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XYLT1-CDG
ORPHA:370930CID-10 · E77.8CID-11 · 5C54.1DOENÇA RARA
Esta doença tem causa genética. Recomendamos procurar um médico geneticista para diagnóstico, exames genéticos e aconselhamento familiar.
DigestivoInício neonatalHerança AR

XYLT1-CDG é uma doença rara autossômica recessiva causada por mutações no gene XYLT1. Apresenta-se com hepatomegalia, acne, coxa valga, deficiência intelectual moderada, clinodactilia, luxação articular, hirsutismo, costelas largas, obesidade troncular e macrocefalia relativa.

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Introdução

O que você precisa saber de cara

Mantido pelo Disease Twin100% com fonte · atualizado 10/06/2026Revisão médica pendente
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Visão geral

A XYLT1-CDG é uma doença genética rara, classificada como um distúrbio congênito da glicosilação (CDG). A condição é herdada de forma autossômica recessiva, ou seja, para manifestar a doença, a pessoa precisa herdar uma cópia do gene alterado de cada um dos pais. A prevalência estimada é de menos de 1 caso a cada 1.000.000 de pessoas, sendo considerada uma doença ultrarrara. Os primeiros sinais geralmente aparecem ainda na infância ou no período neonatal.[1][2]

Sinais e sintomas

A XYLT1-CDG afeta múltiplos sistemas do corpo. Os sinais e sintomas mais frequentemente descritos incluem: alterações esqueléticas (como metáfise alargada, ossos longos curtos, colo femoral curto, costelas largas, clavículas curtas, baixa estatura, maturação esquelética acelerada, pé plano, luxação articular, hipermobilidade articular e clinodactilia); características faciais típicas (fácies lunar, proptose, filtro longo, borda do vermelhão espessa, sinofris, macrocefalia relativa e microcefalia); alterações de crescimento e peso (atraso de crescimento, obesidade troncular); alterações de pele e pelos (pele macia e pastosa, hirsutismo); além de fissura palatina, polegares largos e miopia.[1][2]

Causas genéticas

A XYLT1-CDG é causada por alterações (mutações) no gene XYLT1. Este gene fornece as instruções para a produção da enzima xilosiltransferase 1, que desempenha um papel fundamental no processo de glicosilação — a adição de açúcares a proteínas. Mutações nesse gene comprometem a função da enzima, levando aos sinais e sintomas da doença.[1][3]

Diagnóstico

O diagnóstico da XYLT1-CDG é baseado na avaliação clínica e confirmado por testes genéticos. O sequenciamento completo do exoma (WES) é um dos métodos utilizados para identificar mutações no gene XYLT1. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece cobertura mínima para procedimentos como a dosagem de aminoácidos (para erros inatos do metabolismo), dosagem de ácidos orgânicos na urina, teste de triagem para erros inatos do metabolismo, teste do pezinho (triagem neonatal) e atendimento em reabilitação para doenças raras. Atualmente, há 110 variantes do gene XYLT1 registradas no ClinVar, um banco de dados público de variantes genéticas.[1][3]

Tratamento e manejo

Até o momento, não há medicamentos específicos aprovados para o tratamento da XYLT1-CDG. O manejo da condição é multidisciplinar e focado no alívio dos sintomas e na melhora da qualidade de vida. O acompanhamento deve incluir especialistas como geneticistas, pediatras, ortopedistas, oftalmologistas, fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais. O SUS oferece atendimento em reabilitação para doenças raras, que pode incluir fisioterapia e terapia ocupacional para lidar com a hipermobilidade articular e outras alterações musculoesqueléticas.[1]

Tratamentos citados na literatura

Não há fármacos ou tratamentos específicos citados na literatura científica disponível para esta condição. As informações sobre possíveis terapias são baseadas exclusivamente no manejo dos sintomas e no suporte multidisciplinar.[1]

Prognóstico e qualidade de vida

O prognóstico para pessoas com XYLT1-CDG é variável e depende da gravidade dos sintomas e do acesso a cuidados multidisciplinares. O acompanhamento regular com uma equipe de saúde especializada é essencial para monitorar o crescimento, o desenvolvimento e as complicações associadas, visando melhorar a qualidade de vida e o bem-estar do paciente e de sua família.[1]

Fontes numeradas em Referências.

Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.

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EM LINGUAGEM SIMPLES

A XYLT1-CDG é uma condição genética muito rara que tem início nos primeiros meses ou anos de vida. Ela costuma causar alterações no crescimento ósseo, como baixa estatura, além de flexibilidade incomum nas articulações e possíveis atrasos no desenvolvimento. A causa está ligada a mutações no gene XYLT1 herdadas dos pais de forma autossômica recessiva. Não existem remédios específicos para curar a doença, e ela não possui protocolo oficial (PCDT) no Ministério da Saúde. O cuidado é focado em suporte clínico e reabilitação para melhorar o dia a dia e a qualidade de vida da criança.

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Informacoes curadas por IA — podem conter imprecisoes

XYLT1-CDG é uma doença rara autossômica recessiva causada por mutações no gene XYLT1. Apresenta-se com hepatomegalia, acne, coxa valga, deficiência intelectual moderada, clinodactilia, luxação articular, hirsutismo, costelas largas, obesidade troncular e macrocefalia relativa.

Escala de raridade

CLASSIFICAÇÃO ORPHANET · BRASIL 2024
<1 / 1 000 000
Ultra-rara
<1/50k
Muito rara
1/20k
Rara
1/10k
Pouco freq.
1/5k
Incomum
1/2k
Prevalência
0.0
Worldwide
Casos conhecidos
2
pacientes catalogados
Início
Infancy
+ neonatal
🏥
SUS: Cobertura mínimaScore: 15%
6 procedimentos SIGTAPCID-10: E77.8
🇧🇷Dados SUS / DATASUS
EXAMES E PROCEDIMENTOS RELACIONADOS (6)
•
Dosagem de aminoácidos (erros inatos)
•
Dosagem de ácidos orgânicos na urina
•
Teste de triagem para erros inatos do metabolismo
•
Sequenciamento completo do exoma (WES)
•
Teste do pezinho (triagem neonatal)
•
Atendimento em reabilitação — doenças raras
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Entender a doença

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Sinais e sintomas

O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece

Partes do corpo afetadas

🦴
Ossos e articulações
9 sintomas
🧠
Neurológico
3 sintomas
😀
Face
2 sintomas
👁️
Olhos
2 sintomas
📏
Crescimento
2 sintomas
🧬
Pele e cabelo
2 sintomas

+ 7 sintomas em outras categorias

Características mais comuns

55%prev.
Metáfise alargada
Frequente (79-30%)
55%prev.
Maturação esquelética acelerada
Frequente (79-30%)
55%prev.
Polegar largo
Frequente (79-30%)
55%prev.
Filtro longo
Frequente (79-30%)
55%prev.
Borda do vermelhão espessa
Frequente (79-30%)
55%prev.
Clavículas curtas
Frequente (79-30%)
29sintomas
Frequente (23)
Ocasional (6)

Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 29 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.

Metáfise alargadaFlared metaphysis
Frequente (79-30%)55%
Maturação esquelética aceleradaAccelerated skeletal maturation
Frequente (79-30%)55%
Polegar largoBroad thumb
Frequente (79-30%)55%
Filtro longoLong philtrum
Frequente (79-30%)55%
Borda do vermelhão espessaThick vermilion border
Frequente (79-30%)55%

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Genética e causas

O que está alterado no DNA e como passa nas famílias

Genes associados

1 gene identificado com associação a esta condição. Padrão de herança: Autosomal recessive.

XYLT1Xylosyltransferase 1Disease-causing germline mutation(s) (loss of function) inRestrito
VIAS BIOLÓGICAS (1)
Glycosaminoglycan-protein linkage region biosynthesis
MECANISMO DE DOENÇA

Desbuquois dysplasia 2

A chondrodysplasia characterized by severe prenatal and postnatal growth retardation (less than -5 SD), joint laxity, short extremities, progressive scoliosis, round face, midface hypoplasia, prominent bulging eyes. The main radiologic features are short long bones with metaphyseal splay, a 'Swedish key' appearance of the proximal femur (exaggerated trochanter), and advance carpal and tarsal bone age. Two forms of Desbuquois dysplasia are distinguished on the basis of the presence or absence of characteristic hand anomalies: an extra ossification center distal to the second metacarpal, delta phalanx, bifid distal thumb phalanx, and phalangeal dislocations.

EXPRESSÃO TECIDUAL(Ubíquo)
Fibroblastos
28.9 TPM
Cervix Endocervix
15.6 TPM
Cólon sigmoide
15.5 TPM
Cervix Ectocervix
12.3 TPM
Tecido adiposo
11.7 TPM
OUTRAS DOENÇAS (4)
Desbuquois dysplasia 2Desbuquois dysplasiaXYLT1-congenital disorder of glycosylationautosomal recessive inherited pseudoxanthoma elasticum
HGNC:15516UniProt:Q86Y38

Variantes genéticas (ClinVar)

110 variantes patogênicas registradas no ClinVar.

🧬 XYLT1: NM_022166.4(XYLT1):c.1245del (p.Trp416fs) ()
🧬 XYLT1: NM_022166.4(XYLT1):c.402+1G>T ()
🧬 XYLT1: GRCh38/hg38 16p13.11-12.1(chr16:15368750-28342902)x4 ()
🧬 XYLT1: NM_022166.4(XYLT1):c.364-27C>T ()
🧬 XYLT1: GRCh37/hg19 16p12.3(chr16:17320825-17570897)x1 ()
Ver todas no ClinVar

Vias biológicas (Reactome)

1 via biológica associada aos genes desta condição.

Diagnóstico

Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam

Carregando...

Tratamento e manejo

Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar

Carregando informações de tratamento...

Onde tratar no SUS

Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)

🇧🇷 Atendimento SUS — XYLT1-CDG

🗺️

Selecione um estado ou use sua localização para ver resultados.

Dados de DATASUS/CNES, SBGM, ABNeuro e Ministério da Saúde. Sempre confirme a disponibilidade diretamente com o estabelecimento.

Pesquisa ativa

Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes

Pesquisa e ensaios clínicos

Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.

🧪 Está conduzindo uma pesquisa?
Divulgue para pacientes e familiares que acompanham esta doença.
Divulgar pesquisa →

Associações

Organizações que acompanham esta doença — pra ter apoio e orientação

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Doença com base genética

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Conselhos e sociedades

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Doenças com sintomas parecidos — ajudam quem ainda está buscando diagnóstico

Ordenadas pelo número de sintomas em comum.

Perguntas frequentes

O que as famílias mais perguntam sobre esta doença — cada resposta com a fonte de onde saiu

Respostas geradas por IA a partir das fontes citadas

A doença é causada por alterações genéticas no gene XYLT1, responsável pela enzima Xylosyltransferase 1. Ela possui um padrão de transmissão de herança autossômica recessiva.

Referências

Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete

4 fontes citadas no texto · 4 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.

  1. MONDO
    purl.obolibrary.org
  2. GARD:21599
    GARD (NIH)
  3. Q55787839
    Wikidata

Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.

Citar este verbete

Raras. (2026). XYLT1-CDG. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/xylt1-cdg

Formato APA. Conteúdo sob CC BY 4.0 — reuso livre com atribuição.

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Compêndio · Raras BR

XYLT1-CDG

ORPHA:370930 · MONDO:0018273
🇧🇷 Brasil SUS
SIGTAP
6 procedimentos
Geral
Prevalência
<1 / 1 000 000
Casos
2 casos conhecidos
Herança
Autosomal recessive
CID-10
E77.8 · Outros distúrbios do metabolismo de glicoproteínas
CID-11
Início
Infancy, Neonatal
Prevalência
0.0 (Worldwide)
MedGen
UMLS
C4750849
Wikidata

📋 Origem dos dados

Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.

Doença rara (ontologia)
fonte: Orphanet
Identificador unificado
fonte: MONDO
Dado público estruturado
fonte: Wikidata
Rara