Microssomia hemifacial (síndrome otomandibular) é uma anomalia congênita rara caracterizada por hipoplasia da mandíbula e maxila, alterações na orelha (trago duplicado) e, frequentemente, atraso no neurodesenvolvimento e problemas respiratórios.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
Sinais e sintomas
O quadro clínico envolve diversas alterações craniofaciais e estruturais, incluindo aplasia ou hipoplasia da mandíbula e da maxila, mordida cruzada, apinhamento dentário, fenda submucosa do palato e úvula bífida. Observam-se alterações no pavilhão auricular como trago duplicado, acrocórdons e diferentes graus de microtia (primeiro grau, segundo grau e terceiro grau), além de deficiência auditiva.[1][2]
Podem ocorrer manifestações respiratórias e otorrinolaringológicas como apneia obstrutiva do sono e obstrução das vias aéreas superiores. Foram descritos também coloboma, microcefalia, aplasia ou hipoplasia do corpo caloso, espinha bífida, trato sinusal dérmico, atraso do neurodesenvolvimento e atraso no desenvolvimento da fala e da linguagem.[1][2]
Durante o período gestacional e pré-natal, podem ser identificados achados como retardo do crescimento intrauterino e polidrâmnio. Há também a possibilidade de acometimento de outros órgãos, caracterizado por morfologia anormal do coração e morfologia renal anormal.[1][2]
Causas genéticas
Diagnóstico
Tratamento e manejo
Tratamentos citados na literatura
As seguintes substâncias e materiais foram identificados em mineração da literatura científica biomédica pelo sistema PubTator3: Calcium Sulfate (2 publicações), Propofol (2 publicações), polyetheretherketone (2 publicações), Alcohols (1 publicação), Carbon (1 publicação), Cholesterol (1 publicação), Indoleacetic Acids (1 publicação), Oxygen (1 publicação), Retinoids (1 publicação) e ethylene (1 publicação). Esses termos refletem apenas menções associadas em publicações indexadas, não constituindo recomendação, aprovação formal ou protocolo clínico de uso para a condição.[4]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
A microssomia hemifacial é uma condição genética congênita caracterizada por alterações no desenvolvimento dos ossos da face, da mandíbula e das orelhas. As famílias costumam notar diferenças no formato do rosto, diminuição ou deformidades na orelha e, por vezes, dificuldades na fala, audição e respiração. Os cuidados envolvem correções cirúrgicas e ortopédicas estruturais do esqueleto facial, além de suporte para a audição e o desenvolvimento da fala. No Brasil, a síndrome não conta com um protocolo clínico (PCDT) nem medicamentos específicos dispensados pelo SUS, sendo o atendimento conduzido pela rede de referência em malformações craniofaciais.
Microssomia hemifacial (síndrome otomandibular) é uma anomalia congênita rara caracterizada por hipoplasia da mandíbula e maxila, alterações na orelha (trago duplicado) e, frequentemente, atraso no neurodesenvolvimento e problemas respiratórios.
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Entender a doença
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Partes do corpo afetadas
+ 26 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 77 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Linha do tempo da pesquisa
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
2 genes identificados com associação a esta condição.
Craniofacial microsomia 2
A form of craniofacial microsomia, a disorder characterized by a spectrum of craniofacial malformations ranging from isolated microtia with or without aural atresia to underdevelopment of the mandible, maxilla, orbit, facial soft tissue, and/or facial nerve. Most CFM2 patients exhibit isolated unilateral or bilateral grade II/III microtia, with or without atresia, although some patients show only minor external ear defects. Mandibular hypoplasia, micrognathia, and dental anomalies have also been observed. CFM2 inheritance can be autosomal dominant or autosomal recessive.
Craniofacial microsomia 1
A form of craniofacial microsomia, a disorder characterized by a spectrum of craniofacial malformations ranging from isolated microtia with or without aural atresia to underdevelopment of the mandible, maxilla, orbit, facial soft tissue, and/or facial nerve. CFM1 is an autosomal dominant form characterized by mandibular hypoplasia, microtia, facial and preauricular skin tags, epibulbar dermoids, and lateral oral clefts. Affected individuals also present skeletal and cardiac abnormalities.
Variantes genéticas (ClinVar)
73 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
4 vias biológicas associadas aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Microssomia hemifacial
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Publicações mais relevantes
Haploinsufficiency of SF3B2 revealed by a craniofacial microsomia with atypical presentation: a case report.
Otomandibular syndrome is primarily characterised by craniofacial microsomia (CFM). Pathogenic loss-of-function variants of the SF3B2 gene, which encodes the U2 subunit of the spliceosome, can cause CFM through a haploinsufficiency mechanism. This study aims to present the clinical phenotype and maxillofacial management of a patient carrying a novel SF3B2 gene variant. We present the case of a patient with a heterozygous de novo pathogenic variant of the SF3B2 gene who presented with an otomandibular syndrome accompanied by progressive camptodactyly of the extremities, which had not been described previously. Particularly low maxillary and mandibular bone density was observed during bimaxillary osteotomy, necessitating adaptation of the surgical protocol. This case expands the phenotypic spectrum of anomalies associated with the SF3B2 gene by indicating potential subclinical acral and bone involvement. It also emphasises the importance of genetic analysis in complex craniofacial malformations.
Mandibular recontouring with polyetheretherketone (PEEK) patient-specific implants.
The definition of the mandibular angle profile is a common challenge for oral and maxillofacial surgeons. Accurate diagnosis and treatment planning are mandatory in order to properly manage soft and hard tissues. The use of several biomaterials is described in the literature. The present paper reports the treatment of a defect in the right mandibular angle in otomandibular syndrome sequelae by positioning polyetheretherketone (PEEK) patient-specific implants (PSI) in a 25-year-old patient who previously underwent orthognathic surgery. Satisfactory aesthetic results were achieved with no complications 12 months after surgery. Considering its advantageous physical properties and the low rate of postoperative complications reported in the literature, PEEK can increase the treatment options for recontouring not only the upper third and the middle third of the face, but also of the lower third, in particular in cases of large three-dimensional defects.
Congenital Cholesteatoma Revealed by Recurrent Neck Cellulitis in Patient With Otomandibular Syndrome.
[Screening for ocular involvement in deaf children].
The association between deafness and visual disorders is frequent. These disorders range from simple refractive disorder to severe disease that can lead to disability. Hence the interest of early screening. This study aims to highlight the importance of multidisciplinary management and of the need for ophthalmological examination in each deaf child. We conducted a prospective monocentric data collection from medical records of 200 children followed for hypoacousia from January 2014 to January 2015. Each child underwent complete ophthalmological examination, ENT examination and clinical examination. Data from 155 medical records were collected. Ocular involvement was found in 47 patients, reflecting a rate of 30.4%. Bilateral involvement was found in 45 patients. The main syndromic causes were: Usher syndrome (8 casess), Waardenbourg syndrome (5 cases), Alport syndrome (3 cases), Wolfram syndrome (2 cases), Goldenhar syndrome (3 cases), Cogan syndrome (3 cases), Franceschetti-Kleinsyndrome (1 case), Charge syndrome(1 case), otomandibular syndrome (1 case), Stickler syndrome(1 case), Alström syndrome (1 case), Refsum disease (1 case), Susac syndrome (1 case) and KID Syndrome (1 case). Screening for ocular involvement allowed to shorten the average length of cochlear implantation from 9 months to 3 months. There are numerous ocular and auditory involvements because of the embryological and cellular similarities of these two organs, including the retina and the inner ear. The diagnosis of these involvements is facilitated by the presence of facial dysmorphism; on the other hand, diagnosis is difficult when there are visual and auditory sensorineural involvements. Early diagnosis of ocular and auditory involvements allows for best psychomotor development and optimal social inclusion. Therefore multidisciplinary management is necessary to allow for the best psychomotor, orthophonic and visual rehabilitation. L'association de la surdité aux troubles visuels est fréquente. Ces troubles vont de simple anomalie de la réfraction jusqu'à la maladie grave qui peut constituer un handicap. D'où l'intérêt d'un dépistage précoce. L'objectif de cette étude est de montrer l'importance de la collaboration multidisciplinaire et la nécessité de l'examen ophtalmologique chez chaque enfant présentant une surdité à travers cette étude prospective. Il s'agit d'une étude prospective monocentrique colligeant 200 enfants suivis pour hypoacousie de janvier 2014 à janvier 2015. Chaque enfant a bénéficié d'un examen ophtalmologique complet; examen ORL; et un examen général. Cent cinquante-cinq dossiers ont été colligés. Une atteinte oculaire était constatée chez 47 patients soit 30,4% des enfants. Elle est bilatérale chez 45patients. Les principales étiologies étaient syndromiques (syndrome d'Usher (8cas), syndrome de Waardenbourg (5 cas), syndrome d'Alport (3 cas), syndrome de Wolfram (2 cas), syndrome de Goldenar (3 cas), syndrome de Cogan (3 cas), syndrome de Fracheschetti (1 cas), syndrome de Charge (1 cas), syndrome otomandibulaire (1 cas), syndrome de Stickler (1 cas), syndrome d'Alstrom (1 cas), syndrome de Refsum (1 cas), syndrome de Susac (1 cas) et KID syndrome (1 cas)). Le dépistage de l'atteinte oculaire a permis de raccourcir le délai d'attente pour implant cochléaire de 9 mois à 3 mois. Les atteintes oculo auditives sont très nombreuses du fait de la similitude embryologique et cellulaire de ces deux organes, notamment la rétine et l'oreille interne. Le diagnostic de ces atteintes est facilité par l'existence d'une dysmorphie faciale, en revanche, il reste difficile lorsqu'il existe que les atteintes neurosensorielles visuelles et auditives. La précocité du diagnostic des atteintes oculo auditives permet un meilleur développement psychomoteur et une insertion sociale optimale. Donc la prise en charge pluridisciplinaire précoce est nécessaire afin de permettre la meilleure rééducation psychomotrice, orthophonique et visuelle.
Publicações recentes
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The petrotympanic fissure: a link connecting the tympanic cavity and the temporomandibular joint.
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Journal of stomatology, oral and maxillofacial surgeryMandibular recontouring with polyetheretherketone (PEEK) patient-specific implants.
BMJ case reportsCongenital Cholesteatoma Revealed by Recurrent Neck Cellulitis in Patient With Otomandibular Syndrome.
JAMA otolaryngology-- head & neck surgery[Screening for ocular involvement in deaf children].
The Pan African medical journalAssociações
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Doença com base genética
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Perguntas frequentes
O que as famílias mais perguntam sobre esta doença — cada resposta com a fonte de onde saiu
A condição está associada a alterações genéticas que afetam os genes FOXI3 e SF3B2. Essas alterações interferem no desenvolvimento embrionário dos tecidos e arcos que formam o esqueleto facial e auditivo.
Referências
Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete
5 fontes citadas no texto · 5 publicações do grafo RarasNet (PubMed) · 5 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Citar este verbete
Raras. (2026). Microssomia hemifacial. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/microssomia-hemifacial
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Microssomia hemifacial
📋 Origem dos dados
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- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Indexação biomédica
- fonte: MeSH (NLM)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata
- Ensaios clínicos
- fonte: ClinicalTrials.gov