A Síndrome de Opitz G/BBB (SO) é uma condição que causa múltiplas alterações de nascença, caracterizada por problemas na formação de estruturas no meio do corpo, incluindo: olhos mais afastados que o normal (hipertelorismo), problemas na laringe (caixa de voz), traqueia (tubo do ar) e esôfago (tubo da comida), e hipospádia (quando a abertura do canal da urina não fica na ponta do pênis). Existem dois tipos genéticos da Síndrome de Opitz G/BBB que são muito parecidos na forma como se manifestam: a Síndrome de Opitz G/BBB ligada ao cromossomo X (XLOS) e a Síndrome de Opitz G/BBB autossômica dominante (ADOS).
Introdução
O que você precisa saber de cara
A Síndrome Opitz GBBB é uma condição congênita rara caracterizada por alterações na formação de órgãos e estruturas da linha média do corpo. Entre os sinais mais visíveis estão os olhos mais afastados (hipertelorismo), alterações no canal urinário nos meninos (hipospádia) e dificuldades para engolir (disfagia). A condição é ligada a alterações genéticas, principalmente no gene MID1, exigindo acompanhamento cuidadoso desde o nascimento. A síndrome não possui um PCDT próprio no Ministério da Saúde, mas o SUS prevê atendimento em reabilitação para doenças raras e exames diagnósticos genéticos.
A Síndrome de Opitz G/BBB (SO) é uma condição que causa múltiplas alterações de nascença, caracterizada por problemas na formação de estruturas no meio do corpo, incluindo: olhos mais afastados que o normal (hipertelorismo), problemas na laringe (caixa de voz), traqueia (tubo do ar) e esôfago (tubo da comida), e hipospádia (quando a abertura do canal da urina não fica na ponta do pênis). Existem dois tipos genéticos da Síndrome de Opitz G/BBB que são muito parecidos na forma como se manifestam: a Síndrome de Opitz G/BBB ligada ao cromossomo X (XLOS) e a Síndrome de Opitz G/BBB autossômica dominante (ADOS).
O que está sendo pesquisado
Escala de raridade
<1/50kMuito rara
1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
1/2k
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Entender a doença
Do básico ao detalhe, leia no seu ritmo
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Partes do corpo afetadas
+ 35 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 94 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Linha do tempo da pesquisa
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição. Padrão de herança: X-linked recessive.
Opitz GBBB syndrome
A congenital midline malformation syndrome characterized by hypertelorism, genital-urinary defects such as hypospadias in males and splayed labia in females, cleft lip/palate, laryngotracheoesophageal abnormalities, imperforate anus, developmental delay and congenital heart defects.
Medicamentos e terapias
Mecanismo: HMG-CoA reductase inhibitor
Variantes genéticas (ClinVar)
296 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
1 via biológica associada aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Síndrome Opitz GBBB
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Pesquisa ativa
Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes
Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
Publicações mais relevantes
A unique missense mutation in the RING domain impairs MID1 E3 ubiquitin ligase activity and localisation and is associated with uncommon Opitz Syndrome-like signs.
Opitz GBBB syndrome with total anomalous pulmonary venous connection: A new MID1 gene variant.
Opitz GBBB syndrome (GBBB) is an X-linked disease characterized by midline defects, including congenital heart defects. We present our diagnostic approach to the identification of GBBB in a consanguineous family in which two males siblings were concordant for a total anomalous connection of pulmonary veins and minor facial dysmorphias. Targeted exome sequencing analysis of a 380-gene panel associated with cardiovascular disease was performed on the propositus. Interpretative analysis of the exome results was conducted, and 3D models of the protein changes were generated. We identified a NM_000381.4:c.608G>A;p.(Arg203Gln) change in MID1, affecting the conformation of the B-box 2 domain of the protein, with a zinc finger structure and associated protein interactions. This clinical phenotype is consistent with GBBB; however, the type of congenital heart disease observed in this case has not been previously reported. A new likely pathogenic variant on MID1 c.608G>A was found to be associated with Opitz GBBB syndrome.
Morphometric analysis of the size-adjusted linear dimensions of the skull landmarks revealed craniofacial dysmorphology in Mid1-cKO mice.
The early craniofacial development is a highly coordinated process involving neural crest cell migration, proliferation, epithelial apoptosis, and epithelial-mesenchymal transition (EMT). Both genetic defects and environmental factors can affect these processes and result in orofacial clefts. Mutations in MID1 gene cause X-linked Opitz Syndrome (OS), which is a congenital malformation characterized by craniofacial defects including cleft lip/palate (CLP). Previous studies demonstrated impaired neurological structure and function in Mid1 knockout mice, while no CLP was observed. However, given the highly variable severities of the facial manifestations observed in OS patients within the same family carrying identical genetic defects, subtle craniofacial malformations in Mid1 knockout mice could be overlooked in these studies. Therefore, we propose that a detailed morphometric analysis should be necessary to reveal mild craniofacial dysmorphologies that reflect the similar developmental defects seen in OS patients. In this research, morphometric study of the P0 male Mid1-cKO mice were performed using Procrustes superimposition as well as EMDA analysis of the size-adjusted three-dimensional coordinates of 105 skull landmarks, which were collected on the bone surface reconstructed using microcomputed tomographic images. Our results revealed the craniofacial deformation such as the increased dimension of the frontal and nasal bone in Mid1-cKO mice, in line with the most prominent facial features such as hypertelorism, prominent forehead, broad and/or high nasal bridge seen in OS patients. While been extensively used in evolutionary biology and anthropology in the last decades, geometric morphometric analysis was much less used in developmental biology. Given the high interspecies variances in facial anatomy, the work presented in this research suggested the advantages of morphometric analysis in characterizing animal models of craniofacial developmental defects to reveal phenotypic variations and the underlining pathogenesis.
Opitz syndrome: improving clinical interpretation of intronic variants in MID1 gene.
Loss-of-function variants in MID1 are the most common cause of Opitz G/BBB syndrome (OS). The interpretation of intronic variants affecting the splicing is a rising issue in OS. Exon sequencing of a 2-year-old boy with OS showed that he was a carrier of the de novo c.1286-10G>T variant in MID1. In silico predictions and minigene assays explored the effect of the variant on splicing. The minigene approach was also applied to two previously identified MID1 c.864+1G>T and c.1285+1G>T variants. Minigene assay demonstrated that the c.1286-10G>T variant generated the inclusion of eight nucleotides that predicted generation of a frameshift. The c.864+1G>T and c.1285+1G>T variants resulted in an in-frame deletion predicted to generate a shorter MID1 protein. In hemizygous males, this allowed reclassification of all the identified variants from "of unknown significance" to "likely pathogenic." Minigene assay supports functional effects from MID1 intronic variants. This paves the way to the introduction of similar second-tier investigations in the molecular diagnostics workflow of OS. Causative intronic variants in MID1 are rarely investigated in Opitz syndrome. MID1 is not expressed in blood and mRNA studies are hardly accessible in routine diagnostics. Minigene assay is an alternative for assessing the effect of intronic variants on splicing. This is the first study characterizing the molecular consequences of three MID1 variants for diagnostic purposes and demonstrating the efficacy of minigene assays in supporting their clinical interpretation. Review of the criteria according to the American College of Medical Genetics reassessed all variants as likely pathogenic.
Type 2 laryngeal cleft associated with OpitzG/BBB syndrome.
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European journal of medical geneticsThe E3 ubiquitin ligase MID1/TRIM18 promotes atypical ubiquitination of the BRCA2-associated factor 35, BRAF35.
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The FEBS journalSuccessful use of ultrasound-guided caudal catheter in a child with a very low termination of dural sac and Opitz-GBBB syndrome: a case report.
Paediatric anaesthesiaAssociações
Organizações que acompanham esta doença — pra ter apoio e orientação
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Doença com base genética
Um médico geneticista pode ajudar no diagnóstico de Síndrome Opitz GBBB e no aconselhamento genético da família.
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Perguntas frequentes
O que as famílias mais perguntam sobre esta doença — cada resposta com a fonte de onde saiu
A condição é causada principalmente por mutações no gene MID1, que codifica uma enzima reguladora do desenvolvimento corporal. Seu padrão de transmissão é classificado como recessivo ligado ao cromossomo X.
Referências
Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete
9 publicações do grafo RarasNet (PubMed) · 6 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Citar este verbete
Raras. (s.d.). Síndrome Opitz GBBB. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/sindrome-opitz-gbbb
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Síndrome Opitz GBBB
📋 Origem dos dados
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- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Genética mendeliana
- fonte: OMIM
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata
- Moléculas estudadas na doença
- fonte: OpenTargets