Doença rara autossômica recessiva causada por mutações no gene SLC17A5, caracterizada por acúmulo de ácido siálico livre. Apresenta-se na infância com atraso global do desenvolvimento, epicanto, esplenomegalia e achados esqueléticos.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A doença de armazenamento do ácido siálico livre, forma da infância, é uma condição genética rara que afeta o metabolismo. Ela faz parte de um grupo de doenças chamadas erros inatos do metabolismo, onde o corpo não consegue processar corretamente certas substâncias. Neste caso, há um acúmulo de ácido siálico livre dentro das células, o que leva aos sintomas. A prevalência estimada é de menos de 1 caso a cada 1.000.000 de pessoas.[1][4]
A herança é autossômica recessiva, o que significa que a pessoa precisa herdar duas cópias do gene alterado (uma de cada genitor) para desenvolver a doença. O início dos sintomas pode ocorrer ainda antes do nascimento (período antenatal) ou logo após o nascimento (período neonatal).[1][4]
Sinais e sintomas
Os sinais e sintomas da doença de armazenamento do ácido siálico livre, forma da infância, são variados e podem afetar múltiplos sistemas do corpo. Entre os achados mais comuns estão: atraso global do desenvolvimento, déficit de crescimento, hipotonia (tônus muscular baixo) e traços faciais grosseiros. Outros sinais incluem alterações no crânio e face, como epicanto (dobra de pele no canto interno do olho), narinas antevertidas (narinas viradas para cima), palato ogival (céu da boca alto e estreito), ptose (pálpebra caída) e hiperplasia gengival (crescimento excessivo da gengiva).[1][4]
Podem ocorrer também problemas em órgãos internos, como hepatomegalia (aumento do fígado) e esplenomegalia (aumento do baço). Alterações ósseas incluem morfologia anormal do pé e do tórax, osteopenia (diminuição da densidade óssea), irregularidade metafisária (alteração na região de crescimento dos ossos longos) e sela turca em forma de J (alteração em um osso da base do crânio). Em alguns casos, há hidrocefalia (acúmulo de líquido no cérebro), ascite (acúmulo de líquido no abdômen), insuficiência cardíaca congestiva e hiperbilirrubinemia conjugada (um tipo de icterícia). Características como cabelo claro e hipopigmentação da pele (pele mais clara que o normal) também podem estar presentes. Exames laboratoriais podem mostrar linfócitos vacuolizados (células de defesa com bolhas no seu interior).[1][4]
A prematuridade ao nascimento também é um achado possível.[1][4]
Causas genéticas
A doença é causada por alterações (mutações) no gene SLC17A5. Este gene fornece as instruções para a produção de uma proteína chamada sialina, que é responsável por transportar o ácido siálico para fora das células. Quando o gene SLC17A5 não funciona corretamente, o ácido siálico se acumula dentro das células, especialmente nos lisossomos, levando aos sintomas da doença.[1][2][5]
Diagnóstico
O diagnóstico da doença de armazenamento do ácido siálico livre, forma da infância, é baseado na avaliação clínica dos sinais e sintomas e confirmado por exames laboratoriais e genéticos. Exames de urina podem detectar níveis elevados de ácido siálico livre. Testes de triagem para erros inatos do metabolismo, como a dosagem de aminoácidos e ácidos orgânicos, podem auxiliar na investigação inicial.[1][2][5]
A confirmação diagnóstica é feita por meio de testes genéticos, como o sequenciamento completo do exoma (WES), que analisa o gene SLC17A5 em busca de mutações. Atualmente, existem 31 testes genéticos disponíveis para esta condição, e 192 variantes genéticas diferentes já foram descritas no ClinVar, um banco de dados internacional. O teste do pezinho (triagem neonatal) pode identificar alguns casos, mas não detecta todas as formas da doença.[1][2][5]
Tratamento e manejo
Atualmente, não há cura para a doença de armazenamento do ácido siálico livre, forma da infância. O tratamento é de suporte e visa aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida. O manejo deve ser multidisciplinar, envolvendo diferentes especialistas médicos e profissionais de saúde, como geneticistas, neurologistas, cardiologistas, fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais.[1][2]
No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece cobertura mínima para esta condição. Entre os procedimentos disponíveis estão: atendimento em reabilitação para doenças raras, dosagem de aminoácidos e ácidos orgânicos na urina, teste de triagem para erros inatos do metabolismo, sequenciamento completo do exoma (WES) e o teste do pezinho (triagem neonatal). É fundamental que o paciente e sua família tenham acompanhamento regular com uma equipe especializada.[1][2]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico para a forma da infância da doença de armazenamento do ácido siálico livre é geralmente reservado, devido à gravidade dos sintomas e ao envolvimento de múltiplos órgãos. O acompanhamento médico regular e o suporte multidisciplinar são essenciais para manejar as complicações e oferecer a melhor qualidade de vida possível para a criança e sua família.[1][2]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Doença rara autossômica recessiva causada por mutações no gene SLC17A5, caracterizada por acúmulo de ácido siálico livre. Apresenta-se na infância com atraso global do desenvolvimento, epicanto, esplenomegalia e achados esqueléticos.
Escala de raridade
<1/50kMuito rara
1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
1/2k
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Entender a doença
Do básico ao detalhe, leia no seu ritmo
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Visão geral
A doença de armazenamento do ácido siálico livre, forma da infância, é uma condição genética rara que afeta o metabolismo. Ela faz parte de um grupo de doenças chamadas erros inatos do metabolismo, onde o corpo não consegue processar corretamente certas substâncias. Neste caso, há um acúmulo de ácido siálico livre dentro das células, o que leva aos sintomas. A prevalência estimada é de menos de 1 caso a cada 1.000.000 de pessoas.[1][4]
A herança é autossômica recessiva, o que significa que a pessoa precisa herdar duas cópias do gene alterado (uma de cada genitor) para desenvolver a doença. O início dos sintomas pode ocorrer ainda antes do nascimento (período antenatal) ou logo após o nascimento (período neonatal).[1][4]
Sinais e sintomas
Os sinais e sintomas da doença de armazenamento do ácido siálico livre, forma da infância, são variados e podem afetar múltiplos sistemas do corpo. Entre os achados mais comuns estão: atraso global do desenvolvimento, déficit de crescimento, hipotonia (tônus muscular baixo) e traços faciais grosseiros. Outros sinais incluem alterações no crânio e face, como epicanto (dobra de pele no canto interno do olho), narinas antevertidas (narinas viradas para cima), palato ogival (céu da boca alto e estreito), ptose (pálpebra caída) e hiperplasia gengival (crescimento excessivo da gengiva).[1][4]
Podem ocorrer também problemas em órgãos internos, como hepatomegalia (aumento do fígado) e esplenomegalia (aumento do baço). Alterações ósseas incluem morfologia anormal do pé e do tórax, osteopenia (diminuição da densidade óssea), irregularidade metafisária (alteração na região de crescimento dos ossos longos) e sela turca em forma de J (alteração em um osso da base do crânio). Em alguns casos, há hidrocefalia (acúmulo de líquido no cérebro), ascite (acúmulo de líquido no abdômen), insuficiência cardíaca congestiva e hiperbilirrubinemia conjugada (um tipo de icterícia). Características como cabelo claro e hipopigmentação da pele (pele mais clara que o normal) também podem estar presentes. Exames laboratoriais podem mostrar linfócitos vacuolizados (células de defesa com bolhas no seu interior).[1][4]
A prematuridade ao nascimento também é um achado possível.[1][4]
Causas genéticas
A doença é causada por alterações (mutações) no gene SLC17A5. Este gene fornece as instruções para a produção de uma proteína chamada sialina, que é responsável por transportar o ácido siálico para fora das células. Quando o gene SLC17A5 não funciona corretamente, o ácido siálico se acumula dentro das células, especialmente nos lisossomos, levando aos sintomas da doença.[1][2][5]
Diagnóstico
O diagnóstico da doença de armazenamento do ácido siálico livre, forma da infância, é baseado na avaliação clínica dos sinais e sintomas e confirmado por exames laboratoriais e genéticos. Exames de urina podem detectar níveis elevados de ácido siálico livre. Testes de triagem para erros inatos do metabolismo, como a dosagem de aminoácidos e ácidos orgânicos, podem auxiliar na investigação inicial.[1][2][5]
A confirmação diagnóstica é feita por meio de testes genéticos, como o sequenciamento completo do exoma (WES), que analisa o gene SLC17A5 em busca de mutações. Atualmente, existem 31 testes genéticos disponíveis para esta condição, e 192 variantes genéticas diferentes já foram descritas no ClinVar, um banco de dados internacional. O teste do pezinho (triagem neonatal) pode identificar alguns casos, mas não detecta todas as formas da doença.[1][2][5]
Tratamento e manejo
Atualmente, não há cura para a doença de armazenamento do ácido siálico livre, forma da infância. O tratamento é de suporte e visa aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida. O manejo deve ser multidisciplinar, envolvendo diferentes especialistas médicos e profissionais de saúde, como geneticistas, neurologistas, cardiologistas, fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais.[1][2]
No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece cobertura mínima para esta condição. Entre os procedimentos disponíveis estão: atendimento em reabilitação para doenças raras, dosagem de aminoácidos e ácidos orgânicos na urina, teste de triagem para erros inatos do metabolismo, sequenciamento completo do exoma (WES) e o teste do pezinho (triagem neonatal). É fundamental que o paciente e sua família tenham acompanhamento regular com uma equipe especializada.[1][2]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico para a forma da infância da doença de armazenamento do ácido siálico livre é geralmente reservado, devido à gravidade dos sintomas e ao envolvimento de múltiplos órgãos. O acompanhamento médico regular e o suporte multidisciplinar são essenciais para manejar as complicações e oferecer a melhor qualidade de vida possível para a criança e sua família.[1][2]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Partes do corpo afetadas
+ 11 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 33 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Linha do tempo da pesquisa
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição. Padrão de herança: Autosomal recessive.
Curadoria gene-doença
fontes oficiaisMultifunctional anion transporter that operates via two distinct transport mechanisms, namely proton-coupled anion cotransport and membrane potential-dependent anion transport (PubMed:15510212, PubMed:21781115, PubMed:22778404, PubMed:23889254). Electroneutral proton-coupled acidic monosaccharide symporter, with a sugar to proton stoichiometry of 1:1. Exports glucuronic acid and free sialic acid derived from sialoglycoconjugate degradation out of lysosomes, driven by outwardly directed lysosomal
Basolateral cell membraneCytoplasmic vesicle, secretory vesicle, synaptic vesicle membraneLysosome membrane
Salla disease
Sialic acid storage disease (SASD). SASDs are autosomal recessive neurodegenerative disorders characterized by hypotonia, cerebellar ataxia and intellectual disability. They are caused by a defect in the metabolism of sialic acid which results in increased urinary excretion of unconjugated sialic acid, specifically N-acetylneuraminic acid. Enlarged lysosomes are seen on electron microscopic studies. Clinical symptoms of SD present usually at age less than 1 year and progression is slow.
Variantes genéticas (ClinVar)
192 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
4 vias biológicas associadas aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Doença de armazenamento do ácido siálico livre, forma da infância
Centros de Referência SUS
21 centros habilitados pelo SUS para Doença de armazenamento do ácido siálico livre, forma da infância
Centros para Doença de armazenamento do ácido siálico livre, forma da infância
Detalhes dos centros
Hospital Universitário Prof. Edgard Santos (HUPES)
R. Dr. Augusto Viana, s/n - Canela, Salvador - BA, 40110-060 · CNES 0003808
Serviço de Referência
Hospital de Apoio de Brasília (HAB)
AENW 3 Lote A Setor Noroeste - Plano Piloto, Brasília - DF, 70684-831 · CNES 0010456
Serviço de Referência
Hospital Estadual Infantil e Maternidade Alzir Bernardino Alves (HIABA)
Av. Min. Salgado Filho, 918 - Soteco, Vila Velha - ES, 29106-010 · CNES 6631207
Serviço de Referência
Hospital das Clínicas da UFG
Rua 235 QD. 68 Lote Área, Nº 285, s/nº - Setor Leste Universitário, Goiânia - GO, 74605-050 · CNES 2338424
Serviço de Referência
Hospital das Clínicas da UFMG
Av. Prof. Alfredo Balena, 110 - Santa Efigênia, Belo Horizonte - MG, 30130-100 · CNES 2280167
Serviço de Referência
NUPAD / Faculdade de Medicina UFMG
Av. Prof. Alfredo Balena, 189 - 5 andar - Centro, Belo Horizonte - MG, 30130-100 · CNES 2183226
Serviço de Referência
Hospital Universitário João de Barros Barreto
R. dos Mundurucus, 4487 - Guamá, Belém - PA, 66073-000 · CNES 2337878
Serviço de Referência
Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco
Av. Prof. Moraes Rego, 1235 - Cidade Universitária, Recife - PE, 50670-901 · CNES 2561492
Atenção Especializada
Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (IMIP)
R. dos Coelhos, 300 - Boa Vista, Recife - PE, 50070-902 · CNES 0000647
Serviço de Referência
Hospital de Clínicas da UFPR
R. Gen. Carneiro, 181 - Alto da Glória, Curitiba - PR, 80060-900 · CNES 2364980
Serviço de Referência
Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE-UERJ)
Blvd. 28 de Setembro, 77 - Vila Isabel, Rio de Janeiro - RJ, 20551-030 · CNES 2280221
Serviço de Referência
Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz)
Av. Rui Barbosa, 716 - Flamengo, Rio de Janeiro - RJ, 22250-020 · CNES 2269988
Serviço de Referência
Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL)
Av. Nilo Peçanha, 620 - Petrópolis, Natal - RN, 59012-300 · CNES 2408570
Atenção Especializada
Hospital São Lucas da PUCRS
Av. Ipiranga, 6690 - Jardim Botânico, Porto Alegre - RS, 90610-000 · CNES 2232928
Serviço de Referência
Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA)
Rua Ramiro Barcelos, 2350 Bloco A - Av. Protásio Alves, 211 - Bloco B e C - Santa Cecília, Porto Alegre - RS, 90035-903 · CNES 2237601
Serviço de Referência
Hospital Universitário da UFSC (HU-UFSC)
R. Profa. Maria Flora Pausewang - Trindade, Florianópolis - SC, 88036-800 · CNES 2560356
Serviço de Referência
Hospital das Clínicas da FMUSP
R. Dr. Ovídio Pires de Campos, 225 - Cerqueira César, São Paulo - SP, 05403-010 · CNES 2077485
Serviço de Referência
Hospital de Clínicas da UNICAMP
R. Vital Brasil, 251 - Cidade Universitária, Campinas - SP, 13083-888 · CNES 2748223
Serviço de Referência
Hospital de Clínicas de Ribeirão Preto (HCRP-USP)
R. Ten. Catão Roxo, 3900 - Vila Monte Alegre, Ribeirão Preto - SP, 14015-010 · CNES 2082187
Serviço de Referência
Instituto da Criança e do Adolescente (ICr-HCFMUSP)
Av. Dr. Enéas Carvalho de Aguiar, 647 - Cerqueira César, São Paulo - SP, 05403-000 · CNES 2081695
Serviço de Referência
UNIFESP / Hospital São Paulo
R. Napoleão de Barros, 715 - Vila Clementino, São Paulo - SP, 04024-002 · CNES 2688689
Serviço de Referência
Dados de DATASUS/CNES, SBGM, ABNeuro e Ministério da Saúde. Sempre confirme a disponibilidade diretamente com o estabelecimento.
Pesquisa ativa
Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes
Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
Publicações mais relevantes
A novel SLC17A5 variant in infantile sialic acid storage disease with hyporegenerative anemia: Neuroimaging insights and literature review.
Infantile sialic acid storage disorder (ISSD) represents the most severe form of free sialic acid storage disease (FSASD), a rare lysosomal storage disorder caused by mutations in SLC17A5, which encodes the lysosomal sialic acid transporter sialin. These mutations lead to the accumulation of free sialic acid within lysosomes, resulting in multisystemic involvement. Through a case report and literature review, we explored the phenotypic spectrum of FSASD, with a particular focus on neurological manifestations and characteristic neuroimaging findings of ISSD. Our patient exhibited severe hypotonia shortly after birth, dysmorphic features, and hyporegenerative anemia, a clinical presentation that has not previously described in ISSD. Brain MRI revealed hypomyelination, periventricular white matter T1-hyperintensity and T2-hypointensity, callosal thinning, and optic atrophy, providing critical diagnostic clues. MR spectroscopy showed an elevated NAA-like peak, further supporting the suspicion of ISSD. Laboratory tests demonstrated increased chitotriosidase activity and elevated urinary excretion of free sialic acid. Next-generation sequencing identified compound heterozygosity for a known pathogenic variant and a previously unreported SLC17A5 variant (c.709G>A), affecting a highly conserved transmembrane domain residue and predicted to be pathogenic. Our findings underscore the role of neuroimaging in the early diagnosis of ISSD and suggest a potential link between sialic acid metabolism and erythropoiesis, suggesting further investigation. Despite the lack of targeted therapies, recognizing FSASD remains essential for patient management and genetic counselling, ensuring appropriate clinical care and family support.
Longitudinal Characterization of the Clinical Course of Intermediate-Severe Salla Disease.
Biallelic pathogenic variants in SLC17A5 cause three forms of free sialic acid storage disease categorized based on severity from least to most severe: Salla disease, intermediate-severe Salla disease, and infantile free sialic acid storage disease. Intermediate-severe Salla disease is the most recently described form. Here, we report a longitudinal characterization of intermediate-severe Salla disease progression in two sisters carrying the following biallelic variants in SLC17A5: c.406A>G (p.Lys136Glu) and c.819+1G>A. A retrospective review of medical records was performed. A developmental questionnaire was completed to obtain further clinical information. For functional characterization of the predicted splice site variant, RNA was extracted from patient blood samples and sequenced. Disease onset occurred within the first six months of life in both patients. Early childhood development was delayed with achievement of some milestones followed by a developmental plateau in late childhood. After this, both patients began a slow and progressive neurological regression in adolescence. Functional studies confirmed the pathogenicity of the c.819+1G>A variant, resulting in a frameshift and deletion of exon 6. We present a detailed study describing the clinical course of intermediate-severe Salla disease with over 15 to 20 years of evolution and demonstrate the pathogenicity of the c.819+1G>A splice site variant.
Free sialic acid storage disorder: Progress and promise.
Lysosomal free sialic acid storage disorder (FSASD) is an extremely rare, autosomal recessive, neurodegenerative, multisystemic disorder caused by defects in the lysosomal sialic acid membrane exporter SLC17A5 (sialin). SLC17A5 defects cause free sialic acid and some other acidic hexoses to accumulate in lysosomes, resulting in enlarged lysosomes in some cell types and 10-100-fold increased urinary excretion of free sialic acid. Clinical features of FSASD include coarse facial features, organomegaly, and progressive neurodegenerative symptoms with cognitive impairment, cerebellar ataxia and muscular hypotonia. Central hypomyelination with cerebellar atrophy and thinning of the corpus callosum are also prominent disease features. Around 200 FSASD cases are reported worldwide, with the clinical spectrum ranging from a severe infantile onset form, often lethal in early childhood, to a mild, less severe form with subjects living into adulthood, also called Salla disease. The pathobiology of FSASD remains poorly understood and FSASD is likely underdiagnosed. Known patients have experienced a diagnostic delay due to the rarity of the disorder, absence of routine urine sialic acid testing, and non-specific clinical symptoms, including developmental delay, ataxia and infantile hypomyelination. There is no approved therapy for FSASD. We initiated a multidisciplinary collaborative effort involving worldwide academic clinical and scientific FSASD experts, the National Institutes of Health (USA), and the FSASD patient advocacy group (Salla Treatment and Research [S.T.A.R.] Foundation) to overcome the scientific, clinical and financial challenges facing the development of new treatments for FSASD. We aim to collect data that incentivize industry to further develop, obtain approval for, and commercialize FSASD treatments. This review summarizes current aspects of FSASD diagnosis, prevalence, etiology, and disease models, as well as challenges on the path to therapeutic approaches for FSASD.
Prenatal hydrops fetalis associated with infantile free sialic acid storage disease due to a novel homozygous deletion in the SLC17A5 gene.
Nonimmune hydrops fetalis, the excessive accumulation of serous fluid in the subcutaneous tissues and serous cavities of the fetus, has many possible etiologies, providing a diagnostic challenge for the physician. Lysosomal storage diseases have been reported in up to 5%-16% of nonimmune hydrops fetalis pregnancies. Infantile free sialic acid storage disease (ISSD) (OMIM #269920) is a severe form of autosomal recessive sialic acid storage disease. ISSD is caused by mutations in SLC17A5 (OMIM #604322), which encodes sialin, a lysosomal-membrane sialic acid transporter. We describe a case of fetal hydrops due to a novel homozygous deletion in the SLC17A5 gene. Prenatal single-nucleotide polymorphism (SNP) array analysis was performed on amniocytes after the discovery of fetal hydrops at 24 wk gestation revealing no copy-number variants. The SNP array, however, reported several regions of homozygosity (ROHs) including one on Chromosome 6 encompassing the SLC17A5 gene. High levels of urine sialic acid in the newborn were detected. SLC17A5 gene sequencing was initiated with no sequence variants identified; however, the assay failed to amplify exons 8 and 9, prompting an exon-level copy-number analysis that revealed a novel homozygous deletion of exons 8 and 9, inherited from heterozygous carrier parents. ISSD should be considered in the workup of patients with nonimmune hydrops fetalis, and analysis for SLC17A5 deletions should be carried out when variants are not detected by gene sequencing.
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Molecular and biochemical insights into dysregulation of glycosphingolipid metabolism in a mouse model of lysosomal free sialic acid storage disorder.
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Lysosomal free sialic acid storage disorder iPSC-derived neural cells display altered glycosphingolipid metabolism.
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Cold Spring Harbor molecular case studiesFree sialic acid storage disorder: Progress and promise.
Neuroscience lettersAssociações
Organizações que acompanham esta doença — pra ter apoio e orientação
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Comunidades
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Pacientes, familiares e cuidadores se organizam em comunidades pra compartilhar experiências, fazer perguntas e se apoiar. Você pode ser o primeiro.
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Referências e fontes
Bases de dados externas citadas neste artigo
Publicações científicas
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Bases de dados e fontes oficiais
Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.
- ORPHA:309324(Orphanet)
- OMIM OMIM:269920(OMIM)
- MONDO:0010027(MONDO)
- GARD:175(GARD (NIH))
- Variantes catalogadas(ClinVar)
- Busca completa no PubMed(PubMed)
- Q2280692(Wikidata)
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
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Doença de armazenamento do ácido siálico livre, forma da infância
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Genética mendeliana
- fonte: OMIM
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata