Doença genética rara, causada pela falta de atividade da lisil hidroilase 3 (LH3), caracterizada por envolvimento de múltiplos tecidos e órgãos, incluindo anormalidades esqueléticas (pé torto, escoliose progressiva, osteopenia, fraturas patológicas), envolvimento ocular (retinas planas, miopia, catarata) e anomalias de cabelo, unhas e pele (cabelos grossos e distribuídos anormalmente, bolhas na pele, rugas palmares reduzidas, unhas hipoplásicas). Os pacientes também apresentam retardo de crescimento intrauterino, dismorfismo facial (perfil facial achatado, orelhas baixas, órbitas rasas, nariz curto e arrebitado, cantos da boca voltados para baixo) e contraturas em flexão articular. Atraso no crescimento e desenvolvimento, surdez neurossensorial bilateral, diafragma friável e rupturas vasculares espontâneas de início tardio são características adicionais relatadas.
Introdução
O que você precisa saber de cara
A doença do tecido conjuntivo por deficiência de lisil 3-hidroxilase é uma condição genética extremamente rara que compromete a formação e a sustentação dos tecidos do corpo. Ela costuma causar fragilidade nos ossos, curvaturas na coluna vertebral, limitações no movimento das articulações e problemas na visão ou audição. Os primeiros sinais costumam ser percebidos logo no nascimento ou nos primeiros meses de vida, exigindo vigilância médica frequente. No Brasil, a doença não conta com um protocolo de tratamento específico (PCDT) no Ministério da Saúde, sendo o cuidado realizado por meio de acompanhamento multidisciplinar pela rede pública.
Doença genética rara, causada pela falta de atividade da lisil hidroilase 3 (LH3), caracterizada por envolvimento de múltiplos tecidos e órgãos, incluindo anormalidades esqueléticas (pé torto, escoliose progressiva, osteopenia, fraturas patológicas), envolvimento ocular (retinas planas, miopia, catarata) e anomalias de cabelo, unhas e pele (cabelos grossos e distribuídos anormalmente, bolhas na pele, rugas palmares reduzidas, unhas hipoplásicas). Os pacientes também apresentam retardo de crescimento intrauterino, dismorfismo facial (perfil facial achatado, orelhas baixas, órbitas rasas, nariz curto e arrebitado, cantos da boca voltados para baixo) e contraturas em flexão articular. Atraso no crescimento e desenvolvimento, surdez neurossensorial bilateral, diafragma friável e rupturas vasculares espontâneas de início tardio são características adicionais relatadas.
Tem tratamento?
Escala de raridade
<1/50kMuito rara
1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
1/2k
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Entender a doença
Do básico ao detalhe, leia no seu ritmo
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Partes do corpo afetadas
+ 13 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 41 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Linha do tempo da pesquisa
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição. Padrão de herança: Not applicable.
Curadoria gene-doença
fontes oficiaisBCARD syndrome
An autosomal recessive connective tissue disorder, secondary to lysyl hydroxylase 3 deficiency. It is characterized by congenital malformations severely affecting multiple tissues and organs. Clinical features include growth retardation, craniofacial dysmorphism, popliteal and cerebral aneurysm, cerebral arterial hemorrhage, skin blistering and easy bruisability, and osteopenia.
Medicamentos aprovados (FDA)
2 medicamentos encontrados nos registros da FDA americana.
Variantes genéticas (ClinVar)
84 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
1 via biológica associada aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Doença do tecido conjuntivo por deficiência de lisil 3-hidroxilase
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Dados de DATASUS/CNES, SBGM, ABNeuro e Ministério da Saúde. Sempre confirme a disponibilidade diretamente com o estabelecimento.
Pesquisa ativa
Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes
Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
Publicações mais relevantes
Cerebral small vessel disease caused by PLOD3 mutation: Expanding the phenotypic spectrum of lysyl hydroxylase-3 deficiency.
Pathogenic variants in PLOD3, encoding lysyl hydroxylase-3 (LH3), can cause a hereditary connective tissue disorder that has rarely been reported. It is a multi-system disease, presenting with craniofacial dysmorphisms, skeletal and eye manifestations, sensorineural hearing loss, and variable skin manifestations. Severe central nervous system involvement has not been reported. A 10-month-old girl was admitted with development delay and clustered epileptic spasms. Hypertelorism, an upturned nose, and low-set ears were noted in physical examination. Cerebral magnetic resonance imaging showed multiple intracranial malacias and bleeding foci, extensive abnormal signals in the white matter, and obvious brain atrophy, which was consistent with cerebral small vessel disease (SVD). Electroencephalography suggested hypsarrhythmia. The vertebrae were flattened. The distal end of the metacarpal bone in the left hand was irregular. She was diagnosed with West syndrome. Whole-exome sequencing revealed a novel homozygous variant of c.1216_1218delCTC (p.L406del) in PLOD3, which was found to be inherited from her heterozygous parents. We report a patient with pathogenic PLOD3 mutation who presented with cerebral SVD. This report expands the phenotypic spectrum of LH3 deficiency.
[Keratinisation disorders - No end of new developments!].
Publicações recentes
Cerebral small vessel disease caused by PLOD3 mutation: Expanding the phenotypic spectrum of lysyl hydroxylase-3 deficiency.
[Keratinisation disorders - No end of new developments!].
Associações
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Doença com base genética
Um médico geneticista pode ajudar no diagnóstico de Doença do tecido conjuntivo por deficiência de lisil 3-hidroxilase e no aconselhamento genético da família.
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Perguntas frequentes
O que as famílias mais perguntam sobre esta doença — cada resposta com a fonte de onde saiu
A condição é causada por alterações genéticas no gene PLOD3, que reduzem a atividade da enzima lisil hidroxilase 3. Essa enzima é indispensável para o desenvolvimento e a integridade normais das fibras de colágeno.
Referências
Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete
2 publicações do grafo RarasNet (PubMed) · 7 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Citar este verbete
Raras. (s.d.). Doença do tecido conjuntivo por deficiência de lisil 3-hidroxilase. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/doenca-do-tecido-conjuntivo-por-deficiencia-de-lisil-3-hidroxilase
Formato APA. Conteúdo sob CC BY 4.0 — reuso livre com atribuição.
Conteúdo mantido por Agente Raras · Médicos e pesquisadores podem colaborar
Doença do tecido conjuntivo por deficiência de lisil 3-hidroxilase
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Genética mendeliana
- fonte: OMIM
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Indexação biomédica
- fonte: MeSH (NLM)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata
- Medicamentos aprovados FDA
- fonte: FDA OpenFDA