Forma autossômica recessiva de osteopetrose causada por mutação(ões) em pelo menos 8 genes relacionados à função dos osteoclastos. Esta condição é caracterizada pela falha dos osteoclastos em reabsorver o osso, resultando em modelagem/remodelação óssea prejudicada e fragilidade esquelética, apesar do aumento da massa óssea; também está associado a insuficiência hematopoiética, hipocalcemia, erupção dentária perturbada, síndromes de compressão nervosa e comprometimento do crescimento. Alguns casos também estão associados à deterioração neurológica progressiva.
Introdução
O que você precisa saber de cara
A osteopetrose maligna autossômica recessiva, conhecida popularmente como osteopetrose maligna infantil, é uma doença genética rara em que as células que reabsorvem os ossos não funcionam direito. Isso faz com que o osso se torne muito denso e, ao mesmo tempo, extremamente frágil e sujeito a quebras constantes, além de prejudicar a produção de sangue pela medula. Os pais costumam notar logo após o nascimento alterações no crânio, fraqueza, infecções frequentes e problemas de visão causados pela compressão de nervos. No Brasil, a doença ainda não consta na lista de PCDTs do Ministério da Saúde e não tem remédios dispensados diretamente pelo SUS, sendo o suporte focado em reabilitação.
Forma autossômica recessiva de osteopetrose causada por mutação(ões) em pelo menos 8 genes relacionados à função dos osteoclastos. Esta condição é caracterizada pela falha dos osteoclastos em reabsorver o osso, resultando em modelagem/remodelação óssea prejudicada e fragilidade esquelética, apesar do aumento da massa óssea; também está associado a insuficiência hematopoiética, hipocalcemia, erupção dentária perturbada, síndromes de compressão nervosa e comprometimento do crescimento. Alguns casos também estão associados à deterioração neurológica progressiva.
Tem tratamento?
Escala de raridade
<1/50kMuito rara
1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
1/2k
Encontrou um erro ou informação desatualizada? Sugira uma correção →
Entender a doença
Do básico ao detalhe, leia no seu ritmo
Preparando trilha educativa...
Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Partes do corpo afetadas
+ 69 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 202 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Linha do tempo da pesquisa
Encontrou um erro ou informação desatualizada? Sugira uma correção →
Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
10 genes identificados com associação a esta condição. Padrão de herança: Autosomal recessive.
Curadoria gene-doença
fontes oficiaisOsteopetrosis, autosomal recessive 1
A rare genetic disease characterized by abnormally dense bone, due to defective resorption of immature bone. Osteopetrosis occurs in two forms: a severe autosomal recessive form occurring in utero, infancy, or childhood, and a benign autosomal dominant form occurring in adolescence or adulthood. Recessive osteopetrosis commonly manifests in early infancy with macrocephaly, feeding difficulties, evolving blindness and deafness, bone marrow failure, severe anemia, and hepatosplenomegaly. Deafness and blindness are generally thought to represent effects of pressure on nerves.
Osteopetrosis, autosomal recessive 9
A form of osteopetrosis, a rare genetic disease characterized by abnormally dense bone, due to defective resorption of immature bone. Osteopetrosis occurs in two forms: a severe autosomal recessive form occurring in utero, infancy, or childhood, and a benign autosomal dominant form occurring in adolescence or adulthood. Recessive osteopetrosis commonly manifests in early infancy with macrocephaly, feeding difficulties, evolving blindness and deafness, bone marrow failure, severe anemia, and hepatosplenomegaly. Deafness and blindness are generally thought to represent effects of pressure on nerves. OPTB9 is characterized by increased bone density and bone fragility, as well as renal failure.
Osteopetrosis, autosomal recessive 6
A rare genetic disease characterized by abnormally dense bone, due to defective resorption of immature bone. Osteopetrosis occurs in two forms: a severe autosomal recessive form occurring in utero, infancy, or childhood, and a benign autosomal dominant form occurring in adolescence or adulthood. Recessive osteopetrosis commonly manifests in early infancy with macrocephaly, feeding difficulties, evolving blindness and deafness, bone marrow failure, severe anemia, and hepatosplenomegaly. Deafness and blindness are generally thought to represent effects of pressure on nerves.
Familial expansile osteolysis
Rare autosomal dominant bone disorder characterized by focal areas of increased bone remodeling. The osteolytic lesions develop usually in the long bones during early adulthood. FEO is often associated with early-onset deafness and loss of dentition.
Osteopetrosis, autosomal recessive 5
A rare genetic disease characterized by abnormally dense bone, due to defective resorption of immature bone. Osteopetrosis occurs in two forms: a severe autosomal recessive form occurring in utero, infancy, or childhood, and a benign autosomal dominant form occurring in adolescence or adulthood. Recessive osteopetrosis commonly manifests in early infancy with macrocephaly, feeding difficulties, evolving blindness and deafness, bone marrow failure, severe anemia, and hepatosplenomegaly. Deafness and blindness are generally thought to represent effects of pressure on nerves. OPTB5 patients manifest primary central nervous system involvement in addition to the classical stigmata of severe bone sclerosis, growth failure, anemia, thrombocytopenia and visual impairment with optic atrophy.
Osteopetrosis, autosomal recessive 3
A rare genetic disease characterized by abnormally dense bone, due to defective resorption of immature bone. Osteopetrosis occurs in two forms: a severe autosomal recessive form occurring in utero, infancy, or childhood, and a benign autosomal dominant form occurring in adolescence or adulthood. Recessive osteopetrosis commonly manifests in early infancy with macrocephaly, feeding difficulties, evolving blindness and deafness, bone marrow failure, severe anemia, and hepatosplenomegaly. Deafness and blindness are generally thought to represent effects of pressure on nerves. OPTB3 is associated with renal tubular acidosis, cerebral calcification (marble brain disease) and in some cases with intellectual disability.
Leukocyte adhesion deficiency 3
A disorder characterized by recurrent bacterial infections without pus formation, leukocytosis and major bleeding disorders.
Osteopetrosis, autosomal recessive 8
A rare genetic disease characterized by abnormally dense bone, due to defective resorption of immature bone. Osteopetrosis occurs in two forms: a severe autosomal recessive form occurring in utero, infancy, or childhood, and a benign autosomal dominant form occurring in adolescence or adulthood. Recessive osteopetrosis commonly manifests in early infancy with macrocephaly, feeding difficulties, evolving blindness and deafness, bone marrow failure, severe anemia, and hepatosplenomegaly. Deafness and blindness are generally thought to represent effects of pressure on nerves. OPTB8 is clinically characterized by dense bones with no distinction between outer and inner plates, due to extensive encroachment of cortical bone into the medullary space, increased head circumference, broad open fontanelle, frontal bossing, and hepatosplenomegaly. Osteoclasts number is low and their bone resorptive capacity is impaired.
Osteopetrosis, autosomal recessive 4
A rare genetic disease characterized by abnormally dense bone, due to defective resorption of immature bone. Osteopetrosis occurs in two forms: a severe autosomal recessive form occurring in utero, infancy, or childhood, and a benign autosomal dominant form occurring in adolescence or adulthood. Recessive osteopetrosis commonly manifests in early infancy with macrocephaly, feeding difficulties, evolving blindness and deafness, bone marrow failure, severe anemia, and hepatosplenomegaly. Deafness and blindness are generally thought to represent effects of pressure on nerves.
Osteopetrosis, autosomal recessive 2
A rare genetic disease characterized by abnormally dense bone, due to defective resorption of immature bone. Osteopetrosis occurs in two forms: a severe autosomal recessive form occurring in utero, infancy, or childhood, and a benign autosomal dominant form occurring in adolescence or adulthood. Recessive osteopetrosis commonly manifests in early infancy with macrocephaly, feeding difficulties, evolving blindness and deafness, bone marrow failure, severe anemia, and hepatosplenomegaly. Deafness and blindness are generally thought to represent effects of pressure on nerves. OPTB2 is characterized by paucity of osteoclasts, suggesting a molecular defect in osteoclast development.
Medicamentos aprovados (FDA)
1 medicamento encontrado nos registros da FDA americana.
Variantes genéticas (ClinVar)
416 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
17 vias biológicas associadas aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Osteopetrose maligna autossômica recessiva
Selecione um estado ou use sua localização para ver resultados.
Dados de DATASUS/CNES, SBGM, ABNeuro e Ministério da Saúde. Sempre confirme a disponibilidade diretamente com o estabelecimento.
Pesquisa ativa
Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes
Ensaios em destaque
Com ensaio aberto em 3 países. O ponto verde marca onde há vaga agora.
🟢 Recrutando agora
3 pesquisas recrutando participantes. Converse com seu médico sobre a possibilidade de participar.
Outros ensaios clínicos
21 ensaios clínicos encontrados, 4 ativos.
Publicações mais relevantes
Publicações recentes
Severe hypophosphataemia can be an early sign of osteopetrorickets: a case report.
Infantile autosomal-recessive malignant osteopetrosis.
Familial malignant osteopetrosis in children: a case report.
Autosomal malignant osteopetrosis. From diagnosis to therapy.
Osteoclast morphology in autosomal recessive malignant osteopetrosis due to a TCIRG1 gene mutation.
Associações
Organizações que acompanham esta doença — pra ter apoio e orientação
Ainda não temos associações cadastradas para Osteopetrose maligna autossômica recessiva.
É de uma associação que acompanha esta doença? Fale com a gente →
Doença com base genética
Um médico geneticista pode ajudar no diagnóstico de Osteopetrose maligna autossômica recessiva e no aconselhamento genético da família.
Doenças relacionadas
Doenças com sintomas parecidos — ajudam quem ainda está buscando diagnóstico
Perguntas frequentes
O que as famílias mais perguntam sobre esta doença — cada resposta com a fonte de onde saiu
É o nome popular da osteopetrose maligna autossômica recessiva, uma doença esquelética genética grave que se inicia no recém-nascido ou nos primeiros meses de vida. Nela, os osteoclastos falham em renovar a estrutura óssea, gerando densidade anormal com fragilidade e risco de fraturas.
Referências
Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete
5 publicações do grafo RarasNet (PubMed) · 7 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Citar este verbete
Raras. (s.d.). Osteopetrose maligna autossômica recessiva. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/osteopetrose-maligna-autossomica-recessiva
Formato APA. Conteúdo sob CC BY 4.0 — reuso livre com atribuição.
Conteúdo mantido por Agente Raras · Médicos e pesquisadores podem colaborar
Osteopetrose maligna autossômica recessiva
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Indexação biomédica
- fonte: MeSH (NLM)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata
- Medicamentos aprovados FDA
- fonte: FDA OpenFDA
- Ensaios clínicos
- fonte: ClinicalTrials.gov