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Síndrome de osteopatia estriada-esclerose craniana
ORPHA:2780CID-10 · Q78.8CID-11 · LD24.1YOMIM 300373DOENÇA RARA
Esta doença tem causa genética. Recomendamos procurar um médico geneticista para diagnóstico, exames genéticos e aconselhamento familiar.
Sistema ósseoInício neonatalHerança XL/XLD
Também conhecida comoOS-CS
Sinônimos clínicos: Hiperostose generalisada estriada

A Osteopatia Estriada com Esclerose Craniana (OS-CS) é uma displasia óssea, ou seja, uma condição que causa problemas no desenvolvimento dos ossos. Ela é caracterizada por linhas longitudinais nas metáfises (as partes dos ossos longos onde eles crescem), endurecimento dos ossos do crânio e do rosto, macrocefalia (cabeça maior que o normal), fenda palatina (o conhecido "céu da boca rachado") e perda de audição.

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Introdução

O que você precisa saber de cara

💬
EM LINGUAGEM SIMPLES

A síndrome de osteopatia estriada-esclerose craniana é uma alteração rara no desenvolvimento dos ossos que se manifesta por endurecimento dos ossos da cabeça e traços lineares nas metáfises dos ossos longos. A família costuma notar um formato aumentado da cabeça (macrocefalia), alterações nos dedos ou no peito, dificuldades para escutar e, em alguns casos, fissuras no céu da boca ou lábios. Embora não haja um medicamento específico curativo, o cuidado baseia-se no tratamento dos sintomas para garantir o bem-estar e o desenvolvimento da criança. No Brasil, a condição não consta na lista de PCDTs de doenças raras do Ministério da Saúde, mas o SUS oferece exames diagnósticos genéticos e procedimentos de atendimento em reabilitação.

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A Osteopatia Estriada com Esclerose Craniana (OS-CS) é uma displasia óssea, ou seja, uma condição que causa problemas no desenvolvimento dos ossos. Ela é caracterizada por linhas longitudinais nas metáfises (as partes dos ossos longos onde eles crescem), endurecimento dos ossos do crânio e do rosto, macrocefalia (cabeça maior que o normal), fenda palatina (o conhecido "céu da boca rachado") e perda de audição.

Publicações científicas
7 artigos
Último publicado: 2007 Jan-Feb

Escala de raridade

CLASSIFICAÇÃO ORPHANET · BRASIL 2024
<1 / 1 000 000
Ultra-rara
<1/50k
Muito rara
1/20k
Rara
1/10k
Pouco freq.
1/5k
Incomum
1/2k
Prevalência
0.0
Worldwide
Casos conhecidos
100
pacientes catalogados
Início
Antenatal
+ infancy, neonatal
🏥
SUS: Cobertura mínimaScore: 15%
5 procedimentos SIGTAPCID-10: Q78.8
🇧🇷Dados SUS / DATASUS
EXAMES E PROCEDIMENTOS RELACIONADOS (5)
•
Cariótipo — bandas G, Q ou R
•
Pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH
•
Sequenciamento completo do exoma (WES)
•
Dosagem de alfa-fetoproteína
•
Atendimento em reabilitação — doenças raras
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Entender a doença

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Sinais e sintomas

O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece

Partes do corpo afetadas

😀
Face
19 sintomas
🦴
Ossos e articulações
18 sintomas
🧠
Neurológico
10 sintomas
🫃
Digestivo
4 sintomas
🦷
Dentes
4 sintomas
❤️
Coração
4 sintomas

+ 31 sintomas em outras categorias

Características mais comuns

90%prev.
Calvária espessada
Muito frequente (99-80%)
90%prev.
Hiperostose facial
Muito frequente (99-80%)
90%prev.
Osteopetrose
Muito frequente (99-80%)
90%prev.
Asas ilíacas grandes
Muito frequente (99-80%)
90%prev.
Asas ilíacas altas
Muito frequente (99-80%)
90%prev.
Trabeculação óssea rugosa
Muito frequente (99-80%)
100sintomas
Muito frequente (8)
Frequente (14)
Ocasional (26)
Muito raro (4)
Sem dados (48)

Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 100 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.

Calvária espessadaThickened calvaria
Muito frequente (99-80%)90%
Hiperostose facialFacial hyperostosis
Muito frequente (99-80%)90%
OsteopetroseOsteopetrosis
Muito frequente (99-80%)90%
Asas ilíacas grandesLarge iliac wings
Muito frequente (99-80%)90%
Asas ilíacas altasHigh iliac wings
Muito frequente (99-80%)90%

Linha do tempo da pesquisa

Publicações por ano — veja quando o interesse científico cresceu
Anos de pesquisa2desde 2024
Total histórico7PubMed
Últimos 10 anos4publicações
Pico20171 papers
Linha do tempo
2024Hoje · 2026
Publicações por ano (últimos 10 anos)

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Genética e causas

O que está alterado no DNA e como passa nas famílias

Genes associados

2 genes identificados com associação a esta condição. Padrão de herança: X-linked dominant.

Curadoria gene-doença

fontes oficiais
AMER1
AMER1
CTNNB1Catenin beta-1Disease-causing germline mutation(s) (gain of function) inAltamente restrito
VIAS BIOLÓGICAS (10)
Formation of the nephric ductSpecification of the neural plate borderSynthesis, secretion, and inactivation of Glucagon-like Peptide-1 (GLP-1)TCF dependent signaling in response to WNTTranscriptional Regulation by VENTX
MECANISMO DE DOENÇA

Colorectal cancer

A complex disease characterized by malignant lesions arising from the inner wall of the large intestine (the colon) and the rectum. Genetic alterations are often associated with progression from premalignant lesion (adenoma) to invasive adenocarcinoma. Risk factors for cancer of the colon and rectum include colon polyps, long-standing ulcerative colitis, and genetic family history.

EXPRESSÃO TECIDUAL(Ubíquo)
Cervix Endocervix
297.5 TPM
Cervix Ectocervix
257.8 TPM
Artéria tibial
233.5 TPM
Ovário
201.9 TPM
Cérebro - Hemisfério cerebelar
201.3 TPM
OUTRAS DOENÇAS (17)
hepatocellular carcinomasevere intellectual disability-progressive spastic diplegia syndromeovarian cancerpilomatrixoma
HGNC:2514UniProt:P35222
AMER1APC membrane recruitment protein 1Disease-causing germline mutation(s) inAltamente restrito
VIAS BIOLÓGICAS (10)
Disassembly of the destruction complex and recruitment of AXIN to the membraneDegradation of beta-catenin by the destruction complexCTNNB1 T41 mutants aren't phosphorylatedCTNNB1 S33 mutants aren't phosphorylatedCTNNB1 S37 mutants aren't phosphorylated
MECANISMO DE DOENÇA

Osteopathia striata with cranial sclerosis

An X-linked dominant sclerosing bone dysplasia that presents in females with macrocephaly, cleft palate, facial palsy, conductive hearing loss, mild learning disabilities, sclerosis of the long bones and skull. Longitudinal striations are visible on radiographs of the long bones, pelvis, and scapulae (osteopathia striata). In males this entity is usually associated with fetal or neonatal lethality. Occasional surviving males have, in addition to hyperostosis, cardiac, intestinal, and genitourinary malformations.

OUTRAS DOENÇAS (1)
osteopathia striata with cranial sclerosis
HGNC:26837UniProt:Q5JTC6

Variantes genéticas (ClinVar)

584 variantes patogênicas registradas no ClinVar.

🧬 CTNNB1: NM_001904.4(CTNNB1):c.1273del (p.Ser425fs) ()
🧬 CTNNB1: NM_001904.4(CTNNB1):c.701_704dup (p.Gly236fs) ()
🧬 CTNNB1: NM_001904.4(CTNNB1):c.1838T>G (p.Val613Gly) ()
🧬 CTNNB1: NM_001904.4(CTNNB1):c.955_974del (p.Gly319fs) ()
🧬 CTNNB1: GRCh37/hg19 3p26.3-14.3(chr3:2263690-55016039)x3 ()
Ver todas no ClinVar

Vias biológicas (Reactome)

35 vias biológicas associadas aos genes desta condição.

Diagnóstico

Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam

Carregando...

Tratamento e manejo

Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar

Carregando informações de tratamento...

Onde tratar no SUS

Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)

🇧🇷 Atendimento SUS — Síndrome de osteopatia estriada-esclerose craniana

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Pesquisa ativa

Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes

Pesquisa e ensaios clínicos

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Publicações mais relevantes

Timeline de publicações
40 papers (10 anos)

Mostrando amostra de 4 publicações de um total de 40

#1

Osteopathia striata with cranial sclerosis as a cancer predisposition syndrome: The first report of neuroblastoma and review of all cancers in OSCS.

American journal of medical genetics. Part A2024 Oct

Osteopathia Striata with Cranial Sclerosis (OSCS) is a rare genetic condition primarily characterized by metaphyseal striations of long bones, bone sclerosis, macrocephaly, and other congenital anomalies. It is caused by pathogenic variants in AMER1, a tumor suppressor and a WNT signaling repressor gene with key roles in tissue regeneration, neurodevelopment, tumorigenesis, and other developmental processes. While somatic AMER1 pathogenic variants have frequently been identified in several tumor types (e.g., Wilms tumor and colorectal cancer), whether OSCS (i.e., with AMER1 germline variants) is a tumor predisposition syndrome is not clear, with only nine cases reported with tumors. We here report the first case of neuroblastoma diagnosed in a male child with OSCS, review all previously reported tumors diagnosed in individuals with OSCS, and discuss potential tumorigenic mechanisms of AMER1. Our report adds to the accumulating evidence suggesting OSCS is a tumor predisposition condition, highlighting the importance of maintaining a high index of suspicion for the associated tumors when evaluating patients with OSCS. Importantly, Wilms tumor stands out as the most commonly observed tumor in OSCS patients, underscoring the need for regular surveillance.

#2

Intestinal malrotation in a female newborn affected by Osteopathia Striata with Cranial Sclerosis due to a de novo heterozygous nonsense mutation of the AMER1 gene.

Italian journal of pediatrics2022 Dec 29

Osteopathia Striata with Cranial Sclerosis (OS-CS), also known as Horan-Beighton Syndrome, is a rare genetic disease; about 90 cases have been reported to date. It is associated with mutations (heterozygous for female subjects and hemizygous for males) of the AMER1 gene, located at Xq11.2, and shows an X-linked pattern of transmission. Typical clinical manifestations include macrocephaly, characteristic facial features (frontal bossing, epicanthal folds, hypertelorism, depressed nasal bridge, orofacial cleft, prominent jaw), hearing loss and developmental delay. Males usually present a more severe phenotype than females and rarely survive. Diagnostic suspicion is based on clinical signs, radiographic findings of cranial and long bones sclerosis and metaphyseal striations, subsequent genetic testing may confirm it. Hereby, we report on a female newborn with frontal and parietal bossing, narrow bitemporal diameter, dysplastic, low-set and posteriorly rotated ears, microretrognathia, cleft palate, and rhizomelic shortening of lower limbs. Postnatally, she manifested feeding intolerance with biliary vomiting and abdominal distension. Therefore, in the suspicion of bowel obstruction, she underwent surgery, which evidenced and corrected an intestinal malrotation. Limbs X-ray and skull computed tomography investigations did not show cranial sclerosis and/or metaphyseal striations. Array-CGH analysis revealed normal findings. Then, a target next generation sequencing (NGS) analysis, including the genes involved in skeletal dysplasias, was performed and revealed a de novo heterozygous nonsense mutation of the AMER1 gene. The patient was discharged at 2 months of age and included in a multidisciplinary follow-up. Aged 9 months, she now shows developmental and growth (except for relative macrocephaly) delay. The surgical correction of cleft palate has been planned. Our report shows the uncommon association of intestinal malrotation in a female newborn with OS-CS. It highlights that neonatologists have to consider such a diagnosis, even in absence of cranial sclerosis and long bones striations, as these usually appear over time. Other syndromes with cranial malformations and skeletal dysplasia must be included in the differential diagnosis. The phenotypic spectrum is wide and variable in both genders. Due to variable X-inactivation, females may also show a severe and early-onset clinical picture. Multidisciplinary management and careful, early and long-term follow-up should be offered to these patients, in order to promptly identify any associated morbidities and prevent possible complications or adverse outcomes.

#3

Wilms tumor in patients with osteopathia striata with cranial sclerosis.

European journal of human genetics : EJHG2021 Mar

Germline pathogenic variants in AMER1 cause osteopathia striata with cranial sclerosis (OSCS: OMIM 300373), an X-linked sclerosing bone disorder. Female heterozygotes exhibit metaphyseal striations in long bones, macrocephaly, cleft palate, and, occasionally, learning disability. Male hemizygotes typically manifest the condition as fetal or neonatal death. Somatically acquired variants in AMER1 are found in neoplastic tissue in 15-30% of patients with Wilms tumor; however, to date, only one individual with OSCS has been reported with a Wilms tumor. Here we present four cases of Wilms tumor in unrelated individuals with OSCS, including the single previously published case. We also report the first case of bilateral Wilms tumor in a patient with OSCS. Tumor tissue analysis showed no clear pattern of histological subtypes. In Beckwith-Wiedemann syndrome, which has a known predisposition to Wilms tumor development, clinical protocols have been developed for tumor surveillance. In the absence of further evidence, we propose a similar protocol for patients with OSCS to be instituted as an initial precautionary approach to tumor surveillance. Further evidence is needed to refine this protocol and to evaluate the possibility of development of other neoplasms later in life, in patients with OSCS.

#4

First case of osteopathia striata with cranial sclerosis in an adult male with Klinefelter syndrome.

Joint bone spine2017 Jan

Osteopathia striata with cranial sclerosis is a rare X-linked disorder. It is often lethal in male patients, and is considered X-linked dominant since affected females exhibit clinical signs, although milder than males. We describe here an adult male patient, with clinical and radiological signs similar to those described in female patients. Diagnosis was confirmed by the identification of an AMER1 mutation. The presence of long bones striation and the clinical phenotype of the patient also led to the diagnosis of non-mosaic Klinefelter syndrome, probably explaining the non-lethal and even rather minor phenotype compared to the rare affected males already described.

Publicações recentes

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Perguntas frequentes

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Respostas geradas por IA a partir das fontes citadas

A síndrome é uma condição genética com padrão de herança dominante ligada ao cromossomo X. Ela está associada a mutações nos genes AMER1 e CTNNB1, que afetam vias biológicas reguladoras da densidade e formação dos ossos.

Referências

Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete

9 publicações do grafo RarasNet (PubMed) · 7 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.

  1. ORPHA:2780
    Orphanet
  2. GARD:4148
    GARD (NIH)
  3. Q32136756
    Wikidata

Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.

Citar este verbete

Raras. (s.d.). Síndrome de osteopatia estriada-esclerose craniana. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/sindrome-de-osteopatia-estriada-esclerose-craniana

Formato APA. Conteúdo sob CC BY 4.0 — reuso livre com atribuição.

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Compêndio · Raras BR

Síndrome de osteopatia estriada-esclerose craniana

ORPHA:2780 · MONDO:0010310
🇧🇷 Brasil SUS
SIGTAP
5 procedimentos
Geral
Prevalência
<1 / 1 000 000
Casos
100 casos conhecidos
Herança
X-linked dominant
CID-10
Q78.8 · Outras osteocondrodisplasias especificadas
CID-11
Início
Antenatal, Infancy, Neonatal
Prevalência
0.0 (Worldwide)
MedGen
UMLS
C0432268
Wikidata
Papers 10a

📋 Origem dos dados

Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.

Doença rara (ontologia)
fonte: Orphanet
Identificador unificado
fonte: MONDO
Genética mendeliana
fonte: OMIM
Indexação biomédica
fonte: MeSH (NLM)
Dado público estruturado
fonte: Wikidata
Rara