XYLT1-CDG é uma doença rara autossômica recessiva causada por mutações no gene XYLT1. Apresenta-se com hepatomegalia, acne, coxa valga, deficiência intelectual moderada, clinodactilia, luxação articular, hirsutismo, costelas largas, obesidade troncular e macrocefalia relativa.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A XYLT1-CDG é uma doença genética rara, classificada como um distúrbio congênito da glicosilação (CDG). A condição é herdada de forma autossômica recessiva, ou seja, para manifestar a doença, a pessoa precisa herdar uma cópia do gene alterado de cada um dos pais. A prevalência estimada é de menos de 1 caso a cada 1.000.000 de pessoas, sendo considerada uma doença ultrarrara. Os primeiros sinais geralmente aparecem ainda na infância ou no período neonatal.[1][2]
Sinais e sintomas
A XYLT1-CDG afeta múltiplos sistemas do corpo. Os sinais e sintomas mais frequentemente descritos incluem: alterações esqueléticas (como metáfise alargada, ossos longos curtos, colo femoral curto, costelas largas, clavículas curtas, baixa estatura, maturação esquelética acelerada, pé plano, luxação articular, hipermobilidade articular e clinodactilia); características faciais típicas (fácies lunar, proptose, filtro longo, borda do vermelhão espessa, sinofris, macrocefalia relativa e microcefalia); alterações de crescimento e peso (atraso de crescimento, obesidade troncular); alterações de pele e pelos (pele macia e pastosa, hirsutismo); além de fissura palatina, polegares largos e miopia.[1][2]
Causas genéticas
A XYLT1-CDG é causada por alterações (mutações) no gene XYLT1. Este gene fornece as instruções para a produção da enzima xilosiltransferase 1, que desempenha um papel fundamental no processo de glicosilação — a adição de açúcares a proteínas. Mutações nesse gene comprometem a função da enzima, levando aos sinais e sintomas da doença.[1][3]
Diagnóstico
O diagnóstico da XYLT1-CDG é baseado na avaliação clínica e confirmado por testes genéticos. O sequenciamento completo do exoma (WES) é um dos métodos utilizados para identificar mutações no gene XYLT1. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece cobertura mínima para procedimentos como a dosagem de aminoácidos (para erros inatos do metabolismo), dosagem de ácidos orgânicos na urina, teste de triagem para erros inatos do metabolismo, teste do pezinho (triagem neonatal) e atendimento em reabilitação para doenças raras. Atualmente, há 110 variantes do gene XYLT1 registradas no ClinVar, um banco de dados público de variantes genéticas.[1][3]
Tratamento e manejo
Até o momento, não há medicamentos específicos aprovados para o tratamento da XYLT1-CDG. O manejo da condição é multidisciplinar e focado no alívio dos sintomas e na melhora da qualidade de vida. O acompanhamento deve incluir especialistas como geneticistas, pediatras, ortopedistas, oftalmologistas, fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais. O SUS oferece atendimento em reabilitação para doenças raras, que pode incluir fisioterapia e terapia ocupacional para lidar com a hipermobilidade articular e outras alterações musculoesqueléticas.[1]
Tratamentos citados na literatura
Não há fármacos ou tratamentos específicos citados na literatura científica disponível para esta condição. As informações sobre possíveis terapias são baseadas exclusivamente no manejo dos sintomas e no suporte multidisciplinar.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico para pessoas com XYLT1-CDG é variável e depende da gravidade dos sintomas e do acesso a cuidados multidisciplinares. O acompanhamento regular com uma equipe de saúde especializada é essencial para monitorar o crescimento, o desenvolvimento e as complicações associadas, visando melhorar a qualidade de vida e o bem-estar do paciente e de sua família.[1]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
A XYLT1-CDG é uma condição genética muito rara que tem início nos primeiros meses ou anos de vida. Ela costuma causar alterações no crescimento ósseo, como baixa estatura, além de flexibilidade incomum nas articulações e possíveis atrasos no desenvolvimento. A causa está ligada a mutações no gene XYLT1 herdadas dos pais de forma autossômica recessiva. Não existem remédios específicos para curar a doença, e ela não possui protocolo oficial (PCDT) no Ministério da Saúde. O cuidado é focado em suporte clínico e reabilitação para melhorar o dia a dia e a qualidade de vida da criança.
XYLT1-CDG é uma doença rara autossômica recessiva causada por mutações no gene XYLT1. Apresenta-se com hepatomegalia, acne, coxa valga, deficiência intelectual moderada, clinodactilia, luxação articular, hirsutismo, costelas largas, obesidade troncular e macrocefalia relativa.
Escala de raridade
<1/50kMuito rara
1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
1/2k
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Entender a doença
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Partes do corpo afetadas
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Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 29 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição. Padrão de herança: Autosomal recessive.
Desbuquois dysplasia 2
A chondrodysplasia characterized by severe prenatal and postnatal growth retardation (less than -5 SD), joint laxity, short extremities, progressive scoliosis, round face, midface hypoplasia, prominent bulging eyes. The main radiologic features are short long bones with metaphyseal splay, a 'Swedish key' appearance of the proximal femur (exaggerated trochanter), and advance carpal and tarsal bone age. Two forms of Desbuquois dysplasia are distinguished on the basis of the presence or absence of characteristic hand anomalies: an extra ossification center distal to the second metacarpal, delta phalanx, bifid distal thumb phalanx, and phalangeal dislocations.
Variantes genéticas (ClinVar)
110 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
1 via biológica associada aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — XYLT1-CDG
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Pesquisa ativa
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Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
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Doença com base genética
Um médico geneticista pode ajudar no diagnóstico de XYLT1-CDG e no aconselhamento genético da família.
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Perguntas frequentes
O que as famílias mais perguntam sobre esta doença — cada resposta com a fonte de onde saiu
A doença é causada por alterações genéticas no gene XYLT1, responsável pela enzima Xylosyltransferase 1. Ela possui um padrão de transmissão de herança autossômica recessiva.
Referências
Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete
4 fontes citadas no texto · 4 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Citar este verbete
Raras. (2026). XYLT1-CDG. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/xylt1-cdg
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XYLT1-CDG
📋 Origem dos dados
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- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata