Síndrome rara associada à deleção no cromossomo 5q22, afetando o gene APC. Manifesta-se com anormalidades dentárias, tumores (osteoma, desmoide), cistos, problemas oculares e respiratórios, além de características faciais e dificuldades de aprendizagem.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A Síndrome de microdeleção 5q22 é uma condição genética rara caracterizada pela perda de uma pequena parte do cromossomo 5, na região q22. Essa alteração pode levar a uma combinação de sinais e sintomas que afetam diversos sistemas do corpo, incluindo o desenvolvimento físico e intelectual. A condição geralmente se manifesta na idade adulta.[1][3]
Sinais e sintomas
As pessoas com Síndrome de microdeleção 5q22 podem apresentar uma variedade de características físicas e problemas de saúde. Entre os sinais mais comuns estão: alterações na face, como testa alta, hipertelorismo (aumento da distância entre os olhos), fissuras palpebrais inclinadas para baixo, boca estreita, lábio superior espesso, filtro longo (espaço entre o nariz e o lábio), micrognatia (queixo pequeno) e ponta nasal larga. Também podem ocorrer pescoço curto, linha de implantação posterior do cabelo baixa, calvície precoce e prega palmar transversa única. Em relação ao desenvolvimento, pode haver deficiência intelectual leve, hipotonia generalizada (tônus muscular baixo) e marcha espástica (caminhar rígido). Problemas gastrointestinais são frequentes, incluindo polipose colônica adenomatosa (pólipos no intestino grosso), polipose duodenal, sangramento intestinal, anemia ferropriva e risco aumentado de câncer de cólon e hepatoblastoma. Outros achados podem incluir catarata polar posterior, anormalidades renais e macrocefalia relativa (cabeça grande em relação ao corpo).[1][3]
Causas genéticas
A Síndrome de microdeleção 5q22 é causada pela deleção (perda) de um segmento do braço longo do cromossomo 5, na região q22. Essa deleção pode incluir o gene APC (Adenomatous polyposis coli protein), que é um gene supressor de tumor. A perda desse gene está fortemente associada ao desenvolvimento de pólipos intestinais e ao aumento do risco de câncer colorretal. A herança da síndrome não está claramente estabelecida, mas a deleção pode ocorrer de forma esporádica (nova mutação) ou ser herdada de um dos pais.[1][4]
Diagnóstico
O diagnóstico da Síndrome de microdeleção 5q22 é realizado por meio de exames genéticos que identificam a deleção no cromossomo 5. Os principais testes disponíveis incluem: cariótipo com bandas G, Q ou R, pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH (hibridização in situ por fluorescência) e sequenciamento completo do exoma (WES). No Brasil, esses procedimentos podem ser acessados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) com cobertura mínima. Além disso, a dosagem de alfa-fetoproteína pode ser utilizada como parte do acompanhamento, especialmente para rastreio de hepatoblastoma. Atualmente, há 336 testes genéticos disponíveis para a condição e 13.056 variantes registradas no ClinVar.[1][4]
Tratamento e manejo
O tratamento da Síndrome de microdeleção 5q22 é multidisciplinar e focado no manejo dos sintomas e na prevenção de complicações. Não há cura para a condição, mas intervenções podem melhorar a qualidade de vida. O acompanhamento inclui: atendimento em reabilitação para doenças raras, monitoramento regular com exames de imagem (como colonoscopia) para detecção precoce de pólipos intestinais e câncer de cólon, além de ultrassonografia abdominal para rastreio de hepatoblastoma. A anemia ferropriva deve ser tratada com suplementação de ferro, e a deficiência intelectual leve pode se beneficiar de suporte educacional e terapias ocupacionais. O manejo da catarata e das anormalidades renais deve ser feito por especialistas. Não há medicamentos específicos aprovados para a síndrome.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico da Síndrome de microdeleção 5q22 varia conforme a extensão da deleção e a presença de complicações, especialmente o câncer colorretal e o hepatoblastoma. Com vigilância médica regular e tratamento precoce das neoplasias, muitas pessoas podem ter uma qualidade de vida razoável. A deficiência intelectual leve geralmente permite independência parcial, mas o suporte familiar e multidisciplinar é essencial. A expectativa de vida pode ser reduzida em casos de câncer avançado, mas o diagnóstico precoce melhora significativamente o desfecho.[1][3]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Síndrome rara associada à deleção no cromossomo 5q22, afetando o gene APC. Manifesta-se com anormalidades dentárias, tumores (osteoma, desmoide), cistos, problemas oculares e respiratórios, além de características faciais e dificuldades de aprendizagem.
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Visão geral
A Síndrome de microdeleção 5q22 é uma condição genética rara caracterizada pela perda de uma pequena parte do cromossomo 5, na região q22. Essa alteração pode levar a uma combinação de sinais e sintomas que afetam diversos sistemas do corpo, incluindo o desenvolvimento físico e intelectual. A condição geralmente se manifesta na idade adulta.[1][3]
Sinais e sintomas
As pessoas com Síndrome de microdeleção 5q22 podem apresentar uma variedade de características físicas e problemas de saúde. Entre os sinais mais comuns estão: alterações na face, como testa alta, hipertelorismo (aumento da distância entre os olhos), fissuras palpebrais inclinadas para baixo, boca estreita, lábio superior espesso, filtro longo (espaço entre o nariz e o lábio), micrognatia (queixo pequeno) e ponta nasal larga. Também podem ocorrer pescoço curto, linha de implantação posterior do cabelo baixa, calvície precoce e prega palmar transversa única. Em relação ao desenvolvimento, pode haver deficiência intelectual leve, hipotonia generalizada (tônus muscular baixo) e marcha espástica (caminhar rígido). Problemas gastrointestinais são frequentes, incluindo polipose colônica adenomatosa (pólipos no intestino grosso), polipose duodenal, sangramento intestinal, anemia ferropriva e risco aumentado de câncer de cólon e hepatoblastoma. Outros achados podem incluir catarata polar posterior, anormalidades renais e macrocefalia relativa (cabeça grande em relação ao corpo).[1][3]
Causas genéticas
A Síndrome de microdeleção 5q22 é causada pela deleção (perda) de um segmento do braço longo do cromossomo 5, na região q22. Essa deleção pode incluir o gene APC (Adenomatous polyposis coli protein), que é um gene supressor de tumor. A perda desse gene está fortemente associada ao desenvolvimento de pólipos intestinais e ao aumento do risco de câncer colorretal. A herança da síndrome não está claramente estabelecida, mas a deleção pode ocorrer de forma esporádica (nova mutação) ou ser herdada de um dos pais.[1][4]
Diagnóstico
O diagnóstico da Síndrome de microdeleção 5q22 é realizado por meio de exames genéticos que identificam a deleção no cromossomo 5. Os principais testes disponíveis incluem: cariótipo com bandas G, Q ou R, pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH (hibridização in situ por fluorescência) e sequenciamento completo do exoma (WES). No Brasil, esses procedimentos podem ser acessados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) com cobertura mínima. Além disso, a dosagem de alfa-fetoproteína pode ser utilizada como parte do acompanhamento, especialmente para rastreio de hepatoblastoma. Atualmente, há 336 testes genéticos disponíveis para a condição e 13.056 variantes registradas no ClinVar.[1][4]
Tratamento e manejo
O tratamento da Síndrome de microdeleção 5q22 é multidisciplinar e focado no manejo dos sintomas e na prevenção de complicações. Não há cura para a condição, mas intervenções podem melhorar a qualidade de vida. O acompanhamento inclui: atendimento em reabilitação para doenças raras, monitoramento regular com exames de imagem (como colonoscopia) para detecção precoce de pólipos intestinais e câncer de cólon, além de ultrassonografia abdominal para rastreio de hepatoblastoma. A anemia ferropriva deve ser tratada com suplementação de ferro, e a deficiência intelectual leve pode se beneficiar de suporte educacional e terapias ocupacionais. O manejo da catarata e das anormalidades renais deve ser feito por especialistas. Não há medicamentos específicos aprovados para a síndrome.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico da Síndrome de microdeleção 5q22 varia conforme a extensão da deleção e a presença de complicações, especialmente o câncer colorretal e o hepatoblastoma. Com vigilância médica regular e tratamento precoce das neoplasias, muitas pessoas podem ter uma qualidade de vida razoável. A deficiência intelectual leve geralmente permite independência parcial, mas o suporte familiar e multidisciplinar é essencial. A expectativa de vida pode ser reduzida em casos de câncer avançado, mas o diagnóstico precoce melhora significativamente o desfecho.[1][3]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Partes do corpo afetadas
+ 8 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 35 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Linha do tempo
Do mais antigo ao mais recente
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição.
Tumor suppressor. Promotes rapid degradation of CTNNB1 and participates in Wnt signaling as a negative regulator. APC activity is correlated with its phosphorylation state. Activates the GEF activity of SPATA13 and ARHGEF4. Plays a role in hepatocyte growth factor (HGF)-induced cell migration. Required for MMP9 up-regulation via the JNK signaling pathway in colorectal tumor cells. Associates with both microtubules and actin filaments, components of the cytoskeleton (PubMed:17293347). Plays a rol
Cell junction, adherens junctionCytoplasm, cytoskeletonCell projection, lamellipodiumCell projection, ruffle membraneCytoplasmCell membrane
Familial adenomatous polyposis 1
An autosomal dominant cancer predisposition syndrome characterized by adenomatous polyps of the colon and rectum, but also of upper gastrointestinal tract (ampullary, duodenal and gastric adenomas). This is a viciously premalignant disease with one or more polyps progressing through dysplasia to malignancy in untreated gene carriers with a median age at diagnosis of 40 years.
Variantes genéticas (ClinVar)
13.056 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
15 vias biológicas associadas aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Síndrome de microdeleção 5q22
Selecione um estado ou use sua localização para ver resultados.
Dados de DATASUS/CNES, SBGM, ABNeuro e Ministério da Saúde. Sempre confirme a disponibilidade diretamente com o estabelecimento.
Pesquisa ativa
Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes
Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
Associações
Organizações que acompanham esta doença — pra ter apoio e orientação
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Comunidades
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Fazer loginDoenças relacionadas
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Referências e fontes
Bases de dados externas citadas neste artigo
Bases de dados e fontes oficiais
Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.
- ORPHA:261584(Orphanet)
- MONDO:0016860(MONDO)
- GARD:20786(GARD (NIH))
- Variantes catalogadas(ClinVar)
- Q55786564(Wikidata)
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Conteúdo mantido por Agente Raras · Médicos e pesquisadores podem colaborar
Síndrome de microdeleção 5q22
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata