Doença rara do metabolismo da histidina caracterizada por histidinúria sem histidinemia que ocorre devido à ingestão anormal de histidina a níveis tubulares intestinais e renais. A perturbação do desenvolvimento intelectual, convulsões e certas características dismórficas foram relatadas em associação. Não existem exceções científicas adicionais na literatura desde 1992.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
Sinais e sintomas
As pessoas com essa síndrome podem apresentar uma combinação de características físicas, neurológicas e metabólicas. Entre os sinais físicos, destacam-se: ponte nasal ampla, lábio superior com vermelhão fino, filtro liso ou longo (sulco entre o nariz e o lábio), orelhas grandes (macrotia), dedos com falanges médias curtas e arredondadas, e unhas dos artelhos hipoplásicas (pouco desenvolvidas).[1][2]
Do ponto de vista neurológico, pode ocorrer deficiência intelectual, crises mioclônicas generalizadas (um tipo de convulsão), atraso na maturação esquelética e perda auditiva neurossensorial. Exames de imagem do cérebro podem mostrar atrofia cortical cerebral e ventriculomegalia (aumento dos ventrículos cerebrais). Alterações metabólicas incluem hipoglicemia (baixo nível de açúcar no sangue) e histidinúria (excreção aumentada do aminoácido histidina na urina), devido a uma absorção tubular renal prejudicada de histidina.[1][2]
Causas genéticas
A síndrome segue um padrão de herança autossômico recessivo. Isso significa que, para manifestar a doença, a pessoa precisa herdar uma cópia do gene alterado de cada um dos pais. Até o momento, o gene específico responsável pela condição não foi identificado ou não está listado nas bases de dados consultadas.[1][3][4]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sinais e sintomas, e confirmado por exames laboratoriais e genéticos. Os exames disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS) incluem: dosagem de aminoácidos (para identificar erros inatos do metabolismo), dosagem de ácidos orgânicos na urina, teste de triagem para erros inatos do metabolismo, teste do pezinho (triagem neonatal) e sequenciamento completo do exoma (WES). O aconselhamento genético é recomendado para as famílias.[1][3][4]
Tratamento e manejo
Não há um tratamento curativo específico para a síndrome. O manejo é multidisciplinar e focado no controle dos sintomas e na melhora da qualidade de vida. Pode incluir acompanhamento com neurologista para controle das crises convulsivas, suporte educacional para deficiência intelectual, avaliação auditiva e uso de próteses, além de suporte nutricional para controle da hipoglicemia. O SUS oferece atendimento em reabilitação para doenças raras como parte do cuidado integral.[1][3]
Prognóstico e qualidade de vida
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
A Síndrome de histidinúria-defeito tubular renal é uma condição rara que compromete a absorção de histidina pelos rins, gerando sua perda na urina. Os sintomas costumam ter início na infância e podem envolver crises convulsivas, deficiência intelectual, episódios de hipoglicemia e perda auditiva. Também podem ser notadas alterações esqueléticas e características faciais particulares, como lábio superior mais fino. Esta enfermidade não possui tratamento curativo específico nem conta com protocolo próprio (PCDT) no Ministério da Saúde, sendo os cuidados voltados para o controle de cada sintoma.
Doença rara do metabolismo da histidina caracterizada por histidinúria sem histidinemia que ocorre devido à ingestão anormal de histidina a níveis tubulares intestinais e renais. A perturbação do desenvolvimento intelectual, convulsões e certas características dismórficas foram relatadas em associação. Não existem exceções científicas adicionais na literatura desde 1992.
Escala de raridade
<1/50kMuito rara
1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
1/2k
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Entender a doença
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Partes do corpo afetadas
+ 3 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 18 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Linha do tempo da pesquisa
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Nenhum gene associado encontrado
Os dados genéticos desta condição ainda estão sendo catalogados.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Síndrome de histidinúria-defeito tubular renal
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Pesquisa ativa
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Pesquisa e ensaios clínicos
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Publicações mais relevantes
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A condição decorre de uma falha na reabsorção do aminoácido histidina pelos túbulos dos rins, tendo padrão de herança autossômica recessiva. Os genes específicos responsáveis pela síndrome ainda não se encontram catalogados nas bases científicas de referência.
Referências
Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete
5 fontes citadas no texto · 2 publicações do grafo RarasNet (PubMed) · 4 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Citar este verbete
Raras. (2026). Síndrome de histidinúria-defeito tubular renal. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/sindrome-de-histidinuria-defeito-tubular-renal
Formato APA. Conteúdo sob CC BY 4.0 — reuso livre com atribuição.
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Síndrome de histidinúria-defeito tubular renal
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Genética mendeliana
- fonte: OMIM
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Indexação biomédica
- fonte: MeSH (NLM)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata