Raras
Buscar doenças, sintomas, genes...
Hiperostose cortical displásica
ORPHA:646139CID-10 · M85.8CID-11 · LD24.1YDOENÇA RARA
Sistema ósseo

Doença rara caracterizada por hiperostose cortical, estenose pulmonar, hidropsia fetal e microcefalia. Apresenta-se com anormalidades urinárias, esqueléticas e de migração neuronal, além de baixa estatura e polidrâmnio.

Mantido por Agente Raras·Colaborar como especialista →

Introdução

O que você precisa saber de cara

Mantido pelo Disease Twin100% com fonte · revisão 03/06/2026
Informacoes curadas por IA — podem conter imprecisoes

Visão geral

A Hiperostose cortical displásica é uma doença genética rara que afeta principalmente o desenvolvimento dos ossos. Ela faz parte de um grupo de condições conhecidas como displasias esqueléticas, que alteram a forma e o crescimento do esqueleto. A condição é caracterizada por um aumento anormal da densidade dos ossos (hiperostose cortical) e por alterações na sua estrutura, podendo levar a complicações graves ainda durante a gestação ou logo após o nascimento.[1][3]

Sinais e sintomas

Os sinais e sintomas da Hiperostose cortical displásica são variados e podem ser observados já no período pré-natal (antes do nascimento) ou ao nascimento. Entre as manifestações mais frequentes estão: hidropsia fetal (acúmulo anormal de líquido no corpo do feto), polidrâmnio (excesso de líquido amniótico), microcefalia (cabeça pequena) ou macrocefalia (cabeça grande), baixa estatura, encurtamento dos membros (mesomelia), encurtamento de todos os metacarpos e falanges dos dedos, e deformidades nos pés (talipes equinovarus bilateral, conhecido como "pé torto"). Também podem ocorrer alterações na coluna vertebral (platispondilia, que são vértebras achatadas), ossos wormianos (ossos extras no crânio), fontanela anterior ampla (moleira grande) e atresia do canal auditivo externo (ausência ou fechamento do canal do ouvido). Além dos problemas ósseos, a doença pode afetar outros órgãos, como o coração (estenose pulmonar), os pulmões (aplasia/hipoplasia, ou seja, desenvolvimento incompleto), o fígado e o baço (hepatomegalia e esplenomegalia, que são aumentos desses órgãos), o sistema urinário (anormalidades) e o sistema nervoso (anormalidade da migração neuronal).[1][3]

Causas genéticas

A Hiperostose cortical displásica é uma condição genética, mas até o momento não foi identificado um gene específico associado a ela. As bases genéticas exatas ainda estão sendo estudadas. A herança (como a doença é transmitida na família) também não está estabelecida.[1][4]

Diagnóstico

O diagnóstico da Hiperostose cortical displásica é baseado na avaliação clínica, incluindo a observação dos sinais e sintomas característicos, e em exames de imagem que mostram as alterações ósseas típicas (como o aumento da densidade mineral óssea e a morfologia anormal do osso cortical). Exames de ultrassom pré-natal podem detectar algumas das alterações, como hidropsia fetal e encurtamento de membros. Testes genéticos estão disponíveis (código 336 no SUS), mas, como o gene causador não é conhecido, o diagnóstico genético pode não ser conclusivo. A doença é classificada na CID-10 como M85.8 (outros transtornos especificados da densidade e da estrutura ósseas) e no MONDO como MONDO:0016357.[1][2][3][4]

Tratamento e manejo

Não há um tratamento específico ou curativo para a Hiperostose cortical displásica. O manejo é focado no suporte e no tratamento das complicações que surgem em cada paciente. Isso pode incluir cuidados intensivos ao nascimento para problemas respiratórios (devido à hipoplasia pulmonar), correção cirúrgica de deformidades ósseas (como o pé torto) e acompanhamento com equipe multidisciplinar (pediatra, ortopedista, geneticista, cardiologista, entre outros). A condição não possui cobertura específica pelo SUS (Sistema Único de Saúde) para procedimentos ou medicamentos listados.[1]

Prognóstico e qualidade de vida

A Hiperostose cortical displásica é considerada uma displasia esquelética letal em muitos casos, especialmente quando há hidropsia fetal grave ou hipoplasia pulmonar significativa, que podem levar ao óbito ainda no período fetal ou logo após o nascimento. Para as crianças que sobrevivem ao período neonatal, o prognóstico depende da gravidade das alterações esqueléticas e do envolvimento de outros órgãos. O acompanhamento médico regular e o suporte multidisciplinar são essenciais para melhorar a qualidade de vida e manejar as complicações.[1][3]

Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.

📋
Informacoes curadas por IA — podem conter imprecisoes

Doença rara caracterizada por hiperostose cortical, estenose pulmonar, hidropsia fetal e microcefalia. Apresenta-se com anormalidades urinárias, esqueléticas e de migração neuronal, além de baixa estatura e polidrâmnio.

Publicações científicas
3 artigos
Último publicado: 2023 May
🏥
SUS: Sem cobertura SUSScore: 0%
CID-10: M85.8
Você se identifica com essa condição?
O Raras está aqui pra te apoiar — com ou sem diagnóstico

Encontrou um erro ou informação desatualizada? Sugira uma correção →

Entender a doença

Do básico ao detalhe, leia no seu ritmo

Preparando trilha educativa...

Sinais e sintomas

O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece

Mantido pelo Disease Twin100% com fonte · revisão 03/06/2026
Informacoes curadas por IA — podem conter imprecisoes

Visão geral

A Hiperostose cortical displásica é uma doença genética rara que afeta principalmente o desenvolvimento dos ossos. Ela faz parte de um grupo de condições conhecidas como displasias esqueléticas, que alteram a forma e o crescimento do esqueleto. A condição é caracterizada por um aumento anormal da densidade dos ossos (hiperostose cortical) e por alterações na sua estrutura, podendo levar a complicações graves ainda durante a gestação ou logo após o nascimento.[1][3]

Sinais e sintomas

Os sinais e sintomas da Hiperostose cortical displásica são variados e podem ser observados já no período pré-natal (antes do nascimento) ou ao nascimento. Entre as manifestações mais frequentes estão: hidropsia fetal (acúmulo anormal de líquido no corpo do feto), polidrâmnio (excesso de líquido amniótico), microcefalia (cabeça pequena) ou macrocefalia (cabeça grande), baixa estatura, encurtamento dos membros (mesomelia), encurtamento de todos os metacarpos e falanges dos dedos, e deformidades nos pés (talipes equinovarus bilateral, conhecido como "pé torto"). Também podem ocorrer alterações na coluna vertebral (platispondilia, que são vértebras achatadas), ossos wormianos (ossos extras no crânio), fontanela anterior ampla (moleira grande) e atresia do canal auditivo externo (ausência ou fechamento do canal do ouvido). Além dos problemas ósseos, a doença pode afetar outros órgãos, como o coração (estenose pulmonar), os pulmões (aplasia/hipoplasia, ou seja, desenvolvimento incompleto), o fígado e o baço (hepatomegalia e esplenomegalia, que são aumentos desses órgãos), o sistema urinário (anormalidades) e o sistema nervoso (anormalidade da migração neuronal).[1][3]

Causas genéticas

A Hiperostose cortical displásica é uma condição genética, mas até o momento não foi identificado um gene específico associado a ela. As bases genéticas exatas ainda estão sendo estudadas. A herança (como a doença é transmitida na família) também não está estabelecida.[1][4]

Diagnóstico

O diagnóstico da Hiperostose cortical displásica é baseado na avaliação clínica, incluindo a observação dos sinais e sintomas característicos, e em exames de imagem que mostram as alterações ósseas típicas (como o aumento da densidade mineral óssea e a morfologia anormal do osso cortical). Exames de ultrassom pré-natal podem detectar algumas das alterações, como hidropsia fetal e encurtamento de membros. Testes genéticos estão disponíveis (código 336 no SUS), mas, como o gene causador não é conhecido, o diagnóstico genético pode não ser conclusivo. A doença é classificada na CID-10 como M85.8 (outros transtornos especificados da densidade e da estrutura ósseas) e no MONDO como MONDO:0016357.[1][2][3][4]

Tratamento e manejo

Não há um tratamento específico ou curativo para a Hiperostose cortical displásica. O manejo é focado no suporte e no tratamento das complicações que surgem em cada paciente. Isso pode incluir cuidados intensivos ao nascimento para problemas respiratórios (devido à hipoplasia pulmonar), correção cirúrgica de deformidades ósseas (como o pé torto) e acompanhamento com equipe multidisciplinar (pediatra, ortopedista, geneticista, cardiologista, entre outros). A condição não possui cobertura específica pelo SUS (Sistema Único de Saúde) para procedimentos ou medicamentos listados.[1]

Prognóstico e qualidade de vida

A Hiperostose cortical displásica é considerada uma displasia esquelética letal em muitos casos, especialmente quando há hidropsia fetal grave ou hipoplasia pulmonar significativa, que podem levar ao óbito ainda no período fetal ou logo após o nascimento. Para as crianças que sobrevivem ao período neonatal, o prognóstico depende da gravidade das alterações esqueléticas e do envolvimento de outros órgãos. O acompanhamento médico regular e o suporte multidisciplinar são essenciais para melhorar a qualidade de vida e manejar as complicações.[1][3]

Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.

Partes do corpo afetadas

🦴
Ossos e articulações
18 sintomas
😀
Face
5 sintomas
🧠
Neurológico
4 sintomas
🫁
Pulmão
2 sintomas
🫃
Digestivo
2 sintomas
📏
Crescimento
2 sintomas

+ 14 sintomas em outras categorias

Características mais comuns

Estenose pulmonar
Hidropsia fetal
Microcefalia
Anormalidade do sistema urinário
Morfologia anormal do osso cortical
Baixa estatura
51sintomas
Sem dados (51)

Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 51 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.

Estenose pulmonarPulmonic stenosis
Hidropsia fetalHydrops fetalis
MicrocefaliaMicrocephaly
Anormalidade do sistema urinárioAbnormality of the urinary system
Morfologia anormal do osso corticalAbnormal cortical bone morphology

Linha do tempo da pesquisa

Publicações por ano — veja quando o interesse científico cresceu
Anos de pesquisa3desde 2023
Total histórico3PubMed
Últimos 10 anos1publicações
Pico20231 papers
Linha do tempo
2023Hoje · 2026
Publicações por ano (últimos 10 anos)

Encontrou um erro ou informação desatualizada? Sugira uma correção →

Genética e causas

O que está alterado no DNA e como passa nas famílias

🧬

Nenhum gene associado encontrado

Os dados genéticos desta condição ainda estão sendo catalogados.

Diagnóstico

Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam

Carregando...

Tratamento e manejo

Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar

Carregando informações de tratamento...

Onde tratar no SUS

Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)

🇧🇷 Atendimento SUS — Hiperostose cortical displásica

🗺️

Selecione um estado ou use sua localização para ver resultados.

Dados de DATASUS/CNES, SBGM, ABNeuro e Ministério da Saúde. Sempre confirme a disponibilidade diretamente com o estabelecimento.

Pesquisa ativa

Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes

Pesquisa e ensaios clínicos

Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.

🧪 Está conduzindo uma pesquisa?
Divulgue para pacientes e familiares que acompanham esta doença.
Divulgar pesquisa →

Publicações mais relevantes

Timeline de publicações
1 papers (10 anos)
#1

Al-Gazali Skeletal Dysplasia Constitutes the Lethal End of ADAMTSL2-Related Disorders.

Journal of bone and mineral research : the official journal of the American Society for Bone and Mineral Research2023 May

Lethal short-limb skeletal dysplasia Al-Gazali type (OMIM %601356), also called dysplastic cortical hyperostosis, Al-Gazali type, is an ultra-rare disorder previously reported in only three unrelated individuals. The genetic etiology for Al-Gazali skeletal dysplasia has up until now been unknown. Through international collaborative efforts involving seven clinical centers worldwide, a cohort of nine patients with clinical and radiographic features consistent with short-limb skeletal dysplasia Al-Gazali type was collected. The affected individuals presented with moderate intrauterine growth restriction, relative macrocephaly, hypertrichosis, large anterior fontanelle, short neck, short and stiff limbs with small hands and feet, severe brachydactyly, and generalized bone sclerosis with mild platyspondyly. Biallelic disease-causing variants in ADAMTSL2 were detected using massively parallel sequencing (MPS) and Sanger sequencing techniques. Six individuals were compound heterozygous and one individual was homozygous for pathogenic variants in ADAMTSL2. In one of the families, pathogenic variants were detected in parental samples only. Overall, this study sheds light on the genetic cause of Al-Gazali skeletal dysplasia and identifies it as a semi-lethal part of the spectrum of ADAMTSL2-related disorders. Furthermore, we highlight the importance of meticulous analysis of the pseudogene region of ADAMTSL2 where disease-causing variants might be located. © 2023 The Authors. Journal of Bone and Mineral Research published by Wiley Periodicals LLC on behalf of American Society for Bone and Mineral Research (ASBMR).

Publicações recentes

Ver todas no PubMed

Associações

Organizações que acompanham esta doença — pra ter apoio e orientação

Ainda não temos associações cadastradas para Hiperostose cortical displásica.

É de uma associação que acompanha esta doença? Fale com a gente →

Comunidades

Grupos ativos de quem convive com esta doença aqui no Raras

Ainda não existe comunidade no Raras para Hiperostose cortical displásica

Pacientes, familiares e cuidadores se organizam em comunidades pra compartilhar experiências, fazer perguntas e se apoiar. Você pode ser o primeiro.

Tire suas dúvidas

Perguntas, dicas e experiências compartilhadas aqui na página

Participe da discussão

Faça login para postar dúvidas, compartilhar experiências e interagir com especialistas.

Fazer login

Doenças relacionadas

Doenças com sintomas parecidos — ajudam quem ainda está buscando diagnóstico

Referências e fontes

Bases de dados externas citadas neste artigo

Publicações científicas

Artigos indexados no PubMed ligados a esta doença no grafo RarasNet — título, periódico e PMID direto da fonte, sem intermediação de IA.

  1. Al-Gazali Skeletal Dysplasia Constitutes the Lethal End of ADAMTSL2-Related Disorders.
    Journal of bone and mineral research : the official journal of the American Society for Bone and Mineral Research· 2023· PMID 36896612mais citado
  2. Dysplastic cortical hyperostosis (Kozlowski-Tsuruta syndrome): report of a second case.
    Clin Dysmorphol· 2002· PMID 12401992recente
  3. Dysplastic cortical hyperostosis: a new form of lethal neonatal dwarfism.
    Br J Radiol· 1989· PMID 2653549recente

Bases de dados e fontes oficiais

Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.

  1. ORPHA:646139(Orphanet)
  2. MONDO:0016357(MONDO)
  3. Busca completa no PubMed(PubMed)

Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.

Conteúdo mantido por Agente Raras · Médicos e pesquisadores podem colaborar

Compêndio · Raras BR

Hiperostose cortical displásica

ORPHA:646139 · MONDO:0016357
CID-10
M85.8 · Outros transtornos especificados da densidade e da estrutura ósseas
CID-11
MedGen
UMLS
C5190839
EuropePMC
Papers 10a
DiscussaoAtiva

Nenhuma novidade ainda. O agente esta monitorando.

0membros
0novidades

📋 Origem dos dados

Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.

Doença rara (ontologia)
fonte: Orphanet
Identificador unificado
fonte: MONDO