Doença rara autossômica dominante associada ao gene AKT2, caracterizada por hipoglicemia hipoinsulinêmica de início na infância, hemihipertrofia corporal e assimetria facial. Pode apresentar polidrâmnio, crises tônico-clônicas e obesidade.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A hipoglicemia hipoinsulinêmica e hemihipertrofia corporal é uma doença genética rara que afeta o crescimento e o metabolismo. Ela é caracterizada por episódios de hipoglicemia (níveis baixos de açúcar no sangue) associados a níveis baixos de insulina (hipoinsulinemia) e crescimento excessivo de um lado do corpo (hemihipertrofia). A condição tem prevalência estimada em menos de 1 caso por 1.000.000 de pessoas.[1][2]
Sinais e sintomas
Os sinais e sintomas geralmente aparecem na infância ou no período neonatal. Os principais incluem: hipoglicemia de jejum, hipoglicemia neonatal, hipoglicemia não cetótica e hipocetótica, convulsões hipoglicêmicas, crises tônico-clônicas bilaterais, coma hipoglicêmico, assimetria facial, hemi-hipertrofia (crescimento excessivo de um lado do corpo), amígdalas aumentadas, obesidade (especialmente troncular), ginecomastia, polidrâmnio (excesso de líquido amniótico durante a gestação), aumento do conteúdo de glicogênio hepático, autoimunidade, concentração anormal de insulina circulante, aumento do nível circulante de ácidos graxos livres e tamanho grande para a idade gestacional.[1][2]
Causas genéticas
A doença é causada por variantes (mutações) no gene AKT2, que fornece instruções para a produção da proteína RAC-beta serina/treonina-proteína quinase. Essa proteína está envolvida em vias de sinalização que regulam o crescimento celular e o metabolismo da glicose. A herança é autossômica dominante, o que significa que uma cópia alterada do gene já é suficiente para causar a condição.[1][3][4]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sintomas e confirmado por testes genéticos. Exames laboratoriais podem detectar hipoglicemia, hipoinsulinemia e níveis alterados de ácidos graxos livres. Os testes genéticos disponíveis incluem: cariótipo com bandas G, Q ou R, pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH, e sequenciamento completo do exoma (WES). Atualmente, há 23 testes genéticos disponíveis e 18 variantes registradas no ClinVar para essa condição.[1][3][4]
Tratamento e manejo
O manejo da hipoglicemia hipoinsulinêmica e hemihipertrofia corporal foca no controle dos episódios de hipoglicemia. As opções de tratamento citadas na literatura incluem o uso de dextrose, diazóxido e 2-deoxy-2-([methyl(nitroso)carbamoyl]amino)hexose. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece cobertura mínima para essa condição, incluindo procedimentos como: cariótipo, pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH, sequenciamento completo do exoma, dosagem de alfa-fetoproteína e atendimento em reabilitação para doenças raras.[1][3]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
A hipoglicemia hipoinsulinêmica e hemihipertrofia corporal é uma condição genética rara causada por alterações no gene AKT2. Ela costuma ser notada logo na infância ou no nascimento, provocando quedas no nível de açúcar no sangue (hipoglicemia) associadas a níveis muito baixos de insulina. As famílias também costumam observar assimetrias no corpo da criança, como uma parte do corpo ou do rosto maior do que a outra (hemi-hipertrofia). A doença não consta na lista oficial de PCDTs de doenças raras do Ministério da Saúde, não havendo remédios específicos dispensados por protocolo próprio no SUS. O acompanhamento é voltado ao controle dos sintomas de hipoglicemia e pode incluir reabilitação especializada na rede de saúde.
Doença rara autossômica dominante associada ao gene AKT2, caracterizada por hipoglicemia hipoinsulinêmica de início na infância, hemihipertrofia corporal e assimetria facial. Pode apresentar polidrâmnio, crises tônico-clônicas e obesidade.
Escala de raridade
<1/50kMuito rara
1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
1/2k
Encontrou um erro ou informação desatualizada? Sugira uma correção →
Entender a doença
Do básico ao detalhe, leia no seu ritmo
Preparando trilha educativa...
Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Partes do corpo afetadas
+ 7 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 24 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Linha do tempo da pesquisa
Encontrou um erro ou informação desatualizada? Sugira uma correção →
Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição. Padrão de herança: Autosomal dominant.
Curadoria gene-doença
fontes oficiaisVariantes genéticas (ClinVar)
18 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Classificação de variantes (ClinVar)
Distribuição de 154 variantes classificadas pelo ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
30 vias biológicas associadas aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Hipoglicemia hipoinsulinêmica e hemihipertrofia corporal
Selecione um estado ou use sua localização para ver resultados.
Dados de DATASUS/CNES, SBGM, ABNeuro e Ministério da Saúde. Sempre confirme a disponibilidade diretamente com o estabelecimento.
Pesquisa ativa
Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes
Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
Publicações mais relevantes
Publicações recentes
Ver todas no PubMedAssociações
Organizações que acompanham esta doença — pra ter apoio e orientação
Ainda não temos associações cadastradas para Hipoglicemia hipoinsulinêmica e hemihipertrofia corporal.
É de uma associação que acompanha esta doença? Fale com a gente →
Doença com base genética
Um médico geneticista pode ajudar no diagnóstico de Hipoglicemia hipoinsulinêmica e hemihipertrofia corporal e no aconselhamento genético da família.
Doenças relacionadas
Doenças com sintomas parecidos — ajudam quem ainda está buscando diagnóstico
Perguntas frequentes
O que as famílias mais perguntam sobre esta doença — cada resposta com a fonte de onde saiu
Sim, a condição possui padrão de herança autossômica dominante catalogado nos registros médicos. Ela está ligada a variantes no gene AKT2.
Referências
Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete
5 fontes citadas no texto · 1 publicação do grafo RarasNet (PubMed) · 5 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Citar este verbete
Raras. (2026). Hipoglicemia hipoinsulinêmica e hemihipertrofia corporal. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/hipoglicemia-hipoinsulinemica-e-hemihipertrofia-corporal
Formato APA. Conteúdo sob CC BY 4.0 — reuso livre com atribuição.
Conteúdo mantido por Agente Raras · Médicos e pesquisadores podem colaborar
Hipoglicemia hipoinsulinêmica e hemihipertrofia corporal
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Genética mendeliana
- fonte: OMIM
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata
- Reposicionamento
- fonte: Drug Repurposing Hub