Síndrome de microdeleção Xp22.13p22.2 é uma condição rara associada a hipertelorismo, ansiedade, TDAH e infecções respiratórias recorrentes. Pode apresentar cabelo esparso, pectus excavatum, prognatismo mandibular, disartria lenta, hérnia umbilical e macroorquidismo.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A Síndrome de microdeleção Xp22.13p22.2 é uma doença genética rara, caracterizada por um conjunto de alterações no desenvolvimento que podem incluir baixa estatura, atraso global do desenvolvimento moderado, deficiência intelectual moderada e características faciais típicas. A condição é herdada de forma recessiva ligada ao cromossomo X, afetando principalmente indivíduos do sexo masculino. A prevalência estimada é de menos de 1 caso a cada 1.000.000 de pessoas, sendo considerada uma doença ultrarrara.[1][3]
Sinais e sintomas
Os sinais e sintomas da síndrome podem variar entre os indivíduos, mas incluem com frequência: microcefalia (cabeça menor que o esperado), baixa estatura, pescoço curto, implantação alta da linha anterior do cabelo e formato facial anormal. Outros achados comuns são fissuras palpebrais inclinadas para baixo, estrabismo, hipermetropia, narinas alargadas, ponta nasal larga, palato ogival (céu da boca em formato de ogiva) e voz anormalmente aguda. No sistema musculoesquelético, podem ocorrer escoliose, mãos pequenas, dedos afilados e sindactilia dos dedos 2-3 do pé (fusão parcial). A obesidade troncular (acúmulo de gordura na região do tronco) e o macroorquidismo (testículos aumentados) também são descritos. Em alguns casos, há convulsões, hipotonia (tônus muscular diminuído), deficiência auditiva e hérnia diafragmática congênita. Nas mulheres, podem ser observados ovários policísticos.[1][3]
Causas genéticas
A síndrome é causada por uma microdeleção (perda de um pequeno segmento de DNA) na região cromossômica Xp22.13p22.2, localizada no braço curto do cromossomo X. A herança é do tipo recessiva ligada ao X, o que significa que a doença se manifesta tipicamente em indivíduos do sexo masculino (que possuem apenas um cromossomo X). Mulheres podem ser portadoras assintomáticas ou apresentar sintomas mais leves, dependendo do padrão de inativação do X. Até o momento, nenhum gene específico foi formalmente associado à síndrome nos bancos de dados consultados.[1][4]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sinais e sintomas característicos e confirmado por exames genéticos. Os procedimentos disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS) incluem: cariótipo com bandas G, Q ou R; pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH (hibridização in situ por fluorescência); e sequenciamento completo do exoma (WES). Exames complementares como a dosagem de alfa-fetoproteína podem ser solicitados para investigação de condições associadas. O atendimento em reabilitação para doenças raras também está previsto no SUS. Atualmente, há 336 testes genéticos registrados para essa condição.[1][4]
Tratamento e manejo
Não existe cura específica para a síndrome. O manejo é multidisciplinar e sintomático, visando tratar as manifestações individuais. Recomenda-se acompanhamento com neurologista (para convulsões e atraso do desenvolvimento), oftalmologista (estrabismo, hipermetropia), otorrinolaringologista (deficiência auditiva), ortopedista (escoliose) e endocrinologista (obesidade, ovários policísticos). A reabilitação com fisioterapia, terapia ocupacional e fonoaudiologia pode auxiliar no desenvolvimento motor e da comunicação. O suporte educacional especializado é importante para crianças com deficiência intelectual moderada. O nível de cobertura pelo SUS é considerado mínimo, sendo essencial o encaminhamento para serviços de referência em doenças raras.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico depende da gravidade das manifestações e da precocidade do suporte multidisciplinar. Indivíduos com atraso global do desenvolvimento moderado e deficiência intelectual moderada podem necessitar de cuidados ao longo da vida, mas com intervenções adequadas é possível melhorar a qualidade de vida e a autonomia. A baixa estatura e as características faciais típicas persistem, mas não comprometem a sobrevida na maioria dos casos. O acompanhamento regular com uma equipe de saúde especializada é fundamental para monitorar complicações e oferecer suporte às famílias.[1][3]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Síndrome de microdeleção Xp22.13p22.2 é uma condição rara associada a hipertelorismo, ansiedade, TDAH e infecções respiratórias recorrentes. Pode apresentar cabelo esparso, pectus excavatum, prognatismo mandibular, disartria lenta, hérnia umbilical e macroorquidismo.
Escala de raridade
<1/50kMuito rara
1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
1/2k
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Entender a doença
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Visão geral
A Síndrome de microdeleção Xp22.13p22.2 é uma doença genética rara, caracterizada por um conjunto de alterações no desenvolvimento que podem incluir baixa estatura, atraso global do desenvolvimento moderado, deficiência intelectual moderada e características faciais típicas. A condição é herdada de forma recessiva ligada ao cromossomo X, afetando principalmente indivíduos do sexo masculino. A prevalência estimada é de menos de 1 caso a cada 1.000.000 de pessoas, sendo considerada uma doença ultrarrara.[1][3]
Sinais e sintomas
Os sinais e sintomas da síndrome podem variar entre os indivíduos, mas incluem com frequência: microcefalia (cabeça menor que o esperado), baixa estatura, pescoço curto, implantação alta da linha anterior do cabelo e formato facial anormal. Outros achados comuns são fissuras palpebrais inclinadas para baixo, estrabismo, hipermetropia, narinas alargadas, ponta nasal larga, palato ogival (céu da boca em formato de ogiva) e voz anormalmente aguda. No sistema musculoesquelético, podem ocorrer escoliose, mãos pequenas, dedos afilados e sindactilia dos dedos 2-3 do pé (fusão parcial). A obesidade troncular (acúmulo de gordura na região do tronco) e o macroorquidismo (testículos aumentados) também são descritos. Em alguns casos, há convulsões, hipotonia (tônus muscular diminuído), deficiência auditiva e hérnia diafragmática congênita. Nas mulheres, podem ser observados ovários policísticos.[1][3]
Causas genéticas
A síndrome é causada por uma microdeleção (perda de um pequeno segmento de DNA) na região cromossômica Xp22.13p22.2, localizada no braço curto do cromossomo X. A herança é do tipo recessiva ligada ao X, o que significa que a doença se manifesta tipicamente em indivíduos do sexo masculino (que possuem apenas um cromossomo X). Mulheres podem ser portadoras assintomáticas ou apresentar sintomas mais leves, dependendo do padrão de inativação do X. Até o momento, nenhum gene específico foi formalmente associado à síndrome nos bancos de dados consultados.[1][4]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sinais e sintomas característicos e confirmado por exames genéticos. Os procedimentos disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS) incluem: cariótipo com bandas G, Q ou R; pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH (hibridização in situ por fluorescência); e sequenciamento completo do exoma (WES). Exames complementares como a dosagem de alfa-fetoproteína podem ser solicitados para investigação de condições associadas. O atendimento em reabilitação para doenças raras também está previsto no SUS. Atualmente, há 336 testes genéticos registrados para essa condição.[1][4]
Tratamento e manejo
Não existe cura específica para a síndrome. O manejo é multidisciplinar e sintomático, visando tratar as manifestações individuais. Recomenda-se acompanhamento com neurologista (para convulsões e atraso do desenvolvimento), oftalmologista (estrabismo, hipermetropia), otorrinolaringologista (deficiência auditiva), ortopedista (escoliose) e endocrinologista (obesidade, ovários policísticos). A reabilitação com fisioterapia, terapia ocupacional e fonoaudiologia pode auxiliar no desenvolvimento motor e da comunicação. O suporte educacional especializado é importante para crianças com deficiência intelectual moderada. O nível de cobertura pelo SUS é considerado mínimo, sendo essencial o encaminhamento para serviços de referência em doenças raras.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico depende da gravidade das manifestações e da precocidade do suporte multidisciplinar. Indivíduos com atraso global do desenvolvimento moderado e deficiência intelectual moderada podem necessitar de cuidados ao longo da vida, mas com intervenções adequadas é possível melhorar a qualidade de vida e a autonomia. A baixa estatura e as características faciais típicas persistem, mas não comprometem a sobrevida na maioria dos casos. O acompanhamento regular com uma equipe de saúde especializada é fundamental para monitorar complicações e oferecer suporte às famílias.[1][3]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Partes do corpo afetadas
+ 9 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 34 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Linha do tempo da pesquisa
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Nenhum gene associado encontrado
Os dados genéticos desta condição ainda estão sendo catalogados.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Síndrome de microdeleção Xp22.13p22.2
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Dados de DATASUS/CNES, SBGM, ABNeuro e Ministério da Saúde. Sempre confirme a disponibilidade diretamente com o estabelecimento.
Pesquisa ativa
Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes
Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
Publicações mais relevantes
Publicações recentes
Ver todas no PubMedAssociações
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Referências e fontes
Bases de dados externas citadas neste artigo
Publicações científicas
Artigos indexados no PubMed ligados a esta doença no grafo RarasNet — título, periódico e PMID direto da fonte, sem intermediação de IA.
Bases de dados e fontes oficiais
Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.
- ORPHA:284180(Orphanet)
- MONDO:0017284(MONDO)
- GARD:21117(GARD (NIH))
- Busca completa no PubMed(PubMed)
- Q55786961(Wikidata)
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Conteúdo mantido por Agente Raras · Médicos e pesquisadores podem colaborar
Síndrome de microdeleção Xp22.13p22.2
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata