Síndrome rara associada à microdeleção no cromossomo 21q22.11q22.12, caracterizada por atraso global grave do desenvolvimento, escafocefalia, fissura palpebral em amêndoa e braquidactilia. Pode apresentar bruxismo, distúrbios do sono, anemia e camptodactilia.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A Síndrome de microdeleção 21q22 é uma doença genética rara, caracterizada pela perda de uma pequena porção do cromossomo 21 (região q22.11q22.12). Essa alteração cromossômica pode levar a uma combinação de sinais e sintomas que afetam múltiplos sistemas do corpo, incluindo atraso no desenvolvimento, características faciais distintas e problemas de saúde variados. A síndrome é considerada muito rara, com prevalência estimada em menos de 1 caso por 1.000.000 de pessoas.[1][3]
Os primeiros sinais geralmente aparecem no período neonatal ou na primeira infância. O padrão de herança não é aplicável, pois a condição geralmente ocorre de forma esporádica, sem ser herdada dos pais.[1][3]
Sinais e sintomas
As manifestações da síndrome são variadas e podem incluir alterações craniofaciais, como microcefalia (cabeça pequena), escafocefalia (formato alongado do crânio), retrusão médio-facial (parte central do rosto para trás), fissura palpebral em forma de amêndoa, filtro liso (sulco entre nariz e lábio superior pouco marcado), vermelhão do lábio superior fino, orelhas de implantação baixa e protrusão da língua.[1][3]
No desenvolvimento, observa-se atraso global grave, fala pobre e dificuldades alimentares na infância. Problemas neurológicos como hipotonia do lactente (moleza), convulsões, bruxismo (ranger de dentes) e distúrbio do ciclo sono-vigília são comuns. Alterações esqueléticas incluem braquidactilia (dedos curtos), camptodactilia (dedos permanentemente fletidos), acromesomelia (encurtamento de antebraços e pernas) e falange proximal curta do 5º dedo.[1][3]
Outros sinais frequentes são estrabismo, otite média recorrente, anemia, trombocitopenia (baixa contagem de plaquetas), mamilos hipoplásicos (pouco desenvolvidos) e comportamento atípico.[1][3]
Causas genéticas
A Síndrome de microdeleção 21q22 é causada pela deleção (perda) de um segmento do braço longo do cromossomo 21, especificamente na região q22.11q22.12. Essa deleção pode afetar vários genes, incluindo o gene KIF15 (Kinesin-like protein KIF15), que desempenha um papel importante na divisão celular e no desenvolvimento do sistema nervoso.[1][4]
A perda desse material genético interfere no desenvolvimento normal do embrião, resultando nos sinais e sintomas observados. A condição geralmente não é herdada, sendo resultado de uma mutação nova (de novo) que ocorre durante a formação dos gametas ou nas primeiras divisões celulares após a fertilização.[1][4]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sinais e sintomas e confirmado por exames genéticos. Os principais testes disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS) incluem: cariótipo com bandas G, Q ou R; pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH (hibridização in situ por fluorescência); e sequenciamento completo do exoma (WES).[1][4]
Existem atualmente 336 testes genéticos disponíveis para a condição, e 10 variantes patogênicas estão registradas no ClinVar. A dosagem de alfa-fetoproteína também pode ser solicitada como parte da investigação. O código CID-10 associado é Q93.5 (Deleção de parte de um cromossomo autossômico).[1][4]
Tratamento e manejo
Não existe cura para a síndrome, e o tratamento é multidisciplinar, focado no manejo dos sintomas e na melhora da qualidade de vida. O acompanhamento deve incluir atendimento em reabilitação para doenças raras, disponível no SUS, além de suporte de neurologia, oftalmologia, otorrinolaringologia, fonoaudiologia, terapia ocupacional e fisioterapia.[1]
O manejo das convulsões, da anemia e da trombocitopenia deve ser individualizado, com acompanhamento médico regular. Dificuldades alimentares podem exigir suporte nutricional especializado. O tratamento do bruxismo e dos distúrbios do sono deve ser orientado por especialistas. Não há medicamentos específicos aprovados para a síndrome.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico varia amplamente dependendo da gravidade dos sintomas e da presença de complicações associadas. O atraso global grave do desenvolvimento e a fala pobre são desafios significativos, mas com intervenção precoce e suporte multidisciplinar, é possível melhorar a qualidade de vida e o bem-estar do paciente e de sua família.[1][3]
O acompanhamento regular com uma equipe de saúde especializada é essencial para monitorar o desenvolvimento, tratar intercorrências e oferecer suporte psicossocial. A expectativa de vida pode ser reduzida em casos mais graves, mas muitos pacientes podem viver até a idade adulta com cuidados adequados.[1][3]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Síndrome rara associada à microdeleção no cromossomo 21q22.11q22.12, caracterizada por atraso global grave do desenvolvimento, escafocefalia, fissura palpebral em amêndoa e braquidactilia. Pode apresentar bruxismo, distúrbios do sono, anemia e camptodactilia.
Escala de raridade
<1/50kMuito rara
1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
1/2k
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Entender a doença
Do básico ao detalhe, leia no seu ritmo
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Visão geral
A Síndrome de microdeleção 21q22 é uma doença genética rara, caracterizada pela perda de uma pequena porção do cromossomo 21 (região q22.11q22.12). Essa alteração cromossômica pode levar a uma combinação de sinais e sintomas que afetam múltiplos sistemas do corpo, incluindo atraso no desenvolvimento, características faciais distintas e problemas de saúde variados. A síndrome é considerada muito rara, com prevalência estimada em menos de 1 caso por 1.000.000 de pessoas.[1][3]
Os primeiros sinais geralmente aparecem no período neonatal ou na primeira infância. O padrão de herança não é aplicável, pois a condição geralmente ocorre de forma esporádica, sem ser herdada dos pais.[1][3]
Sinais e sintomas
As manifestações da síndrome são variadas e podem incluir alterações craniofaciais, como microcefalia (cabeça pequena), escafocefalia (formato alongado do crânio), retrusão médio-facial (parte central do rosto para trás), fissura palpebral em forma de amêndoa, filtro liso (sulco entre nariz e lábio superior pouco marcado), vermelhão do lábio superior fino, orelhas de implantação baixa e protrusão da língua.[1][3]
No desenvolvimento, observa-se atraso global grave, fala pobre e dificuldades alimentares na infância. Problemas neurológicos como hipotonia do lactente (moleza), convulsões, bruxismo (ranger de dentes) e distúrbio do ciclo sono-vigília são comuns. Alterações esqueléticas incluem braquidactilia (dedos curtos), camptodactilia (dedos permanentemente fletidos), acromesomelia (encurtamento de antebraços e pernas) e falange proximal curta do 5º dedo.[1][3]
Outros sinais frequentes são estrabismo, otite média recorrente, anemia, trombocitopenia (baixa contagem de plaquetas), mamilos hipoplásicos (pouco desenvolvidos) e comportamento atípico.[1][3]
Causas genéticas
A Síndrome de microdeleção 21q22 é causada pela deleção (perda) de um segmento do braço longo do cromossomo 21, especificamente na região q22.11q22.12. Essa deleção pode afetar vários genes, incluindo o gene KIF15 (Kinesin-like protein KIF15), que desempenha um papel importante na divisão celular e no desenvolvimento do sistema nervoso.[1][4]
A perda desse material genético interfere no desenvolvimento normal do embrião, resultando nos sinais e sintomas observados. A condição geralmente não é herdada, sendo resultado de uma mutação nova (de novo) que ocorre durante a formação dos gametas ou nas primeiras divisões celulares após a fertilização.[1][4]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sinais e sintomas e confirmado por exames genéticos. Os principais testes disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS) incluem: cariótipo com bandas G, Q ou R; pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH (hibridização in situ por fluorescência); e sequenciamento completo do exoma (WES).[1][4]
Existem atualmente 336 testes genéticos disponíveis para a condição, e 10 variantes patogênicas estão registradas no ClinVar. A dosagem de alfa-fetoproteína também pode ser solicitada como parte da investigação. O código CID-10 associado é Q93.5 (Deleção de parte de um cromossomo autossômico).[1][4]
Tratamento e manejo
Não existe cura para a síndrome, e o tratamento é multidisciplinar, focado no manejo dos sintomas e na melhora da qualidade de vida. O acompanhamento deve incluir atendimento em reabilitação para doenças raras, disponível no SUS, além de suporte de neurologia, oftalmologia, otorrinolaringologia, fonoaudiologia, terapia ocupacional e fisioterapia.[1]
O manejo das convulsões, da anemia e da trombocitopenia deve ser individualizado, com acompanhamento médico regular. Dificuldades alimentares podem exigir suporte nutricional especializado. O tratamento do bruxismo e dos distúrbios do sono deve ser orientado por especialistas. Não há medicamentos específicos aprovados para a síndrome.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico varia amplamente dependendo da gravidade dos sintomas e da presença de complicações associadas. O atraso global grave do desenvolvimento e a fala pobre são desafios significativos, mas com intervenção precoce e suporte multidisciplinar, é possível melhorar a qualidade de vida e o bem-estar do paciente e de sua família.[1][3]
O acompanhamento regular com uma equipe de saúde especializada é essencial para monitorar o desenvolvimento, tratar intercorrências e oferecer suporte psicossocial. A expectativa de vida pode ser reduzida em casos mais graves, mas muitos pacientes podem viver até a idade adulta com cuidados adequados.[1][3]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Partes do corpo afetadas
+ 23 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 59 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Linha do tempo da pesquisa
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição. Padrão de herança: Not applicable.
Plus-end directed kinesin-like motor enzyme involved in mitotic spindle assembly
CytoplasmCytoplasm, cytoskeleton, spindle
Braddock-Carey syndrome 2
An autosomal recessive disease characterized by microcephaly, congenital thrombocytopenia, and facial dysmorphisms including Pierre-Robin sequence.
Variantes genéticas (ClinVar)
10 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Classificação de variantes (ClinVar)
Distribuição de 1 variantes classificadas pelo ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
3 vias biológicas associadas aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Síndrome de microdeleção 21q22
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Dados de DATASUS/CNES, SBGM, ABNeuro e Ministério da Saúde. Sempre confirme a disponibilidade diretamente com o estabelecimento.
Pesquisa ativa
Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes
Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
Publicações mais relevantes
Publicações recentes
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Comunidades
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Ainda não existe comunidade no Raras para Síndrome de microdeleção 21q22
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Referências e fontes
Bases de dados externas citadas neste artigo
Publicações científicas
Artigos indexados no PubMed ligados a esta doença no grafo RarasNet — título, periódico e PMID direto da fonte, sem intermediação de IA.
Bases de dados e fontes oficiais
Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.
- ORPHA:261323(Orphanet)
- MONDO:0016845(MONDO)
- GARD:20779(GARD (NIH))
- Variantes catalogadas(ClinVar)
- Busca completa no PubMed(PubMed)
- Q55786552(Wikidata)
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Conteúdo mantido por Agente Raras · Médicos e pesquisadores podem colaborar
Síndrome de microdeleção 21q22
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata