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Síndrome de microdeleção 5q22
ORPHA:261584CID-10 · Q93.5CID-11 · LD44.50DOENÇA RARA
Visão / ocularInício adultaHerança Unknown
Sinônimos clínicos: Síndrome monossomia 5q22 · Síndrome del(5)(q22)

Síndrome rara associada à deleção no cromossomo 5q22, afetando o gene APC. Manifesta-se com anormalidades dentárias, tumores (osteoma, desmoide), cistos, problemas oculares e respiratórios, além de características faciais e dificuldades de aprendizagem.

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Introdução

O que você precisa saber de cara

Mantido pelo Disease Twin100% com fonte · revisão 07/06/2026
Informacoes curadas por IA — podem conter imprecisoes

Visão geral

A Síndrome de microdeleção 5q22 é uma condição genética rara caracterizada pela perda de uma pequena parte do cromossomo 5, na região q22. Essa alteração pode levar a uma combinação de sinais e sintomas que afetam diversos sistemas do corpo, incluindo o desenvolvimento físico e intelectual. A condição geralmente se manifesta na idade adulta.[1][3]

Sinais e sintomas

As pessoas com Síndrome de microdeleção 5q22 podem apresentar uma variedade de características físicas e problemas de saúde. Entre os sinais mais comuns estão: alterações na face, como testa alta, hipertelorismo (aumento da distância entre os olhos), fissuras palpebrais inclinadas para baixo, boca estreita, lábio superior espesso, filtro longo (espaço entre o nariz e o lábio), micrognatia (queixo pequeno) e ponta nasal larga. Também podem ocorrer pescoço curto, linha de implantação posterior do cabelo baixa, calvície precoce e prega palmar transversa única. Em relação ao desenvolvimento, pode haver deficiência intelectual leve, hipotonia generalizada (tônus muscular baixo) e marcha espástica (caminhar rígido). Problemas gastrointestinais são frequentes, incluindo polipose colônica adenomatosa (pólipos no intestino grosso), polipose duodenal, sangramento intestinal, anemia ferropriva e risco aumentado de câncer de cólon e hepatoblastoma. Outros achados podem incluir catarata polar posterior, anormalidades renais e macrocefalia relativa (cabeça grande em relação ao corpo).[1][3]

Causas genéticas

A Síndrome de microdeleção 5q22 é causada pela deleção (perda) de um segmento do braço longo do cromossomo 5, na região q22. Essa deleção pode incluir o gene APC (Adenomatous polyposis coli protein), que é um gene supressor de tumor. A perda desse gene está fortemente associada ao desenvolvimento de pólipos intestinais e ao aumento do risco de câncer colorretal. A herança da síndrome não está claramente estabelecida, mas a deleção pode ocorrer de forma esporádica (nova mutação) ou ser herdada de um dos pais.[1][4]

Diagnóstico

O diagnóstico da Síndrome de microdeleção 5q22 é realizado por meio de exames genéticos que identificam a deleção no cromossomo 5. Os principais testes disponíveis incluem: cariótipo com bandas G, Q ou R, pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH (hibridização in situ por fluorescência) e sequenciamento completo do exoma (WES). No Brasil, esses procedimentos podem ser acessados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) com cobertura mínima. Além disso, a dosagem de alfa-fetoproteína pode ser utilizada como parte do acompanhamento, especialmente para rastreio de hepatoblastoma. Atualmente, há 336 testes genéticos disponíveis para a condição e 13.056 variantes registradas no ClinVar.[1][4]

Tratamento e manejo

O tratamento da Síndrome de microdeleção 5q22 é multidisciplinar e focado no manejo dos sintomas e na prevenção de complicações. Não há cura para a condição, mas intervenções podem melhorar a qualidade de vida. O acompanhamento inclui: atendimento em reabilitação para doenças raras, monitoramento regular com exames de imagem (como colonoscopia) para detecção precoce de pólipos intestinais e câncer de cólon, além de ultrassonografia abdominal para rastreio de hepatoblastoma. A anemia ferropriva deve ser tratada com suplementação de ferro, e a deficiência intelectual leve pode se beneficiar de suporte educacional e terapias ocupacionais. O manejo da catarata e das anormalidades renais deve ser feito por especialistas. Não há medicamentos específicos aprovados para a síndrome.[1]

