Aldeído desidrogenases são um grupo de enzimas que catalisam a oxidação de aldeídos. Elas convertem aldeídos em ácidos carboxílicos. O oxigênio provém de uma molécula de água. Até o momento, dezenove genes ALDH foram identificados no genoma humano. Estes genes participam de uma ampla variedade de processos biológicos, incluindo a desintoxicação de aldeídos gerados exógena e endogenamente.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A Síndrome Imagawa-Matsumoto é uma condição genética rara caracterizada por crescimento excessivo (supercrescimento), alterações craniofaciais distintas e atraso no desenvolvimento. Estima-se que sua prevalência seja inferior a 1 caso por 1.000.000 de pessoas, sendo considerada uma doença ultrarrara. O padrão de herança é autossômico dominante, o que significa que uma cópia alterada do gene responsável já é suficiente para manifestar a síndrome. Os primeiros sinais podem ser observados ainda no período pré-natal (antenatal) ou logo após o nascimento (neonatal).[1][2]
Sinais e sintomas
As pessoas com Síndrome Imagawa-Matsumoto podem apresentar uma combinação de características que afetam diferentes partes do corpo. Entre os sinais mais comuns estão: macrocefalia (cabeça aumentada), testa proeminente, cristas supraorbitais proeminentes (ossos acima dos olhos salientes), face redonda, hipertelorismo (aumento da distância entre os olhos), fissuras palpebrais inclinadas para baixo, crista nasal ampla e prognatismo mandibular (queixo para frente). Também são frequentes o supercrescimento (alta estatura e comprimento ao nascer maior que o percentil 97), mãos e pés grandes, clinodactilia (curvatura anormal dos dedos), camptodactilia (dedos permanentemente fletidos) e hipertricose (aumento de pelos). No sistema neurológico, observam-se deficiência intelectual, atraso global do desenvolvimento, hipotonia generalizada (tônus muscular baixo) e agenesia do corpo caloso (ausência da estrutura que conecta os hemisférios cerebrais). Outros achados incluem criptorquidia (testículo não descido), ânus em posição anterior, hérnia umbilical, nevo melanocítico (pintas escuras) e maturação esquelética acelerada.[1][2]
Causas genéticas
A síndrome é causada por alterações (variantes patogênicas) no gene SUZ12, que fornece instruções para a produção da proteína Polycomb SUZ12. Essa proteína faz parte de um complexo que regula a expressão de outros genes, sendo essencial para o desenvolvimento adequado do corpo. As variantes no SUZ12 levam a um descontrole no crescimento celular e na formação dos tecidos, resultando nas características da síndrome. O padrão de herança é autossômico dominante: quando um dos pais é afetado, há 50% de chance de transmitir a variante para cada filho. No entanto, muitos casos podem ocorrer de forma esporádica (nova mutação), sem histórico familiar.[1][3][4]
Diagnóstico
O diagnóstico da Síndrome Imagawa-Matsumoto é baseado na avaliação clínica dos sinais e sintomas característicos e confirmado por testes genéticos. Os exames disponíveis incluem: cariótipo com bandas G, Q ou R (para análise cromossômica geral), pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH (técnica que identifica pequenas perdas ou ganhos de material genético) e sequenciamento completo do exoma (WES), que analisa todos os genes codificadores de proteínas. Atualmente, há 112 variantes patogênicas descritas no ClinVar para o gene SUZ12, o que auxilia na confirmação molecular. A dosagem de alfa-fetoproteína pode ser solicitada como parte da investigação. O código CID-10 associado é Q87.3 (síndromes de malformações congênitas com supercrescimento precoce).[1][3][4]
Tratamento e manejo
Não existe cura específica para a Síndrome Imagawa-Matsumoto. O manejo é multidisciplinar e focado no alívio dos sintomas e no suporte ao desenvolvimento. O acompanhamento deve incluir atendimento em reabilitação para doenças raras, com fisioterapia, terapia ocupacional e fonoaudiologia para estimular o desenvolvimento motor e cognitivo. Atrasos no desenvolvimento e deficiência intelectual requerem suporte educacional especializado. A criptorquidia pode necessitar de correção cirúrgica. A hérnia umbilical e o ânus em posição anterior são avaliados pela cirurgia pediátrica. A maturação esquelética acelerada e a alta estatura devem ser monitoradas por um endocrinologista. O nevo melanocítico e a hipertricose podem ser abordados pela dermatologia. O aconselhamento genético é recomendado para a família. No Brasil, o SUS oferece cobertura mínima para os procedimentos diagnósticos e de reabilitação listados.[1][3]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico varia de acordo com a gravidade dos sintomas e a presença de malformações associadas, como a agenesia do corpo caloso. O supercrescimento e a deficiência intelectual podem impactar a qualidade de vida, mas com intervenção precoce e suporte multidisciplinar é possível melhorar a autonomia e o bem-estar. Não há dados específicos sobre expectativa de vida para esta síndrome, sendo necessário acompanhamento médico regular para monitorar complicações.[1][2]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
A Síndrome Imagawa-Matsumoto é uma condição genética muito rara que causa supercrescimento corporal e atraso no desenvolvimento motor e cognitivo. Os primeiros sinais costumam aparecer ainda na gestação ou logo após o nascimento, incluindo cabeça aumentada e hipotonia muscular. A causa está ligada a alterações no gene SUZ12, que participa da regulação do crescimento infantil. Não existe um remédio que cure a síndrome, e ela não possui PCDT específico no SUS, sendo o acompanhamento voltado para terapias de suporte e reabilitação.
Aldeído desidrogenases são um grupo de enzimas que catalisam a oxidação de aldeídos. Elas convertem aldeídos em ácidos carboxílicos. O oxigênio provém de uma molécula de água. Até o momento, dezenove genes ALDH foram identificados no genoma humano. Estes genes participam de uma ampla variedade de processos biológicos, incluindo a desintoxicação de aldeídos gerados exógena e endogenamente.
Escala de raridade
<1/50kMuito rara
1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
1/2k
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Entender a doença
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Partes do corpo afetadas
+ 9 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 27 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Linha do tempo da pesquisa
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição. Padrão de herança: Autosomal dominant.
Curadoria gene-doença
fontes oficiaisVariantes genéticas (ClinVar)
112 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Classificação de variantes (ClinVar)
Distribuição de 31 variantes classificadas pelo ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
11 vias biológicas associadas aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
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Imagawa-Matsumoto Syndrome: The First Case From Turkey.
Imagawa-Matsumoto syndrome (IMMAS; MIM #618786) is an autosomal dominant syndrome characterized by overgrowth, dysmorphic features, musculoskeletal abnormalities, developmental delay, and intellectual disability. The first case was reported in 2017 and has subsequently been diagnosed in only another 12 patients. We also present the first IMMAS patient from Turkey. A 19-year-old female was admitted to the neurology outpatient clinic due to a behavioral disorder and intellectual disability. Her physical examination revealed macrocephaly and dysmorphic features like a round face, broad forehead, hypertelorism, and variable skeletal anomalies such as flat feet, clinodactyly, and macrocephaly. Cranial magnetic resonance imaging (MRI) showed agenesis of the corpus callosum and polymicrogyria. Chromosomal analysis results were consistent with a normal constitutional female karyotype and microarray analysis showed a de novo 1.5-MB size deletion on the long arm of chromosome 17; band q11.2 encompassing the Polycomb Repressive Complex 2 Subunit (SUZ12 gene, MIM *606245). This report will contribute to the limited information in the literature.
Whole-exome sequencing reveals causative genetic variants for several overgrowth syndromes in molecularly negative Beckwith-Wiedemann spectrum.
Background Beckwith-Wiedemann syndrome (BWS) is an imprinting disorder caused by (epi)genetic alterations at 11p15. Because approximately 20% of patients test negative via molecular testing of peripheral blood leukocytes, the concept of Beckwith-Wiedemann spectrum (BWSp) was established to encompass a broader cohort with diverse and overlapping phenotypes. The prevalence of other overgrowth syndromes concealed within molecularly negative BWSp remains unexplored. Methods We conducted whole-exome sequencing (WES) on 69 singleton patients exhibiting molecularly negative BWSp. Variants were confirmed by Sanger sequencing or quantitative genomic PCR. We compared BWSp scores and clinical features between groups with classical BWS (cBWS), atypical BWS or isolated lateralised overgrowth (aBWS+ILO) and overgrowth syndromes identified via WES. Results Ten patients, one classified as aBWS and nine as cBWS, showed causative gene variants for Simpson-Golabi-Behmel syndrome (five patients), Sotos syndrome (two), Imagawa-Matsumoto syndrome (one), glycosylphosphatidylinositol biosynthesis defect 11 (one) or 8q duplication/9p deletion (one). BWSp scores did not distinguish between cBWS and other overgrowth syndromes. Birth weight and height in other overgrowth syndromes were significantly larger than in aBWS+ILO and cBWS, with varying intergroup frequencies of clinical features. Conclusion Molecularly negative BWSp encapsulates other syndromes, and considering both WES and clinical features may facilitate accurate diagnosis.
Fetal and postnatal neuroimaging of SUZ12-related overgrowth: Imagawa-matsumoto syndrome.
Imagawa-Matsumoto syndrome: SUZ12-related overgrowth disorder.
The SUZ12 gene encodes a subunit of polycomb repressive complex 2 (PRC2) that is essential for development by silencing the expression of multiple genes. Germline heterozygous variants in SUZ12 have been found in Imagawa-Matsumoto syndrome (IMMAS) characterized by overgrowth and multiple dysmorphic features. Similarly, both EZH2 and EED also encode a subunit of PRC2 each and their pathogenic variants cause Weaver syndrome and Cohen-Gibson syndrome, respectively. Clinical manifestations of these syndromes significantly overlap, although their different prevalence rates have recently been noted: generalized overgrowth, intellectual disability, scoliosis, and excessive loose skin appear to be less prevalent in IMMAS than in the other two syndromes. We could not determine any apparent genotype-phenotype correlation in IMMAS. The phenotype of neurofibromatosis type 1 arising from NF1 deletion was also shown to be modified by the deletion of SUZ12, 560 kb away. This review deepens our understanding of the clinical and genetic characteristics of IMMAS together with other overgrowth syndromes related to PRC2. We also report on a novel IMMAS patient carrying a splicing variant (c.1023+1G>C) in SUZ12. This patient had a milder phenotype than other previously reported IMMAS cases, with no macrocephaly or overgrowth phenotypes, highlighting the clinical variation in IMMAS.
An investigation of the etiology and follow-up findings in 35 children with overgrowth syndromes, including biallelic SUZ12 variant.
Overgrowth-intellectual disability (OGID) syndromes are clinically and genetically heterogeneous group of disorders. The aim of this study was to examine the molecular etiology and long-term follow-up findings of Turkish OGID cohort. Thirty-five children with OGID were included in the study. Single gene sequencing, clinical exome analysis, chromosomal microarray analysis and whole exome sequencing were performed. Five pathogenic copy number variants were detected in the patients; three of them located on chromosome 5q35.2 (encompassing NSD1), others on 9q22.3 and 22q13.31. In 19 of 35 patients; we identified pathogenic variants in OGID genes associated with epigenetic regulation, NSD1 (n = 15), HIST1H1E (n = 1), SETD1B (n = 1), and SUZ12 (n = 2). The pathogenic variants in PIK3CA (n = 2), ABCC9 (n = 1), GPC4 (n = 2), FIBP (n = 1), and TMEM94 (n = 1) which had a role in other growth pathways were detected in seven patients. The diagnostic yield was 31/35(88%). Twelve pathogenic variants were novel. The common facial feature of the patients was prominent forehead. The patients with Sotos syndrome were observed to have milder intellectual disability than patients with other OGID syndromes. In conclusion, this study showed, for the first time, that biallelic variants of SUZ12 caused Imagawa-Matsumoto syndrome, monoallelic variants in SETDIB resulted in OGID. Besides expanded the phenotypes of very rare OGID syndromes caused by FIBP and TMEM94.
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Journal of medical geneticsAn investigation of the etiology and follow-up findings in 35 children with overgrowth syndromes, including biallelic SUZ12 variant.
American journal of medical genetics. Part AImagawa-Matsumoto syndrome: SUZ12-related overgrowth disorder.
Clinical geneticsAssociações
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Doença com base genética
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Perguntas frequentes
O que as famílias mais perguntam sobre esta doença — cada resposta com a fonte de onde saiu
A síndrome é causada por alterações genéticas com padrão autossômico dominante no gene SUZ12. Esse gene é responsável por produzir a proteína Polycomb protein SUZ12, reguladora do crescimento.
Referências
Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete
5 fontes citadas no texto · 5 publicações do grafo RarasNet (PubMed) · 4 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Citar este verbete
Raras. (2026). Síndrome Imagawa-Matsumoto. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/sindrome-imagawa-matsumoto
Formato APA. Conteúdo sob CC BY 4.0 — reuso livre com atribuição.
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Síndrome Imagawa-Matsumoto
📋 Origem dos dados
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- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Genética mendeliana
- fonte: OMIM
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)