Macrodactilia dos dedos do pé é uma condição rara caracterizada pelo crescimento excessivo de um ou mais dedos do pé, frequentemente associada a anomalias cardíacas, hérnia inguinal e outras malformações nos pés. O gene PIK3CA está implicado nesta condição.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A macrodactilia dos dedos do pé é uma condição rara caracterizada pelo crescimento excessivo de um ou mais dedos do pé, presente desde o nascimento ou na primeira infância. Estima-se que afete entre 1 e 9 pessoas a cada 100.000 indivíduos. A condição pode estar associada a outras alterações, como sindactilia (dedos unidos) e polidactilia (dedos extras).[1][2]
Sinais e sintomas
Os principais sinais incluem aumento do tamanho do hálux (dedão do pé), alargamento dos metatarsos (ossos do pé), ossificação avançada dos ossos do tarso e epífises aumentadas dos dedos. Também podem ocorrer contraturas em flexão dos pododáctilos, desvio medial do pé e ossificação anormal dos metatarsos. Em alguns casos, a condição está associada a outras alterações, como defeitos do septo atrial ou ventricular, hérnia inguinal, hipospadia, lipoma, escoliose, microtia (orelha pequena) e esteatose hepática.[1][2]
Causas genéticas
A macrodactilia dos dedos do pé está associada a variantes no gene PIK3CA, que codifica a subunidade alfa catalítica da fosfatidilinositol 3-quinase. Esse gene está envolvido em vias de sinalização celular que regulam o crescimento e a proliferação celular. Mutações nesse gene podem levar ao crescimento excessivo dos tecidos dos dedos.[1][3]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica e em exames de imagem que mostram o aumento dos dedos e alterações ósseas. Exames genéticos podem confirmar a presença de variantes no gene PIK3CA. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece cobertura mínima para procedimentos como cariótipo, pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH, sequenciamento completo do exoma (WES) e dosagem de alfa-fetoproteína. Atualmente, há 18 testes genéticos disponíveis e 243 variantes registradas no ClinVar para essa condição.[1][3]
Tratamento e manejo
O manejo da macrodactilia dos dedos do pé é individualizado e pode incluir acompanhamento ortopédico, fisioterapia e, em alguns casos, cirurgia para redução do tamanho dos dedos ou correção de deformidades. O SUS oferece atendimento em reabilitação para doenças raras. Não há medicamentos específicos aprovados para o tratamento da condição.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico varia conforme a gravidade do crescimento excessivo e a presença de outras condições associadas. Com acompanhamento adequado, muitas pessoas conseguem manter boa funcionalidade dos pés e qualidade de vida. O suporte de equipe multidisciplinar é importante para abordar aspectos físicos e emocionais.[1]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
A macrodactilia dos dedos do pé é uma condição rara em que a criança nasce com um ou mais dedos dos pés maiores e mais largos que o habitual [1, 3]. Essa alteração no crescimento tecidual e ósseo costuma envolver mutações no gene chamado PIK3CA [4]. Os primeiros sinais são notados na infância através do aumento do hálux (dedão) ou desvios nos pés, podendo haver associação com outras malformações congênitas [1, 3]. No Brasil, a condição não possui um protocolo clínico específico (PCDT) nem medicamentos fornecidos pelo SUS, mas os pacientes têm acesso a serviços de reabilitação e exames genéticos na rede pública [6].
Macrodactilia dos dedos do pé é uma condição rara caracterizada pelo crescimento excessivo de um ou mais dedos do pé, frequentemente associada a anomalias cardíacas, hérnia inguinal e outras malformações nos pés. O gene PIK3CA está implicado nesta condição.
Escala de raridade
<1/50kMuito rara
1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
1/2k
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Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição.
Variantes genéticas (ClinVar)
243 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
30 vias biológicas associadas aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
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A macrodactilia dos dedos do pé está associada a alterações genéticas no gene PIK3CA, responsável pela enzima fosfatidilinositol 4,5-bisfosfato 3-quinase [4]. Não há relato de um modelo de herança familiar estabelecido para este quadro nos catálogos especializados [1, 2].
Referências
Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete
4 fontes citadas no texto · 1 publicação do grafo RarasNet (PubMed) · 5 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Citar este verbete
Raras. (2026). Macrodactilia dos dedos do pé. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/macrodactilia-dos-dedos-do-pe
Formato APA. Conteúdo sob CC BY 4.0 — reuso livre com atribuição.
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Macrodactilia dos dedos do pé
📋 Origem dos dados
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- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Indexação biomédica
- fonte: MeSH (NLM)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata