Displasia dissegmentar tipo Rolland-Desbuquois é uma condição autossômica recessiva rara caracterizada por baixa estatura neonatal de membros curtos, contraturas articulares (incluindo camptodactilia e polegar aduzido), micrognatia, face redonda e achatada, e glaucoma.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A Displasia dissegmentar, tipo Rolland-Desbuquois é uma doença genética rara que afeta o desenvolvimento dos ossos e da cartilagem, manifestando-se ainda antes do nascimento (período antenatal) ou logo nos primeiros dias de vida (período neonatal). A condição é caracterizada por baixa estatura grave, encurtamento e curvatura dos ossos longos, tórax estreito e alterações na face, como face plana e retrusão médio-facial. Por ser uma doença ultrarrara, sua prevalência é estimada em menos de 1 caso a cada 1.000.000 de pessoas.[1][4]
Sinais e sintomas
Os principais sinais e sintomas incluem: baixa estatura grave de membros curtos já ao nascimento, micromelia (encurtamento dos membros), encurvamento dos ossos longos, ossos longos largos e curtos, alargamento metafisário (alargamento da região das metáfises dos ossos longos), costelas curtas, tórax estreito e incisura isquiática maior estreita. Na face, podem estar presentes face plana, retrusão médio-facial, micrognatia (mandíbula pequena), fissura palatina, órbita rasa e pescoço curto. Outros achados frequentes são: limitação da mobilidade articular, camptodactilia (dedos fletidos), deformidade em equinovaro (pé torto), hirsutismo (excesso de pelos), luxação do cristalino (ectopia lentis), encefalocele (protrusão do tecido cerebral), hidrocefalia e ossificação avançada dos ossos do carpo.[1][4]
Causas genéticas
A Displasia dissegmentar, tipo Rolland-Desbuquois é uma condição genética, mas até o momento o gene específico responsável não foi identificado ou não está listado nas fontes oficiais consultadas. A herança não está definida nos dados disponíveis. O diagnóstico é estabelecido por critérios clínicos e de imagem, e confirmado por testes genéticos que podem incluir sequenciamento completo do exoma (WES), pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH e cariótipo com bandas G, Q ou R.[1][2][5]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica, nos achados radiológicos (como ossos longos curtos e curvados, tórax estreito, ossificação avançada do carpo) e na exclusão de outras displasias esqueléticas. Exames genéticos disponíveis no SUS incluem: cariótipo com bandas G, Q ou R, pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH, sequenciamento completo do exoma (WES) e dosagem de alfa-fetoproteína (útil no pré-natal). O código CID-10 é Q77.7 e o código OMIM é 224400.[1][2][5]
Tratamento e manejo
Não há cura para a Displasia dissegmentar, tipo Rolland-Desbuquois. O manejo é multidisciplinar e sintomático, visando melhorar a qualidade de vida e tratar as complicações. Pode incluir acompanhamento ortopédico para deformidades ósseas e articulares, fisioterapia e reabilitação, suporte respiratório para tórax estreito, correção cirúrgica de fissura palatina, encefalocele ou hidrocefalia, e avaliação oftalmológica para luxação do cristalino. No Brasil, o SUS oferece cobertura mínima para essa condição, incluindo atendimento em reabilitação para doenças raras.[1][2]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico é reservado, com manifestações graves desde o nascimento. A sobrevida depende da gravidade das alterações respiratórias (tórax estreito) e neurológicas (encefalocele, hidrocefalia). O acompanhamento precoce e o suporte multidisciplinar podem melhorar a qualidade de vida e o manejo das complicações.[1][4]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Displasia dissegmentar tipo Rolland-Desbuquois é uma condição autossômica recessiva rara caracterizada por baixa estatura neonatal de membros curtos, contraturas articulares (incluindo camptodactilia e polegar aduzido), micrognatia, face redonda e achatada, e glaucoma.
Escala de raridade
<1/50kMuito rara
1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
1/2k
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Entender a doença
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Visão geral
A Displasia dissegmentar, tipo Rolland-Desbuquois é uma doença genética rara que afeta o desenvolvimento dos ossos e da cartilagem, manifestando-se ainda antes do nascimento (período antenatal) ou logo nos primeiros dias de vida (período neonatal). A condição é caracterizada por baixa estatura grave, encurtamento e curvatura dos ossos longos, tórax estreito e alterações na face, como face plana e retrusão médio-facial. Por ser uma doença ultrarrara, sua prevalência é estimada em menos de 1 caso a cada 1.000.000 de pessoas.[1][4]
Sinais e sintomas
Os principais sinais e sintomas incluem: baixa estatura grave de membros curtos já ao nascimento, micromelia (encurtamento dos membros), encurvamento dos ossos longos, ossos longos largos e curtos, alargamento metafisário (alargamento da região das metáfises dos ossos longos), costelas curtas, tórax estreito e incisura isquiática maior estreita. Na face, podem estar presentes face plana, retrusão médio-facial, micrognatia (mandíbula pequena), fissura palatina, órbita rasa e pescoço curto. Outros achados frequentes são: limitação da mobilidade articular, camptodactilia (dedos fletidos), deformidade em equinovaro (pé torto), hirsutismo (excesso de pelos), luxação do cristalino (ectopia lentis), encefalocele (protrusão do tecido cerebral), hidrocefalia e ossificação avançada dos ossos do carpo.[1][4]
Causas genéticas
A Displasia dissegmentar, tipo Rolland-Desbuquois é uma condição genética, mas até o momento o gene específico responsável não foi identificado ou não está listado nas fontes oficiais consultadas. A herança não está definida nos dados disponíveis. O diagnóstico é estabelecido por critérios clínicos e de imagem, e confirmado por testes genéticos que podem incluir sequenciamento completo do exoma (WES), pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH e cariótipo com bandas G, Q ou R.[1][2][5]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica, nos achados radiológicos (como ossos longos curtos e curvados, tórax estreito, ossificação avançada do carpo) e na exclusão de outras displasias esqueléticas. Exames genéticos disponíveis no SUS incluem: cariótipo com bandas G, Q ou R, pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH, sequenciamento completo do exoma (WES) e dosagem de alfa-fetoproteína (útil no pré-natal). O código CID-10 é Q77.7 e o código OMIM é 224400.[1][2][5]
Tratamento e manejo
Não há cura para a Displasia dissegmentar, tipo Rolland-Desbuquois. O manejo é multidisciplinar e sintomático, visando melhorar a qualidade de vida e tratar as complicações. Pode incluir acompanhamento ortopédico para deformidades ósseas e articulares, fisioterapia e reabilitação, suporte respiratório para tórax estreito, correção cirúrgica de fissura palatina, encefalocele ou hidrocefalia, e avaliação oftalmológica para luxação do cristalino. No Brasil, o SUS oferece cobertura mínima para essa condição, incluindo atendimento em reabilitação para doenças raras.[1][2]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico é reservado, com manifestações graves desde o nascimento. A sobrevida depende da gravidade das alterações respiratórias (tórax estreito) e neurológicas (encefalocele, hidrocefalia). O acompanhamento precoce e o suporte multidisciplinar podem melhorar a qualidade de vida e o manejo das complicações.[1][4]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Partes do corpo afetadas
+ 10 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 31 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Linha do tempo da pesquisa
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Nenhum gene associado encontrado
Os dados genéticos desta condição ainda estão sendo catalogados.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
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Pesquisa ativa
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Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
Publicações mais relevantes
Dyssegmental dysplasia Rolland-Desbuquois type is caused by pathogenic variants in HSPG2 - a founder haplotype shared in five patients.
Dyssegmental dysplasia (DD) is a severe skeletal dysplasia comprised of two subtypes: lethal Silverman-Handmaker type (DDSH) and nonlethal Rolland-Desbuquois type (DDRD). DDSH is caused by biallelic pathogenic variants in HSPG2 encoding perlecan, whereas the genetic cause of DDRD remains undetermined. Schwartz-Jampel syndrome (SJS) is also caused by biallelic pathogenic variants in HSPG2 and is an allelic disorder of DDSH. In SJS and DDSH, 44 and 8 pathogenic variants have been reported in HSPG2, respectively. Here, we report that five patients with DDRD carried four pathogenic variants in HSPG2: c.9970 G > A (p.G3324R), c.559 C > T (p.R187X), c7006 + 1 G > A, and c.11562 + 2 T > G. Two patients were homozygous for p.G3324R, and three patients were heterozygous for p.G3324R. Haplotype analysis revealed a founder haplotype spanning 85,973 bp shared in the five patients. SJS, DDRD, and DDSH are allelic disorders with pathogenic variants in HSPG2.
Novel and recurrent XYLT1 mutations in two Turkish families with Desbuquois dysplasia, type 2.
Desbuquois dysplasia (DBQD) is an autosomal recessive skeletal disorder characterized by growth retardation, joint laxity, short extremities, and progressive scoliosis. DBQD is classified into two types based on the presence (DBQD1) or absence (DBQD2) of characteristic hand abnormalities. CANT1 mutations have been reported in both DBQD1 and DBQD2. Recently, mutations in the gene encoding xylosyltransferase 1 (XYLT1) were identified in several families with DBQD2. In this study, we performed whole-exome sequencing in two Turkish families with DBQD2. We found a novel and a recurrent XYLT1 mutation in each family. The patients were homozygous for the mutations. Our results further support that XYLT1 is responsible for a major subset of DBQD2.
Publicações recentes
Dyssegmental dysplasia Rolland-Desbuquois type is caused by pathogenic variants in HSPG2 - a founder haplotype shared in five patients.
Prenatal sonographic features of dyssegmental dysplasia Rolland-Desbuquois type.
Dyssegemental dyspalsia; Rolland-Desbuquois type--a case report from Pakistan.
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Referências e fontes
Bases de dados externas citadas neste artigo
Publicações científicas
Artigos indexados no PubMed ligados a esta doença no grafo RarasNet — título, periódico e PMID direto da fonte, sem intermediação de IA.
- Dyssegmental dysplasia Rolland-Desbuquois type is caused by pathogenic variants in HSPG2 - a founder haplotype shared in five patients.
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- Dyssegemental dyspalsia; Rolland-Desbuquois type--a case report from Pakistan.
Bases de dados e fontes oficiais
Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.
- ORPHA:156731(Orphanet)
- OMIM OMIM:224400(OMIM)
- MONDO:0009139(MONDO)
- GARD:9810(GARD (NIH))
- Busca completa no PubMed(PubMed)
- Q55781841(Wikidata)
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Conteúdo mantido por Agente Raras · Médicos e pesquisadores podem colaborar
Displasia dissegmentar, tipo Rolland-Desbuquois
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Genética mendeliana
- fonte: OMIM
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Indexação biomédica
- fonte: MeSH (NLM)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata