Síndrome rara caracterizada por hipotonia muscular, atraso grave no desenvolvimento cognitivo e dificuldades significativas na fala, causada por deficiência no gene UNC80.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A síndrome de hipotonia, comprometimento da fala e atraso cognitivo grave por deficiência de UNC80 é uma doença genética rara que afeta o desenvolvimento neurológico e físico. Ela se caracteriza por fraqueza muscular generalizada (hipotonia), dificuldades na fala e atraso intelectual significativo. A condição é causada por alterações no gene UNC80, que fornece instruções para a produção de uma proteína essencial para o funcionamento dos neurônios. Os primeiros sinais geralmente aparecem na infância, com atraso no desenvolvimento motor e intelectual.[1][4]
Sinais e sintomas
Os sintomas mais comuns incluem hipotonia generalizada (fraqueza muscular em todo o corpo), dificuldades alimentares, constipação e atraso no crescimento na infância. Muitas crianças apresentam características faciais típicas, como testa alta, face triangular, epicanto (dobra de pele no canto interno dos olhos), fissuras palpebrais inclinadas para baixo, narinas antevertidas (voltadas para cima), orelhas de implantação baixa e com rotação posterior, boca aberta e dorso nasal proeminente. Alterações no crânio, como braquicefalia (cabeça mais larga que o normal) e plagiocefalia (assimetria craniana), também são descritas. No sistema nervoso, pode ocorrer atrofia cerebral global (redução do volume do cérebro). Outros sinais incluem pescoço curto, escoliose (curvatura anormal da coluna), osteopenia (diminuição da densidade óssea), incapacidade de andar, discinesia (movimentos involuntários) e hipertonia (aumento do tônus muscular) em alguns casos.[1][4]
Causas genéticas
A síndrome é causada por mutações no gene UNC80 (localizado no cromossomo 2), que codifica a proteína unc-80 homolog. Essa proteína é parte de um complexo que regula a atividade de canais iônicos nos neurônios, essenciais para a transmissão de sinais elétricos no cérebro. As alterações genéticas levam à perda de função da proteína, resultando nos sintomas observados. A herança é autossômica recessiva, o que significa que a pessoa precisa herdar uma cópia do gene alterado de cada um dos pais para desenvolver a doença.[1][2][5]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sintomas e confirmado por testes genéticos. Exames como cariótipo (bandas G, Q ou R), pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH e sequenciamento completo do exoma (WES) podem identificar mutações no gene UNC80. A dosagem de alfa-fetoproteína pode ser solicitada como parte da investigação. Até o momento, há 274 variantes registradas no ClinVar associadas a essa condição. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece cobertura mínima para esses procedimentos, incluindo atendimento em reabilitação para doenças raras.[1][2][5]
Tratamento e manejo
Não há cura para a síndrome, e o tratamento é focado no manejo dos sintomas e na melhora da qualidade de vida. O acompanhamento multidisciplinar é essencial, incluindo fisioterapia para hipotonia e escoliose, terapia ocupacional para dificuldades alimentares e motoras, fonoaudiologia para comprometimento da fala e suporte nutricional para déficit de crescimento e caquexia. A constipação pode ser tratada com medidas dietéticas e medicamentos sob orientação médica. A osteopenia requer monitoramento da densidade óssea e suplementação de cálcio e vitamina D, se necessário. O atendimento em reabilitação para doenças raras está disponível no SUS.[1][2]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico varia conforme a gravidade dos sintomas. Muitas crianças apresentam atraso grave no desenvolvimento, com incapacidade de andar e dependência para atividades diárias. O suporte multidisciplinar e o diagnóstico precoce podem melhorar a qualidade de vida, mas a expectativa de vida pode ser reduzida devido a complicações como infecções respiratórias ou desnutrição. O acompanhamento regular com uma equipe especializada é fundamental para o manejo das necessidades individuais.[1][4]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Síndrome rara caracterizada por hipotonia muscular, atraso grave no desenvolvimento cognitivo e dificuldades significativas na fala, causada por deficiência no gene UNC80.
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Entender a doença
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Visão geral
A síndrome de hipotonia, comprometimento da fala e atraso cognitivo grave por deficiência de UNC80 é uma doença genética rara que afeta o desenvolvimento neurológico e físico. Ela se caracteriza por fraqueza muscular generalizada (hipotonia), dificuldades na fala e atraso intelectual significativo. A condição é causada por alterações no gene UNC80, que fornece instruções para a produção de uma proteína essencial para o funcionamento dos neurônios. Os primeiros sinais geralmente aparecem na infância, com atraso no desenvolvimento motor e intelectual.[1][4]
Sinais e sintomas
Os sintomas mais comuns incluem hipotonia generalizada (fraqueza muscular em todo o corpo), dificuldades alimentares, constipação e atraso no crescimento na infância. Muitas crianças apresentam características faciais típicas, como testa alta, face triangular, epicanto (dobra de pele no canto interno dos olhos), fissuras palpebrais inclinadas para baixo, narinas antevertidas (voltadas para cima), orelhas de implantação baixa e com rotação posterior, boca aberta e dorso nasal proeminente. Alterações no crânio, como braquicefalia (cabeça mais larga que o normal) e plagiocefalia (assimetria craniana), também são descritas. No sistema nervoso, pode ocorrer atrofia cerebral global (redução do volume do cérebro). Outros sinais incluem pescoço curto, escoliose (curvatura anormal da coluna), osteopenia (diminuição da densidade óssea), incapacidade de andar, discinesia (movimentos involuntários) e hipertonia (aumento do tônus muscular) em alguns casos.[1][4]
Causas genéticas
A síndrome é causada por mutações no gene UNC80 (localizado no cromossomo 2), que codifica a proteína unc-80 homolog. Essa proteína é parte de um complexo que regula a atividade de canais iônicos nos neurônios, essenciais para a transmissão de sinais elétricos no cérebro. As alterações genéticas levam à perda de função da proteína, resultando nos sintomas observados. A herança é autossômica recessiva, o que significa que a pessoa precisa herdar uma cópia do gene alterado de cada um dos pais para desenvolver a doença.[1][2][5]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sintomas e confirmado por testes genéticos. Exames como cariótipo (bandas G, Q ou R), pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH e sequenciamento completo do exoma (WES) podem identificar mutações no gene UNC80. A dosagem de alfa-fetoproteína pode ser solicitada como parte da investigação. Até o momento, há 274 variantes registradas no ClinVar associadas a essa condição. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece cobertura mínima para esses procedimentos, incluindo atendimento em reabilitação para doenças raras.[1][2][5]
Tratamento e manejo
Não há cura para a síndrome, e o tratamento é focado no manejo dos sintomas e na melhora da qualidade de vida. O acompanhamento multidisciplinar é essencial, incluindo fisioterapia para hipotonia e escoliose, terapia ocupacional para dificuldades alimentares e motoras, fonoaudiologia para comprometimento da fala e suporte nutricional para déficit de crescimento e caquexia. A constipação pode ser tratada com medidas dietéticas e medicamentos sob orientação médica. A osteopenia requer monitoramento da densidade óssea e suplementação de cálcio e vitamina D, se necessário. O atendimento em reabilitação para doenças raras está disponível no SUS.[1][2]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico varia conforme a gravidade dos sintomas. Muitas crianças apresentam atraso grave no desenvolvimento, com incapacidade de andar e dependência para atividades diárias. O suporte multidisciplinar e o diagnóstico precoce podem melhorar a qualidade de vida, mas a expectativa de vida pode ser reduzida devido a complicações como infecções respiratórias ou desnutrição. O acompanhamento regular com uma equipe especializada é fundamental para o manejo das necessidades individuais.[1][4]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Partes do corpo afetadas
+ 11 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 50 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição.
Curadoria gene-doença
fontes oficiaisAuxiliary subunit of the NALCN sodium channel complex, a voltage-gated ion channel responsible for the resting Na(+) permeability that controls neuronal excitability (By similarity). Activated by neuropeptides substance P, neurotensin, and extracellular Ca(2+) that regulates neuronal excitability by controlling the sizes of NALCN-dependent sodium-leak current. UNC80 is essential for NALCN sensitivity to extracellular Ca(2+) (By similarity)
Cell membrane
Hypotonia, infantile, with psychomotor retardation and characteristic facies 2
An autosomal recessive, neurodegenerative disease characterized by severe truncal hypotonia since birth or early infancy, progressive peripheral spasticity, and profound psychomotor developmental delay. Some patients may have seizures.
Variantes genéticas (ClinVar)
274 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
1 via biológica associada aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Hypotonia-speech impairment-severe cognitive delay syndrome due to UNC80 deficiency
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Dados de DATASUS/CNES, SBGM, ABNeuro e Ministério da Saúde. Sempre confirme a disponibilidade diretamente com o estabelecimento.
Pesquisa ativa
Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes
Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
Associações
Organizações que acompanham esta doença — pra ter apoio e orientação
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Comunidades
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Fazer loginDoenças relacionadas
Doenças com sintomas parecidos — ajudam quem ainda está buscando diagnóstico
Referências e fontes
Bases de dados externas citadas neste artigo
Bases de dados e fontes oficiais
Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.
- ORPHA:700333(Orphanet)
- MONDO:0014777(MONDO)
- GARD:18458(GARD (NIH))
- Variantes catalogadas(ClinVar)
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Conteúdo mantido por Agente Raras · Médicos e pesquisadores podem colaborar
Hypotonia-speech impairment-severe cognitive delay syndrome due to UNC80 deficiency
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Genética mendeliana
- fonte: OMIM
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)