COG6-CGD é uma doença autossômica recessiva rara caracterizada por retardo do crescimento intrauterino, microcefalia e déficit de crescimento. Manifesta-se com cirrose hepática, tubulopatia proximal e elevação de transaminases, frequentemente levando à morte na infância.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A COG6-CGD (sigla em inglês para Deficiência do Complexo de Golgi devido à mutação no gene COG6) é uma doença genética ultrarrara, com prevalência estimada em menos de 1 caso por 1.000.000 de pessoas. Ela se manifesta já no período neonatal e segue um padrão de herança autossômico recessivo — ou seja, é necessário herdar uma cópia do gene alterado de cada um dos pais para desenvolver a condição. A doença afeta o funcionamento do complexo de Golgi, uma estrutura celular essencial para o processamento e transporte de proteínas, o que leva a múltiplos problemas de desenvolvimento e funcionamento de diversos órgãos.[1][4]
Sinais e sintomas
Os sinais e sintomas da COG6-CGD são variados e podem incluir: retardo do crescimento intrauterino, microcefalia (cabeça menor que o esperado), hidrocefalia (acúmulo de líquido no cérebro), atrofia cerebral e atrofia óptica (perda de tecido no nervo óptico). Também são frequentes alterações cardíacas como persistência do canal arterial e defeito do septo ventricular, além de problemas hepáticos como cirrose, colestase (acúmulo de bile) e elevação das enzimas hepáticas (transaminases e fosfatase alcalina). Outros achados incluem displasia do quadril, agenesia renal unilateral (ausência de um rim), pele seca, hiperceratose (espessamento da pele), epicanto (prega de pele no canto interno dos olhos), diarreia crônica, tubulopatia proximal (disfunção dos túbulos renais), deficiência intelectual, atraso de crescimento e giração cortical anormal (alteração na formação das dobras do cérebro). Infelizmente, a doença pode levar à morte ainda na infância.[1][4]
Causas genéticas
A COG6-CGD é causada por mutações no gene COG6 (sigla em inglês para subunidade 6 do complexo oligomérico conservado do Golgi). Esse gene fornece instruções para a produção de uma proteína que faz parte do complexo COG, essencial para o funcionamento adequado do aparelho de Golgi dentro das células. Quando o gene COG6 está alterado, o complexo COG não funciona corretamente, prejudicando o tráfego de proteínas e levando aos múltiplos sintomas observados na doença. A herança é autossômica recessiva, o que significa que ambos os pais precisam ser portadores de uma cópia do gene alterado para que o filho desenvolva a condição.[1][2][5]
Diagnóstico
O diagnóstico da COG6-CGD é baseado na suspeita clínica a partir dos sinais e sintomas, especialmente quando há envolvimento de múltiplos sistemas (neurológico, hepático, cardíaco, renal, cutâneo) desde o período neonatal. Exames laboratoriais podem auxiliar, como a dosagem de aminoácidos (para investigar erros inatos do metabolismo), dosagem de ácidos orgânicos na urina e testes de triagem para erros inatos do metabolismo. O teste do pezinho (triagem neonatal) também pode levantar suspeitas. A confirmação diagnóstica é feita por meio de sequenciamento completo do exoma (WES) ou painel genético que inclua o gene COG6. Atualmente, há 109 variantes do gene COG6 registradas no ClinVar (banco de dados de variantes genéticas) e 2 testes genéticos disponíveis para a doença.[1][2][5]
Tratamento e manejo
Até o momento, não há um tratamento específico ou medicamento aprovado para a COG6-CGD. O manejo é multidisciplinar e focado no alívio dos sintomas e no suporte das funções dos órgãos afetados. Pode incluir acompanhamento com neurologista, hepatologista, cardiologista, nefrologista, oftalmologista e geneticista, além de fisioterapia, terapia ocupacional e suporte nutricional. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece cobertura mínima para o atendimento em reabilitação para doenças raras, bem como para os exames diagnósticos mencionados (dosagem de aminoácidos, ácidos orgânicos, teste do pezinho e sequenciamento do exoma). É fundamental que o tratamento seja individualizado e discutido com uma equipe médica especializada.[1][2]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico da COG6-CGD é reservado, com relatos de óbito na infância na literatura médica. A gravidade dos sintomas e a idade de início variam entre os pacientes, mas o envolvimento de múltiplos órgãos desde o nascimento geralmente leva a um curso clínico grave. A qualidade de vida depende do suporte multidisciplinar precoce e do manejo das complicações. O aconselhamento genético é recomendado para as famílias, especialmente para avaliar o risco de recorrência em futuras gestações.[1][4]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
COG6-CGD é uma doença autossômica recessiva rara caracterizada por retardo do crescimento intrauterino, microcefalia e déficit de crescimento. Manifesta-se com cirrose hepática, tubulopatia proximal e elevação de transaminases, frequentemente levando à morte na infância.
Escala de raridade
<1/50kMuito rara
1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
1/2k
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Entender a doença
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Visão geral
A COG6-CGD (sigla em inglês para Deficiência do Complexo de Golgi devido à mutação no gene COG6) é uma doença genética ultrarrara, com prevalência estimada em menos de 1 caso por 1.000.000 de pessoas. Ela se manifesta já no período neonatal e segue um padrão de herança autossômico recessivo — ou seja, é necessário herdar uma cópia do gene alterado de cada um dos pais para desenvolver a condição. A doença afeta o funcionamento do complexo de Golgi, uma estrutura celular essencial para o processamento e transporte de proteínas, o que leva a múltiplos problemas de desenvolvimento e funcionamento de diversos órgãos.[1][4]
Sinais e sintomas
Os sinais e sintomas da COG6-CGD são variados e podem incluir: retardo do crescimento intrauterino, microcefalia (cabeça menor que o esperado), hidrocefalia (acúmulo de líquido no cérebro), atrofia cerebral e atrofia óptica (perda de tecido no nervo óptico). Também são frequentes alterações cardíacas como persistência do canal arterial e defeito do septo ventricular, além de problemas hepáticos como cirrose, colestase (acúmulo de bile) e elevação das enzimas hepáticas (transaminases e fosfatase alcalina). Outros achados incluem displasia do quadril, agenesia renal unilateral (ausência de um rim), pele seca, hiperceratose (espessamento da pele), epicanto (prega de pele no canto interno dos olhos), diarreia crônica, tubulopatia proximal (disfunção dos túbulos renais), deficiência intelectual, atraso de crescimento e giração cortical anormal (alteração na formação das dobras do cérebro). Infelizmente, a doença pode levar à morte ainda na infância.[1][4]
Causas genéticas
A COG6-CGD é causada por mutações no gene COG6 (sigla em inglês para subunidade 6 do complexo oligomérico conservado do Golgi). Esse gene fornece instruções para a produção de uma proteína que faz parte do complexo COG, essencial para o funcionamento adequado do aparelho de Golgi dentro das células. Quando o gene COG6 está alterado, o complexo COG não funciona corretamente, prejudicando o tráfego de proteínas e levando aos múltiplos sintomas observados na doença. A herança é autossômica recessiva, o que significa que ambos os pais precisam ser portadores de uma cópia do gene alterado para que o filho desenvolva a condição.[1][2][5]
Diagnóstico
O diagnóstico da COG6-CGD é baseado na suspeita clínica a partir dos sinais e sintomas, especialmente quando há envolvimento de múltiplos sistemas (neurológico, hepático, cardíaco, renal, cutâneo) desde o período neonatal. Exames laboratoriais podem auxiliar, como a dosagem de aminoácidos (para investigar erros inatos do metabolismo), dosagem de ácidos orgânicos na urina e testes de triagem para erros inatos do metabolismo. O teste do pezinho (triagem neonatal) também pode levantar suspeitas. A confirmação diagnóstica é feita por meio de sequenciamento completo do exoma (WES) ou painel genético que inclua o gene COG6. Atualmente, há 109 variantes do gene COG6 registradas no ClinVar (banco de dados de variantes genéticas) e 2 testes genéticos disponíveis para a doença.[1][2][5]
Tratamento e manejo
Até o momento, não há um tratamento específico ou medicamento aprovado para a COG6-CGD. O manejo é multidisciplinar e focado no alívio dos sintomas e no suporte das funções dos órgãos afetados. Pode incluir acompanhamento com neurologista, hepatologista, cardiologista, nefrologista, oftalmologista e geneticista, além de fisioterapia, terapia ocupacional e suporte nutricional. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece cobertura mínima para o atendimento em reabilitação para doenças raras, bem como para os exames diagnósticos mencionados (dosagem de aminoácidos, ácidos orgânicos, teste do pezinho e sequenciamento do exoma). É fundamental que o tratamento seja individualizado e discutido com uma equipe médica especializada.[1][2]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico da COG6-CGD é reservado, com relatos de óbito na infância na literatura médica. A gravidade dos sintomas e a idade de início variam entre os pacientes, mas o envolvimento de múltiplos órgãos desde o nascimento geralmente leva a um curso clínico grave. A qualidade de vida depende do suporte multidisciplinar precoce e do manejo das complicações. O aconselhamento genético é recomendado para as famílias, especialmente para avaliar o risco de recorrência em futuras gestações.[1][4]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Partes do corpo afetadas
+ 13 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 51 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição. Padrão de herança: Autosomal recessive.
Curadoria gene-doença
fontes oficiaisRequired for normal Golgi function
Golgi apparatus membrane
Congenital disorder of glycosylation 2L
A multisystem disorder caused by a defect in glycoprotein biosynthesis and characterized by under-glycosylated serum glycoproteins. Congenital disorders of glycosylation result in a wide variety of clinical features, such as defects in the nervous system development, psychomotor retardation, dysmorphic features, hypotonia, coagulation disorders, and immunodeficiency. The broad spectrum of features reflects the critical role of N-glycoproteins during embryonic development, differentiation, and maintenance of cell functions. Clinical features of CDG2L include neonatal intractable focal seizures, vomiting, loss of consciousness, intracranial bleeding due to vitamin K deficiency, and death in infancy.
Variantes genéticas (ClinVar)
109 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
3 vias biológicas associadas aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — COG6-CGD
Selecione um estado ou use sua localização para ver resultados.
Dados de DATASUS/CNES, SBGM, ABNeuro e Ministério da Saúde. Sempre confirme a disponibilidade diretamente com o estabelecimento.
Pesquisa ativa
Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes
Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
Associações
Organizações que acompanham esta doença — pra ter apoio e orientação
Ainda não temos associações cadastradas para COG6-CGD.
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Comunidades
Grupos ativos de quem convive com esta doença aqui no Raras
Ainda não existe comunidade no Raras para COG6-CGD
Pacientes, familiares e cuidadores se organizam em comunidades pra compartilhar experiências, fazer perguntas e se apoiar. Você pode ser o primeiro.
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Fazer loginDoenças relacionadas
Doenças com sintomas parecidos — ajudam quem ainda está buscando diagnóstico
Referências e fontes
Bases de dados externas citadas neste artigo
Bases de dados e fontes oficiais
Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.
- ORPHA:464443(Orphanet)
- OMIM OMIM:614576(OMIM)
- MONDO:0013810(MONDO)
- GARD:10944(GARD (NIH))
- Variantes catalogadas(ClinVar)
- Q60195120(Wikidata)
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Conteúdo mantido por Agente Raras · Médicos e pesquisadores podem colaborar
COG6-CGD
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Genética mendeliana
- fonte: OMIM
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata