Alteração do desenvolvimento sexual rara devida a atividade reduzida da 17,20-liase que afeta indivíduos com cariótipo 46,XY e caracterizada por genitália externa feminina ou atípica com tamanho fálico reduzido, hipospádias, fusão incompleta das dobras labioescrotais, criptorquidia e bolsa vaginal cega. A pressão arterial e os eletrólitos estão normais, enquanto os exames hormonais demostram níveis basais e estimulados de cortisol normais e níveis basais e estimulados de androgénios baixos.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A Doença do desenvolvimento sexual 46,XY por deficiência de 17,20-liase isolada é uma condição genética rara que afeta o desenvolvimento sexual de pessoas com cariótipo 46,XY. A prevalência estimada é de menos de 1 caso por 1.000.000 de pessoas. A herança é autossômica recessiva, e os primeiros sinais geralmente aparecem no período neonatal.[1][3]
Sinais e sintomas
Os sinais e sintomas podem incluir: micropênis, hipospadia, tamanho testicular diminuído, ginecomastia, fertilidade diminuída em homens e mulheres, e ausência de características sexuais secundárias. Também podem ocorrer pelos corporais, axilares e pubianos esparsos, baixa estatura, déficit de crescimento, maturação esquelética atrasada e densidade mineral óssea reduzida. Em mulheres, podem ser observados ovários policísticos aumentados, hipoplasia do útero, dismenorreia e níveis elevados de hormônio folículo-estimulante (FSH) e luteinizante (LH) circulantes, com estradiol sérico diminuído. Homens podem apresentar pseudo-hermafroditismo masculino e insuficiência gonadal primária. Os exames laboratoriais frequentemente mostram níveis diminuídos de androgênios circulantes e níveis anormais de corticosterona.[1][3]
Causas genéticas
A condição é causada por variantes patogênicas nos genes CYP17A1 (que codifica a enzima esteroide 17-alfa-hidroxilase/17,20-liase) e CYB5A (que codifica o citocromo b5). Esses genes são essenciais para a produção de androgênios nas gônadas. A herança é autossômica recessiva, ou seja, é necessário herdar uma variante alterada de cada genitor para manifestar a doença.[1][4]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sinais e sintomas, nos exames hormonais (que mostram níveis baixos de androgênios e alterações nos hormônios hipofisários) e na confirmação por teste genético molecular. Atualmente, há 334 variantes registradas no ClinVar associadas a essa condição. O teste genético pode identificar variantes patogênicas nos genes CYP17A1 e CYB5A.[1][4]
Tratamento e manejo
O manejo é individualizado e multidisciplinar, envolvendo endocrinologistas, urologistas, ginecologistas e psicólogos. O tratamento pode incluir reposição hormonal (androgênios ou estrogênios, conforme o sexo de criação e necessidades), cirurgias corretivas (como correção de hipospadia ou orquidopexia) e suporte para fertilidade. A densidade mineral óssea reduzida pode exigir monitoramento e suplementação de cálcio e vitamina D. Não há medicamentos específicos aprovados exclusivamente para esta condição, e as opções terapêuticas são baseadas em protocolos clínicos gerais para deficiências hormonais.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico depende da gravidade dos sintomas e da precocidade do diagnóstico e tratamento. Com acompanhamento adequado, muitas pessoas conseguem levar uma vida saudável, embora possam enfrentar desafios relacionados à fertilidade, desenvolvimento sexual e densidade óssea. O suporte psicológico e o aconselhamento genético são importantes para o paciente e a família.[1]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Alteração do desenvolvimento sexual rara devida a atividade reduzida da 17,20-liase que afeta indivíduos com cariótipo 46,XY e caracterizada por genitália externa feminina ou atípica com tamanho fálico reduzido, hipospádias, fusão incompleta das dobras labioescrotais, criptorquidia e bolsa vaginal cega. A pressão arterial e os eletrólitos estão normais, enquanto os exames hormonais demostram níveis basais e estimulados de cortisol normais e níveis basais e estimulados de androgénios baixos.
Escala de raridade
<1/50kMuito rara
1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
1/2k
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Entender a doença
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Visão geral
A Doença do desenvolvimento sexual 46,XY por deficiência de 17,20-liase isolada é uma condição genética rara que afeta o desenvolvimento sexual de pessoas com cariótipo 46,XY. A prevalência estimada é de menos de 1 caso por 1.000.000 de pessoas. A herança é autossômica recessiva, e os primeiros sinais geralmente aparecem no período neonatal.[1][3]
Sinais e sintomas
Os sinais e sintomas podem incluir: micropênis, hipospadia, tamanho testicular diminuído, ginecomastia, fertilidade diminuída em homens e mulheres, e ausência de características sexuais secundárias. Também podem ocorrer pelos corporais, axilares e pubianos esparsos, baixa estatura, déficit de crescimento, maturação esquelética atrasada e densidade mineral óssea reduzida. Em mulheres, podem ser observados ovários policísticos aumentados, hipoplasia do útero, dismenorreia e níveis elevados de hormônio folículo-estimulante (FSH) e luteinizante (LH) circulantes, com estradiol sérico diminuído. Homens podem apresentar pseudo-hermafroditismo masculino e insuficiência gonadal primária. Os exames laboratoriais frequentemente mostram níveis diminuídos de androgênios circulantes e níveis anormais de corticosterona.[1][3]
Causas genéticas
A condição é causada por variantes patogênicas nos genes CYP17A1 (que codifica a enzima esteroide 17-alfa-hidroxilase/17,20-liase) e CYB5A (que codifica o citocromo b5). Esses genes são essenciais para a produção de androgênios nas gônadas. A herança é autossômica recessiva, ou seja, é necessário herdar uma variante alterada de cada genitor para manifestar a doença.[1][4]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sinais e sintomas, nos exames hormonais (que mostram níveis baixos de androgênios e alterações nos hormônios hipofisários) e na confirmação por teste genético molecular. Atualmente, há 334 variantes registradas no ClinVar associadas a essa condição. O teste genético pode identificar variantes patogênicas nos genes CYP17A1 e CYB5A.[1][4]
Tratamento e manejo
O manejo é individualizado e multidisciplinar, envolvendo endocrinologistas, urologistas, ginecologistas e psicólogos. O tratamento pode incluir reposição hormonal (androgênios ou estrogênios, conforme o sexo de criação e necessidades), cirurgias corretivas (como correção de hipospadia ou orquidopexia) e suporte para fertilidade. A densidade mineral óssea reduzida pode exigir monitoramento e suplementação de cálcio e vitamina D. Não há medicamentos específicos aprovados exclusivamente para esta condição, e as opções terapêuticas são baseadas em protocolos clínicos gerais para deficiências hormonais.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico depende da gravidade dos sintomas e da precocidade do diagnóstico e tratamento. Com acompanhamento adequado, muitas pessoas conseguem levar uma vida saudável, embora possam enfrentar desafios relacionados à fertilidade, desenvolvimento sexual e densidade óssea. O suporte psicológico e o aconselhamento genético são importantes para o paciente e a família.[1]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Partes do corpo afetadas
+ 21 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 36 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Linha do tempo da pesquisa
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
2 genes identificados com associação a esta condição. Padrão de herança: Autosomal recessive.
A cytochrome P450 monooxygenase involved in corticoid and androgen biosynthesis (PubMed:22266943, PubMed:25301938, PubMed:27339894, PubMed:9452426). Catalyzes 17-alpha hydroxylation of C21 steroids, which is common for both pathways. A second oxidative step, required only for androgen synthesis, involves an acyl-carbon cleavage. The 17-alpha hydroxy intermediates, as part of adrenal glucocorticoids biosynthesis pathway, are precursors of cortisol (Probable) (PubMed:25301938, PubMed:9452426). Hyd
Endoplasmic reticulum membraneMicrosome membrane
Adrenal hyperplasia 5
A form of congenital adrenal hyperplasia, a common recessive disease due to defective synthesis of cortisol. Congenital adrenal hyperplasia is characterized by androgen excess leading to ambiguous genitalia in affected females, rapid somatic growth during childhood in both sexes with premature closure of the epiphyses and short adult stature. Four clinical types: 'salt wasting' (SW, the most severe type), 'simple virilizing' (SV, less severely affected patients), with normal aldosterone biosynthesis, 'non-classic form' or late-onset (NC or LOAH) and 'cryptic' (asymptomatic).
Cytochrome b5 is a membrane-bound hemoprotein functioning as an electron carrier for several membrane-bound oxygenases
Endoplasmic reticulum membraneMicrosome membraneCytoplasm
Methemoglobinemia and ambiguous genitalia
An autosomal recessive disorder characterized by sex steroid deficiency but normal glucocorticoid and mineralocorticoid reserve, male undermasculinization, absent or disturbed pubertal development, decreased levels of erythrocyte cytochrome B5, and excessive amounts of methemoglobin in blood cells resulting in cyanosis and hypoxia.
Variantes genéticas (ClinVar)
334 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
5 vias biológicas associadas aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Doença do desenvolvimento sexual 46,XY por deficiência de 17,20-liase isolada
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Dados de DATASUS/CNES, SBGM, ABNeuro e Ministério da Saúde. Sempre confirme a disponibilidade diretamente com o estabelecimento.
Pesquisa ativa
Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes
Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
Publicações mais relevantes
Publicações recentes
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Organizações que acompanham esta doença — pra ter apoio e orientação
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Referências e fontes
Bases de dados externas citadas neste artigo
Publicações científicas
Artigos indexados no PubMed ligados a esta doença no grafo RarasNet — título, periódico e PMID direto da fonte, sem intermediação de IA.
Bases de dados e fontes oficiais
Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.
- ORPHA:90796(Orphanet)
- MONDO:0800378(MONDO)
- Variantes catalogadas(ClinVar)
- Busca completa no PubMed(PubMed)
- Q56014330(Wikidata)
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
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Doença do desenvolvimento sexual 46,XY por deficiência de 17,20-liase isolada
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata