92562

Variantes genéticas (ClinVar)

225 variantes patogênicas registradas no ClinVar.

🧬 FIG4: NM_014845.6(FIG4):c.1823_1829dup (p.Pro611fs) ()
🧬 FIG4: NM_014845.6(FIG4):c.2217_2233del (p.Lys740fs) ()
🧬 FIG4: NM_014845.6(FIG4):c.995G>A (p.Trp332Ter) ()
🧬 FIG4: NM_014845.6(FIG4):c.205del (p.Arg69fs) ()
🧬 FIG4: NM_014845.6(FIG4):c.108T>G (p.Tyr36Ter) ()
Ver todas no ClinVar

Classificação de variantes (ClinVar)

Distribuição de 31 variantes classificadas pelo ClinVar.

11
12
8
Patogênica (35.5%)
VUS (38.7%)
Benigna (25.8%)
VARIANTES MAIS SIGNIFICATIVAS
FIG4: NM_014845.6(FIG4):c.1150A>T (p.Arg384Ter) [Likely pathogenic]
FIG4: NM_014845.6(FIG4):c.1389-2A>G [Likely pathogenic]
FIG4: NM_014845.6(FIG4):c.1808_1811dup (p.Pro605fs) [Pathogenic]
FIG4: NM_014845.6(FIG4):c.691A>G (p.Asn231Asp) [Likely pathogenic]
FIG4: NM_014845.6(FIG4):c.2247dup (p.Ser750fs) [Pathogenic]

Diagnóstico

Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam

Carregando...

Tratamento e manejo

Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar

Carregando informações de tratamento...

Onde tratar no SUS

Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)

🇧🇷 Atendimento SUS — Polimicrogiria parieto-occipital parassagital bilateral

🗺️

Selecione um estado ou use sua localização para ver resultados.

Dados de DATASUS/CNES, SBGM, ABNeuro e Ministério da Saúde. Sempre confirme a disponibilidade diretamente com o estabelecimento.

Pesquisa ativa

Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes

Pesquisa e ensaios clínicos

Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.

🧪 Está conduzindo uma pesquisa?
Divulgue para pacientes e familiares que acompanham esta doença.
Divulgar pesquisa →

Associações

Organizações que acompanham esta doença — pra ter apoio e orientação

Ainda não temos associações cadastradas para Polimicrogiria parieto-occipital parassagital bilateral.

É de uma associação que acompanha esta doença? Fale com a gente →

Doença com base genética

Um médico geneticista pode ajudar no diagnóstico de Polimicrogiria parieto-occipital parassagital bilateral e no aconselhamento genético da família.

Vai consultar um especialista? Confirme o registro dele no conselho.
Conselhos e sociedades

Doenças relacionadas

Doenças com sintomas parecidos — ajudam quem ainda está buscando diagnóstico

Ordenadas pelo número de sintomas em comum.

Perguntas frequentes

O que as famílias mais perguntam sobre esta doença — cada resposta com a fonte de onde saiu

Respostas geradas por IA a partir das fontes citadas

A condição está associada a alterações genéticas envolvendo o gene FIG4, responsável pela enzima fosfatase de polifosfoinositídeos. Os detalhes exatos sobre o padrão de herança familiar dessa alteração não estão catalogados nas fontes de referência.

Referências

Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete

5 fontes citadas no texto · 4 publicações do grafo RarasNet (PubMed) · 5 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.

  1. MONDO
    purl.obolibrary.org
  2. GARD:10785
    GARD (NIH)
  3. Q55999951
    Wikidata

Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.

Citar este verbete

Raras. (2026). Polimicrogiria parieto-occipital parassagital bilateral. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/polimicrogiria-parieto-occipital-parassagital-bilateral

Formato APA. Conteúdo sob CC BY 4.0 — reuso livre com atribuição.

Conteúdo mantido por Agente Raras · Médicos e pesquisadores podem colaborar

Compêndio · Raras BR

Polimicrogiria parieto-occipital parassagital bilateral

ORPHA:208441 · MONDO:0012986
🇧🇷 Brasil SUS
SIGTAP
5 procedimentos
Geral
CID-10
Q04.3 · Outras deformidades por redução do encéfalo
CID-11
Início
Antenatal, Infancy, Neonatal
MedGen
UMLS
C2675191
Wikidata
Papers 10a

📋 Origem dos dados

Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.

Doença rara (ontologia)
fonte: Orphanet
Identificador unificado
fonte: MONDO
Genética mendeliana
fonte: OMIM
Indexação biomédica
fonte: MeSH (NLM)
Dado público estruturado
fonte: Wikidata
Rara