Imunodeficiência comum variável de início tardio causada por deficiência do receptor BAFF (TNFRSF13C). Caracteriza-se por infecções recorrentes e baixa contagem de células B, levando a falha na produção de anticorpos.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A imunodeficiência comum variável por deficiência do receptor de BAFF é uma doença genética rara que afeta o sistema imunológico. Ela faz parte de um grupo de condições chamadas imunodeficiências primárias, nas quais o corpo tem dificuldade em combater infecções. Nesta condição, o problema está na produção de anticorpos (proteínas que ajudam a defender o organismo contra invasores como bactérias e vírus), deixando a pessoa mais vulnerável a infecções, especialmente as respiratórias.[1][4]
Sinais e sintomas
Os principais sinais e sintomas da doença incluem infecções bacterianas recorrentes, como pneumonia e sinusite. Exames de sangue podem mostrar níveis baixos de anticorpos do tipo IgG e IgM (chamados de imunoglobulinas), além de uma contagem anormal de linfócitos T, que são células de defesa. Outra característica importante é a ausência completa ou quase completa de resposta de anticorpos específicos à vacina pneumocócica, o que significa que o corpo não consegue produzir defesas adequadas contra essa bactéria mesmo após a vacinação.[1][4]
Causas genéticas
A doença é causada por alterações (mutações) no gene TNFRSF13C, que fornece instruções para a produção de uma proteína chamada receptor de BAFF (do inglês, BAFF-receptor). Esse receptor é essencial para a maturação e sobrevivência das células B, que são responsáveis pela produção de anticorpos. Mutações nesse gene prejudicam o funcionamento do sistema imunológico, levando aos sintomas descritos.[1][2][5]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sintomas, exames de sangue que mostram níveis baixos de imunoglobulinas (IgG e IgM) e resposta deficiente a vacinas, como a pneumocócica. A confirmação pode ser feita por meio de teste genético, que identifica mutações no gene TNFRSF13C. Atualmente, há 22 variantes genéticas associadas a essa condição registradas no banco de dados ClinVar, o que auxilia no diagnóstico molecular.[1][2][5]
Tratamento e manejo
O tratamento é focado no manejo das infecções e na reposição de anticorpos. A principal abordagem é a administração regular de imunoglobulina humana (anticorpos) por via intravenosa ou subcutânea, para ajudar a prevenir infecções. Infecções agudas são tratadas com antibióticos conforme necessário. É importante que o paciente tenha acompanhamento médico regular com um imunologista ou especialista em doenças raras. No Brasil, essa condição não possui cobertura específica pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para procedimentos ou medicamentos listados.[1][2]
Prognóstico e qualidade de vida
Com o tratamento adequado, especialmente a reposição de imunoglobulina, muitas pessoas conseguem reduzir a frequência e a gravidade das infecções, melhorando significativamente a qualidade de vida. No entanto, a doença é crônica e requer acompanhamento contínuo. O prognóstico varia de acordo com a gravidade das infecções e a resposta ao tratamento. Não há dados disponíveis sobre a prevalência ou idade de início específica para esta condição.[1][4]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Imunodeficiência comum variável de início tardio causada por deficiência do receptor BAFF (TNFRSF13C). Caracteriza-se por infecções recorrentes e baixa contagem de células B, levando a falha na produção de anticorpos.
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Entender a doença
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Visão geral
A imunodeficiência comum variável por deficiência do receptor de BAFF é uma doença genética rara que afeta o sistema imunológico. Ela faz parte de um grupo de condições chamadas imunodeficiências primárias, nas quais o corpo tem dificuldade em combater infecções. Nesta condição, o problema está na produção de anticorpos (proteínas que ajudam a defender o organismo contra invasores como bactérias e vírus), deixando a pessoa mais vulnerável a infecções, especialmente as respiratórias.[1][4]
Sinais e sintomas
Os principais sinais e sintomas da doença incluem infecções bacterianas recorrentes, como pneumonia e sinusite. Exames de sangue podem mostrar níveis baixos de anticorpos do tipo IgG e IgM (chamados de imunoglobulinas), além de uma contagem anormal de linfócitos T, que são células de defesa. Outra característica importante é a ausência completa ou quase completa de resposta de anticorpos específicos à vacina pneumocócica, o que significa que o corpo não consegue produzir defesas adequadas contra essa bactéria mesmo após a vacinação.[1][4]
Causas genéticas
A doença é causada por alterações (mutações) no gene TNFRSF13C, que fornece instruções para a produção de uma proteína chamada receptor de BAFF (do inglês, BAFF-receptor). Esse receptor é essencial para a maturação e sobrevivência das células B, que são responsáveis pela produção de anticorpos. Mutações nesse gene prejudicam o funcionamento do sistema imunológico, levando aos sintomas descritos.[1][2][5]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sintomas, exames de sangue que mostram níveis baixos de imunoglobulinas (IgG e IgM) e resposta deficiente a vacinas, como a pneumocócica. A confirmação pode ser feita por meio de teste genético, que identifica mutações no gene TNFRSF13C. Atualmente, há 22 variantes genéticas associadas a essa condição registradas no banco de dados ClinVar, o que auxilia no diagnóstico molecular.[1][2][5]
Tratamento e manejo
O tratamento é focado no manejo das infecções e na reposição de anticorpos. A principal abordagem é a administração regular de imunoglobulina humana (anticorpos) por via intravenosa ou subcutânea, para ajudar a prevenir infecções. Infecções agudas são tratadas com antibióticos conforme necessário. É importante que o paciente tenha acompanhamento médico regular com um imunologista ou especialista em doenças raras. No Brasil, essa condição não possui cobertura específica pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para procedimentos ou medicamentos listados.[1][2]
Prognóstico e qualidade de vida
Com o tratamento adequado, especialmente a reposição de imunoglobulina, muitas pessoas conseguem reduzir a frequência e a gravidade das infecções, melhorando significativamente a qualidade de vida. No entanto, a doença é crônica e requer acompanhamento contínuo. O prognóstico varia de acordo com a gravidade das infecções e a resposta ao tratamento. Não há dados disponíveis sobre a prevalência ou idade de início específica para esta condição.[1][4]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Partes do corpo afetadas
+ 4 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 8 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Linha do tempo da pesquisa
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição.
B-cell receptor specific for TNFSF13B/TALL1/BAFF/BLyS. Promotes the survival of mature B-cells and the B-cell response
Membrane
Immunodeficiency, common variable, 4
A primary immunodeficiency characterized by antibody deficiency, hypogammaglobulinemia, recurrent bacterial infections and an inability to mount an antibody response to antigen. The defect results from a failure of B-cell differentiation and impaired secretion of immunoglobulins; the numbers of circulating B-cells is usually in the normal range, but can be low.
Variantes genéticas (ClinVar)
22 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
2 vias biológicas associadas aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Common variable immunodeficiency due to BAFF-receptor deficiency
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Dados de DATASUS/CNES, SBGM, ABNeuro e Ministério da Saúde. Sempre confirme a disponibilidade diretamente com o estabelecimento.
Pesquisa ativa
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Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
Publicações mais relevantes
Publicações recentes
Mast cell mediators in hereditary angioedema.
Prenatal Molecular Diagnosis of COL2A1-Associated Stickler Syndrome: Genotype-Phenotype Correlation in a Resource-Limited Healthcare Setting.
Platelet gene signatures detecting pulmonary artery stenosis in patients with pulmonary hypertension.
The global impact of imiglucerase therapy in children with Gaucher disease types 1 and 3: a real-world analysis from the International Collaborative Gaucher Group Gaucher Registry.
Monogenic lupus with SLC7A7 mutations: a retrospective study from a Chinese center.
Associações
Organizações que acompanham esta doença — pra ter apoio e orientação
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Comunidades
Grupos ativos de quem convive com esta doença aqui no Raras
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Referências e fontes
Bases de dados externas citadas neste artigo
Publicações científicas
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Bases de dados e fontes oficiais
Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.
- ORPHA:696925(Orphanet)
- MONDO:0013284(MONDO)
- GARD:15669(GARD (NIH))
- Variantes catalogadas(ClinVar)
- Busca completa no PubMed(PubMed)
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
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Common variable immunodeficiency due to BAFF-receptor deficiency
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Genética mendeliana
- fonte: OMIM
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)