Síndrome rara caracterizada por dismorfia facial (olhos profundos, fissuras palpebrais inclinadas/curtas, nariz curto), atraso no desenvolvimento e anormalidades comportamentais. Pode apresentar cardiopatias e doença celíaca. Causada por mutações no gene WAC.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A Síndrome de dismorfia facial-transtorno do desenvolvimento-transtorno comportamental WAC-relacionada é uma doença genética rara, caracterizada por alterações na face (dismorfias faciais), atraso no desenvolvimento e alterações comportamentais. A prevalência estimada é de menos de 1 caso por 1.000.000 de pessoas, sendo considerada uma condição ultrarrara.[1][3]
Os primeiros sinais geralmente aparecem na infância ou na primeira infância. A herança é autossômica dominante, embora em alguns casos o padrão de herança não seja aplicável ou seja desconhecido.[1][3]
Sinais e sintomas
Os sinais e sintomas mais comuns incluem alterações faciais como olhos profundamente inseridos, fissuras palpebrais inclinadas para baixo e curtas, nariz curto, arco do cupido ausente e morfologia anormal das narinas. Também podem ocorrer problemas oculares como hipermetropia, ambliopia, coloboma corioretiniano e perda visual.[1][3]
No sistema cardiovascular, são frequentes malformações como estenose pulmonar, defeito do septo ventricular, hipertrofia ventricular, coartação da aorta, persistência do canal arterial e valva aórtica bicúspide. Outros achados incluem atresia de coana, anomalia branquial, doença celíaca, hipoplasia cerebelar e morfologia anormal do cérebro.[1][3]
Na área do desenvolvimento e comportamento, observa-se deficiência intelectual leve e crises de ausência típicas. A deficiência visual também pode estar presente.[1][3]
Causas genéticas
A síndrome é causada por variantes (mutações) no gene WAC (WW domain-containing adapter protein with coiled-coil). Esse gene fornece instruções para a produção de uma proteína adaptadora que contém um domínio WW e uma região de super-hélice (coiled-coil), envolvida em processos celulares como sinalização e tráfego de proteínas.[1][4]
A herança é autossômica dominante, o que significa que uma cópia alterada do gene já é suficiente para causar a doença. Em alguns casos, a mutação pode ocorrer de forma nova (não herdada dos pais), e em outros o padrão de herança pode não ser aplicável ou permanecer desconhecido.[1][4]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sinais e sintomas característicos e confirmado por testes genéticos. Os exames disponíveis incluem cariótipo com bandas G, Q ou R, pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH, e sequenciamento completo do exoma (WES). A dosagem de alfa-fetoproteína também pode ser solicitada como parte da investigação.[1][4]
Atualmente, existem 336 testes genéticos disponíveis para essa condição, e 185 variantes associadas foram registradas no ClinVar, um banco de dados público de variantes genéticas e suas relações com doenças.[1][4]
Tratamento e manejo
O manejo da síndrome é multidisciplinar e focado no tratamento dos sintomas apresentados por cada paciente. Não há cura específica, mas as complicações podem ser tratadas conforme necessário. Por exemplo, problemas cardíacos podem exigir cirurgia ou acompanhamento com cardiologista, e a deficiência visual pode ser corrigida com óculos ou cirurgia, quando possível.[1]
No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece cobertura mínima para essa condição, incluindo procedimentos como atendimento em reabilitação para doenças raras, além dos exames genéticos citados no diagnóstico. O acompanhamento com equipe multidisciplinar (geneticista, neurologista, cardiologista, oftalmologista, entre outros) é essencial.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico varia de acordo com a gravidade das malformações e o grau de deficiência intelectual. Com acompanhamento médico adequado e intervenções precoces, muitas pessoas podem ter uma qualidade de vida razoável, embora necessitem de suporte contínuo para as dificuldades de desenvolvimento e comportamentais.[1][3]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Síndrome rara caracterizada por dismorfia facial (olhos profundos, fissuras palpebrais inclinadas/curtas, nariz curto), atraso no desenvolvimento e anormalidades comportamentais. Pode apresentar cardiopatias e doença celíaca. Causada por mutações no gene WAC.
Escala de raridade
<1/50kMuito rara
1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
1/2k
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Entender a doença
Do básico ao detalhe, leia no seu ritmo
Preparando trilha educativa...
Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Visão geral
A Síndrome de dismorfia facial-transtorno do desenvolvimento-transtorno comportamental WAC-relacionada é uma doença genética rara, caracterizada por alterações na face (dismorfias faciais), atraso no desenvolvimento e alterações comportamentais. A prevalência estimada é de menos de 1 caso por 1.000.000 de pessoas, sendo considerada uma condição ultrarrara.[1][3]
Os primeiros sinais geralmente aparecem na infância ou na primeira infância. A herança é autossômica dominante, embora em alguns casos o padrão de herança não seja aplicável ou seja desconhecido.[1][3]
Sinais e sintomas
Os sinais e sintomas mais comuns incluem alterações faciais como olhos profundamente inseridos, fissuras palpebrais inclinadas para baixo e curtas, nariz curto, arco do cupido ausente e morfologia anormal das narinas. Também podem ocorrer problemas oculares como hipermetropia, ambliopia, coloboma corioretiniano e perda visual.[1][3]
No sistema cardiovascular, são frequentes malformações como estenose pulmonar, defeito do septo ventricular, hipertrofia ventricular, coartação da aorta, persistência do canal arterial e valva aórtica bicúspide. Outros achados incluem atresia de coana, anomalia branquial, doença celíaca, hipoplasia cerebelar e morfologia anormal do cérebro.[1][3]
Na área do desenvolvimento e comportamento, observa-se deficiência intelectual leve e crises de ausência típicas. A deficiência visual também pode estar presente.[1][3]
Causas genéticas
A síndrome é causada por variantes (mutações) no gene WAC (WW domain-containing adapter protein with coiled-coil). Esse gene fornece instruções para a produção de uma proteína adaptadora que contém um domínio WW e uma região de super-hélice (coiled-coil), envolvida em processos celulares como sinalização e tráfego de proteínas.[1][4]
A herança é autossômica dominante, o que significa que uma cópia alterada do gene já é suficiente para causar a doença. Em alguns casos, a mutação pode ocorrer de forma nova (não herdada dos pais), e em outros o padrão de herança pode não ser aplicável ou permanecer desconhecido.[1][4]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sinais e sintomas característicos e confirmado por testes genéticos. Os exames disponíveis incluem cariótipo com bandas G, Q ou R, pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH, e sequenciamento completo do exoma (WES). A dosagem de alfa-fetoproteína também pode ser solicitada como parte da investigação.[1][4]
Atualmente, existem 336 testes genéticos disponíveis para essa condição, e 185 variantes associadas foram registradas no ClinVar, um banco de dados público de variantes genéticas e suas relações com doenças.[1][4]
Tratamento e manejo
O manejo da síndrome é multidisciplinar e focado no tratamento dos sintomas apresentados por cada paciente. Não há cura específica, mas as complicações podem ser tratadas conforme necessário. Por exemplo, problemas cardíacos podem exigir cirurgia ou acompanhamento com cardiologista, e a deficiência visual pode ser corrigida com óculos ou cirurgia, quando possível.[1]
No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece cobertura mínima para essa condição, incluindo procedimentos como atendimento em reabilitação para doenças raras, além dos exames genéticos citados no diagnóstico. O acompanhamento com equipe multidisciplinar (geneticista, neurologista, cardiologista, oftalmologista, entre outros) é essencial.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico varia de acordo com a gravidade das malformações e o grau de deficiência intelectual. Com acompanhamento médico adequado e intervenções precoces, muitas pessoas podem ter uma qualidade de vida razoável, embora necessitem de suporte contínuo para as dificuldades de desenvolvimento e comportamentais.[1][3]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Partes do corpo afetadas
+ 37 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 118 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Linha do tempo da pesquisa
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição. Padrão de herança: Autosomal dominant, Not applicable, Unknown.
Curadoria gene-doença
fontes oficiaisActs as a linker between gene transcription and histone H2B monoubiquitination at 'Lys-120' (H2BK120ub1) (PubMed:21329877). Interacts with the RNA polymerase II transcriptional machinery via its WW domain and with RNF20-RNF40 via its coiled coil region, thereby linking and regulating H2BK120ub1 and gene transcription (PubMed:21329877). Regulates the cell-cycle checkpoint activation in response to DNA damage (PubMed:21329877). Positive regulator of amino acid starvation-induced autophagy (PubMed:
Nucleus speckleNucleus
DeSanto-Shinawi syndrome
An autosomal dominant syndrome characterized by developmental delay, hypotonia, behavioral problems, eye abnormalities, constipation, feeding difficulties, seizures and sleep problems. Patients exhibit dysmorphic features, including broad/prominent forehead, synophrys and/or bushy eyebrows, depressed nasal bridge and bulbous nasal tip. Additional variable features are posteriorly rotated ears, hirsutism, deep-set eyes, thin upper lip, inverted nipples, hearing loss and branchial cleft anomalies.
Variantes genéticas (ClinVar)
185 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
1 via biológica associada aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Síndrome de dismorfia facial-transtorno do desenvolvimento-transtorno comportamental WAC-relacionada
Centros de Referência SUS
13 centros habilitados pelo SUS para Síndrome de dismorfia facial-transtorno do desenvolvimento-transtorno comportamental WAC-relacionada
Centros para Síndrome de dismorfia facial-transtorno do desenvolvimento-transtorno comportamental WAC-relacionada
Detalhes dos centros
Hospital Infantil Albert Sabin
R. Tertuliano Sales, 544 - Vila União, Fortaleza - CE, 60410-794 · CNES 2407876
Serviço de Referência
Hospital de Apoio de Brasília (HAB)
AENW 3 Lote A Setor Noroeste - Plano Piloto, Brasília - DF, 70684-831 · CNES 0010456
Serviço de Referência
Hospital Estadual Infantil e Maternidade Alzir Bernardino Alves (HIABA)
Av. Min. Salgado Filho, 918 - Soteco, Vila Velha - ES, 29106-010 · CNES 6631207
Serviço de Referência
Hospital das Clínicas da UFMG
Av. Prof. Alfredo Balena, 110 - Santa Efigênia, Belo Horizonte - MG, 30130-100 · CNES 2280167
Serviço de Referência
Hospital Universitário João de Barros Barreto
R. dos Mundurucus, 4487 - Guamá, Belém - PA, 66073-000 · CNES 2337878
Serviço de Referência
Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (IMIP)
R. dos Coelhos, 300 - Boa Vista, Recife - PE, 50070-902 · CNES 0000647
Serviço de Referência
Hospital Pequeno Príncipe
R. Des. Motta, 1070 - Água Verde, Curitiba - PR, 80250-060 · CNES 3143805
Serviço de Referência
Hospital de Clínicas da UFPR
R. Gen. Carneiro, 181 - Alto da Glória, Curitiba - PR, 80060-900 · CNES 2364980
Serviço de Referência
Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz)
Av. Rui Barbosa, 716 - Flamengo, Rio de Janeiro - RJ, 22250-020 · CNES 2269988
Serviço de Referência
Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA)
Rua Ramiro Barcelos, 2350 Bloco A - Av. Protásio Alves, 211 - Bloco B e C - Santa Cecília, Porto Alegre - RS, 90035-903 · CNES 2237601
Serviço de Referência
Hospital das Clínicas da FMUSP
R. Dr. Ovídio Pires de Campos, 225 - Cerqueira César, São Paulo - SP, 05403-010 · CNES 2077485
Serviço de Referência
Hospital de Clínicas da UNICAMP
R. Vital Brasil, 251 - Cidade Universitária, Campinas - SP, 13083-888 · CNES 2748223
Serviço de Referência
Hospital de Clínicas de Ribeirão Preto (HCRP-USP)
R. Ten. Catão Roxo, 3900 - Vila Monte Alegre, Ribeirão Preto - SP, 14015-010 · CNES 2082187
Serviço de Referência
Dados de DATASUS/CNES, SBGM, ABNeuro e Ministério da Saúde. Sempre confirme a disponibilidade diretamente com o estabelecimento.
Pesquisa ativa
Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes
Ensaios em destaque
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Outros ensaios clínicos
Publicações mais relevantes
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Referências e fontes
Bases de dados externas citadas neste artigo
Publicações científicas
Artigos indexados no PubMed ligados a esta doença no grafo RarasNet — título, periódico e PMID direto da fonte, sem intermediação de IA.
Bases de dados e fontes oficiais
Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.
- ORPHA:466943(Orphanet)
- MONDO:0018760(MONDO)
- GARD:17838(GARD (NIH))
- Variantes catalogadas(ClinVar)
- Busca completa no PubMed(PubMed)
- Q56014200(Wikidata)
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Conteúdo mantido por Agente Raras · Médicos e pesquisadores podem colaborar

Síndrome de dismorfia facial-transtorno do desenvolvimento-transtorno comportamental WAC-relacionada
📋 Origem dos dados
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- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata
- Ensaios clínicos
- fonte: ClinicalTrials.gov