Prognóstico e qualidade de vida

O prognóstico da Síndrome de microdeleção 5q22 varia conforme a extensão da deleção e a presença de complicações, especialmente o câncer colorretal e o hepatoblastoma. Com vigilância médica regular e tratamento precoce das neoplasias, muitas pessoas podem ter uma qualidade de vida razoável. A deficiência intelectual leve geralmente permite independência parcial, mas o suporte familiar e multidisciplinar é essencial. A expectativa de vida pode ser reduzida em casos de câncer avançado, mas o diagnóstico precoce melhora significativamente o desfecho.[1][3]

Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.

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Informacoes curadas por IA — podem conter imprecisoes

Síndrome rara associada à deleção no cromossomo 5q22, afetando o gene APC. Manifesta-se com anormalidades dentárias, tumores (osteoma, desmoide), cistos, problemas oculares e respiratórios, além de características faciais e dificuldades de aprendizagem.

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SUS: Cobertura mínimaScore: 15%
CID-10: Q93.5
🇧🇷Dados SUS / DATASUS
PROCEDIMENTOS SIGTAP (5)
0202010503
Cariótipo — bandas G, Q ou Rgenetic_test
0202010600
Pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISHlab_test
0202010694
Sequenciamento completo do exoma (WES)rehabilitation
0202010260
Dosagem de alfa-fetoproteína
0301070040
Atendimento em reabilitação — doenças raras
Você se identifica com essa condição?
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Sinais e sintomas

O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece

Mantido pelo Disease Twin100% com fonte · revisão 07/06/2026
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Visão geral

A Síndrome de microdeleção 5q22 é uma condição genética rara caracterizada pela perda de uma pequena parte do cromossomo 5, na região q22. Essa alteração pode levar a uma combinação de sinais e sintomas que afetam diversos sistemas do corpo, incluindo o desenvolvimento físico e intelectual. A condição geralmente se manifesta na idade adulta.[1][3]

Sinais e sintomas

As pessoas com Síndrome de microdeleção 5q22 podem apresentar uma variedade de características físicas e problemas de saúde. Entre os sinais mais comuns estão: alterações na face, como testa alta, hipertelorismo (aumento da distância entre os olhos), fissuras palpebrais inclinadas para baixo, boca estreita, lábio superior espesso, filtro longo (espaço entre o nariz e o lábio), micrognatia (queixo pequeno) e ponta nasal larga. Também podem ocorrer pescoço curto, linha de implantação posterior do cabelo baixa, calvície precoce e prega palmar transversa única. Em relação ao desenvolvimento, pode haver deficiência intelectual leve, hipotonia generalizada (tônus muscular baixo) e marcha espástica (caminhar rígido). Problemas gastrointestinais são frequentes, incluindo polipose colônica adenomatosa (pólipos no intestino grosso), polipose duodenal, sangramento intestinal, anemia ferropriva e risco aumentado de câncer de cólon e hepatoblastoma. Outros achados podem incluir catarata polar posterior, anormalidades renais e macrocefalia relativa (cabeça grande em relação ao corpo).[1][3]

Causas genéticas

A Síndrome de microdeleção 5q22 é causada pela deleção (perda) de um segmento do braço longo do cromossomo 5, na região q22. Essa deleção pode incluir o gene APC (Adenomatous polyposis coli protein), que é um gene supressor de tumor. A perda desse gene está fortemente associada ao desenvolvimento de pólipos intestinais e ao aumento do risco de câncer colorretal. A herança da síndrome não está claramente estabelecida, mas a deleção pode ocorrer de forma esporádica (nova mutação) ou ser herdada de um dos pais.[1][4]

Diagnóstico

O diagnóstico da Síndrome de microdeleção 5q22 é realizado por meio de exames genéticos que identificam a deleção no cromossomo 5. Os principais testes disponíveis incluem: cariótipo com bandas G, Q ou R, pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH (hibridização in situ por fluorescência) e sequenciamento completo do exoma (WES). No Brasil, esses procedimentos podem ser acessados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) com cobertura mínima. Além disso, a dosagem de alfa-fetoproteína pode ser utilizada como parte do acompanhamento, especialmente para rastreio de hepatoblastoma. Atualmente, há 336 testes genéticos disponíveis para a condição e 13.056 variantes registradas no ClinVar.[1][4]

Tratamento e manejo

O tratamento da Síndrome de microdeleção 5q22 é multidisciplinar e focado no manejo dos sintomas e na prevenção de complicações. Não há cura para a condição, mas intervenções podem melhorar a qualidade de vida. O acompanhamento inclui: atendimento em reabilitação para doenças raras, monitoramento regular com exames de imagem (como colonoscopia) para detecção precoce de pólipos intestinais e câncer de cólon, além de ultrassonografia abdominal para rastreio de hepatoblastoma. A anemia ferropriva deve ser tratada com suplementação de ferro, e a deficiência intelectual leve pode se beneficiar de suporte educacional e terapias ocupacionais. O manejo da catarata e das anormalidades renais deve ser feito por especialistas. Não há medicamentos específicos aprovados para a síndrome.[1]

Prognóstico e qualidade de vida

O prognóstico da Síndrome de microdeleção 5q22 varia conforme a extensão da deleção e a presença de complicações, especialmente o câncer colorretal e o hepatoblastoma. Com vigilância médica regular e tratamento precoce das neoplasias, muitas pessoas podem ter uma qualidade de vida razoável. A deficiência intelectual leve geralmente permite independência parcial, mas o suporte familiar e multidisciplinar é essencial. A expectativa de vida pode ser reduzida em casos de câncer avançado, mas o diagnóstico precoce melhora significativamente o desfecho.[1][3]

Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.

Partes do corpo afetadas

😀
Face
9 sintomas
🧠
Neurológico
4 sintomas
🦴
Ossos e articulações
3 sintomas
🫃
Digestivo
3 sintomas
👁️
Olhos
3 sintomas
🫘
Rins
1 sintomas

+ 8 sintomas em outras categorias

Características mais comuns

90%prev.
Polipose colônica adenomatosa
Muito frequente (99-80%)
55%prev.
Boca estreita
Frequente (79-30%)
55%prev.
Testa alta
Frequente (79-30%)
55%prev.
Fissuras palpebrais inclinadas para baixo
Frequente (79-30%)
55%prev.
Hipertelorismo
Frequente (79-30%)
55%prev.
Ponta nasal larga
Frequente (79-30%)
35sintomas
Muito frequente (1)
Frequente (20)
Ocasional (11)
Muito raro (3)

Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 35 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.

Polipose colônica adenomatosaAdenomatous colonic polyposis
Muito frequente (99-80%)90%
Boca estreitaNarrow mouth
Frequente (79-30%)55%
Testa altaHigh forehead
Frequente (79-30%)55%
Fissuras palpebrais inclinadas para baixoDownslanted palpebral fissures
Frequente (79-30%)55%
HipertelorismoHypertelorism
Frequente (79-30%)55%

Linha do tempo

Do mais antigo ao mais recente

📄
2013
Primeira publicacao cientifica
A boy with homozygous microdeletion of NEUROG1 presents with a congenital cranial dysinnervation disorder [Moebius sy...
Ver fonte →

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Genética e causas

O que está alterado no DNA e como passa nas famílias

Genes associados

1 gene identificado com associação a esta condição.

Not applicable
APCAdenomatous polyposis coli proteinRole in the phenotype ofAltamente restrito
FUNÇÃO

Tumor suppressor. Promotes rapid degradation of CTNNB1 and participates in Wnt signaling as a negative regulator. APC activity is correlated with its phosphorylation state. Activates the GEF activity of SPATA13 and ARHGEF4. Plays a role in hepatocyte growth factor (HGF)-induced cell migration. Required for MMP9 up-regulation via the JNK signaling pathway in colorectal tumor cells. Associates with both microtubules and actin filaments, components of the cytoskeleton (PubMed:17293347). Plays a rol

LOCALIZAÇÃO

Cell junction, adherens junctionCytoplasm, cytoskeletonCell projection, lamellipodiumCell projection, ruffle membraneCytoplasmCell membrane

VIAS BIOLÓGICAS (3)
Apoptotic cleavage of cellular proteinsDegradation of beta-catenin by the destruction complexSignaling by GSK3beta mutants
MECANISMO DE DOENÇA

Familial adenomatous polyposis 1

An autosomal dominant cancer predisposition syndrome characterized by adenomatous polyps of the colon and rectum, but also of upper gastrointestinal tract (ampullary, duodenal and gastric adenomas). This is a viciously premalignant disease with one or more polyps progressing through dysplasia to malignancy in untreated gene carriers with a median age at diagnosis of 40 years.

OUTRAS DOENÇAS (10)
familial adenomatous polyposis 1gastric cancerhepatocellular carcinomagastric adenocarcinoma and proximal polyposis of the stomach
HGNC:583UniProt:P25054

Variantes genéticas (ClinVar)

13.056 variantes patogênicas registradas no ClinVar.

🧬 APC: NM_000038.6(APC):c.5026_5034delinsGGAGGA (p.Arg1676del) ()
🧬 APC: NM_000038.6(APC):c.5629del (p.Glu1877fs) ()
🧬 APC: NM_000038.6(APC):c.6648C>G (p.Pro2216=) ()
🧬 APC: NC_000005.10:g.112707328A>G ()
🧬 APC: NM_000038.6(APC):c.5921A>G (p.Asp1974Gly) ()
Ver todas no ClinVar

Diagnóstico

Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam

Carregando...

Tratamento e manejo

Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar

Carregando informações de tratamento...

Onde tratar no SUS

Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)

🇧🇷 Atendimento SUS — Síndrome de microdeleção 5q22

🗺️

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Dados de DATASUS/CNES, SBGM, ABNeuro e Ministério da Saúde. Sempre confirme a disponibilidade diretamente com o estabelecimento.

Pesquisa ativa

Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes

Pesquisa e ensaios clínicos

Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.

🧪 Está conduzindo uma pesquisa?
Divulgue para pacientes e familiares que acompanham esta doença.
Divulgar pesquisa →

Associações

Organizações que acompanham esta doença — pra ter apoio e orientação

Ainda não temos associações cadastradas para Síndrome de microdeleção 5q22.

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Comunidades

Grupos ativos de quem convive com esta doença aqui no Raras

Ainda não existe comunidade no Raras para Síndrome de microdeleção 5q22

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Ordenadas pelo número de sintomas em comum.

Referências e fontes

Bases de dados externas citadas neste artigo

Bases de dados e fontes oficiais

Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.

  1. ORPHA:261584(Orphanet)
  2. MONDO:0016860(MONDO)
  3. GARD:20786(GARD (NIH))
  4. Variantes catalogadas(ClinVar)
  5. Q55786564(Wikidata)

Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.

Conteúdo mantido por Agente Raras · Médicos e pesquisadores podem colaborar

Compêndio · Raras BR

Síndrome de microdeleção 5q22

ORPHA:261584 · MONDO:0016860
CID-10
Q93.5 · Outras deleções parciais de cromossomo
CID-11
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Adult
UMLS
C5548205
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📋 Origem dos dados

Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.

Doença rara (ontologia)
fonte: Orphanet
Identificador unificado
fonte: MONDO
Dado público estruturado
fonte: Wikidata