Síndrome rara autossômica recessiva associada a mutações no gene SPRTN. Caracteriza-se por características progeroides, como envelhecimento capilar precoce e face triangular, além de micrognatia, cifoescoliose e predisposição ao carcinoma hepatocelular.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A Síndrome de características progeroides-predisposição para carcinoma hepatocelular é uma doença genética rara que combina sinais de envelhecimento precoce (progeroides) com um risco aumentado para o desenvolvimento de um tipo específico de câncer de fígado, o carcinoma hepatocelular. A condição é tão rara que afeta menos de 1 pessoa em cada 1.000.000 de indivíduos. Os primeiros sinais geralmente aparecem na infância ou na adolescência.[1][4]
Sinais e sintomas
As pessoas com esta síndrome podem apresentar uma combinação de características que afetam diversos sistemas do corpo. Entre os sinais mais comuns estão: baixa estatura, peso corporal diminuído, face triangular, bossas frontais (protuberância na testa), dorso nasal proeminente, nariz bulboso e micrognatia (queixo pequeno). Também são frequentes alterações ósseas e musculares, como cifoescoliose torácica (curvatura anormal da coluna), pectus excavatum (peito escavado), ombros inclinados para baixo, pé plano, osteoporose, contratura em flexão do cotovelo, clinodactilia (dedos tortos) e atrofia da musculatura esquelética.[1][4]
Sinais de envelhecimento precoce incluem envelhecimento prematuro dos cabelos (cabelos grisalhos ou brancos antes do tempo), cabelo esparso e lipodistrofia (perda anormal de gordura corporal). Na região dos olhos, pode ocorrer catarata, especialmente do tipo subcapsular posterior. O sistema endócrino também pode ser afetado, com presença de hipogonadismo (função reduzida das gônadas). Uma característica marcante da síndrome é a predisposição ao carcinoma hepatocelular, um tumor maligno do fígado. Outros achados possíveis incluem prega palmar transversa única (linha única na palma da mão) e maturação esquelética atrasada.[1][4]
Causas genéticas
A síndrome é causada por alterações (mutações) no gene SPRTN. Este gene fornece instruções para a produção de uma proteína chamada DNA-dependent metalloprotease SPRTN, que desempenha um papel importante na reparação de danos no DNA e na manutenção da estabilidade do genoma. Quando o gene SPRTN não funciona corretamente, as células acumulam danos no DNA, o que pode levar tanto ao envelhecimento precoce quanto ao desenvolvimento de tumores.[1][2][5]
A herança desta condição é autossômica recessiva. Isso significa que, para desenvolver a doença, a pessoa precisa herdar uma cópia do gene SPRTN alterado de cada um dos pais. Os pais, que geralmente são portadores de apenas uma cópia do gene alterado, não apresentam os sintomas da síndrome.[1][4]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sinais e sintomas característicos e é confirmado por meio de testes genéticos. O exame molecular identifica mutações no gene SPRTN. Atualmente, existem 4 testes genéticos disponíveis para esta condição, e 43 variantes genéticas diferentes associadas à doença estão catalogadas no banco de dados ClinVar. O diagnóstico diferencial deve considerar outras síndromes progeroides e condições que cursam com carcinoma hepatocelular.[1][2][5]
Tratamento e manejo
Não existe cura para a síndrome, e o tratamento é focado no manejo dos sintomas e na vigilância das complicações. O acompanhamento deve ser multidisciplinar, envolvendo pediatra, geneticista, endocrinologista, ortopedista, oftalmologista e oncologista. A vigilância para carcinoma hepatocelular é fundamental, com exames de imagem periódicos (como ultrassonografia abdominal) para detecção precoce do tumor. O tratamento do câncer de fígado, se diagnosticado, segue os protocolos padrão para a doença. O manejo ortopédico pode incluir fisioterapia e, em alguns casos, cirurgia para correção de deformidades como cifoescoliose ou pectus excavatum. A catarata pode ser tratada cirurgicamente. O hipogonadismo pode necessitar de reposição hormonal, sempre sob orientação médica.[1][2]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico é variável e depende principalmente do desenvolvimento e da progressão do carcinoma hepatocelular, que é a complicação mais grave. O acompanhamento médico regular e a detecção precoce de tumores podem melhorar as chances de tratamento eficaz. O suporte multidisciplinar é essencial para lidar com as múltiplas manifestações da doença e melhorar a qualidade de vida do paciente e de sua família.[1][2]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Síndrome rara autossômica recessiva associada a mutações no gene SPRTN. Caracteriza-se por características progeroides, como envelhecimento capilar precoce e face triangular, além de micrognatia, cifoescoliose e predisposição ao carcinoma hepatocelular.
Escala de raridade
<1/50kMuito rara
1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
1/2k
Encontrou um erro ou informação desatualizada? Sugira uma correção →
Entender a doença
Do básico ao detalhe, leia no seu ritmo
Preparando trilha educativa...
Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Visão geral
A Síndrome de características progeroides-predisposição para carcinoma hepatocelular é uma doença genética rara que combina sinais de envelhecimento precoce (progeroides) com um risco aumentado para o desenvolvimento de um tipo específico de câncer de fígado, o carcinoma hepatocelular. A condição é tão rara que afeta menos de 1 pessoa em cada 1.000.000 de indivíduos. Os primeiros sinais geralmente aparecem na infância ou na adolescência.[1][4]
Sinais e sintomas
As pessoas com esta síndrome podem apresentar uma combinação de características que afetam diversos sistemas do corpo. Entre os sinais mais comuns estão: baixa estatura, peso corporal diminuído, face triangular, bossas frontais (protuberância na testa), dorso nasal proeminente, nariz bulboso e micrognatia (queixo pequeno). Também são frequentes alterações ósseas e musculares, como cifoescoliose torácica (curvatura anormal da coluna), pectus excavatum (peito escavado), ombros inclinados para baixo, pé plano, osteoporose, contratura em flexão do cotovelo, clinodactilia (dedos tortos) e atrofia da musculatura esquelética.[1][4]
Sinais de envelhecimento precoce incluem envelhecimento prematuro dos cabelos (cabelos grisalhos ou brancos antes do tempo), cabelo esparso e lipodistrofia (perda anormal de gordura corporal). Na região dos olhos, pode ocorrer catarata, especialmente do tipo subcapsular posterior. O sistema endócrino também pode ser afetado, com presença de hipogonadismo (função reduzida das gônadas). Uma característica marcante da síndrome é a predisposição ao carcinoma hepatocelular, um tumor maligno do fígado. Outros achados possíveis incluem prega palmar transversa única (linha única na palma da mão) e maturação esquelética atrasada.[1][4]
Causas genéticas
A síndrome é causada por alterações (mutações) no gene SPRTN. Este gene fornece instruções para a produção de uma proteína chamada DNA-dependent metalloprotease SPRTN, que desempenha um papel importante na reparação de danos no DNA e na manutenção da estabilidade do genoma. Quando o gene SPRTN não funciona corretamente, as células acumulam danos no DNA, o que pode levar tanto ao envelhecimento precoce quanto ao desenvolvimento de tumores.[1][2][5]
A herança desta condição é autossômica recessiva. Isso significa que, para desenvolver a doença, a pessoa precisa herdar uma cópia do gene SPRTN alterado de cada um dos pais. Os pais, que geralmente são portadores de apenas uma cópia do gene alterado, não apresentam os sintomas da síndrome.[1][4]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sinais e sintomas característicos e é confirmado por meio de testes genéticos. O exame molecular identifica mutações no gene SPRTN. Atualmente, existem 4 testes genéticos disponíveis para esta condição, e 43 variantes genéticas diferentes associadas à doença estão catalogadas no banco de dados ClinVar. O diagnóstico diferencial deve considerar outras síndromes progeroides e condições que cursam com carcinoma hepatocelular.[1][2][5]
Tratamento e manejo
Não existe cura para a síndrome, e o tratamento é focado no manejo dos sintomas e na vigilância das complicações. O acompanhamento deve ser multidisciplinar, envolvendo pediatra, geneticista, endocrinologista, ortopedista, oftalmologista e oncologista. A vigilância para carcinoma hepatocelular é fundamental, com exames de imagem periódicos (como ultrassonografia abdominal) para detecção precoce do tumor. O tratamento do câncer de fígado, se diagnosticado, segue os protocolos padrão para a doença. O manejo ortopédico pode incluir fisioterapia e, em alguns casos, cirurgia para correção de deformidades como cifoescoliose ou pectus excavatum. A catarata pode ser tratada cirurgicamente. O hipogonadismo pode necessitar de reposição hormonal, sempre sob orientação médica.[1][2]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico é variável e depende principalmente do desenvolvimento e da progressão do carcinoma hepatocelular, que é a complicação mais grave. O acompanhamento médico regular e a detecção precoce de tumores podem melhorar as chances de tratamento eficaz. O suporte multidisciplinar é essencial para lidar com as múltiplas manifestações da doença e melhorar a qualidade de vida do paciente e de sua família.[1][2]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Partes do corpo afetadas
+ 4 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 25 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Linha do tempo da pesquisa
Encontrou um erro ou informação desatualizada? Sugira uma correção →
Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição. Padrão de herança: Autosomal recessive.
Curadoria gene-doença
fontes oficiaisDNA-dependent metalloendopeptidase that mediates the proteolytic cleavage of covalent DNA-protein cross-links (DPCs) during DNA synthesis, thereby playing a key role in maintaining genomic integrity (PubMed:27852435, PubMed:27871365, PubMed:27871366, PubMed:30893605, PubMed:32649882, PubMed:36608669). DPCs are highly toxic DNA lesions that interfere with essential chromatin transactions, such as replication and transcription, and which are induced by reactive agents, such as UV light or formalde
NucleusChromosome
Ruijs-Aalfs syndrome
A syndrome characterized by genomic instability, progeroid features, and susceptibility toward early onset hepatocellular carcinoma.
Variantes genéticas (ClinVar)
43 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Classificação de variantes (ClinVar)
Distribuição de 5 variantes classificadas pelo ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
1 via biológica associada aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Síndrome de características progeroides-predisposição para carcinoma hepatocelular
Selecione um estado ou use sua localização para ver resultados.
Dados de DATASUS/CNES, SBGM, ABNeuro e Ministério da Saúde. Sempre confirme a disponibilidade diretamente com o estabelecimento.
Pesquisa ativa
Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes
Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
Publicações mais relevantes
Publicações recentes
Genetic variation in the premature aging gene WRN: a case-control study on breast cancer susceptibility.
An Xpd mouse model for the combined xeroderma pigmentosum/Cockayne syndrome exhibiting both cancer predisposition and segmental progeria.
Associações
Organizações que acompanham esta doença — pra ter apoio e orientação
Ainda não temos associações cadastradas para Síndrome de características progeroides-predisposição para carcinoma hepatocelular.
É de uma associação que acompanha esta doença? Fale com a gente →
Comunidades
Grupos ativos de quem convive com esta doença aqui no Raras
Ainda não existe comunidade no Raras para Síndrome de características progeroides-predisposição para carcinoma hepatocelular
Pacientes, familiares e cuidadores se organizam em comunidades pra compartilhar experiências, fazer perguntas e se apoiar. Você pode ser o primeiro.
Tire suas dúvidas
Perguntas, dicas e experiências compartilhadas aqui na página
Participe da discussão
Faça login para postar dúvidas, compartilhar experiências e interagir com especialistas.
Fazer loginDoenças relacionadas
Doenças com sintomas parecidos — ajudam quem ainda está buscando diagnóstico
Referências e fontes
Bases de dados externas citadas neste artigo
Publicações científicas
Artigos indexados no PubMed ligados a esta doença no grafo RarasNet — título, periódico e PMID direto da fonte, sem intermediação de IA.
Bases de dados e fontes oficiais
Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.
- ORPHA:435953(Orphanet)
- OMIM OMIM:616200(OMIM)
- MONDO:0014527(MONDO)
- GARD:17722(GARD (NIH))
- Variantes catalogadas(ClinVar)
- Busca completa no PubMed(PubMed)
- Q55784868(Wikidata)
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Conteúdo mantido por Agente Raras · Médicos e pesquisadores podem colaborar
Síndrome de características progeroides-predisposição para carcinoma hepatocelular
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Genética mendeliana
- fonte: OMIM
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata