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Displasia espondilometafisária, tipo A4
ORPHA:168555CID-10 · Q77.8CID-11 · LD24.4OMIM 609052DOENÇA RARA
Esta doença tem causa genética. Recomendamos procurar um médico geneticista para diagnóstico, exames genéticos e aconselhamento familiar.
Sistema ósseoInício infânciaHerança AR

Displasia espondilometafisária, tipo leste-africano, é uma doença genética rara caracterizada por anomalias esqueléticas envolvendo as vértebras e a metáfise. Apenas dois casos isolados foram relatados.

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Introdução

O que você precisa saber de cara

Mantido pelo Disease Twin100% com fonte · atualizado 04/06/2026Revisão médica pendente
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Visão geral

A Displasia espondilometafisária, tipo A4 é uma doença genética rara que afeta o desenvolvimento dos ossos. Ela é caracterizada por baixa estatura grave e desproporcional, com encurtamento dos membros, e alterações na coluna vertebral e nas extremidades dos ossos longos (metáfises). A condição está presente desde a infância.[1][2]

Sua prevalência é estimada em menos de 1 caso por 1.000.000 de pessoas, sendo considerada uma doença ultrarrara.[1]

Sinais e sintomas

Os principais sinais e sintomas da displasia espondilometafisária, tipo A4 incluem: baixa estatura grave e desproporcional com membros curtos (micromelia), encurtamento das palmas das mãos (palma curta) e dedos (braquidactilia), e limitação da mobilidade articular.[1][2]

Na coluna vertebral, é comum observar corpos vertebrais com formato oval (platispôndilos) e achatamento das vértebras (platispôndilia). No tórax, pode haver aumento e esclerose (endurecimento) da junção costocondral (onde as costelas encontram a cartilagem), além de extremidades costais alargadas e irregulares e deformidade do peito para frente (pectus carinatum).[2]

Na região do quadril, podem ocorrer alterações como coxa vara (desvio do fêmur para dentro) ou coxa valga (desvio para fora), irregularidade e hipoplasia (desenvolvimento incompleto) da epífise femoral capital (cabeça do fêmur), teto acetabular plano (parte do quadril que recebe a cabeça do fêmur) e estreitamento da incisura isquiática maior. Os ísquios (ossos da bacia) podem ser largos e as patelas (rótulas) irregulares. Os ossos do tarso (parte de trás do pé) podem apresentar osteoporose (enfraquecimento).[2]

Outros achados incluem esclerose metafisária (aumento da densidade óssea na região de crescimento dos ossos longos), irregularidade metafisária e crânio alongado (dolicocefalia).[2]

Causas genéticas

A displasia espondilometafisária, tipo A4 é uma doença genética com herança autossômica recessiva. Isso significa que, para manifestar a doença, a pessoa precisa herdar duas cópias do gene alterado (uma do pai e outra da mãe). Os pais, geralmente, são portadores saudáveis de uma única cópia da alteração genética.[1][3]

Até o momento, o gene específico responsável por esta condição não foi identificado ou não está disponível nas fontes de referência consultadas.[1][3][4]

Diagnóstico

O diagnóstico da displasia espondilometafisária, tipo A4 é baseado na avaliação clínica, exames de imagem (como radiografias que mostram as alterações ósseas características) e na confirmação por meio de testes genéticos.[1][3]

Os exames genéticos disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS) para auxiliar no diagnóstico incluem: cariótipo com bandas G, Q ou R; pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH; e sequenciamento completo do exoma (WES). Também pode ser solicitada a dosagem de alfa-fetoproteína. O atendimento em reabilitação para doenças raras é um procedimento previsto no SUS.[1]

A condição é classificada com o código Q77.8 na CID-10 e possui o identificador OMIM:609052.[1][3]

Tratamento e manejo

Não há um tratamento curativo específico para a displasia espondilometafisária, tipo A4. O manejo é multidisciplinar e focado no alívio dos sintomas, na prevenção de complicações e na melhora da qualidade de vida. O acompanhamento deve ser feito por uma equipe que pode incluir ortopedista, geneticista, fisioterapeuta e terapeuta ocupacional.[1][3]

O tratamento é individualizado e pode incluir cirurgias ortopédicas para correção de deformidades (como coxa vara ou pectus carinatum), fisioterapia para manter a mobilidade articular e fortalecimento muscular, e uso de órteses quando necessário. O suporte psicológico e social também é importante para o paciente e sua família.[1][3]

Prognóstico e qualidade de vida

O prognóstico varia de acordo com a gravidade das alterações ósseas e a presença de complicações. Com acompanhamento médico adequado e reabilitação, é possível melhorar a função e a qualidade de vida. O suporte de grupos de pacientes e de centros especializados em doenças raras é fundamental.[1][3]

Fontes numeradas em Referências.

Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.

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EM LINGUAGEM SIMPLES

A displasia espondilometafisária, tipo A4 é uma alteração genética muito rara que atinge os ossos da coluna e os membros. A família costuma perceber, ainda na primeira infância, uma baixa estatura importante, encurtamento dos braços e pernas, além de limitação para movimentar algumas articulações. Não existe um remédio que cure a condição, mas o acompanhamento ortopédico e a reabilitação ajudam a promover maior bem-estar e independência. No SUS, embora a doença não possua um protocolo clínico específico, estão disponíveis exames diagnósticos genéticos e serviços de reabilitação para doenças raras.

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Informacoes curadas por IA — podem conter imprecisoes

Displasia espondilometafisária, tipo leste-africano, é uma doença genética rara caracterizada por anomalias esqueléticas envolvendo as vértebras e a metáfise. Apenas dois casos isolados foram relatados.

Escala de raridade

CLASSIFICAÇÃO ORPHANET · BRASIL 2024
<1 / 1 000 000
Ultra-rara
<1/50k
Muito rara
1/20k
Rara
1/10k
Pouco freq.
1/5k
Incomum
1/2k
Prevalência
0.0
Worldwide
Casos conhecidos
3
pacientes catalogados
Início
Infancy
🏥
SUS: Cobertura mínimaScore: 15%
5 procedimentos SIGTAPCID-10: Q77.8
🇧🇷Dados SUS / DATASUS
EXAMES E PROCEDIMENTOS RELACIONADOS (5)
•
Cariótipo — bandas G, Q ou R
•
Pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH
•
Sequenciamento completo do exoma (WES)
•
Dosagem de alfa-fetoproteína
•
Atendimento em reabilitação — doenças raras
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Sinais e sintomas

O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece

Características mais comuns

90%prev.
Micromelia
Muito frequente (99-80%)
90%prev.
Platispondilia
Muito frequente (99-80%)
90%prev.
Coxa vara
Muito frequente (99-80%)
90%prev.
Baixa estatura grave
Muito frequente (99-80%)
90%prev.
Displasia espondilometafisária
Muito frequente (99-80%)
55%prev.
Palma curta
Frequente (79-30%)
29sintomas
Muito frequente (5)
Frequente (1)
Ocasional (2)
Sem dados (21)

Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 29 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.

Muito frequente (99-80%)90%
PlatispondiliaPlatyspondyly
Muito frequente (99-80%)90%
Muito frequente (99-80%)90%
Baixa estatura graveSevere short stature
Muito frequente (99-80%)90%
Displasia espondilometafisáriaSpondylometaphyseal dysplasia
Muito frequente (99-80%)90%

Linha do tempo da pesquisa

Publicações por ano — veja quando o interesse científico cresceu
Anos de pesquisa7desde 2019
Últimos 10 anos1publicações
Pico20191 papers
Linha do tempo
20202019Hoje · 2026
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Genética e causas

O que está alterado no DNA e como passa nas famílias

🧬

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Diagnóstico

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Tratamento e manejo

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🇧🇷 Atendimento SUS — Displasia espondilometafisária, tipo A4

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Publicações mais relevantes

Timeline de publicações
0 papers (10 anos)
#1

A novel sequence variant in COL10A1 causing spondylometaphyseal dysplasia accompanied with coxa valga: A case report.

Medicine2019 Jul

Spondylometaphyseal dysplasia (SMD) is an extremely rare disorder of irregular development of spine and metaphyses of long tubular bones. Mutations in the collagen type X alpha 1 gene were found to underlie this condition. Previously reported mutations in the N-terminal non-collagenous NC2 domain and C-terminal non-collagenous NC1 domain failed to be identified in some specific patients. A 23-year-old male was referred to us for fixed, angular thoracolumbar kyphosis with semi-paralysis, numbness, and tremor on his left lower limb. Marked hypoplasia of thoracolumbar vertebra and spinal canal stenosis were observed on radiology. He was diagnosed with spondylometaphyseal dysplasia (Type A4). Gene sequencing was performed using normalized targeted regions sequencing (TRS). A novel heterozygous missense variant p.Gly139Cys in the triple-helical region. Multiple lines of evidence imply this mutation to be pathogenic. Posterior instrumentation and vertebral column resection were given to correct his fixed, angular thoracolumbar kyphosis. The correction was satisfying and the functional outcomes were good. The findings corroborated that type X collagen plays a critical role in the formation of the human spine as well as the long bones, and further expanded the range of type X collagenopathy. Surgical procedure could be considered for patients with severe malformation and neurological impairments.

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Perguntas frequentes

O que as famílias mais perguntam sobre esta doença — cada resposta com a fonte de onde saiu

Respostas geradas por IA a partir das fontes citadas

Sim, a doença apresenta herança autossômica recessiva. Isso quer dizer que os pais geralmente carregam a alteração sem apresentar os sintomas da condição.

Referências

Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete

5 fontes citadas no texto · 1 publicação do grafo RarasNet (PubMed) · 3 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.

  1. MONDO
    purl.obolibrary.org
  2. GARD:458
    GARD (NIH)
  3. Q55783635
    Wikidata

Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.

Citar este verbete

Raras. (2026). Displasia espondilometafisária, tipo A4. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/displasia-espondilometafisaria-tipo-a4

Formato APA. Conteúdo sob CC BY 4.0 — reuso livre com atribuição.

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Compêndio · Raras BR

Displasia espondilometafisária, tipo A4

ORPHA:168555 · MONDO:0012185
🇧🇷 Brasil SUS
SIGTAP
5 procedimentos
Geral
Prevalência
<1 / 1 000 000
Casos
3 casos conhecidos
Herança
Autosomal recessive
CID-10
Q77.8 · Outras osteocondrodisplasias com anomalias do crescimento dos ossos longos e da coluna vertebral
CID-11
Início
Infancy
Prevalência
0.0 (Worldwide)
MedGen
UMLS
C1836862
Wikidata

📋 Origem dos dados

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Doença rara (ontologia)
fonte: Orphanet
Identificador unificado
fonte: MONDO
Genética mendeliana
fonte: OMIM
Indexação biomédica
fonte: MeSH (NLM)
Dado público estruturado
fonte: Wikidata
Rara