Tricotiodistrofia (TTD) é um distúrbio hereditário autossômico recessivo caracterizado por cabelos quebradiços e comprometimento intelectual. A palavra divide-se em tricho – "cabelo", thio – "enxofre" e distrofia – "atrofia" ou, literalmente, "má nutrição". A TTD está associada a uma série de sintomas relacionados aos órgãos do ectoderma e do neuroectoderma. A TTD pode ser subclassificada em quatro síndromes: aproximadamente metade de todos os pacientes com tricotiodistrofia apresenta fotossensibilidade, o que divide a classificação em síndromes com ou sem fotossensibilidade; BIDS e PBIDS, e IBIDS e PIBIDS. A nomenclatura moderna utilizada é TTD-P (fotossensível) e TTD.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A Síndrome PIBIDS é uma doença genética rara que faz parte do grupo das tricotiodistrofias. O nome PIBIDS é um acrônimo que descreve as principais características: fotossensibilidade (Photosensitivity), ictiose (Ichthyosis), cabelo quebradiço (Brittle hair), deficiência intelectual (Intellectual impairment), baixa estatura (Decreased stature) e infertilidade (Sterility). A condição é causada por alterações no gene ERCC2, que desempenha um papel importante na reparação do DNA e na transcrição gênica.[1][2][4]
Sinais e sintomas
Os sinais e sintomas da Síndrome PIBIDS são variados e afetam múltiplos sistemas do corpo. Os mais comuns incluem: cabelo quebradiço, fino e esparso, com alterações como pili torti (cabelo torcido) e tricosquise (fragmentação do fio); pele seca e áspera (hiperceratose); unhas frágeis; ausência de gordura subcutânea; baixa estatura; orelhas proeminentes; nariz curto; catarata; microftalmia (olho pequeno); fotofobia (sensibilidade à luz); ceratoconjuntivite seca (olho seco); nistagmo (movimentos oculares involuntários); infecções recorrentes; asma; má absorção intestinal; níveis diminuídos de IgG circulante; atraso no desenvolvimento da fala e da linguagem; e maior risco de desenvolver carcinomas basocelulares e de células escamosas.[1][4]
Causas genéticas
A Síndrome PIBIDS é causada por mutações no gene ERCC2 (também conhecido como XPD). Esse gene fornece instruções para a produção de uma proteína que atua como helicase, essencial para o reparo de danos no DNA (especialmente os causados pela luz ultravioleta) e para a transcrição de outros genes. As alterações genéticas comprometem esses processos, levando aos sintomas observados.[1][2][5]
Diagnóstico
O diagnóstico da Síndrome PIBIDS é baseado na avaliação clínica dos sinais característicos, como cabelo quebradiço com padrão em "cauda de tigre" ao microscópio de polarização, fotossensibilidade e baixa estatura. A confirmação genética é feita por meio de testes que identificam mutações no gene ERCC2. No banco de dados ClinVar, há 337 variantes descritas associadas à condição.[1][2][5][6]
Tratamento e manejo
O tratamento da Síndrome PIBIDS é multidisciplinar e focado no manejo dos sintomas. Recomenda-se proteção rigorosa contra a exposição solar para prevenir queimaduras e reduzir o risco de câncer de pele. O cuidado com a pele inclui hidratação e uso de emolientes para a hiperceratose. Acompanhamento oftalmológico é importante para catarata e olho seco. Infecções recorrentes podem exigir suporte imunológico. A má absorção e a baixa estatura devem ser monitoradas por nutricionista e endocrinologista. Não há cobertura específica pelo SUS para esta síndrome.[1][2][6]
Tratamentos citados na literatura
A literatura científica menciona algumas substâncias em estudos sobre a Síndrome PIBIDS, mas é importante destacar que estas são associações mineradas de publicações e não representam recomendações de tratamento. Os compostos citados incluem: Sulfur (10 publicações), Pyrimidine Dimers (4), Cystine (4), Disulfides (2), Lipids (2), Biotin (2), dupilumab (2), 9,10-Dimethyl-1,2-benzanthracene (1), Cadmium (1) e Carbohydrates (1). Consulte sempre seu médico antes de considerar qualquer intervenção.[6]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico da Síndrome PIBIDS varia conforme a gravidade dos sintomas e a presença de complicações como infecções recorrentes ou câncer de pele. O acompanhamento médico regular e o manejo adequado dos sintomas podem melhorar a qualidade de vida. O suporte multidisciplinar — incluindo dermatologia, oftalmologia, imunologia, nutrição e fonoaudiologia — é essencial para abordar as necessidades específicas de cada paciente.[1][2][4]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Tricotiodistrofia (TTD) é um distúrbio hereditário autossômico recessivo caracterizado por cabelos quebradiços e comprometimento intelectual. A palavra divide-se em tricho – "cabelo", thio – "enxofre" e distrofia – "atrofia" ou, literalmente, "má nutrição". A TTD está associada a uma série de sintomas relacionados aos órgãos do ectoderma e do neuroectoderma. A TTD pode ser subclassificada em quatro síndromes: aproximadamente metade de todos os pacientes com tricotiodistrofia apresenta fotossensibilidade, o que divide a classificação em síndromes com ou sem fotossensibilidade; BIDS e PBIDS, e IBIDS e PIBIDS. A nomenclatura moderna utilizada é TTD-P (fotossensível) e TTD.
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Entender a doença
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Visão geral
A Síndrome PIBIDS é uma doença genética rara que faz parte do grupo das tricotiodistrofias. O nome PIBIDS é um acrônimo que descreve as principais características: fotossensibilidade (Photosensitivity), ictiose (Ichthyosis), cabelo quebradiço (Brittle hair), deficiência intelectual (Intellectual impairment), baixa estatura (Decreased stature) e infertilidade (Sterility). A condição é causada por alterações no gene ERCC2, que desempenha um papel importante na reparação do DNA e na transcrição gênica.[1][2][4]
Sinais e sintomas
Os sinais e sintomas da Síndrome PIBIDS são variados e afetam múltiplos sistemas do corpo. Os mais comuns incluem: cabelo quebradiço, fino e esparso, com alterações como pili torti (cabelo torcido) e tricosquise (fragmentação do fio); pele seca e áspera (hiperceratose); unhas frágeis; ausência de gordura subcutânea; baixa estatura; orelhas proeminentes; nariz curto; catarata; microftalmia (olho pequeno); fotofobia (sensibilidade à luz); ceratoconjuntivite seca (olho seco); nistagmo (movimentos oculares involuntários); infecções recorrentes; asma; má absorção intestinal; níveis diminuídos de IgG circulante; atraso no desenvolvimento da fala e da linguagem; e maior risco de desenvolver carcinomas basocelulares e de células escamosas.[1][4]
Causas genéticas
A Síndrome PIBIDS é causada por mutações no gene ERCC2 (também conhecido como XPD). Esse gene fornece instruções para a produção de uma proteína que atua como helicase, essencial para o reparo de danos no DNA (especialmente os causados pela luz ultravioleta) e para a transcrição de outros genes. As alterações genéticas comprometem esses processos, levando aos sintomas observados.[1][2][5]
Diagnóstico
O diagnóstico da Síndrome PIBIDS é baseado na avaliação clínica dos sinais característicos, como cabelo quebradiço com padrão em "cauda de tigre" ao microscópio de polarização, fotossensibilidade e baixa estatura. A confirmação genética é feita por meio de testes que identificam mutações no gene ERCC2. No banco de dados ClinVar, há 337 variantes descritas associadas à condição.[1][2][5][6]
Tratamento e manejo
O tratamento da Síndrome PIBIDS é multidisciplinar e focado no manejo dos sintomas. Recomenda-se proteção rigorosa contra a exposição solar para prevenir queimaduras e reduzir o risco de câncer de pele. O cuidado com a pele inclui hidratação e uso de emolientes para a hiperceratose. Acompanhamento oftalmológico é importante para catarata e olho seco. Infecções recorrentes podem exigir suporte imunológico. A má absorção e a baixa estatura devem ser monitoradas por nutricionista e endocrinologista. Não há cobertura específica pelo SUS para esta síndrome.[1][2][6]
Tratamentos citados na literatura
A literatura científica menciona algumas substâncias em estudos sobre a Síndrome PIBIDS, mas é importante destacar que estas são associações mineradas de publicações e não representam recomendações de tratamento. Os compostos citados incluem: Sulfur (10 publicações), Pyrimidine Dimers (4), Cystine (4), Disulfides (2), Lipids (2), Biotin (2), dupilumab (2), 9,10-Dimethyl-1,2-benzanthracene (1), Cadmium (1) e Carbohydrates (1). Consulte sempre seu médico antes de considerar qualquer intervenção.[6]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico da Síndrome PIBIDS varia conforme a gravidade dos sintomas e a presença de complicações como infecções recorrentes ou câncer de pele. O acompanhamento médico regular e o manejo adequado dos sintomas podem melhorar a qualidade de vida. O suporte multidisciplinar — incluindo dermatologia, oftalmologia, imunologia, nutrição e fonoaudiologia — é essencial para abordar as necessidades específicas de cada paciente.[1][2][4]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Partes do corpo afetadas
+ 20 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 48 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Linha do tempo da pesquisa
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição.
Curadoria gene-doença
fontes oficiaisATP-dependent 5'-3' DNA helicase (PubMed:31253769, PubMed:8413672, PubMed:9771713). Component of the general transcription and DNA repair factor IIH (TFIIH) core complex, not absolutely essential for minimal transcription in vitro (PubMed:10024882, PubMed:17466626, PubMed:9771713). Required for transcription-coupled nucleotide excision repair (NER) of damaged DNA; recognizes damaged bases (PubMed:17466626, PubMed:23352696, PubMed:9771713). Sequestered in chromatin on UV-damaged DNA (PubMed:23352
NucleusCytoplasm, cytoskeleton, spindle
Xeroderma pigmentosum complementation group D
An autosomal recessive pigmentary skin disorder characterized by solar hypersensitivity of the skin, high predisposition for developing cancers on areas exposed to sunlight and, in some cases, neurological abnormalities. The skin develops marked freckling and other pigmentation abnormalities. Some XP-D patients present features of Cockayne syndrome, including cachectic dwarfism, pigmentary retinopathy, ataxia, decreased nerve conduction velocities. The phenotype combining xeroderma pigmentosum and Cockayne syndrome traits is referred to as XP-CS complex.
Variantes genéticas (ClinVar)
337 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
30 vias biológicas associadas aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Síndrome PIBIDS
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Dados de DATASUS/CNES, SBGM, ABNeuro e Ministério da Saúde. Sempre confirme a disponibilidade diretamente com o estabelecimento.
Pesquisa ativa
Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes
Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
Publicações mais relevantes
PIBIDS syndrome in two Brazilian siblings.
Trichothiodystrophy is a rare condition associated with autosomal recessive or X-linked dominant variants in the ERCC2, ERCC3, GTF2H5, MPLKIP, RNF113A or GTF2E2 genes. The genes associated to photosensitive trichothiodystrophy encode subunits of transcription factor IIH, involved in the nucleotide excision repair pathway. The disease is characterised by cysteine-deficient brittle hair along with other neuroectodermal abnormalities. It has a variable clinical expression and some cases might be associated with photosensitivity, resulting in the acronym PIBIDS (photosensitivity, ichthyosis, brittle hair, intellectual impairment, decreased fertility and short stature). We report clinical findings of two siblings diagnosed with trichothiodystrophy associated with marked photosensitivity.
Short stature with congenital ichthyosis.
PIBIDS syndrome (photosensitivity, ichthyosis, brittle hair, intellectual impairment, decreased fertility and short stature) is a variant of trichothiodystrophy. It is a rare form of autosomal recessive congenital ichthyosis. Short stature is a vital component of PIBIDS syndrome. We present the cases of two siblings in whom we diagnosed PIBIDS syndrome. On evaluation for short stature, they were found to have severe vitamin D deficiency, which on correction led to the patients having considerable gain in stature. With this case, we would also like to propose that vitamin D deficiency could be one of the treatable causes of short stature in PIBIDS syndrome.
Publicações recentes
PIBIDS syndrome in two Brazilian siblings.
Short stature with congenital ichthyosis.
A rare presentation of squamous cell carcinoma in a patient with PIBIDS-type trichothiodystrophy.
[Trichothiodystrophy: PIBIDS syndrome].
PIBIDS syndrome (trichothiodystrophy type F) and skin cancer: an exceptional association.
📚 EuropePMC4 artigos no totalmostrando 2
PIBIDS syndrome in two Brazilian siblings.
BMJ case reportsShort stature with congenital ichthyosis.
BMJ case reportsAssociações
Organizações que acompanham esta doença — pra ter apoio e orientação
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Comunidades
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Referências e fontes
Bases de dados externas citadas neste artigo
Publicações científicas
Artigos indexados no PubMed ligados a esta doença no grafo RarasNet — título, periódico e PMID direto da fonte, sem intermediação de IA.
- PIBIDS syndrome in two Brazilian siblings.
- Short stature with congenital ichthyosis.
- A rare presentation of squamous cell carcinoma in a patient with PIBIDS-type trichothiodystrophy.
- [Trichothiodystrophy: PIBIDS syndrome].
- PIBIDS syndrome (trichothiodystrophy type F) and skin cancer: an exceptional association.
Bases de dados e fontes oficiais
Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.
- ORPHA:670(Orphanet)
- OMIM OMIM:601675(OMIM)
- MONDO:0011125(MONDO)
- GARD:5270(GARD (NIH))
- Variantes catalogadas(ClinVar)
- Busca completa no PubMed(PubMed)
- Q47455785(Wikidata)
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Conteúdo mantido por Agente Raras · Médicos e pesquisadores podem colaborar
Síndrome PIBIDS
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Genética mendeliana
- fonte: OMIM
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata