Na enzimologia, uma 3-mercaptopiruvato sulfurtransferase é uma enzima que catalisa as reações químicas do 3-mercaptopiruvato. Esta enzima pertence à família das transferases, especificamente das sulfurtransferases. Esta enzima participa no metabolismo da cisteína. É codificada pelo gene MPST.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A Dissulfidúria por beta-mercaptolactato cisteína é uma doença metabólica hereditária extremamente rara, com prevalência estimada em menos de 1 caso por 1.000.000 de pessoas. Ela faz parte do grupo dos erros inatos do metabolismo dos aminoácidos sulfurados e se caracteriza pela excreção urinária elevada de um composto chamado beta-mercaptolactato-cisteína dissulfeto. A condição pode afetar múltiplos sistemas do corpo, incluindo o sistema nervoso, os ossos, a pele e o coração.[1][4]
Sinais e sintomas
Os sinais e sintomas descritos na literatura incluem: deficiência intelectual, convulsões (incluindo crises tônico-clônicas bilaterais), hipotonia (tônus muscular baixo), alterações no eletroencefalograma (EEG), baixa estatura, obesidade, pele seca e hérnia umbilical. No sistema osteoarticular, podem ocorrer genu valgum (joelhos voltados para dentro), halux valgo (desvio do dedão do pé), aracnodactilia (dedos longos e finos), hipermobilidade articular e micromelia (encurtamento dos membros). Na face, são frequentes: testa alta, bossas frontais, dorso nasal convexo, narinas antevertidas (narinas viradas para cima), palato ogival (céu da boca em formato de ogiva), estrabismo, fissuras palpebrais inclinadas para baixo, orelhas com rotação posterior e hipoplasia da cartilagem da orelha. Também foram descritos defeito do septo atrial (comunicação entre as câmaras cardíacas) e anormalidades do ureter.[1][4]
Causas genéticas
A base genética exata da Dissulfidúria por beta-mercaptolactato cisteína ainda não foi completamente estabelecida. Até o momento, nenhum gene específico foi confirmado como causador da doença, e não há informações sobre o padrão de herança. O código OMIM associado é 249650 e o código MONDO é 0009585.[1][2][5]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na suspeita clínica, especialmente quando há combinação de deficiência intelectual, convulsões, alterações esqueléticas e faciais características. Exames laboratoriais podem incluir: dosagem de aminoácidos (para erros inatos do metabolismo), dosagem de ácidos orgânicos na urina, teste de triagem para erros inatos do metabolismo e teste do pezinho (triagem neonatal). O sequenciamento completo do exoma (WES) pode ser utilizado para investigação genética. No Brasil, esses procedimentos estão listados como cobertura mínima no SUS.[1][2][5]
Tratamento e manejo
Não há tratamento curativo específico para a Dissulfidúria por beta-mercaptolactato cisteína. O manejo é multidisciplinar e sintomático, envolvendo neurologistas, geneticistas, ortopedistas, cardiologistas e outros especialistas conforme a necessidade. No SUS, estão disponíveis: atendimento em reabilitação para doenças raras e fórmula metabólica para erros inatos do metabolismo (como PKU). O acompanhamento deve ser individualizado, com foco no controle das convulsões, na fisioterapia para hipotonia e hipermobilidade articular, e no suporte educacional para deficiência intelectual.[1][2]
Prognóstico e qualidade de vida
Não há dados disponíveis na literatura sobre a expectativa de vida ou prognóstico a longo prazo para esta condição. A qualidade de vida depende da gravidade dos sintomas e do acesso a cuidados multidisciplinares. O acompanhamento regular com equipe especializada é fundamental para manejar as complicações e oferecer suporte ao paciente e à família.[1][4]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Na enzimologia, uma 3-mercaptopiruvato sulfurtransferase é uma enzima que catalisa as reações químicas do 3-mercaptopiruvato. Esta enzima pertence à família das transferases, especificamente das sulfurtransferases. Esta enzima participa no metabolismo da cisteína. É codificada pelo gene MPST.
Escala de raridade
<1/50kMuito rara
1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
1/2k
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Entender a doença
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Visão geral
A Dissulfidúria por beta-mercaptolactato cisteína é uma doença metabólica hereditária extremamente rara, com prevalência estimada em menos de 1 caso por 1.000.000 de pessoas. Ela faz parte do grupo dos erros inatos do metabolismo dos aminoácidos sulfurados e se caracteriza pela excreção urinária elevada de um composto chamado beta-mercaptolactato-cisteína dissulfeto. A condição pode afetar múltiplos sistemas do corpo, incluindo o sistema nervoso, os ossos, a pele e o coração.[1][4]
Sinais e sintomas
Os sinais e sintomas descritos na literatura incluem: deficiência intelectual, convulsões (incluindo crises tônico-clônicas bilaterais), hipotonia (tônus muscular baixo), alterações no eletroencefalograma (EEG), baixa estatura, obesidade, pele seca e hérnia umbilical. No sistema osteoarticular, podem ocorrer genu valgum (joelhos voltados para dentro), halux valgo (desvio do dedão do pé), aracnodactilia (dedos longos e finos), hipermobilidade articular e micromelia (encurtamento dos membros). Na face, são frequentes: testa alta, bossas frontais, dorso nasal convexo, narinas antevertidas (narinas viradas para cima), palato ogival (céu da boca em formato de ogiva), estrabismo, fissuras palpebrais inclinadas para baixo, orelhas com rotação posterior e hipoplasia da cartilagem da orelha. Também foram descritos defeito do septo atrial (comunicação entre as câmaras cardíacas) e anormalidades do ureter.[1][4]
Causas genéticas
A base genética exata da Dissulfidúria por beta-mercaptolactato cisteína ainda não foi completamente estabelecida. Até o momento, nenhum gene específico foi confirmado como causador da doença, e não há informações sobre o padrão de herança. O código OMIM associado é 249650 e o código MONDO é 0009585.[1][2][5]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na suspeita clínica, especialmente quando há combinação de deficiência intelectual, convulsões, alterações esqueléticas e faciais características. Exames laboratoriais podem incluir: dosagem de aminoácidos (para erros inatos do metabolismo), dosagem de ácidos orgânicos na urina, teste de triagem para erros inatos do metabolismo e teste do pezinho (triagem neonatal). O sequenciamento completo do exoma (WES) pode ser utilizado para investigação genética. No Brasil, esses procedimentos estão listados como cobertura mínima no SUS.[1][2][5]
Tratamento e manejo
Não há tratamento curativo específico para a Dissulfidúria por beta-mercaptolactato cisteína. O manejo é multidisciplinar e sintomático, envolvendo neurologistas, geneticistas, ortopedistas, cardiologistas e outros especialistas conforme a necessidade. No SUS, estão disponíveis: atendimento em reabilitação para doenças raras e fórmula metabólica para erros inatos do metabolismo (como PKU). O acompanhamento deve ser individualizado, com foco no controle das convulsões, na fisioterapia para hipotonia e hipermobilidade articular, e no suporte educacional para deficiência intelectual.[1][2]
Prognóstico e qualidade de vida
Não há dados disponíveis na literatura sobre a expectativa de vida ou prognóstico a longo prazo para esta condição. A qualidade de vida depende da gravidade dos sintomas e do acesso a cuidados multidisciplinares. O acompanhamento regular com equipe especializada é fundamental para manejar as complicações e oferecer suporte ao paciente e à família.[1][4]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Partes do corpo afetadas
+ 11 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 30 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Linha do tempo da pesquisa
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Nenhum gene associado encontrado
Os dados genéticos desta condição ainda estão sendo catalogados.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Dissulfidúria por beta-mercaptolactato cisteína
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Dados de DATASUS/CNES, SBGM, ABNeuro e Ministério da Saúde. Sempre confirme a disponibilidade diretamente com o estabelecimento.
Pesquisa ativa
Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes
Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
Publicações mais relevantes
Publicações recentes
3-Mercaptopyruvate sulfurtransferase activity in guinea pig and rat tissues.
beta-Mercaptolactate cysteine disulfiduria in two normal sisters. Isolation and characterization of beta-mercaptolactate cysteine disulfide.
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Doenças com sintomas parecidos — ajudam quem ainda está buscando diagnóstico
Referências e fontes
Bases de dados externas citadas neste artigo
Publicações científicas
Artigos indexados no PubMed ligados a esta doença no grafo RarasNet — título, periódico e PMID direto da fonte, sem intermediação de IA.
Bases de dados e fontes oficiais
Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.
- ORPHA:1035(Orphanet)
- OMIM OMIM:249650(OMIM)
- MONDO:0009585(MONDO)
- GARD:654(GARD (NIH))
- Busca completa no PubMed(PubMed)
- Q55345713(Wikidata)
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
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Dissulfidúria por beta-mercaptolactato cisteína
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Genética mendeliana
- fonte: OMIM
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Indexação biomédica
- fonte: MeSH (NLM)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata