Síndrome de duplicação 1p36.33 é uma doença autossômica dominante rara associada a anomalias da substância branca cerebral, cardiomiopatia dilatada e acidose láctica. Frequentemente resulta em morte na infância, com fenótipos que incluem hipotonia neonatal e sequela de acinesia fetal.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A Síndrome de duplicação 1p36.33 é uma condição genética rara caracterizada pela presença de uma cópia extra (duplicação) de material genético na região 1p36.33 do cromossomo 1. Essa alteração pode levar a uma variedade de manifestações clínicas que afetam múltiplos sistemas do corpo, incluindo o sistema nervoso, coração, órgãos genitais e desenvolvimento geral. A condição é classificada na Classificação Internacional de Doenças (CID-10) sob o código Q92.3.[1][2][3]
Sinais e sintomas
Os sinais e sintomas da Síndrome de duplicação 1p36.33 podem variar amplamente entre os indivíduos, mas frequentemente incluem alterações neurológicas e do desenvolvimento. Entre os fenótipos mais comuns estão: encefalopatia (disfunção cerebral), convulsões, anormalidades no eletroencefalograma (EEG), hipotonia neonatal (fraqueza muscular ao nascer) e contratura em flexão (rigidez das articulações). Problemas cardíacos como cardiomiopatia hipertrófica (aumento do músculo cardíaco) e cardiomiopatia dilatada (coração aumentado e enfraquecido) também podem ocorrer, assim como bradicardia (batimento cardíaco lento).[1][4]
Alterações genitais são frequentes, incluindo micropênis, hipospadia (abertura da uretra na parte inferior do pênis) e criptorquidia (testículos não descidos). Problemas oculares como catarata do desenvolvimento e opacidade corneana (turvação da córnea) também foram descritos. Em alguns casos, pode ocorrer hidropsia fetal (acúmulo anormal de líquido no feto) e sequência de acinesia fetal (falta de movimento fetal), além de acidose láctica (excesso de ácido lático no sangue). A condição pode estar associada a morte na infância.[1][4]
Exames de imagem cerebral podem revelar padrão giratório simplificado (menos dobras no cérebro) e morfologia anormal da substância branca cerebral. A herança é descrita como autossômica dominante, o que significa que uma cópia da duplicação é suficiente para causar a condição.[1][4]
Causas genéticas
A Síndrome de duplicação 1p36.33 é causada por uma duplicação de uma região específica no braço curto do cromossomo 1 (1p36.33). Essa duplicação envolve genes da família ATAD3, incluindo os genes ATAD3A, ATAD3B e ATAD3C. Esses genes codificam proteínas que pertencem à família AAA ATPase, envolvidas em funções celulares essenciais, como dinâmica mitocondrial e metabolismo energético. A alteração genética pode ocorrer de forma espontânea (de novo) ou ser herdada de um dos pais.[1][2][5]
Diagnóstico
O diagnóstico da Síndrome de duplicação 1p36.33 é realizado por meio de testes genéticos que identificam a duplicação na região cromossômica 1p36.33. Os principais exames disponíveis incluem: cariótipo com bandas G, Q ou R (para análise cromossômica geral), pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH (hibridização in situ por fluorescência) e sequenciamento completo do exoma (WES), que analisa todos os genes codificadores de proteínas. Atualmente, existem 257 testes genéticos disponíveis e 531 variantes associadas à condição registradas no ClinVar.[1][2][5]
Exames complementares podem incluir a dosagem de alfa-fetoproteína (AFP) e atendimento em reabilitação para doenças raras, conforme disponível no Sistema Único de Saúde (SUS). O nível de cobertura pelo SUS é classificado como 'Cobertura mínima', indicando que alguns procedimentos diagnósticos e de acompanhamento podem ser acessados, mas podem exigir encaminhamento para serviços especializados.[1]
Tratamento e manejo
Atualmente, não há cura para a Síndrome de duplicação 1p36.33, e o tratamento é focado no manejo dos sintomas e na melhora da qualidade de vida. O acompanhamento deve ser multidisciplinar, envolvendo neurologistas, cardiologistas, oftalmologistas, endocrinologistas e geneticistas, conforme as necessidades individuais. O SUS oferece atendimento em reabilitação para doenças raras, que pode incluir fisioterapia, terapia ocupacional e fonoaudiologia para auxiliar no desenvolvimento motor e cognitivo.[1][2]
Para problemas cardíacos como cardiomiopatia, o manejo pode incluir medicamentos para insuficiência cardíaca e acompanhamento regular com ecocardiograma. Convulsões podem ser controladas com medicamentos antiepilépticos, e a hipotonia pode ser abordada com fisioterapia. Alterações genitais como criptorquidia e hipospadia podem necessitar de correção cirúrgica. O aconselhamento genético é recomendado para as famílias, especialmente devido ao padrão de herança autossômica dominante.[1][2]
Tratamentos citados na literatura
Não há tratamentos específicos citados na literatura científica (PubMed) para a Síndrome de duplicação 1p36.33 que possam ser listados com base nos dados fornecidos. Esta seção será atualizada conforme novas evidências sejam publicadas.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico para indivíduos com Síndrome de duplicação 1p36.33 é variável e depende da gravidade dos sintomas e da presença de complicações como cardiomiopatia ou encefalopatia grave. A condição pode estar associada a morte na infância, especialmente nos casos mais graves com hidropsia fetal ou acidose láctica. No entanto, com manejo adequado e suporte multidisciplinar, muitos pacientes podem alcançar melhorias na qualidade de vida, embora possam necessitar de cuidados contínuos ao longo da vida.[1][4]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Síndrome de duplicação 1p36.33 é uma doença autossômica dominante rara associada a anomalias da substância branca cerebral, cardiomiopatia dilatada e acidose láctica. Frequentemente resulta em morte na infância, com fenótipos que incluem hipotonia neonatal e sequela de acinesia fetal.
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Visão geral
A Síndrome de duplicação 1p36.33 é uma condição genética rara caracterizada pela presença de uma cópia extra (duplicação) de material genético na região 1p36.33 do cromossomo 1. Essa alteração pode levar a uma variedade de manifestações clínicas que afetam múltiplos sistemas do corpo, incluindo o sistema nervoso, coração, órgãos genitais e desenvolvimento geral. A condição é classificada na Classificação Internacional de Doenças (CID-10) sob o código Q92.3.[1][2][3]
Sinais e sintomas
Os sinais e sintomas da Síndrome de duplicação 1p36.33 podem variar amplamente entre os indivíduos, mas frequentemente incluem alterações neurológicas e do desenvolvimento. Entre os fenótipos mais comuns estão: encefalopatia (disfunção cerebral), convulsões, anormalidades no eletroencefalograma (EEG), hipotonia neonatal (fraqueza muscular ao nascer) e contratura em flexão (rigidez das articulações). Problemas cardíacos como cardiomiopatia hipertrófica (aumento do músculo cardíaco) e cardiomiopatia dilatada (coração aumentado e enfraquecido) também podem ocorrer, assim como bradicardia (batimento cardíaco lento).[1][4]
Alterações genitais são frequentes, incluindo micropênis, hipospadia (abertura da uretra na parte inferior do pênis) e criptorquidia (testículos não descidos). Problemas oculares como catarata do desenvolvimento e opacidade corneana (turvação da córnea) também foram descritos. Em alguns casos, pode ocorrer hidropsia fetal (acúmulo anormal de líquido no feto) e sequência de acinesia fetal (falta de movimento fetal), além de acidose láctica (excesso de ácido lático no sangue). A condição pode estar associada a morte na infância.[1][4]
Exames de imagem cerebral podem revelar padrão giratório simplificado (menos dobras no cérebro) e morfologia anormal da substância branca cerebral. A herança é descrita como autossômica dominante, o que significa que uma cópia da duplicação é suficiente para causar a condição.[1][4]
Causas genéticas
A Síndrome de duplicação 1p36.33 é causada por uma duplicação de uma região específica no braço curto do cromossomo 1 (1p36.33). Essa duplicação envolve genes da família ATAD3, incluindo os genes ATAD3A, ATAD3B e ATAD3C. Esses genes codificam proteínas que pertencem à família AAA ATPase, envolvidas em funções celulares essenciais, como dinâmica mitocondrial e metabolismo energético. A alteração genética pode ocorrer de forma espontânea (de novo) ou ser herdada de um dos pais.[1][2][5]
Diagnóstico
O diagnóstico da Síndrome de duplicação 1p36.33 é realizado por meio de testes genéticos que identificam a duplicação na região cromossômica 1p36.33. Os principais exames disponíveis incluem: cariótipo com bandas G, Q ou R (para análise cromossômica geral), pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH (hibridização in situ por fluorescência) e sequenciamento completo do exoma (WES), que analisa todos os genes codificadores de proteínas. Atualmente, existem 257 testes genéticos disponíveis e 531 variantes associadas à condição registradas no ClinVar.[1][2][5]
Exames complementares podem incluir a dosagem de alfa-fetoproteína (AFP) e atendimento em reabilitação para doenças raras, conforme disponível no Sistema Único de Saúde (SUS). O nível de cobertura pelo SUS é classificado como 'Cobertura mínima', indicando que alguns procedimentos diagnósticos e de acompanhamento podem ser acessados, mas podem exigir encaminhamento para serviços especializados.[1]
Tratamento e manejo
Atualmente, não há cura para a Síndrome de duplicação 1p36.33, e o tratamento é focado no manejo dos sintomas e na melhora da qualidade de vida. O acompanhamento deve ser multidisciplinar, envolvendo neurologistas, cardiologistas, oftalmologistas, endocrinologistas e geneticistas, conforme as necessidades individuais. O SUS oferece atendimento em reabilitação para doenças raras, que pode incluir fisioterapia, terapia ocupacional e fonoaudiologia para auxiliar no desenvolvimento motor e cognitivo.[1][2]
Para problemas cardíacos como cardiomiopatia, o manejo pode incluir medicamentos para insuficiência cardíaca e acompanhamento regular com ecocardiograma. Convulsões podem ser controladas com medicamentos antiepilépticos, e a hipotonia pode ser abordada com fisioterapia. Alterações genitais como criptorquidia e hipospadia podem necessitar de correção cirúrgica. O aconselhamento genético é recomendado para as famílias, especialmente devido ao padrão de herança autossômica dominante.[1][2]
Tratamentos citados na literatura
Não há tratamentos específicos citados na literatura científica (PubMed) para a Síndrome de duplicação 1p36.33 que possam ser listados com base nos dados fornecidos. Esta seção será atualizada conforme novas evidências sejam publicadas.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico para indivíduos com Síndrome de duplicação 1p36.33 é variável e depende da gravidade dos sintomas e da presença de complicações como cardiomiopatia ou encefalopatia grave. A condição pode estar associada a morte na infância, especialmente nos casos mais graves com hidropsia fetal ou acidose láctica. No entanto, com manejo adequado e suporte multidisciplinar, muitos pacientes podem alcançar melhorias na qualidade de vida, embora possam necessitar de cuidados contínuos ao longo da vida.[1][4]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Partes do corpo afetadas
+ 10 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 20 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Linha do tempo da pesquisa
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
3 genes identificados com associação a esta condição.
May play a role in a mitochondrial network organization typical for stem cells, characterized by reduced mitochondrial metabolism, low mtDNA copies and fragmentated mitochondrial network. May act by suppressing ATAD3A function, interfering with ATAD3A interaction with matrix nucleoid complexes
Mitochondrion inner membrane
Essential for mitochondrial network organization, mitochondrial metabolism and cell growth at organism and cellular level (PubMed:17210950, PubMed:20154147, PubMed:22453275, PubMed:31522117, PubMed:37832546, PubMed:39116259). May play an important role in mitochondrial protein synthesis (PubMed:22453275). May also participate in mitochondrial DNA replication (PubMed:17210950). May bind to mitochondrial DNA D-loops and contribute to nucleoid stability (PubMed:17210950). Required for enhanced chan
Mitochondrion inner membraneMitochondrion matrix, mitochondrion nucleoid
Harel-Yoon syndrome
A syndrome characterized by global developmental delay, hypotonia, intellectual disability, and axonal neuropathy. Some patients have optic atrophy and hypertrophic cardiomyopathy. HAYOS inheritance can be autosomal dominant or autosomal recessive.
Variantes genéticas (ClinVar)
531 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
1 via biológica associada aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Síndrome de duplicação 1p36.33
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Pesquisa ativa
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Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
Publicações mais relevantes
Publicações recentes
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Referências e fontes
Bases de dados externas citadas neste artigo
Publicações científicas
Artigos indexados no PubMed ligados a esta doença no grafo RarasNet — título, periódico e PMID direto da fonte, sem intermediação de IA.
Bases de dados e fontes oficiais
Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.
- ORPHA:656279(Orphanet)
- OMIM OMIM:618815(OMIM)
- MONDO:0032933(MONDO)
- Variantes catalogadas(ClinVar)
- Busca completa no PubMed(PubMed)
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
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Síndrome de duplicação 1p36.33
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Genética mendeliana
- fonte: OMIM
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11